A Little Piece Of Heaven
27 Capítulo 26
Notas iniciais
Vamos aos recadinhos de sempre:
_ Obrigadas a todos os meus leitores pelos reviews, eu amo cada um deles véi.
_ Leitores fantasmas, apareçam!
_ Queria mandar um abraço e um beijão especial pra Vampira e para a Victims Of A Crime, duas lindas que recomendaram a fic e me deixaram muito feliz. Muito Obrigada minhas lindas eu amei demais! *O*
_ Já vou falando que o capítulo pode tá uma merda porque não sei se ajeitei tudo certinho.
_ FELIZ ANIVERSÁRIO SYNDERELAAA.
_ Dedico esse capítulo especialmente para o nosso Brian, para a Fernanda que praticamente escreveu esse capítulo (haha) e para a Vampira e para a Victim.
_ RECADINHO IMPORTANTE LÁ NO FINAL
* LEIAM AS NOTINHAS, É IMPORTANTE!!! *
Depois de muito brincarem dentro da água, um tanto cansado Brian carregou uma Julliet completamente exausta no colo até a faixa de areia amarelada da praia. A menina se encontrava aninhada confortavelmente junto ao peito de Brian.
Ele sentou-se ainda com ela junto de si e a apertou contra si com firmeza e assim ficaram longos minutos em silêncio, até que ele se pronunciou baixo:
– Sabe, é meio estranho tudo isso não acha? – Indagou ele e suspirou: — Tipo, o jeito que tudo aconteceu... – Disse ele completando a frase.
Não obteve resposta.
– Julliet?
Ele a afastou um pouco de si.
A menina se encontrava de olhos fechados, respirava calma e levemente, com um pequeno sorriso despontando nos lábios.
– Essa só sabe dormir. – Murmurou para si mesmo e riu baixo.
Não pôde deixar de sorrir ao se lembrar de que era ELA ali. Que finalmente o que tanto havia ansiado estava acontecendo. Também não lhe passou despercebido o corpo da menina. Suas roupas molhadas grudaram-se ao pequenino corpo, ressaltando todas as curvas femininas.
Brian com cuidado para não acordá-la passou um dos braços por baixo dos joelhos de Julliet e o outro de por baixo de seus braços e então a alçou do chão. Ele caminhou com a menina inerte em seus braços por todo o trajeto de volta ao condomínio.
Após longos minutos ele chegou à porta da casa de Julliet. Com certa dificuldade girou a maçaneta e chutou a porta, entrando com a menina lentamente.
– Ai meu Deus! O que aconteceu? – A mãe de Julliet correu ao encontro dos dois, a voz preocupada.
– Nada, ela só dormiu. – Esclareceu Brian antes que ela deixasse a imaginação fluir demais.
– Só sabe fazer isso também! – O pai dela exclamou do sofá e soltou uma gargalhada.
– Foi o que eu disse pra mim mesmo – Brian disse rindo. – Onde posso deixá-la? – Falou dirigindo-se à Tess.
– Se não for incomodo leve-a para o quarto, depois venha comer algo.
– Tudo bem então.
Brian subiu as escadas e percorreu o corredor até encontrar o quarto de Julliet. Andou com a menina em seus braços até o pé da cama, quando ia soltá-la, lembrou-se de que ela estava molhada. Resolveu então arrumar outro método.
Levou-a até o banheiro e colocou sentada no chão do Box com delicadeza para que não acordasse, e então ligou o chuveiro e deixou que o jato de água quase gelada batesse no corpo todo dela.
Ela acordou num sobressalto, os olhos arregalados, arfou quando a água a atingiu, olhando em volta assustada. Sua expressão mudou de desespero para raiva no momento em que seus olhos flagraram Brian dobrado à sua frente, rindo alto de tudo. Julliet pegou um pote de creme que estava no chão e o jogou acertando bem na cabeça de Brian.
– Ai porra! – Ele exclamou rudemente esfregando a mão onde o pote o atingira precisamente.
– Mereceu. – Ela resmungou mostrando a língua para ele infantilmente.
– Tudo bem enfezadinha, toma um banho e desce pra comer. – murmurou ele retomando o sorriso no rosto.
– Tá bom.
– Eu vou indo pra casa. – continuou ele.
– Por quê? – indagou Julliet.
– Se você não reparou, também estou molhado e moído de carregar vossa alteza da praia até aqui.
– Ah! Mas não precisa ir, troca de roupa aqui.
