A Little Piece Of Heaven
13 Capítulo 12
Notas iniciais
- Esse capítulo ficou grandinho e particularmente eu adorei o final dele! hehe
- Só pra constar e não deixar nenhuma dúvida, por mais que a gente saiba quem é quem na história, o Brian ainda não sabe que a Julliet é a Julliet e a Julliet não faz ideia de quem seja o Brian (nem sabe que ele "existe" ainda) e assim vai, todo mundo vai conheçer todo mundo e nomes serão dados mais para frente.
- Leitoras novas sejam bem vindas! *O* Espero que fiquem acompanhando até o fim.
- Leitores fantasmas apareçam!
- Obrigada a todos que mandam reviews, estou amando o retorno de vocês, não achei que a fic teria tanto resultado como está tendo, só tenho a agradeçer a todos, vocês são FODAA!*O* Amo vocês!
Espero que gostem e boa leitura! ;*
* leiam as notinhas!!! *
Julliet entrou em casa, seus pais estavam na sala, ela foi até eles e depositou um beijo no alto da cabeça de cada um.
- Demorou meu anjo.
- É que é um trabalho imenso e eu acabei me empolgando.
- Entendo, olha, nós deixamos sua janta na microondas, só esquentar.
- Obrigada pai, eu vou subir e tomar um banho, daqui a pouco eu volto.
- Tudo bem, vai lá.
A menina subiu as escadas entrou em seu quarto, largou a mochila ao lado da porta, ligou seu som, mas dessa vez com músicas mais leves para relaxar, ela olhou as horas no relógio que tinha no visor do aparelho, eram 21:30, ela realmente tinha demorado para voltar.
Ela se direcionou para o banheiro, se despiu e tomou uma ducha fria. Vestiu um shorts bem pequeno de algodão preto e uma camiseta também de algodão branca. A menina penteou seus longos cabelos e o prendeu em um rabo de cavalo bem no alto da cabeça. (lê-se: tão alto quanto os que a Xuxa usava )
Julliet já havia arrumado mais ou menos seu quarto, ainda estava sem os móveis, mas as coisas não estavam mais socadas em uma mala pelo menos.
Ela pegou a garrafa de whisky que comprou, – que por sinal já estava quase acabando – cigarros e seu violão e foi para a varanda de seu quarto. Ela apoiou a garrafa e os cigarros na muretinha, sentou-se na mesma, acendeu um cigarro e começou a tocar seu violão. Ficava tocando enquanto tragava seu cigarro que ficava preso entre seus lábios o tempo todo.
Depois de um certo tempo ela parou de tocar o instrumento, o apoiou em um canto e pegou a garrafa de whisky e terminou de entorná-la de uma vez, depois pôs-se a observar a paisagem a sua volta. A lua estava meio encoberta por nuvens, mas mesmo assim ainda era refletida quase no horizonte, olhando mais para terra, as poucas ruas que faltavam para chegar até a praia eram muito bem iluminadas, a única parte que estava um breu era a parte dos fundos das casas – o quarto dela dava para os fundos das casas da outra rua – onde provavelmente os proprietários já estariam indo deitar ou dormindo para no dia seguinte enfrentar uma jornada de trabalho.
Julliet gostou do silencio que se encontrava e ainda mais da escuridão que estava ali, era como se tivesse encontrado um pedacinho de paz no meio da agitação e das luzes. Ela com cuidado deitou com as costas apoiadas na mureta – afinal se ela se mexesse de mal jeito despencaria do segundo andar.
Ela fechou os olhos e deixou que a brisa fresca beijasse seu rosto, ela ficou parada ali por um tempo desfrutando da sensação até que uma luz forte surgindo de sabe-se lá onde começou a incomodar. Ela abriu os olhos e viu que a luz vinha dos fundos da casa em frente a sua.
A luz saia pela porta de vidro da cozinha que dava para acesso para o jardim de trás. De onde estava ela conseguia enxergar uma mulher de cabelos castanhos encostada na bancada tomando um copo do que parecia ser água, a mulher se virou quando uma figura masculina entrou no ambiente, Julliet não pôde ver seu rosto porque de onde ela estava só conseguia enxergar até a altura dos quadris. A mulher foi até ele e o abraçou, pela demora em separarem-se deveriam estar se beijando.
Julliet bocejou e resolveu entrar e ir dormir, ela desceu da mureta, olhou uma ultima vez o céu e a vista que tinha do mar e virou de lado para pegar suas coisas e entrou.
