A Lenda de Thanatos 2

3 Capítulo 2 - A Carta de Convocação


Capítulo 2 – A carta de convocação

Kunlun, cidade oriental, afastada da tão movimentada rotina aventureira de Rune-Midgard. Uma cidade pacífica e de habitantes calmos, onde o tempo parece ser devagar. Mas está equivocado quem pensa que seus moradores são fáceis de enganar, pois eles têm a fama de serem comerciantes tão sagazes quanto os de Alberta, ou até mais.

Por algum motivo a cidade flutuava no céu, assim como a cidade mágica de Juno. Pouco é sabido sobre isso, muitos são os pesquisadores que tentam desvendar seus segredos, enquanto a maioria apenas aprecia a beleza ímpar da cidade oriental.

As construções eram diferentes das do continente de Rune-Midgard, todas com telhados curvados e paredes brancas de material frágil. Suas mobílias eram exóticas para os que vinham de fora e somando à todas as outras atrações a cidade era um ótimo lugar para se passar um tempo. No entanto, morar por ali era quase impossível. Os governantes não autorizavam estrangeiros morando entre eles e apenas alguns diplomatas do rei eram permitidos morar no castelo, mesmo assim com grandes limitações.

Excetuando todas as regras havia um casal que morava na parte norte da cidade, em uma casinha simples de dois andares. Longe de qualquer suspeita. Rakissazes, um dos líderes da guilda dos assassinos e Konnie, a ninja. Juntos, usando de todos os artífices que possuem, conseguiram uma casa na cidade. Sem que nenhum de seus inimigos desconfiasse, sem que ninguém de Kunlun tivesse objeção. Até hoje mesmo os membros de seu clã não sabem como ambos conseguiram tamanha façanha.

- Você chegou cedo hoje, aconteceu algo?

A jovem ninja de cabelos azuis, presos em dois rabos que lhe caíam pelos ombros em direção ao colo, estava sentada à moda de Kunlun em cima de uma almofada no chão. Em suas mãos uma pequena xícara de chá, que tomava calmamente.

- Não... Mas vai acontecer...

Na frente dela se senta um algoz. De cabelos loiros e arrepiados, de armadura vermelha. Rakissazes, seu marido e companheiro.

- É aquele assunto que a Morgana vem dizendo a todos? – Indagou a ninja.

- Sim... Parece que... Ela mostrou para... O Modragor... – Rebateu Rakissazes, com sua voz eternamente rouca e pausada.

­- Justo ele... Aposto que agora quer que todos vamos lá, salvar o pobre homem, não é?

— Com certeza...

— Quanto tempo temos?

— Cinco meses... E doze dias...

— Eu não vou, não vou deixar o Zylon sozinho! Ele é só uma criança, não tem com quem ficar.

— Pode ficar... Com a Yue... É melhor para ele... Ele nunca... Fica em casa... Mesmo... Deixe-o... Viver os seus... Planos... Enquanto é jovem... Cheio de sonhos...

— Eu não sei se você é liberal demais ou se é severo demais, às vezes...

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Prontera. Capital do império de Rune-Midgard. Sem sombra de dúvidas a cidade mais movimentada, populosa, grande e com maior número de aventureiros de todo o continente. Suas ruas são abarrotadas de mercadores. Mas diante daquela baderna era possível achar uma certa organização. Os mais experientes sabiam que os mercadores se dividiam em alas: havia a ala das armas, das armaduras, dos itens de cura e assim por diante. Engana-se aquele que acha que qualquer mercador poderia ter o seu espaço. Cada centímetro de calçada da capital era valiosíssimo. Quanto mais perto do centro, mais caro era para se “estacionar o carrinho”.

Tudo era controlado pelo conselho de Prontera. Lordes experientes em batalhas e em política, que comandam a cidade com mãos de ferro. Um grupo seleto onde poucos entravam e quando conseguiam a única forma de se sair era ser derrotado em uma luta justa.

