A Libertação de Valkaria
3 Capítulo 1 - O começo de uma Nova Jornada - Pt. I
Notas iniciais
Aqui a história realmente começa.
~> Capitulo 1 — O começo de uma nova jornada
Bom, e lá estava eu.Um pouco cansado depois de várias curas, eu já não conseguia mais fazer nada direito, nem que fosse para mim mesmo.Estava andando sem rumo pelo grande deserto da perdição, que fica ao norte do reinado.Meus cabelos meio azulados e pequenos não balançavam tanto ao vento.Minha roupa branca de paladino era linda e ficava muito bem em mim.Todos me chamam de maluco pois digo que sou a própria deusa da cura na forma humana, mas eles não acreditam.Falam que o avatar de Lena é de uma garota pequena, mas será que não sabem que um deus tudo pode?Mostrarei a eles que sou Lena um dia. Continuava eu andando procurando algo e foi neste momento, a partir desta hora, que toda a jornada começou.Eu vi um homem caído na areia, seu aspecto não era nada bom e suas roupas estavam muito rasgadas e sujas de sangue, e este mesmo, fazia uma poça ao redor do homem.Por suas roupas, logo percebi que era um servo dos deuses, suas roupas largas e brancas, que agora estavam vermelhas de sangue, não me deixavam enganar. — O que houve meu bondoso homem?Quem fez esta barbárie contigo? — Foi o que disse enquanto corria para tentar ajudá-lo. Oras, ele estava muito machucado, mas eu pensava que eu, o grande avatar de Lena, a deusa da cura, pudesse fazer algo pelo pobre homem.No final, percebi que não tinha muita coisa a fazer, e o mesmo já sabia disto.Foi ai que ele começou a falar... — Você foi o único viajante que encontrei até agora por aqui.Preciso que faça algo por mim, antes de eu falecer neste lugar impróspero. — Disse o Homem.Eu apenas escutava no momento. — Meu nome é Khalamar, e sou sumo-sacerdote da deusa Valkaria, a deusa da humanidade. — Desculpe mais não a conheço.Eu, \"deusa da cura\", não sei de que deusa você fala.Conheço apenas a cidade de Valkaria, capital de Deheon. — Disse a ele, pensando que ele poderia estar delirando.Porém, o enganado era eu, e logo eu descobriria a grande verdade. — Realmente você não conhece.Olha, eu tenho pouco tempo, então tentarei lhe explicar o mais rápido possível.Escute bem entendeu? — Falou Khalamar que tossia muito quando falava comigo.Mesmo com muita dificuldade ele continuou a falar. — Valkaria existe, entretanto muitos não sabem disto.Ela foi condenada a ficar presa num corpo de pedra pelo resto da eternidade até que alguém a pudesse salvá-la.A estátua da cidade de Valkaria, que leva o nome da deusa, é a própria presa em seu corpo. — Como? — Perguntei impressionado. — Deixe-me continuar. — Disse ele continuando sua história. — Ela também é a deusa da ambição, e por este motivo ela participou de uma traição, com outros dois deuses.Eles foram punidos, perdendo seus postos no panteão, menos Valkaria. Khalmyr, o deus da justiça, sabia da natureza ambiciosa de Valkaria, e, portanto, deu-lhe uma punição mais fraca, comparada aos outros.Vakaria ficaria presa em um corpo de pedra e teria que esperar que os humanos, os seres que ela criou, a salvassem.Quando isto acontecesse, ela poderia voltar ao lar. — Sim Khalamar, mas porque me explicou tudo isto? — Indaguei para o homem. — Meu ultimo desejo, é para você.Preciso que reúna um grupo e salveValkaria. — Disse ele para mim, me deixando mais surpreso. — Mas eu não sei fazer tal coisa. — Tome. — Falou Khalamar me estendendo a mão.Eu a segurei e quando percebi ele havia me dado uma bola cristalina que brilhava com o contato de minha mão. — Na hora que foi transformada em pedra por Khalmyr, Valkaria soltou lágrimas, e estas lágrimas são o único jeito de adentrar a estátua de Valkaria.Esta é uma das pouquíssimas lágrimas, a única que eu e toda a ordem de Valkaria em Deheon temos.Agora escute, serão pelo jeito minhas ultimas palavras. — Disse Khalamar não aguentando mais. — Junte um grupo forte, vá até a estátua quando estiverem preparados e toque com a lágrima nela.Lá dentro, vocês deverão enfrentar dezenove labirintos, cada um pertencente a um deus do panteão.Desejo boa sorte para você, Ichida, e que você seja um grande iluminado. — Khala...mar. Eu não parecia acreditar muito, mas algo veio em minha mente.Eu não havia dito meu nome para Khalamar, então só algo divino poderia ter acontecido ali.Talvez um deus quisesse que eu me encontrasse com ele, talvez Khalmyr tenha me levado até ele.Pode ser... Depois que encontrei Khalamar, passaram-se dois dias, e eu ainda andava pelo imenso deserto de Arton.Até que, comecei a sair daquele lugar que estava me dando horrores. — Aleluia, pensei que não conseguiria sair vivo de lá. — Disse para mim mesmo. — O que faz por aqui aventureiro?Não sabe que este lugar é demasiadamente perigoso? — Disse uma voz. Olhava para todos os lados, procurando algo que pudesse identificar, e foi quando eu vi. Em cima de uma pedra, de pé, havia um ser humano com roupas brancas que cobriam todo o seu corpo, inclusive seu rosto, deixando apenas os olhos encobertos.Eu de cara percebi que era um guerreiro do deserto, que servia ao Deus do Sol, Azgher. — Um guerreiro do deserto!?Bom, já não estamos mais do deserto. — Disse para ele. — Sei disto. — Respondeu o mesmo.Sua voz era algo claro e sereno, dificilmente poderia-se saber seu sexo.Porém ele parecia ser homem. — E o que faz por aqui? — Perguntei. — Treinando.E você?
