A Light To Nine Realms
11 A Batalha de NY
Notas iniciais
Já de volta ao laboratório, Bruce e Tony começavam seu ‘pequeno’ trabalho com o cetro de Loki. Aquilo era pura diversão para Tony, ele realmente amava o que fazia. Estavam analisando a cetro de Loki, mas as novas leituras não batiam com os dados de Eric Selvig sobre o Tesseract. De acordo com Banner, levariam semanas para processar e chegar a algum lugar. Mas Tony era esperto o bastante para ajudar a contornar a situação. Trabalhando em equipe... Ele dizia que não trabalhava em equipe.
Bruce falara que havia trazido apenas a sua escova de dente. Tony mencionara a torre Stark e os andares projetados especialmente para pesquisa cientifica, dizendo que Bruce iria adorar aquilo. Só brinquedos de gênios. Dizia que era um encanto. Bruce agradeceu a oferta, mas recusou, dizendo que da última vez que havia ido lá quase havia destruído o Harlem todinho.
Tony prometeu um ambiente sem estresse e tudo mais que Bruce precisaria, mas bastou que o outro desviasse a atenção para que Tony voltasse a brincar com fogo, dando um pequeno choque em Bruce, parando para encará-lo, esperando uma reação.
–Nada?
–Você é louco! –disse Rogers adentrando o laboratório. No fundo Bruce achava até graça daquilo.
–Você é travado mesmo, né? Qual é o segredo?
–Tudo pra você é piada? –Rogers perguntou sério.
–Só o que tem graça.
Pronto, lá estava Steve Rogers exercendo seu papel de cara mais velho e de Capitão que zelava pela segurança de todos na nave, cortando o clima animadinho de Tony.Esses dois não se davam mesmo Bruce estava numa boa.
Ao contrário do que Steve pensava, Tony também tinha suas perguntas no ar, também estava questionando muitas coisas, e algumas sobre Fury também, para não dizer muitas. Estava, basicamente, hackeando a S.H.I.E.L.D. para descobrir os segredinhos sujos deles.
–Se você está pisando em ovos, tem que pisar forte.
–E você tem que focar no problema, senhor Stark. –Steve disse com o seu tom sério habitual.
–Acha que eu não estou? Por que o Fury convocou a gente agora e não antes? O que ele não contou pra gente? Não posso fazer equação sem as variáveis.
–Acha que ele está escondendo algo?
–Ele é um espião. Capitão, ele é O espião. Seus segredos têm segredos. –disse comendo amendoins. –Ele tá incomodado também. –referiu-se a Bruce.
–Ah... Eu só quero acabar o meu trabalho aqui...
–Doutor. –Steve disse sério.
Encurralado, contra a parede. Pobre Bruce, as pessoas adoravam deixá-lo sem saída. Sorte de todos ali ele estar se mantendo calmo.
–‘Uma luz para toda a humanidade’. –ele tirou os óculos. –Foi o que o Loki disse ao Fury sobre o cubo.
–Eu ouvi. –disse Rogers.
–Acho que foi direcionada a você. –Bruce disse a Stark, que lhe ofereceu amendoins.
–Mesmo que o Barton não tenha contado ao Loki sobre a torre, saiu nos jornais.
–A torre Stark? Aquela coisa feia? –perguntou Steve.
Logo estavam falando sobre o reator de Tony. Loki não era nem um pouco idiota, ele sabia bem o que procurar ali.
–Pode ser autossuficiente por quanto tempo? Um ano? –perguntou Bruce.
–É só um protótipo. Eu sou meio que o único nome em energia limpa. É disso que ele tá falando.
–Então por que a S.H.I.E.L.D. não nos chamou para o projeto do Tesseract, e por que razão eles estão mexendo com energia?
Tony estava ficando até tranquilo. Disse que J.A.R.V.I.S. estava rodando um programa dentro dos computadores da S.H.I.E.L.D. desde que ele havia chegado e que logo eles saberiam todos os segredos sujos deles. Parecia ser simples, mas...
–E ainda se pergunta por que não o queriam aqui. –disse Steve.
–Uma organização de inteligência tem inteligência, historicamente não é legal.
–Acho que o Loki quer nos deixar nervosos. –disse Steve. –Ele quer começar uma guerra, e se não nos focarmos, ele vai conseguir. –direcionou o olhar para Bruce. –Nós temos ordens, devemos segui-las.
–Ah, seguir regras não faz muito meu estilo. –disse comendo seus amendoins, tirando Steve do sério com aquela declaração.
–Só quer saber de estilo, não é?
Stark nem se incomodava, logo falou da roupa reluzente do Capitão, que não se deixou abalar. Bruce logo interferiu para que a discussão não fosse adiante.
–Steve, diz pra mim, nada disso te soa estranho?
Steve havia tomado sua decisão. Achariam o cubo, precisavam achar, era a coisa mais importante que deveriam fazer naquele momento. Ele saiu do laboratório querendo ir para um lugar, mas, desconfiado, acabou pegando outro rumo. E se Tony estivesse certo?
Tony se queixava sobre Steve. Ficou decepcionado por ser aquele o cara de quem seu pai falava. Achava que ele deveria continuar congelado, mas Bruce rebateu. Ele estava certo, Loki tinha vantagem sobre eles. Não por muito tempo. Falaram sobre seus acidentes. Aqueles fragmentos no peito de Tony estariam o tempo todo tentando matá-lo aquele reator em seu peito sempre estaria ali para impedir que os fragmentos chegassem ao seu coração. Fazia parte dele agora, era um terrível privilégio.
Falando sobre o acidente de Bruce, Tony dizia ter lido tudo sobre aquilo. Aquela exposição aos raios gama era para ter matado-o. Bruce ficou um tanto quanto muito puto com a forma que Tony usou para falar daquilo.
–Está querendo dizer que o Hulk... –era estranho dizer aquele nome. –Que o ‘outro cara’ salvou a minha vida? Que bonito... É um belo sentimento. –disse um pouco indignado. Salvou? Pra que?