Sophie Haineko, a espadachim monstro, faz parte do famoso conselho. Cabeça quente, irritadiça, de olhar assustador e modos terríveis, é tão mal vista pela população quanto é idolatrada pelos da sua classe. Tida como imbatível, jamais perdera uma luta sequer na vida e alcançou o posto antes de completar a maioridade. Mesmo assim pouco se envolve, pois não gosta de seguir regras ou ordens, agindo por si própria. Embora seja temida por todo o mundo, nunca conseguiram provar sequer um ato de tirania ou crueldade contra os mais fracos. Por outro lado é acusada duramente de ser cruel com os inimigos. Seu rosto está estampado em cartazes de procurado por toda Geffen, capital da magia e do feudo de Britoniah, inimigo eterno do feudo das Valquírias, onde pertence.

- Sophie-sama! Sophie-sama! Um dos seus companheiros do Valhalla’s Force deixou para você uma correspondência, parece ser importante, tem o lacre do símbolo de seu clã.

Quem falava rapidamente e esbaforido era um jovem cavaleiro, de aparência rústica e armadura talhada por cortes de espada. Como estava ofegante e suado, era evidente que viera correndo entregar.

- Hm... – Foi tudo o que respondeu a garota, segurando a carta.

Sophie é uma lady no auge da forma. Com seus 18 anos está no máximo de sua capacidade física e por onde passa causa estragos.

A carta fora aberta por ela. Escrito em letras bem delineadas e legíveis. Ela a leu silenciosamente no corredor do castelo. No final amassou a carta com as mãos e sorriu. O sorriso que fazia até os mais fortes tremerem.

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Na parte nordeste da cidade de Prontera morava alguém muito importante. O lugar era calmo e de moradores muito simpáticos. Ali também estava a famosa Catedral de Prontera, também chamada de Abadia. Lugar obrigatório para todos os noviços e sacerdotes do mundo. O lugar emana uma paz sem igual e nos fundos da construção ficava o cemitério da cidade, sempre muito bem cuidado e silencioso. Algumas dezenas de metros dali morava Dratinor Dragor, O Lorde das Valquírias. Não só ele, como também Camile Nakata, sua esposa; Vash Bullstomp, seu melhor amigo e justiceiro; Koori, sua prima ninja e Claire, sua irmã gêmea lady.

Contrastando com toda a vizinhança, a casa de Dratinor jamais fora calma e tranqüila. Gritos, risadas, choros, explosões, tilintar de espadas e tiros eram coisas comuns que todos podiam ouvir na casa de Dragor apenas passeando nos arredores. Quem morava perto deles estava até acostumado com tais coisas. Vizinhos daquela casa tinham constantemente a casa invadida por alguém em prantos, ou por uma bala perdida, ou então tinham a janela quebrada... Mesmo assim ninguém jamais quis se mudar dali. Os moradores dizem que já não conseguem viver longe da vida movimentada do Lorde e nem se importam com o perigo que isso representa.

- Eu vi aquele garoto quando era pequenininho assim assim... Era tão miudinho, tão fraquinho... Ai ai... O treinamento do Modragor foi o que o deixou daquele jeito, foi sim. A Claire também sempre foi mirradinha com o irmão, depois que saiu para treinar com Teresa que voltou assim, embora tenha voltado quase uma década depois e muito estranha... Um dia ainda descubro o que essa família guarda. E olha que moro aqui desde a época em que o pai dele, o grande Dragonor Dragor ainda era um menininho de calças curtas. Te contar, essa família nunca foi normal, viu? – Relatos da Senhora Ming, anciã viúva de oitenta e sete anos que mora ao lado da casa de Dratinor.

Dratinor não é alguém que faz as coisas acontecer; as coisas acontecem simplesmente por ele estar perto. Alguns dizem ser por causa do seu status, outros por sina, outros por conta da aparição misteriosa de Camile. No momento, o lorde é completamente satisfeito com sua vida. Tem a mulher dos seus sonhos, seu melhor amigo, sua irmã que voltou depois de anos desaparecida, tanto poder quanto um homem pode desejar e mais riquezas do que pode gastar, sem contar seu filho exemplar e que só lhe traz orgulho.