— Acabei de voltar de uma missão da ordem dos paladinos de Lena.Entretanto algo a mais aconteceu. — Disse, lembrando de Khalamar. — Algo a mais...?O que houve paladino? — Falou ele interessado. — Sente-se... Nos sentamos e eu logo comecei a explicar o ocorrido.Falei tudo o que Khalamar havia dito, até sobre as lágrimas.O guerreiro ficou perplexo, assim como eu ficara.Eu disse que nem eu, Lena, pude fazer algo para salvá-lo, pois também estava muito cansado.Ele, como todos, questiono-me, dizendo que era impossível eu ser Lena.Mesmo assim eu nem liguei e fiz uma proposta ao mesmo.Viajar comigo a procura de outros guerreiros para que pudéssemos formar um grande grupo e seguir a jornada de Khalamar, meu coração dizia que eu devia isto a ele, para que ele pudesse sossegar na morada dos deuses.A história tocou os sentimentos do guerreiro, que decidiu me acompanhar e disse seu nome : Gaara. - Haviam se passado mais dois dias, já tínhamos saído da grande savana, o local que sucede o deserto da perdição quando começamos a ir para o sul do de Arton.Como eu não sabia para onde iria no começo, acabamos parando nos arredores de Tapista, a cidade dos minotauros.Tapista é literalmente um labirinto que dá dor de cabeça, mas isto num é problema para os nativos dai.Para o nosso bem, andávamos apenas pelos arredores, sem entrar no reino.Mesmo assim foi inevitável um encontro com minotauros. A cena que vimos foi chocante.Quatro minotauros batiam fortemente em um outro, caído no chão.Pelo menos em luta, minotauros a maioria das vezes eram honestos, mas não era algo que eu via por ali. — Parem. — Disse para eles. — Porque fazem tal coisa com um companheiro?O que ele fez? — Perguntei a eles, que na hora pararam. — Isto não lhe interessa mocinho. — Disse um deles. — Mas iremos lhe contar se quer saber : Ele estava paquerando uma das mulheres do harém de nosso mestre. — Uma delas?Quantas ele tem? — Perguntei. — Vinte, porque? — Nossa que exagero.Mais bem que seria muito bom... — Como diz isso sendo um paladino? — Indagou Gaara para mim.Logo eu tomei minha postura. — Só por isso?Ele tem vinte, o cara deve ter nenhum.E vocês, são capachos dele? — Perguntei. — Somos! — Responderam eles. — Lógico minotauros são de estimação mesmo.É fácil adestrar. — Foi o que eu disse.Não consegui conter-me, e soltei isto que para mim era uma piada.Entretanto parecia que eles não gostaram muito da idéia. Um deles logo veio me atacar.Se Gaara não estivesse ali, eu não sairia vivo dessa.O guerreiro do deserto me defendeu e rapidamente pulou no ar, empurrando o inimigo para longe.Mas os minotauros também tinham suas táticas, e logo o da frente pulou para que um dos outros três jogasse seu machado em Gaara.Ele tentou ser rápido, mais o machado foi mais, e ele acabou se ferindo.Eu não podia fazer nada na ocasião.Outro minotauro veio e socou ferozmente o guerreiro do deserto para o chão.Meu companheiro, sem muito o que fazer, acabou levando o golpe e machucando sua cabeça. Eu tinha que fazer algo, não podia ficar parado.Eu comecei a correr para ajudá-lo, mais um dos minotauros que restou me agarrou e jogou-me no chão.Os quatro riam de nós, nos chamando de patetas por termos nos metido em um problema que não era nosso.E foi ai que eu vi, o minotauro que estava caído até então se levantar.Ele atacou o primeiro rapidamente, com uma veracidade incrível, nem parecia que a minutos atrás ele estava muito machucado.O segundo veio e ele, com seu machado, o cortou e o jogou para trás.Logo, haviam sobrado dois.Ele não tibeteou e foi ao ataque.
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