– Como se as minhas roupas estão lá?
– Eu dou um jeito nisso. – comentou ela e suspirou: — Só por enquanto fica lá no corredor, pra eu poder me trocar.
Brian se retirou e ficou esperando sentado no corredor em frente a porta do quarto da menina. Algum tempo depois Julliet abriu a porta. Brian novamente não pôde deixar de reparar e desejar o corpo dela.
A menina trajava um short jeans escuro, e uma regata um pouco larga de algodão meio transparente branca, de modo que ele pode reparar que seu sutiã era preto.
Sorriu levemente e se levantou, ambos adentraram o cômodo e Julliet entregou a Brian uma pilha de roupas que se encontrava em cima de sua cama.
– São umas roupas minhas, mas acho que vão caber em você, são extremamente largas.
– Espera que eu vista roupas femininas? – Ele arqueou uma sobrancelha e soltou uma risadinha, olhando descrente para a menina.
– Não são femininas. – disse ela impaciente. — Caso não saiba eu adoro visitar a sessão masculina das lojas.
– Garota estranha. – Ela mostrou-lhe delicadamente o dedo médio.
Brian riu e se virou para entrar no banheiro, alguns minutos depois saiu vestido com uma camisa preta que ficou um pouco justa em seu corpo e uma calça de moletom também preta que o vestiu perfeitamente.
– Porra garota, tu usa essas roupas mesmo? – indagou ele, medindo o tamanho das roupas nos próprio corpo. — Cabem umas 20 de você aqui dentro.
– O que é que tem? Eu gosto de conforto!
– Acho que isso é conforto até demais. – Ela se limitou a revirar os olhos e sorrir.
Os dois saíram do quarto e desceram as escadas. Assim que pisaram na sala foram bombardeados de perguntas.
– Onde estavam? – Tess perguntou pondo as mãos na cintura.
– Na praia, mãe. – suspirou.
– Porque demoraram tanto? – Perguntou Papa Gates, lançando um discreto olhar malicioso ao filho.
– Porque a gente ficou... brincando na água. – Respondeu Brian revirando os olhos para o pai.
– Porque não atendeu as minhas ligações Brian? – Perguntou Suzy.
– É que bem, meu celular molhou e depois, bem a água levou. – Ele disse coçando a cabeça sentindo-se embaraçado.
– Era só o que faltava, esse celular era novo Brian, nem terminamos de pagá-lo! – Ralhou ela.
– Desculpa... – Ele murmurou.
– Então, vamos almoçar? – John gritou – Tô com fome!
– Você quer dizer jantar não é mesmo? – McKenna disse rindo.
...
Duas semanas depois...
Era aniversário de Brian e seus pais haviam saído de casa para que os meninos aproveitassem.
Logo depois que Suzy e Papa foram embora os meninos chegaram cada um carregando algo para comer como fora combinado.
Johnny trouxe salgadinhos, Matt o bolo, Zacky trouxe, bem, quase a dispensa toda da casa dele e o Jimmy uns cupcakes onde a cobertura fora feita de modo a parecerem cabeças de pato.
– Fala aê cambada de viado! – Brian gritou descendo as escadas.
– Briana, minha bicha velha! – Gritou Jimmy.
– Jimbo minha gostosa!
Eles correram um em direção ao outro e se abraçaram, logo após começaram a fingir que estavam se agarrando e foram andando em direção a um recuo que havia abaixo da escada. A cena arrancou risadas de todos menos de Zacky que estava que nem uma criança chorona, fazendo um bico e os braços cruzados à frente do corpo.
– O que foi bolota? – Perguntou Johnny.
– A Briana tá me traindo! – Ele disse com a voz chorosa.
– Oh meu Porpetinha, você sabe que eu posso ter milhões de amantes você sempre vai ser o principal! – Brian disse vindo abraçar marido, quer dizer, amigo.
– Tá que seja! Vamos começar comer logo que tô com fome! – Ele disse com uma raiva fingida e andando em direção à cozinha. Todos reviraram os olhos e riram.
– Esse não emagrece nunca! – Pronunciou-se Jimmy.
***
Julliet vestiu um jeans surrado, regata branca e seus inseparáveis all stars brancos. Passou as mãos pelos cabelos curtos e repicados e uma maquiagem leve só para dar um brilho no rosto.
Ela foi até a sacada de seu quarto e ao se aproximar do muro pôde ver McKenna e Arin beijando-se junto a arvore do jardim.