***
Brian chegou em casa e todos os cômodos estavam com a luz apagada, escuridão total. Ele estava se direcionando até o interruptor da sala, quando a luz da cozinha acendeu, ele foi andando até lá e encontrou uma mulher com um vestido preto encostada na bancada.
- Michelle?! – A mulher se virou, abriu um grande sorriso e veio em sua direção.
- Oi meu amor!
Michelle o abraçou e logo após o beijou, Brian logo se afastou.
- O que foi?
- Nada não, só uma er... tonteira. – Brian disse – Er, vai lá em cima chamar a Kenna, vou tomar um remédio enquanto isso.
- Tudo bem. – Michelle foi até ele e lhe plantou um beijo na bochecha, se virou e subiu as escadas.
Brian arfou, virou para ficar encostado na bancada de modo a olhar o jardim pela porta de vidro da cozinha. Ele fitou a paisagem noturna sem realmente vê-la, sua cabeça estava em outro lugar, ou melhor, em outra pessoa.
Ele não conseguiu tirar a menina da cabeça um minuto sequer desde que a deixou em sua casa. A cena de seus grandes olhos azuis próximos ao seu rosto não deixava seus pensamentos. Ele havia interrompido o beijo com Michelle não por tonteira e sim porque a imagem dela tinha voltado a sua cabeça, aquilo era estranho...
Ele a tirou da cabeça, pois começou a pensar nos meninos e na banda. Sábado segundo o que haviam dito para ele, um produtor iniciante de uma gravadora conhecida estaria no bar atrás de novos talentos, como eles eram a atração principal da noite provavelmente o cara estaria de olho neles. Tudo tinha que estar perfeito! As músicas bem ensaiadas, o público conectado com eles, toda a iluminação funcionando, os elementos do palco. Brian estava ficando aflito bem antes mesmo do evento, na verdade já estava paranoico, mas ele queria garantir que não perdessem sua grande chance por nada.
Algum tempo depois as meninas desceram e eles iam saindo de casa para ir se encontrar com os outros quando McKenna resolve voltar.
- Deixa disso Kenna, anda logo!
- É que esqueci o celular e não sei o numero de cabeça! É rapidinho eu prometo!
- Tudo bem, anda logo tampinha.
McKenna entrou em casa e voltou para o seu quarto onde havia deixado o celular, olhou na agenda até achar o número que desejava.
- Ei menina.
- Oi McKenna.
- Ei você quer ir no bar comigo e com os meninos?
- Ai até gostaria, mas cheguei de lá quase agora estou morta de cansaço, fica pra outro dia ok?
- Tudo bem então, até amanhã Julliet.
- Até Kenna.
A menina desligou o aparelho o colocou no bolso da calça e desceu e foi até o carro onde Brian e Michelle já estavam a esperando.
- E aí?
- Tudo certo, podemos ir.
- Ótimo, tô precisando encher a cara.
- Só não “enche a cara” e esquece que eu existo ok? – disse Michelle com uma voz de criança e melosa.
- Ok Chelle, que seja.
Depois de algum tempo eles chegaram ao bar e foram até a mesinha de estimação de Jimmy, onde já se encontravam quatro marmanjos muito bêbados, duas mulheres sóbrias ( ou semi ) e mais duas já quase inconscientes
- Cheguei seu bando de viados!
- Brianna meu amor! – Gritou Jimmy que levantou e abraçou Brian. (lê-se: quicou no banco em que estava sentado e se agarrou ao pescoço do amigo quase o puxando com tudo para baixo)
- Ai caralho, Jimmy seu viado me solta!
- Não solto não! Qual é, eu sei que você anda pulando a cerca sua puta! Das minhas mãos você não sai mais! – Disse Jimmy se atropelando nas palavras. Brian se desvencilhou dos braços do amigo e foi falar com a mais sóbria de todos ali.
- Oi Val.
- Como tá Haner?
- Bem e você?
- Ótima, tirando o fato de ter que arrastar um armário bêbado pra casa. – Eles riram.
- Esses viados nem pra me esperar.
- Oi maninha! – Disse Michelle a Val se metendo no meio da conversa – Oi Gena! – ela foi abraçar a outra mulher sóbria da mesa.
- E aí Chelle? – Falou Gena.
- Quem são essas daí? – Michelle apontou para as duas mulheres já desmaiadas na mesa.
- Ah, não sei, quando cheguei Jimmy e Johnny tavam se agarrando com elas.
- Oh sim, tinha que ser esses dois mesmo.
Rapidamente as três se reuniram para começar a conversar sobre assuntos que não interessavam nem um pouco a Haner. Quando esse se virou para falar com a irmã a mesma já havia sumido, ele resolveu então ir até o bar e começar a beber.
Haner sentou-se em um banco junto ao balcão e começou a pedir desenfreadamente doses e mais doses de bebida. Michelle depois de um bom tempo chegou por trás dele e o abraçou de vez em quando dando um ou outro beijo no pescoço de Brian, os dois beberam um pouco e Michelle quis arrastá-lo para dançar.
- Não Chelle.
- Por favor!
- Não quero ir...
- Por favorzinho amor?!
- Não quero caralho, é difícil de entender? Acho que loira é você e não sua irmã.
- Vai pra puta que pariu Brian! Anda logo, vem por bem ou por mal.
Vendo que aquela discussão idiota não iria a lugar algum até ele ceder, ele levantou e foi atrás da menina. Sinceramente essas atitudes da Michelle já o estavam irritando a algum tempo, ela havia ficado melosa, fresca e irritante demais, era uma mulher completamente diferente da qual conhecera e se apaixonara, a verdade era que Brian não sabia mais o que mantinha eles juntos, tudo que ele sentia por ela tinha se esvaído há algum tempo.
Michelle dançava super animada enquanto Brian ficava quase que parado ao seu lado sem animo nenhum para aquilo, ele preferia mil vezes estar quase desmaiado junto com os amigos ou até mesmo ficar em casa dormindo era melhor que aquilo!
A menina envolveu os braços no pescoço de Brian, num meio que abraço e começou a incitá-lo a dançar com ela.
- amor olha pra mim. – Disse ela a Brian que nem a olhava, estava distraído.
- Hã? O que?
- Olha pra mim! – Ela disse um pouco mais enérgica, ele voltou seu olhar para a namorada.
- Sim...?!
- Assim está melhor. – Ela abriu um sorriso – Sabe é tão bom ficar assim com você!
- Sério? Ér, ahn, quero dizer, também é bom ficar assim com você.
Michelle iniciava cada vez mais e mais um papo mais meloso e desinteressante, a mente de Brian vagava. Ele olhava fixamente o rosto de Michelle para fingir algum interesse e somente balança a cabeça de vez em quanto.
Aos poucos ele foi vendo a pele já branca de Michelle embranquecer mais ainda, seu nariz levemente, digamos, avantajado, diminuir num perfeito nariz redondinho e arrebitado, os pequenos olhos castanhos ficarem grandes e azuis, os cabelos castanhos alisados irem ficando mais longos, ondulados e negros. Em pouco tempo não era mais a imagem de Michelle que ele via a sua frente, e sim a da menina de hoje à tarde.
Ele não ouvia nem via mais Michelle a sua frente ele só conseguia enxergá-la, até que para sua infelicidade o rosto dela sumiu dando lugar novamente ao de Michelle que a olhava irritada, provavelmente ela já devia ter acabado de falar a horas e Brian não tinha mostrado reação alguma provando que não prestou atenção.
- Brian?! – Ela quase gritou, ele continuou com os olhos vidrados em seu rosto, mas não estava prestando atenção nela.
- Eu preciso saber quem você é... – Ele disse sem perceber que havia pronunciado aquelas palavras.
- Quem é quem Brian?! Você sabe muito bem quem eu sou!
- Eu preciso saber... Aqueles olhos azuis... – Ele dizia lentamente, via-se que a cabeça dele estava muito distante dali, Brian parecia sonhar acordado, mas na verdade estava tendo um monólogo de bebado.
- Azuis? Brian meus olhos são castanhos, para de falar merda e vem comigo! – Michelle começou a puxá-lo para a mesa onde estavam sentados, mas Brian ficou parado onde estava e soltou-se da mão de Michelle.
- Não, eu preciso encontrar... eu preciso saber quem é ela!
E assim Brian virou-se na direção oposta a de Michelle e começou a andar trôpego para onde se encontrava a porta de saída.
- Ela quem?! BRIAN HANER VOLTA AQUI E ME EXPLICA ISSO AGORA! – Gritava uma Michelle furiosa atrás dele várias vezes.
Notas finais
Espero que tenham gostado!
Mandem sugestões ok?
Beijos e até a próxima ;*
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