A Lenda do Anel

2 Capítulo 01- O Baile


Capítulo 1-O Baile

Todos os dias eu acordava cedo, arrumava a minha cama e depois do café da manhã ia para a pequena loja dos meus pais. Não sou de uma família rica, mas temos condições o suficiente para morarmos em uma casa perto do castelo. Ah, o castelo... Apesar de não ter interesse de visita-lo, sempre o achei lindo!

Minha família possuía duas lojas na pequena vila de comercio. Meu pai trabalhava como joalheiro e minha mãe e eu trabalhávamos em uma pequena organização para ajudar os mais necessitados. Apesar de o nosso reino ser um dos mais bonitos, era um dos que possuíam mais pobreza por causa da guerra que sofremos há trinta anos.

– Sophie querida – minha mãe me chamou – por favor, ajude essa senhora a buscar agua para sua família.

– Claro mãe! É por aqui, dê-me isso – Peguei o pequeno balde da mão da senhora e a instrui pelo caminho.

– Oh minha querida, fico agradecida pela sua ajuda. Sei que um dia encontrarás tudo o que sempre sonhastes. Apenas acredite – Lhe dei um pequeno sorriso.

– Não a de que! E sei que a senhora ainda serás muito feliz em tua vida! – A senhora sorriu de volta para mim e continuamos o caminho em silencio. Após pegarmos a água voltamos para a barraca e no deparamos com o príncipe Charles.

– Alteza – falo a senhora fazendo uma breve reverencia. Logo depois eu a segui.

– Prazer em vê-lo príncipe Charles – e então faço uma reverencia. Ele sorri e nos cumprimenta

– Senhorita Sophie, Senhora Josie, prazer em vê-las. – Minha mãe se junta a nos com um pequeno menino e cumprimenta o príncipe.

– A que lhe devo a honra?- pergunta ela depois de fazer uma reverencia. O menino ao seu lado continua quieto.

– Estou a procura de seu marido, o senhor Henriques. – Minha mãe assente e se vira pra mim.

– Sophie, será que podes acompanhar o príncipe até a loja de seu pai?

– Claro mãe. Vou apenas acompanhar a senhora Josie até sua casa, e depois eu volto e lhe busco prínci ... – ele me interrompe.

– Eu poderia acompanha-las? Há tempo que não visito a vila, estava com saudade de caminhar por estas bandas.

– Claro alteza.

– Sophie minha querida, pode me acompanhar um minuto? – pergunta a minha mãe. Depois de murmurar um com licença sigo a minha mãe, e o menino que estava com ela, para dentro da nossa pequena loja.

– Sim mãe.

– Preciso que leves esta carta para teu pai – ela me entrega a carta. – Isto és de extrema importância! Não podes esquecer minha filha. – Pego a carta de tua mão e coloco no bolso de meu vestido.

– Claro que não esqueceria minha mãe! Volto já! – E após lhe dar um beijo na testa me abaixo para ficar do tamanho do pequeno menino – E tu, quem és? – pergunto bagunçando seu cabelo.

– Sou José – respondes ele tímido.

– Prazer em lhe conhecer José. Agora preciso ir! – me levanto e sigo para onde a senhora e o príncipe estavam. – Deixe que eu leve isto! – Falo pegando o balde da mão de senhora.

– Eu aguento minha querida, já fizestes muito por mim! – Sorrio para ela.

– Não tem problema! Eu posso levar! – tento convence-la.

– Se insistes tanto. – Ela estende a mão para me entregar o balde, mas o príncipe o pega primeiro.

– Por favor, deixe que eu carregue isto! Uma donzela não deveria carregar peso. – Ele sorri para mim e depois se vira para a senhora – muito menos a senhora, Josie! – Assim seguimos pela estrada até a pequena casa de Josie, uma casa simples e afastada da vila de comércio.

– Obrigada meus jovens. – Charles coloca o balde dentro de sua casa, mas antes que ele pudesse sair ela lhe segura pelo braço – Sei que tudo o que tu queres lhe serás concedido. Teu futuro é belo e repleto de felicidades, mas deverás enxergar o presente para que o entenda. Prestes atenção naquelas que tu realmente gostas. Sei que logo acharás teu amor, mas há pessoas que tentaram lhe afastar e lhe fazer pecar, não confie em todos, nem os membros de sua família. – E assim ela entra e fecha a porta. Charles parecia atordoado, mas logo se recompõe e vem ao meu encontro.