– Olha, não é pra se comer não porra, ainda estamos em plena luz do dia e vocês de safadeza aí!
Eles rapidamente pararam o que estavam fazendo assustados e começaram a olhar em volta até que avistaram Julliet as gargalhadas junto à mureta de sua sacada.
– Se fuder Julliet! – Gritou McKenna de volta. – Anda logo vem pra cá!
– Seu pedido é uma ordem capitã – Ela disse batendo continência.
A menina sentou-se na mureta e passou os pés para o lado de fora. Habilmente segurou-se e se agarrou a uma das pilastras que sustentavam a estrutura. A mesma ficava próxima do muro que dividia os terrenos, ela tomou impulso e se chocou contra o muro ficando com metade do corpo de cada lado. Por fim Pulou o mesmo e com um baque surdo, seus pés tocaram o chão da casa dos Haner.
– Podia ter usado a porta sabia? Seria um pouco mais...
– Normal? – Arin completou a frase por sua namorada.
– Primeiro que não ia ter graça e depois pra que dar uma volta imensa se moro logo aqui? Vou sempre pelo caminho mais curto.
– Preguiçosa! – Ralhou McKenna.
– Sempre! – Julliet jogou um beijinho para amiga e foi andando em direção a casa. – Vou deixar os pombinhos a sós, mas lembrem-se nada de safadeza ok?
– Idiota! – Eles riram.
Adentrou a cozinha e andou em direção a sala onde já ouvia a bagunça, abriu um sorriso ao encontrar todos juntos, rindo e bebendo. O som estava alto muito mais alto do que aparentava da cozinha, mas não impedia que eles conversassem entre si. Julliet entrou e os olhos se viraram para ela.
– Meus putos! – exclamou alegremente.
– Olha quem chegou! – Zacky murmurou alegremente erguendo a garrafa de cerveja em sua direção.
– Hey, Pequena! – Um Johnny abraçado a Lacey a cumprimentou, enquanto Matt acenava para ela.
– Tá chamando quem de pequena seu anão?! – Johnny revirou os olhos e virou-se para beijar Lacey.
Jimmy logo se levantou, juntamente com Brian. Jimmy a abraçou de leve pelos ombros.
– Estávamos todos te esperando... – murmurou Jimmy e depois se afastou dela.
– Eu sei, sou a alma de qualquer festa. – Ela disse fazendo pose de convencida, arrancando risadas do gigante.
Brian deu um sorriso, mas não se aproximou. Julliet suspirou com um sorriso nervoso nos lábios.
Ele estava lindo demais no jeans escuro e camiseta preta. Os cabelos repicados casualmente bagunçados. Ela se adiantou a frente e enlaçou os braços ao redor dele, apertando-o. Brian retribuiu o abraço com força, por um momento esquecendo-se dos amigos espalhados pela casa, focado somente nela, em seu cheiro, na sensação de sua pele o tocando...
– Feliz aniversário... – Sussurrou ela e recuou um pouco com relutância. Ele soltou os braços, mas não se afastou. Julliet ficou tensa ao olhar penetrante dele, e deu uma risadinha para descontrair o clima subitamente tenso entre eles. : — Já está ficando velho, hein?
– Hmm... É. – Respondeu ele com um sorriso de canto.
Os olhares se cruzaram novamente e Julliet abriu a boca para falar no mesmo momento que Arin, já de volta a festa, se levantou erguendo o copo de cerveja e riu alto.
– Vamos lá, Brian! – Disse ele. – Nós queremos ouvir algo do aniversariante!
– Isso aí, fala alguma coisa! – Zacky repetiu virando o seu copo todo. Depois disso, todos começaram a incentivar e gritar por um discurso. Julliet riu e empurrou Brian em direção dos amigos e se sentou perto de Jimmy que automaticamente passou a mão por detrás de seus ombros, olhando-a com um sorriso lindo no rosto.
– Okay, okay, o que querem que eu diga? – Perguntou ele.
– Ah, sei lá. – Falou Matt. – Vamos fazer um brinde.
– Hmm, então... – Brian riu e pegou um copo e encheu com uma champagne recém-aberta. – Vamos fazer um brinde a... – ele pôs um dedo na boca como se fizesse um esforço para se lembrar. – Ah, claro, a mim! – Julliet riu assim como o resto dos amigos e ergueram os copos, brindando.
– Ao Brian! – Murmuraram – e a todas as suas boiolices... – Matt completou assim que todos terminaram de falar, arrancando risos de todos e um tapa de Brian.
– Bom, — murmurou Brian. – Também quero brindar a vocês. Porra, vocês são os amigos mais fodas que eu poderia ter! – Ele riu e ergueu a taça novamente, todos brindaram e riram, conversaram sobre Brian. Johnny e Matt como sempre contavam todas as besteiras e micos pelos quais o menino passou.
Depois de um tempo conversando os amigos se dispersaram pela casa, alguns dançando, outros ainda conversando, bebendo. E Julliet achou que essa seria uma boa hora de conseguir dar uma pequena escapulida com Brian ao lugar secreto deles, assim ela conseguiria mostra-lhe o presente que passara as ultimas semanas fazendo.
Brian estava virado de costas para ela, enchendo – ela já perdera a conta que quantas vezes. – o seu copo com cerveja. Ela se aproximou lentamente e tocou o ombro dele.
– Hey, tem como você vir comigo? – ela perguntou tirando das mãos dele o copo. – Quero te mostrar uma coisinha.
– Hã – ele disse. – Tudo bem.
Saindo pela porta, olhando em volta para ver se ninguém os notava — e por sorte não! — Ela puxou-o pela mão, rindo ao correr portão a fora. A praia a poucos minutos dali, ficou sob a visão deles rapidamente, e seguiram pelo conhecido caminho. Julliet e Brian suspiraram baixo e continuaram andando até chegarem ao grande circulo, onde no centro havia uma pequena caixa de madeira com um laço vermelho em cima
– O que é? – Brian indagou se aproximando.
– É uma pequena lembrança que fiz, não é nada muito...
– Não importa, já é mais do que eu poderia pedir, eu quero ver. – disse ele andando até a caixa.
Julliet se adiantou e entrou na frente dele.
– Eu te mostro. – sorriu ela ao impedi-lo de continuar. – agora, senta aí.
– Vou ter que fechar os olhos também? – perguntou ironicamente.
– Boa idéia. – Julliet disse e ele a olhou incrédulo. – Vai, fecha logo os olhos! E não vale espiar, senão eu te mato.
– Tá, tá, vai logo. – ele disse cerrando os olhos. – Julliet sorriu e pegou a pequena caixa, abriu-a e a depositou no colo de Brian.
– Pronto, pode olhar agora...
Brian abriu os olhos lentamente e ao se deparou com o interior revestido de veludo vermelho da caixa que abrigava um rolo de papel amarrado com fita. Ele abriu um pequeno sorriso.
O menino lenta e delicadamente pegou o frágil pedaço de papel e desamarrou a fita em seguida o desenrolou. Nele se encontrava um desenho feito em carvão.
Nele estavam retratados Brian e Julliet abraçados, os braços de Brian a volta dela e a cabeça da menina recostada em seu peito, uma perfeita reprodução do dia em que Brian fora atrás de Julliet. Ali estava a retratado o dia em que se reconheceram. Eles estavam sentados na areia e recostados junto ao imenso paredão rochoso. A cena em si era simples, mas o sentimento presente na obra e os detalhes que com imensa destreza Julliet conseguiu adicionar davam a impressão de que era uma imagem real, retirada da memória deles e grafada em um pedaço de papel. Ela adicionara as sombras nos lugares certos, e até mesmo – de forma simplificada – conseguira adicionar esboços das tatuagens que ele tinha nos braços.
O desenho era perfeito, e Brian não sabia o que dizer. Aquilo havia levado muito tempo para ser feito, dava para perceber, e de modo geral, fora o melhor presente que ele já recebeu.
– O que achou? Gostou? – Julliet perguntou a ansiedade em seu tom lhe escapou minimamente. – Quer dizer, eu posso dar uma melhorada, é só eu retocar...
– Quer ficar quieta, e me deixar apreciar meu presente? – Ele interrompeu. Julliet riu e suspirou internamente de alívio. Ele se virou e sorriu para ela, um sorriso lindo, amigável e que fez seu sangue correr mais forte nas veias. – Eu adorei Julliet, ficou tão parecido...
– Dã... – ela bateu na testa dele de leve. – Fui eu quem fiz.
– Há há, metida. – ele riu e abraçou-a com força. – Muito obrigada, minha pequena.
– De nada. – Ela retribuiu o abraço e abriu um largo sorriso. Ela adorava quando ELE a chama de pequena. Ficaram um pequeno momento assim, apenas se permitindo que o calor do abraço os envolvessem. Até que Julliet murmurou:
– Temos que voltar, eles vão sentir nossa falta. — Ele concordou com um aceno de cabeça e se afastou dela hesitante.
O caminho de volta para casa foi curto, ela riu e empurrou-o quando chegaram ao portão e entraram rapidamente. Julliet estava pronta para voltar a festa alegremente com Brian quando uma pessoa veio na direção dos dois e, se atirou em Brian com força.
– Ah, meu amor... Que saudades! – Gemeu uma voz esganiçada e nasalada. – Feliz aniversário meu lindo... – Disse a garota e beijou os lábios de Brian com força. Brian se esquivou, mas ela continuou agarrada a ele como se sua vida dependesse daquilo.
– Michelle... – ele disse confuso, e olhou para Julliet que observava a garota tentar agarrar-se mais ao pescoço dele. – o que está fazendo aqui?
– Ah, eu vim com Gena e Val para lhe dar um presentinho, amorzinho... E eu estava morrendo de saudades... – ela disse arrastando as palavras. – E você não sentiu minha falta?
– Hmmm, Michelle – ele disse e empurrou-a lentamente. – Agora eu estou ocupado, eu e Julliet...
– Não, tudo bem. – Julliet o cortou rapidamente, sentindo-se repentinamente uma intrusa no meio dos dois. – Pode ficar aqui, vocês, realmente parecem ter muito o que conversar.
Dito isso ela se afastou rapidamente, sentindo uma pequena pontada de dor, pequena mas insistente no peito. Entrou na casa dele, encontrando Zacky sentado sozinho no sofá, e na mesa de centro havia, pelo menos, umas 15 garrafas de bebidas diferentes. Julliet franziu as sobrancelhas e sentou-se ao lado dele.
– Zacky? – indagou e ele ergueu a cabeça lentamente, não parecia que estava bebendo somente por diversão. Seu olhar estava cansado, mas também um pouco raivoso. – Algum problema?
– Não. – ele disse automaticamente e virou mais um copo cheio. – Estou ótimo.
– Não parece. – Julliet disse, Zacky suspirou e olhou para janela. Ela seguiu seu olhar e pôde ver Gena abraçada com Drake, eles riam e conversavam, ou tentavam, pois o som ainda estava alto, e por isso tinham que quase tocar os lábios na orelha um do outro. – Ah... – disse ela quando não encontrou nada mais para dizer. – eu...
– Não. – disse Zacky dispensando qualquer sentimento. – Está tudo bem. Deixa isso para lá, eu só quero ficar aqui.
– Tudo bem, mas se quiser conversar...
– Obrigada, Julliet. – Ele sorriu e apertou suas mãos com força. Julliet suspirou e saiu da sala, seguindo em direção à cozinha. Ao que parecia, não era só ela que estava magoada com os casais a sua volta.
Brian, apesar de ser o seu melhor amigo, e por mais que ela quisesse algo mais que isso, sabia que não conseguiria. Não com Michelle agarrada a ele, afinal até onde sabia eles estavam namorando, tinham terminado, mas o que impedia eles de terem se acertado? Ela não podia interferir nisso, então apenas ficaria...
Suspirou e encostou-se junto a bancada, pondo o copo de cerveja nela e cruzou os braços.
– Pensando na vida? – Deu um salto ao ouvir a voz de Jimmy as suas costas. Não sentira ou nem ouvira sua presença, estava focada demais em seus pensamentos.
– É... – Ela disse e apertou os braços a sua volta. Jimmy se aproximou e tomou o lugar ao lado dela, tão perto que seus braços se tocaram. Julliet sentiu a pele se arrepiar ao tocar a dele, e Jimmy percebeu.
– Frio? – Ele sorriu. Julliet percebeu que ele sabia que não estava com frio. Era apenas a proximidade dele que a fazia se sentir daquele jeito. Olhou nos olhos azuis que esperavam uma resposta sua. Mas ela não sabia bem o que responder. Ela se virou para ele suspirou fracamente. Sempre reagia assim a súbita proximidade de Jimmy, ele era sempre tão carinhoso com ela...
Jimmy pareceu ler a mente dela, apenas olhando nos olhos claros. Pois as mãos dele deslizaram pela cintura dela lentamente e a puxaram para si. Julliet não sabia o que fazer então deixou-se ser içada por Jimmy. Sentiu a respiração quente dele bater no seu rosto antes de sentir os lábios tocarem os seus.