–Temos que descobrir. –respondeu confiante.
–Você pode não gostar.
–Talvez você goste.
Enquanto isso, lá estava o bom soldado americano que era Steve Rogers, mexendo onde não devia, tentando descobrir alguma coisa. Americanos sempre xeretando no que não deviam, querendo dar um de Herói.
Selvig havia conseguido manusear a quantidade de Irídio em mãos para o portal. Contagem regressiva rodando, estavam a caminho do ponto estratégico para abrir o portal para os chitauris. Coulson e Thor discutiam. Jane havia sido levada para longe para sua própria segurança.
–Você mudou tudo por aqui. –disse Coulson.
–Han, eles estavam melhores antes. Nós fingimos em Asgard que somos mais adiantados, mas chegamos aqui lutando como um ‘abre-rombo’.
–Um o que?
–Abre-Rombo. Sabe? Grande, com escamas, chifres. –gesticulou. –Não existe aqui?
–Eu acho que não.
–Eles são repulsivos. E pisoteiam tudo que tem pela frente. A primeira vez que vim a Terra, a ira de Loki veio atrás de mim e o seu povo pagou por isso. E agora de novo. disse decepcionado. –Quando jovem, eu cortejava a guerra.
–A guerra ainda não começou. –disse Nick Fury, se metendo na conversa. –Acha que consegue fazer o Loki nos dizer onde estar o Tesseract?
–Eu não sei. A mente de Loki está longe, ele não anseia apenas por poder, é vingança. Sobre mim. Dor alguma acabaria com sua necessidade.
–Onde os caras acham isso? –Nick perguntou descendo as escadas. –‘Até que a dor comece’.
–O que quer que eu faça?
–Eu quero saber o que ele está preparado pra fazer.
–Loki é um prisioneiro.
–Então por que eu acho que ele é o único nesse barco que quer estar aqui?
Aquilo deixou Thor pensando por um tempo. Deveria ser óbvio, mas não era. Loki sabia deixar todos confusos ali, só pensando, enquanto aqueles que estavam sob seu poder já estavam adiantados, bem onde ele queria.
Nick apareceu no laboratório, um tanto quanto sem paciência com os senhores cientistas, que não pareciam estar muito ocupados, mas tinham tudo sobre controle. Tony fazia suas perguntas, Steve apareceu respondendo a uma delas, igualmente puto, e foi só o começo de uma grande e séria discussão. Eles encurralaram Nick, Tony perguntou por que ele havia mentido, e logo Thor, Melian e Natasha surgiram no laboratório enquanto as perguntas rolavam, prontas para deixar Nick com os cabelos em pé. Se ele tivesse algum cabelo.
Natasha disse que Loki estava manipulando Banner e ele logo deu um jeito de se esquivar. Também tinha algumas respostas na ponta da língua, mas Natasha não tinha intenção nenhuma de irritá-lo, ela já esta um tanto quanto irritada por si só.
–Eu quero saber por que a S.H.I.E.L.D. estava usando o Tesseract para construir armas de destruição em massa. –Banner disse sério.
Bastante impaciente, Nick apontou para Thor.
–Por causa dele.
–De mim? –o inocente Thor se abobou. Melian lançou um olhar indagador ao marido.
–Ano passado a Terra recebeu um visitante de outro planeta que numa briga destruiu uma cidadezinha.-roubou a atenção de Banner. –Nós descobrimos que além de não estarmos sozinhos, nossa força militar é totalmente inferior.
–Meu povo só quer a paz com o seu planeta. –disse Thor.
–Mas vocês não são os únicos lá fora, são? –perguntou Nick. –E não são a única ameaça. O mundo está se enchendo de gente que não pode ser superada e nem controlada.
–Como você não controlou o cubo? –perguntou Rogers.
–Seu trabalho com o Tesseract foi o que atraiu Loki e os aliados dele. É um sinal para todos os reinos de que a Terra está preparada para uma forma superior de guerra. –disse Thor.
Pronto, foi o estopim para uma grande discussão. Um encurralava o outro, cada um fazia suas perguntas, muitas ao mesmo tempo, ninguém se ouvia e ninguém prestava mais atenção no problemão que aquilo estava se tornando, só ficavam discutindo sobre aquilo.
Estavam tão distraídos perdendo tempo naquela discussão que nem perceberam a estranha energia que a lança de Loki estava emitindo naquele momento. Aquilo custaria um alto preço a pagar depois. Foi um tipo de rastreador. A nave de Barton logo localizou o Helicarrier, e estava cheio de servos enfeitiçados de Loki, prontos para mandar bala em todos ali.
–Você fala de controle, mas semeia o caos. –disse Thor para Nick.
–Pelo menos ele tem estilo. –disse Banner se intrometendo. Os Vingadores ainda perdiam um precioso tempo discutindo, mas Banner acabou falando algumas verdades incontestáveis para todos ali. –E nós somos o que? Uma equipe? Não, não, não, nós somos uma combinação química que provoca o caos. Somos uma superbomba.
–Olha só, é melhor se afastar. –Nick disse para Banner.
–Ah, vamos deixar o Banner desabafar. –disse Tony pondo a mão sobre o ombro de Steve, que logo se viu muito incomodado. Logo os dois começaram a encrencar um com o outro.
–To doidinho pra você me afastar. –Tony disse irritando Steve.
–É, um homem grande com armadura. Sem isso você é o que?
–Gênio, milionário, playboy, filantropo. –disse na cara de pau, Natasha meio que concordando ali perto deles. Steve não se deixou atingir. Continuou aquela idiotice.
–Eu já vi esse filme. A única coisa pela qual luta é você mesmo. Você não é um homem que se sacrifica, que deita no arame farpado pra outro poder passar.
–Eu acho que cortaria o arame. –Tony disse sem se preocupar.
–Sempre há uma resposta. Sabe, você até pode não ser uma ameaça, mas pare de bancar o herói.
