A Letter Never Sent
1 The bad thing
Sinto-me morto por dentro. Mas veja como é irônico (visto que tu adoras ironias), eu estou morto. Cada pequena partícula do que um dia eu fui está morta, simplesmente, exceto pelo meu coração que ainda bate. Fraco, mas bate. Sedento por sangue alheio. Sangue este que me mantém vivo de certa forma bem peculiar. Mas isso não importa, não estou aqui para falar da minha vida inútil como vampiro. Estou aqui para me redimir. Pedir perdão pelo mal que eu te causei, embora tu não fosses o único que saíste ferido dessa história. Oh, não mesmo. Não fazes idéia do quanto me doeu, e ainda dói. Sinto a tua falta. Tu, entre muitos, foste o único capaz de ouvir da minha boca o que ninguém ouviu. Sim, as palavras. As três palavras tão belas que qualquer um gostaria de ouvir, mas que no caso, machucam. Machucam como o inferno – se é que existe um inferno. Tais palavras não deveriam ser mágicas? Não deveriam nos deixar alegres? E por que diabos doem tanto?
Tu me mostraste que poderia me fazer feliz apenas com um sorriso singelo, me fizestes gargalhar quando eu deveria estar me esvaindo por um mar de lágrimas, me fizestes desejar-te ao encarar as tuas íris escarlates... Mas nem tudo na vida nos agrada, não é mesmo? As cores desbotam, as rosas têm espinhos, os sentimentos se esvaem... Recordo-me com pesar das palavras lindas que sussurravas em meu ouvido, dizendo-me que nos casaríamos logo, logo. Pois bem. O “logo” se foi e tal casamento não veio. Perdoe-me se pareço um bobo iludido que perdeu o grande amor de sua vida. Não é a minha intenção, muito embora sinta algo parecido. Mas de que valem palavras se não são verdadeiras? Sentimentos? Oh, mas sentimentos não são alterados com um piscar de olhos? Desejos e palavras mais ainda, meu querido. Infelizmente aprendi isso do modo mais doloroso.Martirizo-me todos os malditos dias por ter maior parte da culpa. Acaba comigo o fato de que te fiz lidar com tudo isso. Mas tu não saberias. Eu nunca admitiria. E nem poderia, pois já não sou mais dono da tua confiança. Queria eu poder recuperá-la, pois eu faria de tudo para que confiasse em mim novamente. Mas veja só! Aqui estou, escrevendo em linhas tortas, uma carta que nunca será enviada, nunca será lida... Apenas rasgada em pedacinhos que serão jogados ao vento. E se perderão. Exatamente como eu fico sem ti: Perdido.O pior é ter a consciência de que eu te amei. Te amei quando foste o maior hipócrita que já conheci, te amei em teus momentos de desconfiança desnecessária, te amei quando fazia teus dramas sem sentido, te amei quando dissestes que me odiava – pois sabia que eram palavras caluniosas. Te amei mesmo com cada detalhe defeituoso do teu ser. E ainda te amo. Te amo como se te precisasse a cada segundo.Mas no fim das contas, preciso tanto de ti quanto o ar que preciso para respirar. Oh, veja a ironia novamente. Eu não preciso, pois o ar não me é necessário.Josh Langman.
Notas finais
É isso. Como tá no disclaimer, a carta foi escrita (mas nunca enviada) baseada em um namoro que não deu certo de um fake meu... UHAUSUA Isso pode ser realmente útil às vezes.
Enfim, obrigada desde já a quem ler e comentar.
Enfim, obrigada desde já a quem ler e comentar.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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