Vash Bullstomp é o melhor amigo de Dratinor. Um dos melhores justiceiros do mundo simplesmente por não querer estar atrás do amigo. Ele e Dratinor se conhecem desde a infância e então jamais se separaram. A única vez em que discutiram por algo foi quando Camile apareceu, mas isso agora não vem ao caso.

Camile Nakata é a mulher de Dratinor. Atiradora de Elite cega que, mesmo com sua deficiência grave, consegue ser uma ótima arqueira. Vive com uma venda nos olhos e poucos já a viram sem. Seus olhos são completamente brancos pela cegueira, por isso não os mostra para quase ninguém. De temperamento calmo e muito apreensiva, é muito querida por todos os amigos e parentes, mas odiada por metade de Prontera, a metade feminina, afinal ela apareceu do nada e tirou delas o melhor partido do feudo.

Koori é prima de Dratinor. Cresceu na tranqüila cidade de Amatsu. O lorde passava suas férias, na infância, junto com Vash, na casa dos pais da garota. Infelizmente, depois de crescida, a garota passou por traumas terríveis, perdeu o amor de sua vida em uma batalha impossível de ser vencida e sobreviveu. Hoje, ainda traumatizada, desenvolveu uma dupla personalidade perigosa. Uma está sempre preocupada com todos e muito prestativa, a outra é suicida e descontrolada.

Claire é irmã gêmea do lorde. De aparência idêntica quando mais nova, hoje um tanto mais diferente por causa do corpo feminino. Mas é visível a semelhança dos dois, exceto pelo fato de Claire ser muito mais alva que Dratinor, que tem o corpo mais bronzeado. A garota fora treinada desde cedo por Teresa, antigo amor de Modragor. Por causa da influência de sua mestra passou também a odiar o paladino, diferentemente de seu irmão, que considera Modragor o melhor de todos e não gosta nem um pouco de Teresa. A jovem, ao completar doze anos, sumiu sem deixar rastros. Seu irmão, desesperado, procurou por alguma pista dela por anos a fio, em vão. Para a surpresa de todos, dez anos mais tarde, Claire voltara. Uma mulher, crescida, embora cheia de problemas psicológicos. Imediatamente a garota foi acolhida, cuidada e tratada pelo irmão. Por conta de seu descontrole emocional e psicológico e seu passado sombrio, Claire encontrou no irmão um apoio para se reerguer. No entanto, seus sentimentos confusos por ele fizeram-na o amar como homem, ao invés de irmão, e ainda hoje a garota desenvolve por ele um amor doentio e incestuoso. Camile mantém a garota na linha, mesmo sabendo que Dratinor nunca teria nada com ela, mas tem medo do que a loira possa fazer com os dois.

- Pessoal? Drati? Camile? Onde estão? Chegaram as correspondências! – Bradava Vash, entrando na grande casa dos Dragor.

A casa possuía um grande hall de entrada, onde ficava um velho, porém conservado, piano. Um corredor levava para os quartos e a cozinha, enquanto outro levava para a sala e demais cômodos. O justiceiro foi até a sala e colocou as cartas em cima da mesa de centro.

- Alguma coisa importante, Vash?

Aparecendo silenciosamente de onde o justiceiro tinha chegado, vinha Camile. A garota de cabelos curtos e azuis celeste estava trajada como sempre: com sua roupa de atiradora de elite, de calção curto e top idem. No rosto a mesma venda bege de sempre.

- Estou vendo aqui... Contas... Propaganda... – Dizia o homem, folheando os papéis. – Relatório de tropas... Chamado do Clã... Olha, uma carta da sua prima Cath!

— Espere, Vash, Chamado do clã? O que é isso? – Dizia a mulher, com um tom de voz um tanto preocupado.