–Herói? Como você? Nasceu de um laboratório de experiências, Rogers, o que você tem de especial saiu de um mero frasco. –encarou-o confiante. Lia se mantivera calada durante toda a discussão. Os Eldar sempre foram sensíveis aos sentimentos sendo capazes de senti-los e manipula los. Mas o ambiente emocional a afetavam muito, fazendo-a viver todos os dias em um clima emocional diferente, dependendo da intensidade poderia causar o descontrole de seus poderes, e poderia ser comparada ao Hulk.
Enquanto eles discutiam inutilmente e Lia tentava controlar-se, Barton se preparava para seu ataque ao Helicarrier. Posicionou-se na aeronave ainda em voo e lançou uma flecha no Helicarrier, uma flecha projetada com explosivos bem escondidos que se fixou no metal da nave com um ímã. Thor ria dos dois, Steve e Tony, achando-os patéticos e pequenos.
Em meio aquilo, Nick pediu a agente Romanoff que levasse Banner dali e ele logo se emputeceu.
–A cela era só caso...
–Caso precisasse me matar, mas não pode, eu sei, eu já tentei. –ele disse tenso com aquilo, interrompendo Nick, roubando a atenção de todos no laboratório. –Eu fiquei mal, eu não via um fim, aí eu enfiei uma bala na boca e ‘o outro cara’ cuspiu fora. –disse sem humor algum, com suas respostas na ponta da língua, e estava tão valente quanto Tony. –Eu segui em frente, eu me concentrei em ajudar os outros e eu estava bem até você me arrastar pra este circo e colocar todos aqui em risco. –olhou para Natasha, que estava atenta aos movimentos dele. –Quer saber o meu segredo, agente Romanoff? Quer saber como eu fico calmo?
–Doutor Banner, largue o cetro. –Steve disse bastante sério, enquanto Nick se preparava para atirar caso fosse necessário.
Quando Banner se deu conta e viu o que tinha em mãos, ficou bastante confuso. De repente o computador emitiu um pequeno alarme.
–Conseguiu?
–Sinto muito crianças, mas não vão ver meu truque agora.
–Localizou o Tesseract? –Thor perguntou de uma vez.
Tony e Steve voltaram a discutir enquanto os outros tomavam suas decisões, e ao olhar para a tela do computador, Banner sentiu aquele maldito medo novamente.
–Ai meu Deus.
Bastou um clique de Barton e a flecha explosiva detonou parte do Helicarrier, atingindo um dos motores e o laboratório em cheio, lançando muitos para longe com o impacto da explosão. Steve disse a Tony para colocar a armadura e logo agiram. Alerta geral. Todos começaram a agir para encontrar os erros e se preparar para o ataque, já estavam na mira do alvo inimigo. Stark estava na escuta, prontinho para pegar no pesado. Seria difícil consertar o motor enquanto estavam no ar, mas Tony sabia o que fazer e Rogers estava ali para ajudar. A chance dele de mostrar a que havia sido treinado em todas aquelas décadas. Fury deu ordens a Coulson e logo contatou Natasha.
–Romanoff? –Nick chamou pelo rádio. Romanoff e Banner haviam caído em outro andar.
–Estamos bem. –olhou para Banner, caído no chão, já fazendo movimentos estranhos, desconfortável, como se sentisse alguma dor. –Não estamos?
Do lado de fora, Barton comandava a invasão com destreza, Tony estava indo vestir sua armadura, combinando com Steve de se encontrarem no motor três para poderemreparar os danos. Trabalho de equipe entre Tony e Steve? O mundo explodiria se pudesse.
A situação de Banner, no entanto, era bastante complicada. Ele estava tentando lutar contra aquilo e Natasha sabia que seria quase um milagre se ele não se transformasse.Tentou dialogar com ele, e ainda por cima estava com a perna presa por um grande pedaço de metal, dispensando a ajuda de outros para que pudesse tentar controlar a parte psicológica de Bruce de alguma forma, mas um ser furioso lhe dirigiu a palavra. Bruce Banner não estava mais ali.
Em poucos segundos a estranha criatura se transformara perante os olhos de Natasha, que tentou desesperadamente soltar sua perna e corre o mais rápido possível. A criatura estava em agonia, mas não havia nada que ninguém pudesse fazer. Natasha se voltou, e bastou uma última olhada para que a criatura feroz começasse uma perseguição implacável contra ela.
Havia um maldito sorriso de satisfação estampado no rosto de Loki que ele não conseguira esconder ao ouvir o rugido da besta. A guerra havia começado, agora era pra valer e ele sabia que seus servos viriam buscá-lo para seu verdadeiro ataque inicial a Midgard. Natasha corria desesperadamente, tentando de todas as formas despistá-lo, mas só conseguiu escapar depois que Thor apareceu para lutar com o gigante esmeralda.
Uma nova luta furiosa foi iniciada ali, e Thor era do tipo que adorava desafios. Ele não desistiria da luta, ficaria até contente de lutar. A vida de Natasha estava salva, por um tempo, assim como de todos os outros enquanto ele mantivesse o gigante distraído consigo. Lia que se separara do marido e tentava deter os invasores.
Tony e Steve trabalhavam incansavelmente tentando resolver os problemas no motor. Steve seguia as instruções de Tony para ajudá-lo, e estavam se saindo bem até aquele momento. Hulk estava bastante ocupado brigando com Thor, que até sorria com aquilo. Com seu martelo em mãos, não haveria nada com que ele não pudesse lutar.
Nick deu ordens para Hill para evacuarem o andar inferior e ambos lutavam contra os invasores. Também foram atingidos. Coulson estava em outro andar, também seguindo ordens. Hill disse algo óbvio, que o Hulk destruiria tudo ali, isso, claro, se tivesse chance. Seguindo as instruções de Fury, deu ordens para que atacassem Hulk, mantendo certa distância. O piloto assentiu, mas pareceu não ter entendido a gravidade da situação. Pensou ter atingido o alvo, cantou vitória antes do tempo, e Hulk logo atacou seu caça. Com bastante esforço, quase por um triz, ele conseguiu escapar. Hulk caiu em Terra junto com os destroços do caça. Seu destino agora estava nas próprias mãos.
