Três meses depois, Babs ainda estava sem notícias de Neal e Sanguessuga não deu as caras. Mal sabia ela o que a esperava.

Estava voltando pra casa quando foi surpreendida por quatro homens vestidos elegantemente. Um a vendou, outro a agarrou por trás. Os outros dois os escoltavam quando a levavam a um furgão. Um foi dirigindo, outro ficou ao lado e os outros dois no banco passageiro com Parish.

Quem a conhecia, ficaria certamente espantado ao vê-la nessa situação; pois nunca esteve na alçada “Donzela em perigo”, pelo contrário: Ela botava os outros em perigo.

— Pra onde estão me levando?

— Não nos dê motivos para a hostilidade.

Ela simplesmente bufou e falou baixo “Imbecis...”

Barbara imaginava qual seria a razão de seu sequestro e só uma coisa vinha a sua cabeça: Sanguessuga. Claro! Ele realizará sua tão sonhada vingança... Talvez ele esteja com Neal.

Mas Neal não se deixaria ser pego assim... Só se ele caiu numa armadilha feita por um gênio, e Sanguessuga era um gênio.

Depois de longos minutos, o furgão foi estacionado, os homens saíram e abriram a porta para os demais saírem. Claro que eles não tinham o menor jeito com uma dama, mas ela teria o maior prazer em ensiná-los mais tarde.

Entrando numa espécie de depósito, úmido e escuro, fizeram-na sentar num caixote de madeira. “Minha roupa cara...”

Ela pôde sentir a presença de um homem mais velho a sua frente e jurava que podia ouvi-lo sorrir.

— Barbara Parish... Finalmente estamos frente a frente.

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— Neal?

— Sim Pete, sou eu. Sei que sentiu saudade, mas...

— Parish desapareceu, há três meses.

O jovem deixou cair por terra qualquer esperança que tivesse, qualquer falso sorriso, qualquer mentira, qualquer golpe. Sua morena não estava mais ao seu alcance, sabe-se lá o que pode ter acontecido com ela; se Sanguessuga botou as mãos sujas nela, ele vai pagar.

— Vamos encontrá-la.

— Essa é uma busca que eu prefiro fazer sozinho.