A Life Of Lies
3 Capítulo 3 - Uma Noite de Memórias
Notas iniciais
Não vos vou massacrar agora, por isso mais um cap e boa leitura.
POV Bella
As memórias do passado estavam tão vivas na minha mente. E era isso que cada vez mais me convencia a vingar-me, mas ainda não sabia como…
Perdida nesses pensamentos, nem percebi que alguém me chamava.
- Bella!! – Era Rose – Acorda, estas a deixar-me preocupada.
- Não é nada só estava a pensar…- Olhei para o relógio e assustei-me – Oh meu deus! Está quase na minha hora!
- Tem calma, sabes que o Rafa não irá ficar chateado se te atrasares cinco minutos – Disse ela tentando acalmar-me.
Raffaelo ou Rafa, como gosta de ser tratado, é o dono deste bar e um grande amigo meu e da Rose. Era uma pessoa muito simpática e que nos tratava com respeito.
- Mesmo assim não quero abusar da bondade dele. – Disse isso começando a tirar o casaco, colocando-o nos bancos que lá havia, juntamente com a minha mala e as minhas botas.
- Sabes onde coloquei os meus sapatos? – Perguntei a Rose.
-Estão ali naquele móvel – Respondeu-me.
Peguei nos sapatos e calcei-os. Dei uma última vista de olhos no espelho a ver se estava tudo Ok.
Quando ia quase a sair:
- Bella! Não colocas-te a peruca. – Avisou-me Rose.
Eu colocava sempre uma peruca, de um tom castanho mais claro que o meu, de maneira a não ser reconhecida, a cidade era pequena e todo o cuidado é pouco. E mesmo as luzes não serem direccionadas para o nosso rosto, era mais seguro prevenir.
Mas nem todas usávamos perucas era só eu e a Rose, as outras não se importavam de ser reconhecidas. Não nasceram cá, e algumas nem cá vivem. Mas nós duas não tínhamos essa sorte.
Ainda me lembro da primeira vez que dancei. Foi à cinco anos atrás, tudo não passava de uma suposta experiencia e que terminou no meu emprego.
Flash back on
- Vá lá Bella, como podes dizer que não gostas ou que não consegues se nunca experimentas-te?
Como Rose é persistente. Ela está nisto à meia hora a tentar convencer-me a ir no próximo sábado dançar num bar de strip. Um bar de STRIP!!
Ela não deve estar bem da cabeça. Como eu Isabella Swan, irei dançar num local desses: primeiro eu e a dança não nos damos nada bem, isso é matemático. Segundo: para se fazer Strip é necessário um corpo espectacular, maravilhoso coisa que eu nem lá perto estou. E terceiro: eu não irei despir-me para um monte de desconhecido, ou conhecidos, aos quais as mulheres ou namoradas não conseguem cumprir bem o trabalho de casa.
– Já disse e volto a repetir NÃO! – Já estava a ficar cansada da persistência dela.
– Mas porque Bella? Eu também vou lá estar, também vou dançar e não vais tirar a roupa toda – e ela continuava com os seus irritantes argumentos.
– Então faz bom aproveito, o corpo é teu e tu fazes dele o que quiseres. Para já só me dizes essas coisas porque tens um corpo perfeito para essas danças, coisa que eu não tenho.
– Por favor! Por favor Bella, ninguém te vai reconhecer-te, se for necessário colocas peruca, lentes de contacto até uma mascara, mas diz que SIM.
- Nem que me pagassem eu ia dançar num lugar desses. A minha humilhação não vele esse risco.
Flash back off
Mesmo assim Rose não desistiu, nos dias que se seguiram a luta foi sempre a mesma, até que um dia desisti e cometi o erro, ou talvez não, de dizer Sim.
E aqui estou eu, passado cinco anos, actualmente com 22 anos a trabalhar no último local do mundo onde me imaginava. E se olhar para o passado não me arrependo de ter aceitado o capricho da Rose.