Tony continuava fazendo seus reparos no motor, tentando agilizar o máximo que conseguia com Rogers, mas ele logo se ocupou quando os invasores apareceram para atacá-lo.
Barton atingiu outra flecha, desta vez projetada para os computadores do Helicarrier, e logo desativou as funções dos motores. Contagem regressiva para o fim. Nick olhou para os lados, em meio ao caos, enquanto os operantes tentavam reverter à situação. Perguntando se alguém estava na escuta para parar Barton, Natasha respondeu...
Lia com um pressentimento correu para a sala onde Loki se encontrava preso.
Quando Thor chegou à sala onde se encontrava a jaula de Loki e o viu saindo, correu para impedi-lo, e só então percebera que havia caído em mais uma pegadinha típica do deus da trapaça. Lia que chegara na sala segundos após Thor se lançara atrás dele tentando impedi-lo Thor e Lia agora estavam na jaula sem que pudessem fazer algo contra isso.
–Até quando você vai cair nessa? –Loki perguntou a Thor tranquilo do lado de fora.
Barton foi parado no meio do caminho por Natasha, e eles logo começaram a lutar. Era mais do que esperado que assim o fizessem. Barton ainda estava enfeitiçado, mas isso não significava que a conta de Natasha estivesse quitada. Ela iria até o fim com aquilo, não importasse o custo.
Thor martelou uma vez contra o vidro da jaula, mas provocou apenas uma rachadura e uma das barrar que seguravam a jaula ameaçou ceder. Ele não tinha saída não arriscaria a vida de Lia que estava ali com ele. E se continuasse, estaria fora.
–Os humanos nos acham imortais. Que tal testarmos isso? –Loki perguntou em tom risonho.
– Coulson então surgiu, derrubando um dos agentes comprometidos por Loki, segurando uma arma desconhecida em mãos, mirando nele.
–Afaste-se. –disse a Loki, que ficou temeroso. –Gostou disso? Começamos a trabalhar num protótipo depois que você mandou o Destruidor aqui. Nem sei o que ela faz. –ligo-a. — Quer descobrir?
Mas Coulson foi pego de surpresa quando foi atacado por trás, desta vez, pelo verdadeiro Loki já com sua lança em mãos. Thor viu que estava perdendo um amigo, agora, para seu desespero. Coulson caiu sentado no chão, com o sangue já aparente em sua boca. Loki era mesmo um traidor, assassino, frio, e estava tranquilo quanto a aquilo. Olhava despreocupado para o querido irmãozinho e sua esposa enjaulados, pronto para ejetá-los dali o quanto antes, como simplesmente o fez.
Assim como o destino de Hulk, o de Thor e a esposa agora era desconhecido. Estava em suas próprias mãos, ou talvez nas mãos dos deuses.
Barton e Natasha continuavam lutando ferozmente, até que Natasha finalmente conseguiu acertar um golpe certeiro, fazendo com que ele batesse a cabeça no corrimão, ficando em agonia com tamanha dor de cabeça. Ele já estava voltando a si aos poucos, mas Natasha não queria saber. Acertou-lhe um chute que rapidamente o apagou.
Thor se debatia contra a jaula com Melian em seus braços tentando protegê-la e encontrar um ponto onde pudesse ficar parado. Com seu martelo, pegou um último impulso e se lançou jaula afora.
Ainda no Helicarrier, entre a vida e a morte, Coulson ainda conseguiu dizer umas palavras a Loki.
–Você vai perder.
–Ah vou?
–É da sua natureza.
–Seus heróis estão espalhados, sua fortaleza voadora está caindo do céu. Onde está a minha desvantagem? –perguntou convencido.
–Te falta convicção.
A convicção que faltava a Loki, Coulson tinha de sobra. Sabia do que estava falando e Loki não gostou nada. Antes que pudesse terminar a frase que abriu a boca para dizer, Coulson usou as últimas forças que lhe restavam para disparar a desconhecida arma contra Loki, e ela o fez maravilhosamente bem.
–Então é isso que ela faz...
Nick olhava na tela a altura descontrolada e cada vez mais baixa em que o Helicarrier se encontrava. Tony estava a todo vapor, empurrando as hélices e aquilo funcionara muito bem. Deu o sinal para Steve, mas este estava ocupado lutando. Tony achou que já podia e se soltou, mas ficou preso entre as hélices. Por pouco, Rogers converteu aspolaridades a tempo de Tony não morrer esmagado. Loki havia aproveitado a ‘carona’ que a potência da desconhecia arma de Coulson havia lhe dado e logo havia embarcado em outra aeronave com o restante do bando. Ele sabia o que ia acontecer, mas não imaginava o que aconteceria no meio do caminho. O fim sempre é certeiro, mas o caminho até ele é o que vale.
Nick encontrou Coulson a alguns segundos de sua morte, para o silencioso desespero dele.
–Desculpe chefe. –disse Coulson, bastante fraco. –O deus fugiu.
–Fique acordado, olhos em mim. –disse sério, tentando parecer firme.
–Eu estou de saída.
–Não é uma opção.
–Tudo bem chefe. Isso nunca daria certo.
As poucas palavras que Coulson conseguiu dizer depois foram suas últimas. Partiu daquele mundo, tranquilo e sereno, morrendo como um verdadeiro guerreiro. Apesar de sentir que havia falhado, ele havia cumprido sua parte com bravura e destreza. Era seu trabalho, e ele era o melhor no que fazia, afinal de contas.
Nick ficou um tempo encarando o rosto daquele que havia sido um grande amigo, um grande companheiro, não apenas no trabalho. Haviam passado décadas trabalhando juntos para defender seu país e seu mundo. Apesar de não falar muito, Fury sabia que não era fácil vê-lo daquela forma. Era apenas carne agora. A essência havia partido.
