Notas iniciais
E vamos de ponto de vista do Rei agora! (trouxe capítulos maiores, como prometido kkk)

CAPÍTULO I.II

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POV REI LOUIS ARGENT IV

Me dirigi ao Gabinete Real o mais rápido que pude e me conectei a Reunião que seria realizada por meio de uma webcam, a tecnologia dos humanos estava cada vez mais avançada e nós também nos beneficiamos muito dela. Na sala havia um grande telão e nele eram exibidas as imagens dos líderes de cada Clã. Quando notaram a minha conexão, realizaram a nossa Saudação que consistia em cruzar os punhos cerrados em um “X” na altura do peito e desfaze-lo rapidamente pronunciando a palavra “Harpia”, identidade de nossa espécie. Retribui o gesto.

Todos os representantes das Famílias realmente estavam lá como Zuri havia me indicado. O Conselho era composto por seis famílias principais e cada uma delas era responsável pelos Harpias de seus respectivos territórios.

Nosso Centro fica na França, lá a Família Montesquieu ministra e cuida do treinamento mais intensivo dos nossos irmãos que recentemente manifestaram as Habilidades. Eles não são da realeza como os outros, mas suas técnicas em treinar novos combatentes os destacaram de outros clãs e os trouxeram para o topo da Sociedade.

A Família Argent, do Reino de Arendal, é uma das mais influentes da Fraternidade e lidera os Harpias de toda a Europa, somos os mais próximos do nosso Centro.

A Família Pushkin, do Reino de Magadan, tem sua riqueza pautada em cima da indústria bélica, todas as nossas armas de caça são fabricadas por eles e elas são excelentes. São os mais numerosos do grupo e dominam a região da Ásia.

A Família Smith, do Reino de Ceduna, é responsável pelos Harpias do continente australiano.

A Família Reynolds, do Reino de Belize, rege os nossos Colegas americanos.

A Família Kae-Kazim, do Reino de Abuja, são responsáveis pelo continente africano. É o clã de minha falecida esposa e de meu melhor amigo Zuri.

– Olá Irmãos! Qual o motivo de tamanha urgência para esta reunião? – Zanir Kae-Kazim (de Abuja) indagou, ele não era o representante africano e sim um dos filhos do Rei Zuma, meu sogro. Ele estava sendo treinado para assumir o lugar do pai desde que Zuri, o mais velho, abdicou o posto para me ajudar a proteger Aurora, Zanir era poucos anos mais novo que o irmão, um bom homem e muito comunicativo, participava ativamente de todas as reuniões, por vezes ativo até demais. O Rei de Abuja já se encontrava em idade muito avançada e em breve deixaria o Conselho. O filho de Zanir, Zazu da idade de minha menina, também se encontrava online.

Na verdade, em nossas confraternizações todos os atuais líderes estavam sempre acompanhados de seus respectivos sucessores, exceto eu pois a entrada de mulheres era expressamente proibida.

Depois da morte de minha esposa Zoe, não me casei novamente e por conseguinte não tive herdeiros meninos, apenas Aurora. Isso a tornava um excelente partido e objeto de cobiça de todos os outros clãs, o mais interessado aparentemente é Thomas, da família Montesquieu, era a oportunidade perfeita para sua família adquirir status de realeza. Outras famílias que não estão no Conselho também pensam da mesma forma.

— Caros Conterrâneos, o que tanto temíamos acaba de ocorrer: Os Volturi descobriram nosso paradeiro! – o general Thomas Montesquieu, líder da Família Francesa, foi direto e objetivo, o pânico estava estampado na face de cada um dos grandes reis, no entanto ninguém falou nada e esperou que nosso Irmão prosseguisse – Um grupo de vampiros invadiu nosso Centro de Treinamento durante esta madrugada, alguns de nossos Companheiros lutaram bravamente, mas a névoa negra de Alec cegou a todos os nossos sentidos e eles venceram. Eu, minha família e alguns Harpias em treinamento conseguimos escapar e agora pedimos abrigo em alguma de suas Casas pois eles dominaram nosso lar e se instalaram em nosso Centro.