Estava agora por de trás das cortinas à espera de ser anunciada. Recordava da minha primeira dança, estava tão nervosa, com medo e outras coisas que me fizeram quase desmaiar.
Flash back on
Parecia uma vara verde e tanto tremer. E se eu falhar um passo? E se eu escorregar do varão? E se eu desmaiar no meio do espectáculo? E se eu torcer o pé? E se eu cair do palco? E se eu bloquear e ficar parada no meio do palco? E se eu…
- Que tal se te acalmares em vez de estares a pensar nas varias coisas que podem arruinar a tua apresentação? – Disse-me Rose, tentando que eu não pensasse no pior que podia acontecer. Às vezes ela me assustava quando adivinhava o que pensava.
- Mas é verdade, eu ainda não sei como aceitei fazer esta loucura. E essas coisas que podem arruinar a minha apresentação têm uma grande probabilidade de acontecer, principalmente a mim.
- Para já aceitas-te porque tu adoras-me. E segundo só o pior pode acontecer se não tiveres confiança que tudo ira correr bem. Se tiveres esses pensamentos vai só atrapalhar a tua apresentação, e pensar nisso que tens receio, vai acontecer mesmo.
- Mas e se eu…
- E se tu fores para lá e arrasares, que tal? Também tem tanta probabilidade como as outras.
- Mas no meu caso essa probabilidade é mais baixa que as outras.
- Pensamento positivo. Vai tudo correr bem. – Tentou Rose animar-me – Podes fazer uma coisa por mim?
- Mais do que esta?
- Sim, mais do que esta… — Olhou para mim às espera que confirma-se – Tem pelo menos uma vez na vida confiança em ti própria, deixa a tua irmã e os teus pais de lado hoje dos teus pensamentos e concentra-te só em ti e em mais ninguém.
Talvez Rose tivesse razão, pelo menos hoje tenho que só e única e exclusivamente pensar em mim.
Flash back off
As palavras de Rose, foram muito importantes para mim naquela altura, eu tinha que parar de rebaixar-me pelos outros. Tinha que pensar se eu não sou melhor do que os outros, muito menos eles.
E foi nessa noite que deixei os outros no fundo e fiz-me subir ao de cima pela primeira vez em muitos anos.
Flash back on
- Rose. – Era o Rafa a chamá-la. – Qual de vocês entra primeiro? — Olhamos uma para a outra.
- Ela!! – Dissemos as duas ao mesmo tempo.
- Assim não vamos muito longe. – Disse Rafa divertido.
– Vai a Rose, ela está mais à vontade do que eu. – Disse. Ainda estava muito nervosa, precisava de acalmar-me primeiro, porque se não seria um completo desastre.
– Já que é assim, Ok sou eu a primeira. – Afirmou Rose.
– Muito bem, então tens mais 3 minutos para rectificares-te e depois vais entrar. – Disse Rafa a Rose. – E tu Bella, convinha estares pronta, pois quando a Rose terminar, em dois minutos, entras depois. – Confirmei-lhe com a cabeça.
Nos três minutos que o Rafa lhe deu ela colocou uma peruca castanha escura. Desejei-lhe boa sorte e saiu.
Flash back off
Naquela noite escondida por de trás das cortinas assisti à actuação da Rose, ela foi esplêndida, sensual e provocativa, tudo o que pensei que nem conseguiria nem metade, nem mesmo uma terça parte do que ela tinha feito naquele palco.
Mas a pior hora chegou para mim, foi quando era a minha vez de entrar e actuar, continuava uma pilha de nervos, tinha medo de errar e de sofrer uma das maiores humilhações da minha vida.
Flash back on
– Bella é a tua vez, vai lá e arrasa, com tudo e com todos! – Apoiou-me Rose. Não estava muito convencida disso, mas nada podia fazer agora, apenas ir para lá e depois era o que Deus quisesse.
Coloquei a minha peruca e foi rumo ao palco. Após terem anunciado o meu pseudónimo, entrei para o meio do palco onde estava o varão. Estava escuro mas mesmo assim eu sentia as presenças das pessoas.
Uma música começou a ecoar pelo ambiente, e as luzes foi-lhes aumentada um pouco a intensidade, agarrei-me ao varão, respirei fundo e comecei a realizar tudo o que treinei durante uma semana. Agradeci aos meus pais mentalmente por me terem obrigado a frequentar aulas de dança/ginástica com Tanya. Graças a isso tinha um pouco mais de flexibilidade.
Não sei quanto tempo permaneci lá, girei à volta do varão, fiz movimentos até ao chão e outros, e quando dei por mim a música terminou. Eu não tinha coragem de olhar em frente e enfrentar o público para vê-los a rirem-se de mim. Então quando pude sai de lá quase a correr, mas com estes sapatos quase não conseguia. Mal entrei no “camarim” fechei a porta atrás de mim e respirei profundamente.
Rose entrou disparada com um grande sorriso nos lábios, e eu não percebia o porquê de ela estar assim, eu devo ter sido horrível.
- Só tenho uma coisa a dizer – Começou Rose – O que foi que fizeste à minha amiga? Onde está a Bella insegura e que não consegue manter-se equilibrada por cinco minutos em sapatos de salto alto?
Cada vez estava mais confusa, ela dizia aquilo tudo com um sorriso que quase lhe rasgava a cara.
- Não estou a perceber o que queres dizer. – Disse confusa.
- Não estás a entender? — Perguntou Rose e eu afirmei-lhe com a cabeça. – Tu há vinte minutos atrás estavas uma pilha de nervos e dizias que ias te humilhar. Só que o que aconteceu foi completamente o contrario, tu ARRASAS-TE!!
Flash back off
Depois disso, quando terminei o décimo segundo ano, Rafa me propôs dançar aqui. No inicio era uma espécie de extra, só dançava duas vezes por semana, e o resto do tempo trabalhava numa loja.
Mas com o tempo este começou a ficar o meu trabalho permanente.
– Estás pronta Bella? – Olhei para trás e vi que era a Janina, a noiva do Rafa, ela é Polaca. Rafa conheceu-a quando ela trabalhava num bar de um amigo, foi atracção à primeira vista. Mas ela descobriu-se grávida aos três meses de um cliente que frequentava esse mesmo bar.
Esse homem era casado, por isso Janina escondeu a gravidez dele, pois não passava de um divertimento para esse tal homem e iria querer que ela aborta-se. Apesar das circunstâncias ela não queria tirar o bebé, demitiu-se do emprego, pois não podia continuar pela situação que se encontrava.
Rafa quando sobe que ela tinha se despedido, procurou-a, e não descansou até a encontrar. Quando a encontro ajudou-a, passado alguns meses começaram a namorar e quando o bebé nasceu Rafa assumiu como sendo seu filho legítimo. Ainda não se casaram por que queriam que a pequena Kayleigh, cresce-se um bocado para poderem aproveitar de uma lua-de-mel a sério.
– Estou. – Respondi-lhe – Como esta a pequena Kayleigh?
– Está cada dia mais linda e mimada pelo pai. – Disse isso com um sorriso enorme na cara.
– Fico feliz em saber que a vossa vida está a correr às mil maravilhas. – Depois de ter dito aquilo só ouvi o meu “nome artístico” Milady Brunette.
Entrei em palco, que ainda estava escuro, dirigi-me até ao varão, e quando a música começou a tocar as luzes acenderam-se juntamente.
A dançar era uma das poucas formas de não ser tão desastrada e de andar a cair ao chão. Apesar que alguns não consideram isto que faço como um tipo de dança, mas sim uma forma de dar prazer à vista masculina ou feminina, consoante o dançarino.
No meio da dança vi o meu amigo Adam, um cliente muito assíduo. Tentei não me distrair com mais nada e concentrar-me só e simplesmente na dança.
Dei uma volta ao varão de maneira sensual, virei-me de costa para ele e escorreguei até ao chão, gatinhei até à borda do palco onde homens já tiravam notas para prenderem na minha roupa. Voltei para o varão agarrei-me a ele e girei, fazendo mais uns movimentos sensuais e fiz o pino no varão.
Enquanto dançamos, uma coisa que aprendemos, é de nunca perder o contacto visual com a plateia, excita mais e atrai mais os homens. E com o tempo passei a divertir-me com as várias expressões que cada um adquiria ao longo da dança, algumas eram mesmo hilárias, parecia mais que estão a sofrer um ataque cardíaco do que mesmo a apreciar.
Depois, da última parte da música, terminei recebendo aplausos e alguns assobios. Saí do palco, recolhi o dinheiro que ganhei e fui ter à mesa onde Adam se encontrava.
Ele é um homem charmoso, que apesar de estar a chegar aos quarenta anos não os aparenta, e mantém a elegância de um rapaz de vinte. Ele é empresário, logo viaja muito, e para não se sentir sozinho paga-me para que eu o acompanhe. Ele é um dos únicos dois clientes a que eu faço esse serviço. Eu não queria cobrar nada mas ele sempre insistia, até que um dia desisti de recusar, visto que a teimosia é um dos defeitos dele.
Actualmente somos grandes amigos, apesar da diferença de idades. Quando o conheci trabalhava cá há um ano. Ainda era um pouco inexperiente, mas já estava mais à vontade do que antes. Lembro-me de ele ter pedido só alguém com quem desabafar, e foi isso que fiz nesse dia.
Dias depois nos encontramos num café, e foi nesse preciso dia, que posso afirmar, que começou a nossa amizade. Contei-lhe a minha história, e ele disse que achava uma injustiça em como os meus pais tratavam de duas irmãs de maneira tão diferente. Nunca lhe perguntei a sua história visto que tinha contado a minha, mas em mais uma noite em que lá apareceu ele contou.
Flash back on
Tinha acabado de dançar, e estava agora sentada com Adam. No inicio conversávamos de assuntos banais, mas tais assuntos nos fizeram levar à sua história:
- Ela tinha quinze anos, e eu tinha completando vinte há pouco tempo quando a conheci.
Começamos a nos aproximar, aproveitava a saída dela a bares e festas com os amigos para isso. Passado um tempo começamos a namorar. E o envolvimento íntimo era muito frequente entre ambos.
Apesar de já haver bastante informação sobre métodos contraceptivos, ela não chega até nós como chega agora aos adolescentes. Mas nós éramos jovens e com muito fogo, e isso teve as suas consequências, uma gravidez indesejada.
No inicio ela queria abortar mas eu não deixei, apesar de tudo aquela criança não tinha culpa e eu também era responsável pela sua existência.
Falei com os pais dela e assumi as responsabilidades e disse que, caso fosse necessário, casaria com ela. E assim foi feito. Dois meses depois nos casamos e passados setes meses o nosso filho nasceu. No inicio foi complicado, ela tinha que prosseguir com os estudos e ao mesmo tempo cuidar do nosso filho. E eu andava muito sobrecarregado com a universidade, mas tentava sempre ajuda-la.
Depois de eu ter terminado o curso e ela ter terminado a escolaridade obrigatória, concorreu para um agência de modelos, aceitaram-na e desde o inicio começou a trabalhar.
Tinha-mos uma vida boa e estável, ela tinha sucesso como modelo e eu crescia no meu ramo como empresário e o nosso filho crescia a olhos vistos.
Mas com o tempo, o amor foi se perdendo restando apenas o companheirismo. O casamento tornou-se cómodo. Então, depois de dezasseis anos de casados, decidimos que era hora de por fim ao nosso casamento e seguirmos cada um para o seu lado.
No inicio foi complicado, eu convivi com aquela mulher dezasseis anos e não dezasseis dias e estava habituado a tê-la por perto. Mas a vida é assim, hoje ainda me dou bem com ela, ela é a mãe do meu filho e por isso estaremos sempre ligados um ao outro.
Era a história de uma vida repleta de momentos felizes e com a existência de um final mais infeliz. Apesar disso era uma bonita história de amor.
Adam tirou da carteira duas fotos.
- Este é o meu filho, Dylan. – Disse-me mostrando a fotografia. – E esta é a minha ex-mulher, Carrie.
– São ambos muito bonitos. – Disse com sinceridade.
Flash back off
A nossa amizade foi crescendo ao longo dos anos. E ele sempre que pode frequenta o bar, só para me ver e conversar comigo.
- Boa noite Adam. – O cumprimentei.
– Boa noite Bella. Antes de mais deixa-me te elogiar pela dança que assisti, estavas maravilhosa como sempre, arrasando tudo e todos. – Ele era sempre um exagerado. Sabia que não era má a dançar mas também não era nado de outro mundo.
– Também não é preciso exagerares. – Disse-lhe divertida.
Assim prolongou-se durante um bocado a nossa conversa. Ainda assistimos à dança da Rose, e mais tarde tive que ir ajudar no bar.
Ainda dancei mais duas vezes e terminei a noite a ajudar no bar. Cheguei ao camarim exausta e com grande dor nas pernas e nos pés devido a ter andado todo o santo dia com aqueles horríveis sapatos. Apesar de até serem confortáveis e ter veludo na palminha, cansam, mesmo assim, muito as pernas.
Estava sentada e a descalçar os sapatos para substituir pelas botas, quando Rose chega.
– Estas perucas incomodam um pouco. – Disse arrancado logo a dela. – Estou exausta, mal chegue a casa, vou aterrar logo na cama. Só tenho pena de não ter lá um homem em casa para aquecê-la. – Disse toda sonhadora.
– Um dia terás um Bonita como és arranjas um num abrir e fechar de olhos, e quando esse dia chegar vais deixar esta profissão. – Afirmei-lhe.
– Descansa que também irá um dia calhar a ti. – Apesar de não concordar com o que a Rose disse, não me prenunciei. – Até já tens um pretendente e digo só de passagem ele até é bem bom. – O sorriso malicioso já começava a surgir no rosto dela.
– Não digas isso, sabes que não estou a fim dele, apesar de ser um homem de sonho. – Voltei a repetir o que dizia vezes sem conta a ela, mas mesmo assim ela não mudava de ideias.
– Mas acho que se desses uma oportunidade de o conheceres, ficarias apaixonada por ele. E mais, queres passar o resto da tua vida assim? Sozinha com tua gata? – Confrontou-me. – Lembra-te a sorte só bate uma vez na porta e é preciso estar-se atento, porque a maioria deixa escapar por falta de atenção.
Como este assunto já estava a cansar-me decidi permanecer calada. Acabei de me calçar, vestir o casaco e pegar na minha bolsa.
– Vou andando. Amanhã levanto-me cedo, e ainda mais tenho que pensar em algo para oferecer a minha “querida” irmã como prenda de aniversário. – Avisei Rose.
– Pois é. Amanhã vais acompanha-lo. Não sei como consegues, sais daqui quase às seis da manha para te levantares às oito horas, para viajar. É preciso coragem!
– A vida é feita de sacrifico, por isso tenho que aguentar este ritmo. – Quando estava quase a sair pela porta a avisei. – E mais, eu coloco o sono em dia durante o voo. Beijinhos. – Despedi-me dela.
Percorri o mesmo caminho que fiz quando cheguei, por onde passava via-se pessoal do bar e eu despedia-me deles. Era bom ter um bom relacionamento com os colegas.