–O agente Coulson foi atingido. –disse no rádio. Maria Hill afastou o enfermeiro que cuidava de seus ferimentos para poder ouvir o chefe.
–Uma equipe médica está indo praí. –alguém respondeu no rádio.
–Eles chegaram. O declararam morto.
Os Vingadores que ainda estavam no Helicarrier ouviam aquilo atentamente. Estavam agora sérios, inexpressivos. Não era apenas a morte do agente Coulson. Aquela significava a morte de parte da esperança que lhes restava.
Tony, Steve e Fury estavam novamente na sala de reuniões. Fury deixou sobre a mesa as figurinhas que Coulson tinha do Capitão América, suas relíquias, dizendo que haviam encontrado no bolso dele. Steve olhava para elas com certo peso. Deveria ter assinado. Coulson acreditava neles.
–Acho que ele não conseguiu seu autógrafo. Estamos paralisados aqui em cima, nossa comunicação, localização do cubo. Banner, Thor. Não tem nada pra vocês.
Tony raramente ficava triste na vida, mas quando algo daquele tipo acontecia, tinha impacto. Coulson muitas vezes havia sido um pé no saco, mas não deixava de ser um aliado, um amigo. Aquilo não era nada bom
–Perdi aquele que era meu único olho bom. –disse Fury. –Talvez eu merecesse isso. –suas palavras deixaram todos ali pensando. –É, nós íamos construir um arsenal com o Tesseract, mas eu nunca apostei nisso porque apostava numa coisa mais arriscada. Havia uma ideia, o Stark sabe disso, chamada: ‘Iniciativa Vingadores’. A ideia era reunir um grupo de pessoas extraordinárias, ver se elas podiam se tornar algo mais, ver se podiam trabalhar juntas quando precisássemos delas para trabalhar as batalhas que não conseguíssemos. Phil Coulson morreu ainda acreditando nesta ideia. Em heróis. –disse fazendo com que Tony se levantasse da cadeira e saísse da sala. –Bom, é uma noção antiquada.
Em terra, Thor e a esposa aviam aterrissado de uma maneira nada boa, o impacto causara uma cratera no chão.
–Você está bem?- perguntou ele preocupado com Lia.
– Estou.- respondeu ainda meio desnorteada pela queda. Ambos estavam cobertos de terra. Thor a ajudou a se levantar em seguida passou seu braço pelos ombros dela e saíram a procura do martelo de Thor.
E longe dali, um humano e peladão Bruce Banner acordava entre os destroços do que era uma fábrica. O vigia fora bastante gentil em lhe dar algo para vestir. Perguntou se era alienígena e ele disse que não.
–Então, filho, é melhor se benzer.
Enquanto isso, Natasha observava Barton atentamente enquanto ele voltava ao normal depois de resistir por um tempo, lutando consigo mesmo, lutando contra o que havia em sua cabeça.
–Clint. Você vai ficar bem.
–Tem certeza? –perguntou bastante descrente. –Tem certeza disso? Não... Eu não tenho tempo... Eu tenho que expulsar ele... Você não tá entendendo... Alguém já tirou seu cérebro e brincou com ele? Tirou você e colocou outra coisa no lugar? –olhou para ela com feições cansadas. –Você sabe o que é ser desfeito?
–Você sabe que eu sei. –respondeu séria.
–Ah... Como eu voltei? Como tirou ele?
–Recalibração cognitiva. –disse sentando-se ao lado dele. –Acertei sua cabeça com força.- falou simplesmente.
–Obrigado. Natasha... –disse enquanto ela soltava as amarras. –Quantos agentes eu...
–Não... Não faz isso com você, Clint. –cortou antes que ele terminasse a pergunta, já sabendo qual era. Não era bom que ele se maltratasse assim. –Foi o Loki. São... Monstros magia, não recebemos treinamento pra isso.
–E o Loki? Ele fugiu?
–Sim. Será que você sabe pra onde?
–Eu não precisava saber...
–Hmmm... –levantou-se, na direção da porta.
–Nem perguntei. –sentou-se na maca. –Mas ele vai agir em breve. Hoje.
–Nós temos que detê-lo. –virou-se para ele.
–Ah é? ‘Nós’ quem?
–Eu não sei. Quem tiver sobrado.
–Tudo bem. –concordou. Não havia muita opção para o que fazer, mesmo. –É... Se eu acertar uma flecha no olho do Loki, acho que vou dormir muito melhor.
–Agora parece você. –sentou-se ao lado dele novamente com um singelo sorriso.
–Mas e você? Você é uma espiã, não é um soldado. Agora vai querer... Entrar numa guerra? Por quê? O quê que o Loki fez com você?
–Ele... É que eu... –baixou a cabeça.
–Natasha...
–Eu fiquei exposta. Minha conta tá no vermelho. –olhou-o. –Eu quero quitar isso.
Não muito longe dali, um pensativo Tony Stark olhava para o lugar onde costumava haver uma jaula, a jaula onde o deus ficara aprisionado por pouco tempo, onde o Hulk deveria ter sido mantido. Steve apareceu logo depois, disposto a quebrar o silêncio e perguntar sobre Coulson.
–Era casado?
–Não. Namorava uma... Violoncelista. –disse Tony. –Eu acho.
–Sinto muito. Parecia ser um bom homem.
–Hun... Era um idiota.
–Por quê? Por acreditar?
–Por enfrentar Loki sozinho.
–Estava fazendo o trabalho dele.
–Ha, estava em desvantagem. Devia ter esperado... Devia ter... –baixou a cabeça. Não queria mais falar daquilo.
–Às vezes não tem saída.
–É, já ouvi essa. –passou por ele.
–É a primeira vez que perde um soldado?
