A Life Of Choices

2 Capítulo 2- Reconstrução


Notas iniciais
Oi! Desculpem pela ENORME demora... Falta de imaginação afeta qualquer um certo? Bem, eu espero que gostem deste capítulo que foi escrito com cuidado para vocês.
Boa leitura ^^

O dia nasce no quartel, Chizuru acorda mais cedo para começar as suas tarefas domésticas. Ela pensa em ir acordar as meninas, mas depois teve a noção de que mais tarde elas iriam trabalhar no duro.

Ela sai da barraca e respira fundo o ar de Verão, com o sol a bater na sua cara, Chizuru dirige-se ao pouco que faltava do sítio, vendo que era a cozinha, começa a preparar um pouco de comida para os lideres.

~ 1 hora depois ~

Hijikata levanta-se e trata da sua higiene matinal. Saindo do seu barracão, que teve por ter um alto cargo, vai á procura de Chizuru sabendo que ela já estava acordada. Ele sente o leve cheiro de comida vindo da cozinha e vai até lá sem ela perceber a sua presença, abraçando-a por trás e pela cintura.

- Ohayo…- fala com a sua voz rouca e baixa.

Com o abraço Chizuru estremece e cora de leve.

- Ohayo Hiji-… Toshi-kun!- pára ao lembrar-se das formalidades quando estão juntos. – Dormiste bem?

- Não muito, o futon estava um pouco gasto e quase que dormia na madeira do chão. Mas de resto sim. – sorri de canto.

- Ainda bem – sorri de canto – Esperamos pelos outros para comermos?
— Não é preciso Chizuru-chan! – fala Souji com o seu bom humor.

- Ohayo Okita-san! – sorri, vê os outros e dá-lhes o bom dia, pondo o alimento no tabuleiro de cada um.

Na barraca das duas espadachins, Miyuki acorda com o pior dos humores. Para além de não ter pregado o olho, estava irritada pelo infeliz incidente de ontem durante o recrutamento. Seja quem ele fosse, já estava na sua lista negra. Ela levanta-se, trata da sua higiene e veste um dos kimonos de guerreiro, um pouco largo devido à sua estatura, mas ajusta-o à sua medida de seguida. Os seus longos cabelos castanhos arruivados, ela prende-os num rabo de cavalo alto deixando alguns fios escaparem para o seu rosto, tampando um pouco os seus olhos verdes. Ela senta-se no futon impaciente, queria fazer algo, não queria simplesmente estar parada. Ao rodear o seu olhar pela barraca, como sinal de tédio, os seus olhos param na figura de Misuzu. Os fios negros estavam dispersos pelo seu rosto alvo, a sua respiração leve e calma, fazia parecer que ela estava no mais belo sonho e o ondular do seu cabelo que lembraram as ondas do mar. Sorriu de canto ao fazer metáforas com a jovem que só havia conhecido nem há um dia.

Realmente ela era uma figura angelical, fê-la sorrir verdadeiramente, como já não sorria há muito tempo.

Perdida em seus pensamentos, não notara que Chizuru havia acabado de entrar no local.

- Bom dia Miyuki-san. – cumprimenta formalmente, mas sempre com um sorriso no rosto.

- Bom dia Chizuru-san – fala em voz baixa, levantando-se do futon.

- Como foi a primeira noite aqui?

- Ahmm… Não foi má. “Horrível…” – mente com um sorriso falso no rosto.

- Ainda bem. – diz ao arrumar as pequenas coisas que existiam na barraca. – A Misuzu-san não vai acordar para o pequeno-almoço?

Miyuki olha para Misuzu ainda a dormir.

- Etoo não sei… Mas talvez seja melhor acordá-la para cumprirmos horários.

Depois de Miyuki falar, Misuzu remexe-se no futon, abrindo os seus olhos azuis com o mar lentamente. Ela senta-se sonolenta e coça os olhos como uma criança.

- Bom dia Misuzu-san! — diz Chizuru de modo alegre pondo-se ao lado dela.

- H-hai Chizuru-chan! Posso tratar-te assim? – sorri boba.

- Claro. – sorri.

A de cabelos negros levanta-se e faz todo o seu processo matinal e veste também o seu kimono de guerreiro, assentando bem como uma luva.

- Vamos? – pergunta a Yukimura.

As duas concordam e caminham juntas até ao pequeno local de pequeno almoço. As três entram e Chizuru senta-se ao lado de Toshi, Misuzu entre Heisuke e Harada e Miyuki entre Harada e Saitou.

- Bom dia às duas. – fala Kondou.

As duas acentem formalmente, como um sinal de bom dia. Depois de todos estarem juntos, começaram a comer.

- Shinpachi! Devolve-me a comida! – grita Heisuke, lutando pelo pouco de comida que tem e pondo-se em cima de Shinpa, enquanto o mesmo o afastava com o pé, engolindo a comida.

Todos, menos os mais sérios, ficam com uma gota enquanto se riem. Já era uma cena habitual, mas mesmo assim não perdia a sua piada.

- Nee… Miyuki-chan…, — diz Souji provocador – Porque é que mais tarde não nos encontarmos?

Ela ignorou-o continuando a comer, mas por dentro estava com uma aura que era capaz de assustar a qualquer um. O ambiente, depois daquilo, ficou tenso, ninguém fala, ou era capaz de fazer um mínimo barulho.

Ela acaba de comer, levanta-se indo para o átrio treinar com a sua katana. Todos ficaram a olhá-la, um pouco incomodados com a sua personalidade fria e séria. Não diriam que ela seria problemática, mas até pior que o próprio Saitou.

- Okita, para a próxima ficas calado. – diz Toshi, olhando-o sério e apreensivo.

- Hai hai! Não tenho culpa que ela seja irre- — é interrompido, por a sua boca ser tampado por Sano.

- Ouve o Hijikata – fala sério e frio.

Quando todos acabaram a sua refeição, retiraram-se lá para fora para começarem a trabalhar.

Misuzu foi ter com Miyuki com o propósito de a chamar para ajudar. Quando a encontra, vê que ela estava a suar e que tinha a parte de cima do kimono já retirada vendo um pequeno “top” tapando parte do peito e um pouco mais para baixo. Ela manobrava as adagas como nunca tinha visto na vida, mexia-se de acordo com o vento, cada movimento seu era considerado gracioso.

- M-Miyuki-san… — chama-a timidamente.

Ela pára ofegante ao ouvir o seu nome ser chamado, vira-se para a voz e ajeita a sua roupa.

- É para irmos?

- H-hai! — responde indo já para o átrio principal onde se estão todos, sendo seguida pela ruiva.

Ao chegarem deparam-se com todos os olhares masculinos sobre si, sentiram-se constrangidas com aquilo tudo, até que Kondou fala com um ar autoritário.

- Estão à espera de quê?! Quero que este quartel fique minimamente habitável para todos vós! E para isso não podem ficar aí feitos postes .

Num abrir e fechar de olhos todos começaram a tirar as tábuas de madeira e outros restos que estavam lá.

Sem esperar mais, as duas também vão ajudar infiltrando-se por entre os homens, sempre juntas para que se pudessem apoiar se algo acontecesse.

Depois de longas horas passadas de trabalho, alguns homens já aparentavam algum cansaço, não estavam totalmente cansados porque não se comparava com uma batalha, mas agora falando das duas jovens elas já estavam esgotadas mas não paravam de trabalhar continuando persistentes.

Misuzu já estava fraca e cambaleava de vez em quando, Miyuki já o havia notado e dito para ela ir descansar, mas ela dava sempre a mesma desculpa de que se aguentava.

As duas estavam por dentro de um compartimento semi-destruído, estavam distraídas e não repararam na tábua que estava pronta a cair em cima de Misuzu.

Ao ouvir o estalar a madeira, Miyuki ouve e num movimento rápido, põem-se por cima da mesma, fazendo com que a tábua caísse nas suas costas, deixando um gemido de dor escapar da sua boca.

- Miyuki-san! – grita Misuzu assustada.

Do lado de fora os rapazes – os principais -, juntamente com Chizuru, ouvem um grito feminino e vão de imediato ao compartimento.

Ao entrarem, vêm Misuzu quase deitada nos destroços e Miyuki por cima dela com os braços a fraquejarem.

- D-daijobu? – fala a ferida para a de olhos azuis.

Chizuru sempre atenciosa, vai de imediato socorrer as duas tirando os destroços de cima de Miyuki e deitando-a ao lado da outra.

- Fica quieta que agora preciso de te tirar a parte de cima… — fala sem se importar com a presença dos homens ali.

- D-deixa estar Chizuru-san — tenta levantar-se, mas é impedida pela mesma que começava a tirar a parte de cima do seu kimono.

Misuzu levanta-se ainda um pouco chocada com a cena passada e tenta ajudar a Yukimura.

Só estava à vista o pequeno “top” da ruiva, ela sentia-se constrangida por estar vulnerável daquela maneira e por estar exibida. A Yukimura punha-lhe faixas à volta do tronco com algum esforço, já que ela estava deitada, a ruiva gemia de dor com o apertar das faixas e tentava conter-se. Com o curativo pronto as duas ajudam-na a levantar-se.

- Eu ajudo — fala a voz rouca de Sano, indo apoiá-la a andar.