– Vo-você escutou isto? – pergunta ele ainda atordoado.

– Sim vossa alteza, eu escutei. Estás bem? – pergunto e ele somente assente. Depois seguimos o resto do caminho em silêncio, ambos perdidos em seus pensamentos ...

(...)

Ao chegarmos a pequena loja de meu pai, vejo uma donzela sair. Parecia que estavas chorando, pois seus olham estavam inchados e seu rosto claro, bem vermelho. Ao ver o príncipe ela faz uma referência desajeitada

– Majestade – murmura bem baixinho. Charles se curva e a cumprimenta:

– Senhorita- Depois disso, ela segue seu caminho me fitando. Dou de ombros e entro na loja de meu pai. Meu pai é um homem simples, mas aos cinquenta anos, permaneces bonito. Sua pele é bronzeada e seus olhos são de um azul claro, iguais aos meus. Seu cabelo é um grisalho bonito, e ele se porta com muita elegância.

– Majestade – Ele faz uma reverencia ao ver o príncipe e eu reviro os olhos. Deve ser um saco ser da realeza!

– Senhor Henriques- cumprimenta o príncipe

– O que desejas?! – pergunta meu pai se sentando em sua cadeira.

– Bom, eu gostaria de conversar com o senhor em particular, se fosse possível. – Meu pai me olha, como se dissesse: falo com você depois, preciso de privacidade!

– Bom ... eu .. eu ... vou estar ali fora! – meu pai assente e eu saio. Odeio quando me sinto excluída! Mas ele é o príncipe ...

Cerca de meia hora depois, avistei os cavalos reais. Eram cerca de 3; um era guiado pelo General Jose, o outro pelo soldado Luís e o saldado Carlos. Eles pararam os cavalos na minha frente e desceram.

O saldado Luís é um amor de pessoal, aos meus 15 anos tive uma pequena atração por ele, mas eu era/sou uma dama, não posso me envolver com homens antes do casamento!

– Sophie- Me cumprimentaram os três. Acenei com a cabeça.

– O príncipe Charles está com teu pai, correto? – pergunta o General José.

– Sim, eles estão a conversar em particular! – murmurei e me segurei para não revirar os olhos.

– Obrigada Senhorita – murmura o General e depois se vira para conversar com seus soldados.

Meu pai é amigo do rei desde que eram crianças, então eu costumava frequentar muito o castelo, mas com o passar das épocas o rei possuía prioridades, assim como meu pai. Charles é o filho mais velho e possui dois Irmãos e uma irmã. Juan é o mais novo dos irmãos, possui 17 anos e é o meu preferido de todos. João vem logo depois, com 18 anos de idade é uma peste! Karoline é a única menina, mas as vezes consegue ser tão mimada que dá nojo, possui 20. E depois vem Charles, com 21. Aos 22 anos, ele tem o dever de se casar e assumir o trono. O dia de seu casamento é o mais esperado em todo reino, mas parece que ainda não encontrou uma noiva.

Meu pai e Charles saem sorrindo da loja e depois se despedem. Meu pai olha para mim, com os olhos cansados. Às vezes ele parece mais velho que aparenta. Dou-lhe um beijo estalado na bochecha e ele sorri.

– Então, o que queres querida? – pergunta ele

– Mamãe me pediu para lhe dar esta carta – retiro a carta do bolso e a entrego – me parece ser muito importante!

– Obrigada minha filha!

– De nada pai! – então ele olha nos meu olhos.

– Esta semana, haverá um baile no castelo, para que o príncipe possa escolher sua noiva. Quero que você se prepare.

– Oh pai! Mas isso não é justo. Por que eu não posso ficar pelo vilarejo?! Ou eu fico aqui pelo comércio e ....

– Basta Sophie! – Ele me interrompe – Você irá a esse baile e acabou! Isso não significa que terás de ser a noiva do príncipe, mas eu preciso que tu vás. Minha família precisa estar lá pelo Rei, e tu sabes disso! – Me seguro para não revirar os olhos.

– Ok .... ok ... – Dou a meia volta antes que ele possa falar algo. Preciso me preparar para um estúpido baile!

Notas finais
Bom gente, me desculpe pela demora! Para quem quiser, a fanfic também está disponível no Social Spirit! Gostaram??! Comentem!! Beijinhos ♥♥