–Nós não somos soldados! –disse enraivecido, encarando o Capitão, tentando esconder sua tristeza por um tempo. –Eu não vou seguir as ordens do Fury.
–Nem eu. Ele tem nas mãos o mesmo sangue que o Loki tem. Mas agora temos que deixar isso de lado e seguir em frente. Loki precisa de uma fonte de energia, se fizermos uma...
Opa, Tony voltou a raciocinar de forma inteligente. E com Steve! Os dois começaram a discutir de forma inteligente, desta vez. Ao menos daquela. As peças se encaixando de poucos em poucos, fazendo com que as coisas tivessem novo sentido, finalmente vendo com clareza.
–Esse é o plano do Loki. Ele nos ataca de modo pessoal. Por quê? –perguntou Tony.
–Pra nos separar.
–Separar pra conquistar. É ótimo, mas ele sabe que tem que nos derrotar pra vencer, é isso que ele quer! Ele quer nos derrotar e ser visto fazendo isso! Ele quer plateia.
–É, vi a atuação dele em Stuttgart.
–É, aquilo foi a pré estreia, agora, agora é a noite de estreia, e o Loki é como uma diva, ele quer flores, holofotes, ele quer... Quer um monumento imenso erguido com o nome dele!
Steve ergueu a sobrancelha.
Foi aí que Tony se tocou.
–Filho da mãe! –desceu as escadas.
Logo Steve encontrou Natasha e Barton.
–Hora de ir.
–Ira pra onde? –ela perguntou.
–Te falo no caminho. Sabe pilotar um desses jatos?
–Eu sei. –disse Barton, saindo do banheiro com uma toalha em mãos.
Steve olhou para Natasha como se esperasse uma confirmação, a confirmação de que Barton já era ele mesmo e de que e a confiável, e ela assentiu. Voltou o olhar para Barton.
–Tem um traje?
–Tenho.
–Então vista. –saiu de vista, indo se preparar.
Em terra, Thor pegava seu martelo, pronto para voltar a lutar. No Helicarrier, Barton preparava suas armas e Tony fazia reparos na armadura. Questão de tempo para que Rogers, Barton, Romanoff saíssem de lá em um jato para deter Loki
Enquanto eles preparavam sua saída, Hill foi confrontar Fury.
–Senhor... –cruzou os braços.
–Agente Hill... –olhava para os cards ensanguentados que tinha em mãos.
–As figurinhas... Elas estavam no armário do Coulson, e não no bolso.
–Eles precisavam de uma pressão. –suspirou, olhando-as.
Compreensível para Hill. Ao longe, podia-se ver Tony em sua armadura, já voando pelos céus, sendo acompanhado pelo jato onde Steve, Natasha, Clint.
–Eles o encontraram. Conserte nossa comunicação, faça o que for preciso. Quero monitorar tudo.
–Sim senhor. –Hill seguiu seus passos enquanto ele saía de perto da janela, sabendo que comandos deveria dar ao resto da equipe.
Com certa dificuldade, Tony conseguiu chegar à Nova Iorque, onde o Tesseract já estava ligado pronto para abrir o portal devido aos conhecimentos agora avançados de Eric Selvig, que já havia cuidado de tudo por ali, para o desespero de muitos.Nova Iorque estava a alguns passos de uma desgraça, tal como foi o Atentado de 11 de setembro.
–Senhor, eu desliguei o reator Ark, mas o cubo já está autossuficiente. –disse J.A.R.V.I.S.
–Desligue, doutor Selvig! –disse Tony, fazendo com que Eric virasse para vê-lo.
–É tarde demais! Não pode mais parar. –dizia assustadoramente maravilhado com o que via. –Ele quer nos mostrar alguma coisa! Um novo universo!
–Fazer o que? –Tony perguntou a si mesmo, disparando contra o cubo.
Porém a energia repeliu o ataque dele, jogando-o longe e fazendo Eric cair com tudo no chão, batendo a cabeça ali perto. Logo os cidadãos nova-iorquinos se depararam com aquela estranha movimentação vinda da torre de Tony Stark. A barreira criada pelo cubo não poderia ser rompida, e Tony logo teria que partir para o plano B.
Não muito distante, Loki já observava tudo, bastante tranquilo.
–Senhor, a armadura Mark 7 não ainda está pronta para combate.
–Não temos tempo, esqueça os aros giratórios! –disse pousando na torre.
Enquanto J.A.R.V.I.S. retirava sua armadura, bastante danificada, Tony observava Loki, que já adentrava o prédio, esperando por ele com alguma resposta na ponta da língua. Interessante as coisas que os humanos haviam aprendido a fazer. Estava confiante, mas Tony não se daria por vencido. O inimigo mal sabia o que lhe aguardava, no fim das contas.
–Por favor, diga que vai apelar para o meu lado humano. –disse Loki.
–É, na verdade pretendo te ameaçar. –disse naturalmente, indo em direção ao seu bar.
–Então não deveria ter tirado a armadura. –disse risonho.
–É, mas ela já viu dias melhores e você tem ‘o bastão do destino’. –zuou da lança de Loki, que apenas a olhou sorridente. –Quer uma bebida?
–Não vai adiantar me atrasar.
–Não, não, não, ameaçar. Não vai beber, tem certeza?
–Os chitauris estão vindo. –Loki disse olhando pela grande janela afora. –Nada mudará isso. –virou se para Tony. –O que tenho a temer?
–Os Vingadores. –disse preparando sua bebida.
Agora sim havia conseguido a atenção do deus da trapaça, que o olhou com curiosidade. Tony revirou os olhos como se fosse mesmo uma idiotice.
–An, é como nos chamamos. É tipo uma equipe. –serviu seu copo. –Os heróis mais poderosos da Terra, coisa e tal...
–Sim, já os conheci. –sorriu maldosamente.