Vash rapidamente abriu o envelope e pode ver o selo inconfundível do clã, a flor de valhala. Passando os olhos pelo conteúdo ele assobiou com um olhar surpreso.

- O que é? Conte logo, não me deixe aflita!

— Acho melhor chamar o Drati e todo mundo, parece que a coisa é séria.

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Kyon! Você voltou finalmente!

Quem corria desenfreadamente para cima do jovem sumo-sacerdote era Angel, sua melhor amiga e irmã. Assim como Kyon, ela vestia uma batina completamente branca, não fosse os detalhes em cinza claro. Seu cabelo era alvo e até seus olhos eram quase brancos, de um azul claríssimo como os do irmão.

- Você foi sozinho para Glast Heim! Sem mim! Eu não acredito nisso! – Bradava a garota, enquanto Kyon levava as mãos às costas e esfregava a ponta do pé no chão, sem jeito.

- Eu precisava... Você não estava aqui no dia e o Modragor queria muito que eu o levasse até a câmara que achamos com a Morgana... Sabe? Bom, a Catherine-sama estava aqui, então fui com ela...

— E se você se perdesse! E se encontrassem o Senhor das Trevas? Ou mesmo um bafomé! Ah meu Odin... Você não deveria ter ido! – Brigava a irmã.

- Deixe-o, Angel, ele sabe o que faz. Ele é tão garotinho quanto você é garotinha, vocês têm a mesma idade.

Quem se intrometia no reencontro dos irmãos era Alie Mitsurugi. Uma mestra forte e dedicada, que sempre acompanhava os dois em missões importantes para a Catedral. Possuía o cabelo curto, adornado por uma bela e bem polida tiara de ouro. Seus cabelos bem penteados e arrumados eram azuis claro, muito exótico. Havia uma tendência natural aos tons claros todos os que entravam para o clericato, mesmo os monges e mestres – com Alie não era diferente.

Quando Alie se aproximou de Angel, era gritante a diferença entre elas. Angel era pequena e frágil, como uma boneca de porcelana, tanto pela sua cor de pele quanto pelo fato de parecer sensível ao ponto de se partir em pedaços se caísse no chão. Alie era forte e mais alta, de pele mais corada e aparência mais “sadia” que a garota. No entanto não deixava de ser feminina e bonita, já que a maioria das monjas e mestras costumavam ser sempre muito musculosas e brutas.

- Como você está, pequeno? – Disse Alie, bagunçando os cabelos de Kyon com uma mão enquanto sorria.

- Como mais deveria estar? Feliz! Contente! E com uma super novidade para vocês duas!

Kyon saltou para trás, sempre muito animado, não importasse a situação. Dos bolsos tirou um papel agora meio amassado, que mostrou imediatamente para as duas. Ambas se aproximaram para ler enquanto seus olhares ficavam tensos e o sorriso de Kyon continuava imutável.

- Não é incrível? Vamos todos nos reunir!

Angel e Alie se entreolharam, apreensivas, para depois observar o sorriso radiante do rapaz.

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- Por que temos que ir também? O Drati e seu grupinho podem muito bem subir lá sozinhos... – Emburrava-se uma sumo-sacerdotisa de batina negra e cabelos loiros. Colocava roupas dentro de uma mala e então se senta em cima dela para fechar. Era Catherine Shiba, a mesma garota que guiara, junto com Kyon, o caminho para a câmara perdida na cidade fantasma de Glast Heim.

- Porque o Modragor pediu... E porque há anos não nos reunimos todo mundo... Aliás, você mesma nunca viu todos juntos, viu? – Respondeu um justiceiro, de cabelos de igual tom ao da moça, enquanto polia duas Garrison e a observava. Este era Kin G. Dragor, irmão mais novo de Modragor, gêmeo de Ryu Dragor e marido de Catherine.

- Teve aquela vez no natal... – Rebateu a mulher.

- Aquela não conta... O Al não foi e lembra o que sua prima fez? O que teria acontecido se o Ryu não estivesse lá?