Chizuru e Misuzu largam Miyuki, deixando os braços de Sano pegarem-na. Ficaram todos surpresos por ele estar a ser atencioso com a mulher que nem à um dia conhece e deram passagem para ele a levar para a barraca.

- Misuzu-san estás bem? – pergunta Chizuru olhando para ela preocupada.

- Hai! Devo ter só um pequeno arranhão, mas nada de especial. — dá um sorriso de leve.

- Mas deixa-me ver à mesma, não quero que mais tarde isso te afecte.

- Ok… — ela levanta a manga do seu kimono e no seu braço vê-se vários arranhões superficiais e que se curavam num instante.

A Yukimura faz o mesmo processo que fez à ruiva, mas com menos cuidados, já que os ferimentos eram mais reduzidos.

Depois de tratada, Misuzu levanta-se e agradece pelo que a Yukimura fez por ela e dirige-se para a barraca que dividia com Miyuki, mas fica para trás ao ver que Sano acabara de entrar com a ferida lá.

Ele parecia indiferente e sério com tudo aquilo, mas ela no fundo sabia que havia preocupação a transbordar dele.

Já com Miyuki, não era o mesmo, ela estava muito incomodada por um homem a estar a carregar ao colo, não gostava de proximidades com homens… Ficava num estado “nervoso” e a sua pele não seria morena, mas sim avermelhada. Mas mesmo assim não deixava de ter a sua personalidade fria e séria.

- Capitão Harada… Pode deixar-me no chão, eu consigo andar. – disse, sendo muito orgulhosa.

- Tudo bem. – fala Sano pondo-a no chão para ver até que ponto ela conseguiria aguentar-se em pé.

Ela aos primeiros passos cambaleia um pouco, mas depois mantém o seu equilíbrio e entra deitando-se para descansar.

- À hora de jantar irei ter com vocês… — diz e fecha a pequena porta de arrastar da barraca.

“- Orgulhosa ahn? Gostei ainda mais de ti Kotobi Miyuki.”- pensa Sano afastando-se da barraca, vendo Misuzu a caminho dela.

- Cuida dela. – diz soando mais a ordem, do que a pedido.

- Hai! – faz uma vénia e parte para o seu pequeno cantinho de privacidade.

Ao entrar, vê que Miyuki estava com um pouco de dificuldade a tirar o kimono para pôr uma roupa mais leve e confortável.

- Eu ajudo-te… — fala com a sua voz suave e doce.

A ruiva não diz nada e fica quieta para que a ajuda possa ser feita.

Com muito cuidado, para não a aleijar, ela tira delicadamente a sua roupa e põem-na de lado para que possa usar quando sair novamente e veste-lhe um vestido de tecido leve, já que a tarde estava muito quente.

- Arigatou Misuzu-san. – fala num tom normal e com um pouco de emoção.

- Não tens de quê. – sorri – Posso perguntar-te uma coisa sem ser muito indelicada?

- Podes sim… — diz no mesmo tom.

- Ahm, porque é que tu… És tão fechada? Quero dizer, a tua personalidade é um pouco “não habitual” para uma mulher… — disse um pouco tímida e nervosa.

- Há coisas que só devemos manter para nós próprios, tal como a razão de eu ser assim. – fala diretamente, mas de uma forma clara.

- Ahh… Gomenasai. – disse ainda mais tímida. – Eu vou voltar… Com licença — fala saindo da cabana e voltando a juntar-se aos homens.

Era perturbador. As pessoas perguntavam sempre a mesma coisa. Ela sentia-se incomodada por dentro por ser assim, o seu passado não a deixava ser de outra forma.
Um pequeno suspiro escapou da sua boca.

Com o cansaço a dominar-lhe ela decide ir dormir para mais tarde ir juntar-se com as duas jovens mulheres e os capitães.

Enquanto isso, Misuzu voltou para a cabana que agora eram só destroços e foi limpando aquela pequena área. Ela não viu Saitou aproximar-se e quando ele falou assustou-se:

- Pode retirar-se Asobi-san… A sua ajuda por hoje já foi boa.

- H-hai Saitou-san. – a jovem largou de imediato o seu trabalho e quando ia a sair é lhe dirigida a palavra outra vez.

- Há um lago aqui perto, se quiser banhar-se vá, mas só depois do jantar de todos. – depois de ter dito isso retirou-se deixando a pequena um pouco desorientada pelo conselho.

Quando Hajime soube do recrutamento de mulheres ficou decidido de que não iria olhar para nenhuma delas e que ficaria indiferente, mas quando viu a jovem Misuzu sentiu algo.

Algo… Que ele iria descobrir com o tempo.

Notas finais
Eu espero que comentem para saber o que gostaram e não gostaram...
Prometo que vou ser mais assídua em postar nesta fic ^^
Ja ne~
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.