Cheguei ao carro e destranquei-o, entrei no lado do condutor colocando a mala em cima do banco do passageiro, liguei o carro e pus-me a caminho de casa.
Arrumei o carro na garagem, e mal abri a porta fui cumprimentada pela minha bola de pelo, a Doll. É tão bom saber ter alguém em casa à nossa espera, mesmo sendo um simples animal de estimação.
Fui para o meu quarto, mas sempre com Doll ao meu encalço. Tomei um duche rápido, para aliviar os meus músculos e assim também tirar a maquilhagem. Vesti uma camisa de noite, fresca, visto que estávamos a 21 de Julho e está um calor infernal.
Abri um pouco a janela, para entrar a brisa fresca da noite e deitei-me na cama só um lençol por cima e claro com Doll deitada ao meu lado. E ambas dormimos num sono pacífico.
…
Algo irritante estava a tocar pelo meu quarto e eu tentava-o ignorar. Até me lembrar que era o despertador. Era horrível só ter umas duas horas e meia de sono, mas o lado bom é que podia me recuperar durante a viagem.
Levantei-me com muito custo e fui para a cozinha tomar uma deliciosa taça de cereais com leite, colocando também comida para a minha companheira. Depois fui para a casa de banho onde tomei mais um duche, escovei os dentes e penteei-me. Logo a seguir escolhi uma roupa e vesti-a, fiz também uma maquilhagem e comecei a preparar a minha mala.
Depois de tudo preparado, chamei um táxi, e enquanto ele não vinha peguei em Doll e fui levá-la à minha vizinha do lado que iria ficar com ela durante um tempo.
– Bom dia dona Erin. – Cumprimentei-a
– Bom dia Bella. – Saudou-me com um grande sorriso. – Vieste trazer a tua bolinha de pêlo?
– Sim, peço desculpa mais uma vez pelo incómodo mas eu não a quero deixar sozinha em casa.
– Não é incómodo nenhum e para além disso eu adoro gatos, e ela sempre ficará melhor aqui comigo do que lá em casa sozinha.
– Então muito obrigada, está a fazer-me um grande favor e aqui está a comida dela com as respectivas tigelas dela, alguns brinquedos e também tem uma lista de coisas a fazer caso aconteça algo e também o meu número.
– Fica descansada Bella, ela estará em boas mãos, quando voltares ela estará sã e salva e com muitas saudades da dona. Agora vai lá que o táxi já chegou. – Avisou-me.
– Muito obrigada mais uma vez dona Erin. Eu venho-a buscar no domingo. – E saí dali a correr para casa para pegar na minha mala e na minha bolça, tranquei a casa e entrei no táxi indicando o destino que queria que me levasse.
Notas finais
Sei que demorei, mas no cap anterior já tinha mencionado um dos principais problemas da minha demora e também a inspiração faltou em algumas alturas.
O que interessa é que o cap já chegou e era para ter sido postado ontem mas, mas devido alterações de ultima hora em relação ao local onde ia passar a noite de Natal fez-me alterar os meus planos, mas hoje consegui!
Penso que o cap não tem muitos erros apesar de ter sido relido várias vezes por mim e pelas minhas Betas, a quem agradeço muito a pachorra que elas têm comigo que são a claudia00 e a margaridaferrei.
Espero que tenham gostado do cap e que mereça reviweis.
Continuação de um Bom Natal e um Feliz 2012.
Como algumas hiperligações não dão eu coloco aqui os links:
Filho- http://www.net-bebes.com/wp-content/themes/thestars/scripts/timthumb.php?src=/wp-content/uploads/2009/11/BebeEspecial390x252.jpg&w=390&h=252&zc=1
Kayleigh- http://www.net-bebes.com/wp-content/uploads/2009/10/sugest%C3%B5es-menu-101.jpg
Dylan (nao liguem para o sinal azul que esta na testa)- http://www.skola-noci.estranky.cz/img/original/90/nolan-as-damien-solo.png
Bjs
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