— A Família Argent de Arendal se disponibiliza a recebe-los prontamente – não queria tê-los em meu castelo por conta das investidas na princesa, todavia quando um Semelhante precisava de auxílio a Irmandade deveria estar lá para apoia-lo e nós éramos os mais próximos geograficamente.

— Não se preocupe Camarada Thomas, sentimos sua dor e acharemos outro local para você e sua família se instalarem e inaugurarem um novo Centro de Treinamento – o Rei Jordan Smith de Ceduna falou e todos nós fizemos o Cumprimento dos Harpias em forma de afirmação, de fato todos os apoiaríamos a se reconstruírem.

Irmãos! Até quando iremos tolerar esses repentinos ataques desse maldito clã? Quantos Harpias morrerão até que tomemos a decisão de sairmos de nossas entocas e acabarmos com eles de uma vez por todas? Sabemos onde eles se instalam, podemos surpreende-los a qualquer momento para vingar os nossos que já se foram! – o Rei Yvan Pushkin de Magadan bradou, ele havia perdido o avô em uma luta quando os Volturi os descobriram durante um passeio na Rússia e desde então a Família Pushkin insiste em que nos mostremos de vez e lutemos contra esses sanguinários para vinga-lo. Essa era uma questão delicada que dividia nosso Conselho em dois grupos: os que eram a favor de nos rebelarmos (os de Ceduna, de Magadan e de Belize) e os que eram contra a guerra (os da França, de Abuja e os de Arendal). Confesso que inicialmente eu era a favor, mas meu pai quando vivo, sempre se mostrou contra e a opinião do Rei é a que prevalece. Na época cheguei a me desentender com muitos Membros, Zuma até foi avesso a meu casamento com Zoe por este motivo.

Na noite em que meu pai morreu todos acreditavam que finalmente iriámos iniciar a batalha pois agora seriam quatro votos contra dois, no entanto, na mesma noite Aurora veio ao mundo e vê-la tão indefesa em meus braços me fez mudar de ideia instantaneamente, Zuri também ficou impressionado com o que viu e desde então prometemos um ao outro que deixaríamos nossas desavenças de lado e protegeríamos a pobre menina que acabará de nascer em um cenário tão repleto de mortes e evitaríamos que as blasfêmias chamadas de profecia daquela maldita bruxa se cumprissem.

— Sábias palavras caro Rei Yvan. Nós, os Reynolds de Belize solicitamos uma votação aberta para saber se iniciaremos um confronto ou não! – assim o falatório se instaurou, todos jogavam suas justificativas ao mesmo tempo, gritavam, gesticulavam e esbravejavam coisas incompreensíveis. O caos se instalará na reunião como sempre ocorria quando tocávamos neste assunto – Amigos! Vamos nos acalmar! Por favor! Proponho um intervalo de 10 horas para que cada Família debata entre seus membros e expresse um voto! – o Rei Dean Reynold tentou acalmar os ânimos e todos concordaram prontamente. Achei desnecessária uma votação logo agora, todas elas sempre acabavam empatadas e isso servia apenas para gerar mais estresse.

— Rei Louis, eu e os meus nos encaminharemos a Arendal logo após a votação!

— Estaremos esperando-os general Thomas. Até breve Amigos! – Fizemos nossa Saudação e desligamos a transmissão, os outros talvez precisassem de um tempo para pensar, eu não, já tinha a minha resposta.

Anunciei a Zuri sobre a votação convocada e ele rapidamente comunicou via mensagens de texto a alguns Harpias espalhados pela Europa sobre a votação, todos os que responderam se posicionaram de maneira neutra, disseram que estariam comigo seja qualquer que fosse a minha decisão. Então o voto da Casa Argent já estava declarado.

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— E então meus Reis, iniciaremos a votação agora, sem mais delongas! – Zanir anunciou.

— Eu, Yvan, Rei de Magadan, em nome da Casa Pushkin e de todos os Harpias do continente asiático voto a favor do ataque ao clã Volturi! – após todo voto era feito o Cumprimento dos Harpias.