Eles eram gentis e famintos ao mesmo tempo, com um pequeno suspiro, Julliet separou os lábios, permitindo sentir o sabor da língua dele, que invadiu sua boca com carinho e possessão, acariciando a sua com uma delicadeza que fez Julliet sentir as borboletas em seu estômago flutuarem.
Assim como tinha começado, inesperadamente, o beijo terminou. Mas antes, Jimmy tocou os lábios nos dela mais uma vez. As mãos dele passaram da cintura para rosto dela, os dedos longos acariciavam suas maçãs do rosto.
Julliet abriu os olhos, sentindo o rosto corar, ao notar os dele também abertos. Ele sorriu e apertou-a contra si. Julliet sentia-se extremamente bem ao lado de Jimmy.
– Julliet...
– Sim?
– Eu só queria te dizer... Que... – ele suspirou e acariciou o rosto dela novamente. – Que gosto muito de você. Desde a primeira vez que te vi. Achei você tão... Diferente das outras garotas... E eu... Acho que realmente gosto de você.
Julliet mordeu os lábios, sentindo o rosto corar mais ainda e o coração inflar-se ao ouvir aquilo. Ela sempre gostara de Jimmy também. Talvez não tanto quanto ele, mas ainda sim, sempre sentira uma atração por ele.
– Eu também gosto de você, Jimmy. – disse ela olhando nos olhos dele.
Ele sorriu e tocou os lábios nos dela novamente.
– Então... – ele disse e respirou fundo retomando a coragem. – Lembra que lhe fiz uma proposta? Vai me dar a minha chance?
Julliet olhou nos olhos dele, a pergunta a pegando de guarda-baixa. Mas já tinha uma breve suspeita disso, os olhos dele o denunciavam. Julliet adorava estar na companhia de Jimmy, ele era engraçado, um maravilhoso amigo e muito bonito. Ela sabia que não era muito por isso que deveria ficar com ele, mas os sentimentos não mudam assim tão rapidamente, ou mudam? Afinal ele a fazia feliz não fazia? Que mal haveria?
Não pôde deixar de pensar em Brian, ela sentia algo extremamente forte por ele, além do forte laço de amizade, mas havia todo o rolo com a Michelle e ela sabia que não iria valer a pena ficar no meio daquilo.
Seria bom para todo mundo. Julliet gostava muito de Jimmy, e assim também não precisaria se preocupar mais com Brian. Seria um modo mais prático de deixar essa atração por ele para trás. Então porque não Jimmy? Ela já gostava muito dele, já era um começo não?
Ele, com certeza seria perfeito para ela. Não havia obstáculo algum.
“Como sempre você escolhe o caminho mais fácil não é Julliet?” Pensou ela.
Olhando novamente nos olhos de Jimmy, Julliet sorriu ao tocar nos lábios dele, traçando um caminho pelo rosto dele.
– Eu acho que vou dar a sua chance... – ele sorriu e apertou as mãos dela dentro das suas.
– Que bom... – ele riu e abraçou-a com força, erguendo-a do chão. – Mas se lembre que não é nada sério, como um compromisso, não quero pressioná-la a nada.
– Sim, eu sei...
....
Gente, novamente eu gostaria de chamar vocês para lerem minha outra fic a Nightmare. Não custa nada passar lá não é? Nem que seja para falar que não gostaram. Por favor, dá uma força lá? Se vocês realmente me amam como dizem façam isso. Ou entro de greve com essa fic aqui ù.ú ~le eu dando uma de má~
Sério mesmo por favor, não vai cair o dedo clicar no link muito menos te deixa cego se ler.
Link: https://www.fanfiction.com.br/historia/223110/Nightmare
Também gostaria de chamar quem ainda não foi, para ler minha One Shot, a Lost. Sério gente, tenho mó orgulho dela, quem ainda não foi vá, é pequeno u.u
Link: https://www.fanfiction.com.br/historia/229658/Lost
...
Brian, feliz aniversário. Te desejo tudo de bom, que o anjo Rev te proteja e te guie sempre até o fim do seu caminho.
Não só eu como muitas pessoas nesse dia te desejam o melhor, porque além de um ídolo você é um grande exemplo para todos nós. Continue sendo essa pessoa linda e admirável ( e extremamente gostosa kkk) que você é.
Eu, e muitos mais, te amamos.
Parabéns.
Synyster Gates: Há 31 anos sendo mais gostoso que você! kkkkkkk
Notas finais
Beijos e até o próximo! ;*
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