- Ainda não entendo por que nós dois... Nunca chamam a gente para nada. – A loira ignorou o que o jovem disse antes, ainda emburrada e de braços cruzados em cima de sua enorme mala.

- Parece que dessa vez a coisa é grande... Chamaram até o Nihal, o Al, a Alex, o Haiate... Até mesmo Sophie...

- Isso não vai dar boa coisa... – A loira cantarolou a resposta.

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Mt. Mjolnir. Dizem que em eras passadas, durante uma luta colossal, Thor e um antigo demônio lutaram naquele região, deixando-a cheia de montanhas e cânions gigantescos. Quanta verdade há nisso ninguém sabe dizer, mas uma coisa é certa, os insetos dominam o lugar. A paisagem é repleta de plantas gigantescas. Flores do tamanho de uma carruagem e ervas daninhas mais altas que um homem. Até mesmo os insetos são gigantescos. Aranhas de jardim do tamanho de cães, abelhas do tamanho de falcões e até mesmo lagartas de três metros. A maioria deles são agressivos e atacam sem misericórdia quem se aproxima do local, mas no topo daquela montanha cheia de flores de cores berrantes só havia zangões inofensivos coletando pólen. Ali em cima haviam duas pessoas, embora um tanto distantes uma da outra.

- O que deseja, Kazui?

Quem falava era Lilian Christie, a cigana. Uma das integrantes do clã que menos atua e menos se houve falar. Tanto por conta de seu próprio mistério, quanto por conta de sua aversão por batalhas. Assim como o próprio Kazui, se há uma forma de se evitar a batalha, ou fugir dela, ela fará, lutando apenas se for estritamente necessário.

Bonita e provocante como todas de sua classe, vestia-se com pouco pano e muito corpo a mostra. Mesmo assim era considerada ainda muito “vestida” por todas as outras colegas de profissão, já que algumas andam quase nuas pelas ruas, enquanto Lilian prefere ser mais misteriosa à sensual.

- Dar-lhe um recado, apenas. – Retrucou o menestrel.

Kazui trazia a tira-colo uma guitarra estranha, de visual agressivo e muito peculiar, uma guitarra frenética.

- Pois diga. – Disse a garota, levantando uma sobrancelha.

- Mas vai ficar aí? Do outro lado do mundo? Que indelicadeza a sua, deixar um convidado gritando o que deseja, tsc tsc tsc...

A garota bufou nervosa enquanto se aproximava do rapaz e desenrolava seu chicote.

- Hey! Nada de violência, ok? Eu não sou o Haiate. – Riu o homem, levantando as mãos em sinal de rendição.

- Mas vai ficar com as costas marcadas como as dele se não parar de enrolar. Vamos, te conheço homem, vai enrolar até o fim do dia se deixar.

— Hm... Como é difícil tratar com vocês hoje em dia...

Lilian nada responde, apenas segura a ponta de seu chicote, trançando-o nos dedos. Um péssimo sinal, isso Kazui sabia, já de anos de convívio, visto que os dois eram sempre vistos juntos em grandes eventos. Kazui tocando sua melodia inconfundível enquanto Lilian dançava, e assim faturavam dinheiro o suficiente para se sustentarem pelo ano todo.

- Bem, tenho que te contar algo... E se possível se sente, pois é uma notícia e tanto... Não é sempre que o clã se reúne inteiro, inclusive você.

— Hm... Isso muito me interessa...

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Morroc, cidade do deserto, também conhecida como cidade do pecado, cidade dos ladrões ou mesmo cidade do demônio. Dentre todas as cidades importantes de Rune-Midgard esta é a mais perigosa. Viver em Morroc é uma incerteza, dorme-se bem, mas não há a certeza de se acordar no dia seguinte. O comércio é competitivo e está entre os três melhores do reino, atrás apenas de Alberta e Prontera. Contudo, o número sem fim de ladrões não a deixa passar as outras cidades. Corrupção é o que mais há na cidade. