A Lenda do Clã dos Pokémons Lasanha
26 Invasão
Havia várias pequenas ilhas flutuando pelo céu ao redor de uma maior, enquanto as pequenas continham diversas estruturas, na maior encontrava-se um enorme palácio de paredes brancas e douradas, cuja entrada era vigiada por cinco fadas armadas.
O pequeno grupo ignorou as ilhas sem importância avançando direto para a maior ao centro, pousando em frente as fadas que levantaram suas lanças.
— Vocês não têm autorização para entrar. Identifiquem-se ou morram! – disse a que possuía as maiores asas.
— Queremos resgatar nossa amiga – respondeu Victor. – Então nos deem passagem ou tiraremos vocês do caminho à força.
O corpo das fadas se enrijeceu, demonstrando que estavam prontas para uma luta, porém Amanda, enviando correntes elétricas, as derrubou facilmente. Victor e César se aproximaram, ignorando os corpos desacordados, e começaram a destruir o portão, um com raios de luz e o outro com força bruta.
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— Podemos fazer isso do modo mais fácil ou do modo mais difícil.
Gabriela respirava ofegante em sua cela, os cabelos longos cobrindo-lhe o rosto com violência.
— Acha que alguém virá aqui por você?
— Na verdade – falou elevando o olhar e abrindo um sorriso –, estou contando com isso.
A rainha apenas riu zombeteiramente e deu as costas. Um estrondo acompanhado por um sacudir de paredes a fez se virar encarando novamente sua prisioneira.
— Amigos seus?
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Quando o portão foi quebrado a visão não foi uma das mais motivadoras: dezenas de fadas armadas até os dentes prontas para mata-los e arrancar suas cabeças.
— Separem-se! – disse João antes de sair voando do local, instantes antes dos outros captarem a mensagem e voarem para direções opostas, sendo perseguidos por uma dúzia e meia de fadas cada um.
A pressão diminuía consideravelmente enquanto o jovem mago aumentava a distância entre seu corpo e o chão. Quando as fadas o cercaram uma rajada de vento cortou suas costas e o garoto caiu do céu, ainda sob perseguição das fadas. Ao recuperar seu controle voltou a flutuar, impedindo que seu rosto atingisse o chão e, consequentemente, o levasse a uma morte vergonhosa.
Os ventos cortantes sobre seu corpo não cessaram e tudo que fazia era desviar, mantendo-se na defensiva. No momento em que as fadas atacaram juntas, seu feitiço foi lançado.
— Cogitare! – falou simplesmente. Os ventos voltaram-se contra sua domadoras as acertando, porém algumas permaneceram no ar.
“Somnum”, pronunciou, e a fada despencou através das nuvens junto das outras. As três restantes o atacaram sem dar-lhe chance de contra golpear. Durante a queda, preparavam-se para atacar usando o vento novamente, porém o feiticeiro parou onde estava enquanto as outras continuaram a descer, acertando-se a si mesmas.
Amanda não teve dificuldade em lidar com suas perseguidoras, alguns choques elétricos foras emitidos e, em poucos minutos, várias fadas encontravam-se inconscientes aos seus pés.
César movia-se velozmente em meio às árvores, infelizmente as fadas que o perseguiam também. Disparava rajadas de luz, no entanto as garotas desviavam e enviavam rajadas de ventos o acertando. Após alguns minutos o menino encontrava-se no chão totalmente esfolado. Ao ser cercado uma luz cegante projetou-se de suas mãos, forçando as inimigas a taparem os olhos e concedendo-lhe uma brecha para atacar. Virou-se para atacar a última, porém a mesma já havia se recuperado e o atacou primeiro, sua lança parou a milímetros de seu rosto quando a fada desmaiou, revelando uma figura alada atrás de si.
— Sempre consegue se meter em confusão, não importa aonde vá.
— Olha quem falando – respondeu César estreitando os olhos. – O que está fazendo aqui?
O garoto loiro fez uma careta.
— Eu vim por você, obviamente. Precisamos de sua ajuda, estamos... – antes de conseguir terminar foi cortado rapidamente pelo manipulador de luz.
— Bom, isso não é mais problema meu. Não tenho vontade nem motivo pra ajudar vocês – virou-se para a direção oposta.
— Acabei de salvar sua cabeça de ser perfurada por uma lança, você me deve essa – declarou segurando o braço do outro.
— Não te devo nada, ninguém pediu sua ajuda – tirou o braço do aperto do outro e saiu voando.
— Eu voltarei! – pode ouvir o outro gritar ao longe.
Chegou ao portão do palácio poucos minutos depois, onde os outros já o esperavam, nenhuma palavra foi trocada, apenas entraram no local esperando pelo pior.
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— Como foi? – perguntou uma velha mulher para o homem vestido de preto.
— Foi bom, mas demorou demais – respondeu.
— E para onde você vai agora? – indagou agora uma mulher jovem de cabelos negros.
— Aldea! – declarou. – Tem alguma coisa acontecendo lá, sinto um distúrbio forte vindo do lugar.
— Vai ajudar as fadas?
— Provavelmente. Na verdade, vou ajudar, com certeza.
— Seja cuidadoso – aconselhou a mulher jovem. – Com seu poder agora, você poderia matar a todos lá facilmente – foram as últimas palavras proferidas antes da figura encapuzada sair voando.
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