— Eu, Zuma, Rei de Abuja, em nome da Casa Kae-Kazim e de todos os Harpias do continente africano voto contra o ataque ao clã Volturi! – a voz de Zuma era extremamente grave, seu voto parecia mais uma sentença, quando eu era a favor da guerra me irritava profundamente vê-lo votar pois sua imposição me deixava levemente acuado.

— Eu, Jordan, Rei de Ceduna, em nome da Casa Smith e de todos os Harpias do continente australiano voto a favor do ataque ao clã Volturi!

— Eu, Louis, Rei de Arendal, em nome da Casa Argent e de todos os Harpias do continente europeu voto contra o ataque ao clã Volturi! – não precisei me virar para saber que Yvan me olhava com reprovação.

— Eu, Dean, Rei de Belize, em nome da Casa Reynolds e de todos os Harpias do continente americano voto a favor do ataque ao clã Volturi!

— Eu, Thomas, General do Centro de Treinamento para Harpias da França, em nome da Casa Montesquieu voto a favor do ataque ao clã Volturi! – um silêncio mortal se fez presente na transmissão, provavelmente Yvan, Jordan e Dean usaram da fragilidade do momento para convencer a Thomas de que um confronto seria a melhor opção.

— Tem certeza de seu voto Thomas? – meu sogro finalmente quebrou os longos segundos de silêncio.

— Nunca estive tão certo meu Irmão, há anos nossa espécie vem se escondendo daqueles malditos! Chegou a nossa hora de atacar, hoje temos homens suficientes para lutar, precisamos tentar livrar nossos filhos destes seres repugnantes e vingar os nossos que já se foram! Basta de viver nos escondendo, nós podemos fazer isso! Juntos!

— Avante Camaradas! Já estamos há milênios escondidos, geração por geração! Nós somos Harpias! Somos os caçadores e não a caça! Basta dessa opressão de Aro! – Yvan de longe era o mais animado com a iminente guerra.

— Hoje eles tomaram a casa de Thomas, mas quem garante que amanhã ele não descobrirá Arendal ou Abuja? No passado foi-se o avô de Yvan, mas quem garante que amanhã não será Aurora ou Zazu? Precisamos proteger nossas crianças! – nisso rei Dean tinha razão, o território mais próximo a França era o meu, Aro provavelmente já sabia disso e se não sabia era questão de tempo até descobrir.

— Não concordo com a guerra e se pudesse não a iniciaria, mas se meus Companheiros estão certos de que é o melhor para a Fraternidade, eu convocarei os Harpias africanos para lutar – Zuma decretou com sua voz de trovão.

— Compartilho da opinião de Zuma, se acham que é o melhor a se fazer abro as portas de meu palácio para sediar os treinos para a luta devido à proximidade com o local do último ataque, provavelmente seremos os próximos e teremos melhores chances se os pegarmos fora de Volterra – não havia mais o que fazer, a decisão do Conselho era a lei, não importava mais o que eu ou Zuma pensávamos, estava acordado por votação e ponto, essa é a norma máxima de nossa Organização. A única coisa que me impediria de lutar é Aurora, mas sei onde ela estará segura, precisaria de apenas um telefonema.

— Assim que se fala Camaradas! Convocarei os Harpias asiáticos e espero que vocês convoquem os Guerreiros de seus respectivos continentes. Será um prazer oferecer munição para este confronto! – Yvan estava realmente muito empolgado com a possibilidade de vingar se querido avô.

— Muito bem caros Conterrâneos, estou à espera de vocês e de seus soldados Harpias. Agora preciso me retirar para resolver questões a respeito de suas acomodações – cruzei os punhos em formato de x no peito e afastei bruscamente em forma de despedida, nosso cumprimento era usado a todo momento.

— Zuri, precisamos conversar, o Conselho decidiu pela guerra, traga o telefone... Hora de conversar com velhos amigos – pelo olhar que me foi lançado percebi que teria muito trabalho para convencer meu aliado de que aquilo era uma boa ideia.

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Notas finais
Parece que alguns reis não gostam muito dos Volturi não é mesmo? Não julgo pq tb odeiooooo e vocês? hahahahah
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.