–É, levou um tempo para nos entrosarmos, é verdade, mas, vamos fazer uma contagem: seu irmão, um deus, a sua cunhada uma deusa também. –disse arrancando uma expressão de desprezo de Loki. –Um supersoldado, uma lenda viva que está à altura da lenda, um homem com graves problemas para controlar a raiva, dois assassinos profissionais, e você, grandalhão, você conseguiu irritar cada um deles!
–Era esse o plano. –disse com um sorriso convencido.
–Mas não foi bom. –disse saindo de trás do balcão, indo na direção de Loki. –Quando chegarem, e vão chegar, vão te pegar. –disse começando a deixá-lo com raiva.
–Eu tenho um exército.
–Nós temos o Hulk!
–Achei que a fera tivesse partido.
–É, você não entendeu nada. Não tem trono, não tem uma versão na qual você vai sair por cima. Talvez seu exército venha, e talvez seja demais pra gente, mas queremos você. Porque se não pudermos proteger a Terra, com certeza vamos vingá la. –disse tomando sua bebida.
Loki deu passos lentos em direção a Tony, encarando-o friamente.
–Como seus amigos terão tempo pra mim se estarão ocupados lutando contra você?
Seu cetro já estava pronta para enfeitiçar Tony ao encostar-se ao peito dele, mas ao contrário de deixá-lo sob o domínio de Loki, nada havia acontecido.
Loki olhou aquilo sem entender. Como?
Levantou a lança mais uma vez e tocou a ponta no peito de Tony de novo, que nem se preocupava com aquilo, apenas observava o cetro.
–Como? –Loki perguntou completamente confuso.
Quando Tony começou a se explicar fazendo graça, porém, Loki ficou bastante bravo, pegando-o pelo pescoço e jogando-o no chão.
–J. A.R.V.I.S., quando quiser. –disse Tony levantando-se.
Mas foi pego por Loki novamente.
–Vocês todos vão cair perante mim! –disse enraivecido, segurando Tony pelo rosto, agora.
–Posicionar! –disse Tony. –RÁPIDO!
Tony logo foi lançado contra o vidro da enorme janela, quebrando-a ao se chocar contra a mesma, caindo agora de altíssima altura, contando apenas com a rapidez de sua armadura no momento. Quando a maleta, que consistia na armadura ‘de emergência’ de Tony saiu de onde estava, acertou Loki em cheio, derrubando-o enquanto ia a toda velocidade de encontro a seu criador, que usava uma pulseira para que a armadura fizesse o reconhecimento e se encaixasse a seu corpo a tempo suficiente de impedir que ele se chocasse contra o chão e ferisse civis.
–E teve alguém que você deixou muito zangado. –disse ao voltar para o andar da torre onde Loki se encontrava bravo. –O nome dele era Phil.
Quando Loki ergueu sua lança para atacar Tony, ele foi mais rápido e atingiu-o em cheio, jogando-o longe dentro da torre.
Infelizmente nessa hora o portal começou a se abrir, lançando uma enorme quantidade de energia em direção aos céus. Tony olhava imaginando o que deveria fazer naquele momento, e logo os chitauris começaram a sair daquela diferente dimensão, atravessando a dimensão da Terra e logo atacando o que havia pela frente.
–Ok... –Tony disse tentando não se apavorar com o que via. –Tropas.
Voando a toda velocidade, despistando-se do ataque inimigo, tentava atingir o máximo de chitauris que conseguia, sem poupar munição alguma. Eram muitos e Tony estava sozinho. Não era uma briga justa, mas ele era rápido, mandava bala sem dó.
Os chitauris desceram cada vez mais e começaram a destruir a cidade de poucos em poucos, causando pânico imediato nos civis, que corriam tentando encontrar um lugar seguro. Carros explodindo, prédios sendo atacados, civis sendo feridos. Loki saiu dedentro da torre, vestido com seu traje para a gloriosa batalha que se seguiria. Estava louco para ver tudo pelos ares, só para botar medo nos humanos. A dominação viria depois.
Foi nessa hora que Thor finalmente apareceu, igualmente vestido e pronto para a batalha. Lia não estava a vista em lugar nenhum.
–Loki, desligue o Tesseract ou eu o destruirei!
–Não pode! Não há como detê-lo! –apontou seu cetro na direção do irmão. –Há apenas a guerra.
–Que comece!
A intensa luta de Loki e Thor havia acabado de começar, a todo vapor, e ninguém iria poupar ninguém, nunca mais. Iria fazer um grande estrago na torre Stark, mas pior do que isso era o estrago sendo causado na cidade. Tony lutando contra os chitauris, os Vingadores restantes chegando no meio da porrada, policiais tentando fazer alguma coisa e civis correndo loucamente sem saber bem para onde. O caos estava feito! Enquanto Natasha e Clint metralhavam os chitauris e Tony fazia sua parte.
Enquanto Thor e Loki lutavam, o jato de Natasha e Barton se aproximava para derrubar Loki, mas o bastardo havia sido mais rápido e atingiu-os em cheio, fazendo o jato cair depressa demais enquanto eles procuravam um local para o pouso forçado, esbarrando em um prédio e outro até cair com tudo bem no meio daquela confusão toda. Rogers, Barton e Romanoff saíram rapidamente para agir, mas acabaram parando no meio do caminho.
Um som estranho vindo dos céus é então ouvido por todos, e os três param onde estão para ver o que surge. Daquela outra dimensão, um enorme e absurdamente forte monstro desce deslizando como um peixe, deslizando ‘suavemente’ e ajudando a acabar ainda mais com os prédios de Nova Iorque. Mais chitauris saíram de dentro da coisa e se prenderam aos prédios, deslizando para baixo e partindo para o ataque contra os civis dentro dos prédios.
Tony fazia suas perguntas a Rogers, especialmente perguntando sobre Banner, que não havia dado as caras e ninguém tinha notícias. J.A.R.V.I.S. começou a procurar um ponto vulnerável na coisa enquanto Tony tentava acompanhar, observando atentamente.
–Veja isso! –Thor disse a Loki, mostrando a ele o caos de Nova Iorque naquele momento, com chitauris destruindo tudo, matando civis inocentes. –Olhe a sua volta! Acha que essa loucura terminaria com seu reinado?!
–É tarde demais. –disse um tanto desnorteado. –É tarde demais para detê-lo!
–Não! Nós podemos! Juntos! Sério por um tempo, de repente Loki sorriu e atacou seu ‘ex’ irmão, fazendo-o derrubar o martelo no chão ao ser atingido.
–Sentimental... –disse novamente desnorteado, como quem se sentisse perdido, como se não tivesse sentimentos.
Thor então o atacou e voltaram a brigar. Desta vez, porém, Thor atacou o mais novo com ainda mais força, chocando-o contra o chão. Loki girou para o lado como quem pretendia se jogar da torre, e assim o fez, só que ele contava cair em cima de uma das naves dos chitauris, só Melian apareceu furiosa do nada e o agarrando pelo pescoço impulsionando os dois em direção ao chão, deixando Thor a ver navios enquanto avançavam pela cidade. Cada vez mais parecia ser tarde demais.
Rogers, Barton e Romanoff pararam próximos a um táxi para se proteger por um tempo. Barton disse a Rogers que ainda havia civis nos prédios.
Os chitauris avançavam cruelmente pela cidade, e por onde passava, deixava o rastro de destruição ainda maior. Carros explodindo iam pelos ares enquanto civis corriam desesperados para saírem daquele pedacinho do inferno que Loki havia criado com os chitauris.
Natasha dava cobertura para que Steve fosse ajudar os outros civis, e Barton já preparava suas flechas para atingir os chitauris em terra.
Barton ajudava civis a saírem de dentro de um ônibus enquanto Natasha chamava na bala.
–Parece até que estamos em Budapeste outra vez! –disse Natasha quando Barton voltou ao seu lado acertando o inimigo com uma flecha atrás da outra.
–O que eu lembro de Budapeste é bem diferente! –comentou Barton enquanto atirava.
Steve corria o máximo que podia se desviando do alvo dos chitauris, pulando de um carro a outro para ganhar velocidade. Policiais atiravam para cima, tentando atingi-los, mas eles eram muito rápidos para um tiro certeiro.
–Vai levar uma hora até conseguir reunir a guarda nacional! –disse um deles para seu chefe.
–Guarda nacional? O exército sabe do que tá acontecendo aqui?!
Steve chegou a eles bem nessa hora, dando-lhe instruções sobre o que deveriam fazer com os guardas e os civis.
–Por que nós seguiríamos ordens de você? –perguntou um deles, bastante cético.
Quando estavam a alguns segundos de serem atacados, Steve virou-se e atacou o inimigo com vontade, defendendo-se com estilo, até, devido a sua agilidade e força. O policial logo se virou e pelo rádio repassou as ordens que lhe foram dadas para os outros policiais. Idiota.
Tudo caindo aos pedaços, e no meio do plano de ataque, o enorme monstro que havia descido com os chitauris acaba por notar a presença dos Vingadores. Tony teria que dar um jeito de despistá-los, enquanto em terra Barton e Natasha lutavam. Curiosamente Natasha aprendeu a usar uma das armas deles. Logo Steve apareceu e Thor se juntara ao grupo destruindo alguns chitauris com seus poderosos raios. A fúria estava estampada em sua face.
–O que está havendo lá em cima? –Steve perguntou a Thor.
–A energia que envolve o cubo é impenetrável.
–O Thor tá certo, vamos cuidar desses caras. –disse Tony.
–Como fazemos isso? –perguntou Natasha.
–Como uma equipe. –respondeu Rogers. –Cadê a Melian? –olhava para cima, procurando qualquer sinal da deusa.
–Não sei. –disse Natasha. –Mas da ultima vez que a vi ela estava brigando com Loki.
–Melian está aqui? –Thor se assustou preocupado com a esposa.
–Não posso permitir que ela fique! –disse Thor.
–Boa sorte tentando convencê-la! –disse Tony. –Meu palpite é que ela seja mais forte do que você, e está agindo como tal. Não consigo vê-la em lugar algum! Ela é muito rápida!
–Melian, está na escuta?
–OI! Fala, Steve!
–Onde você está?
–Bem longe de vocês, atacando os desgarrados que estão passando por nós!
–Bom trabalho! Está tudo bem com você? Não estava com Loki?
–Tudo ótimo! Vão em frente, estou bem! Loki conseguiu escapar de mim!
–Não disse? –perguntou Stark.
–Essa é das minhas! –arrancou alguns risinhos dos outros.
Enquanto os outros Vingadores tentavam se organizar, coisas bem mais tensas estavam acontecendo fora do alcance deles.
Melian estava com a corda toda,conseguiu localizar Loki com um dos chitauris, Melian mergulhava no ar com a ajuda da sua telecinese ainda abatendo alguns chitauris para despistá los, tentando não perder o foco. O rosto branco de traços delicados estava convertido em uma mascara fria e dura, mesmo naquela situação, ela não deixava de ser bela.
Abateu mais alguns, era o máximo que conseguia fazer, o escudo mental em sua volta a protegia dos ataques. Atrás dela, dezenas de chitauris avançavam, atirando sem piedade. O escudo repelia os ataques fortemente. Loki estranhou alguns deles estarem sendo atingidos por seus próprios disparos, e ao virar-se, deparou-se com Melian, uma áurea muito forte a envolvia.
Lia sabia tinha chegado a hora. Ela era a única capaz de parar Loki.
Notas finais
Segundo eu gostaria de dizer que a fic está chegando ao fim.
Mas não fiquem tristes ainda terá dois capitulos.
Terceiro eu gostaria de saber se ninguém gostari de se juntar a mim, para produzir a segunda tempora.Eu já tenho mais ou menos uma idéia de como vai ser.
Se alguém estiver intessado isso pode tal vez mudar o final da fic.
Que pode apostar vai surpreender muita gente.
Baijos aguardo Reviews...
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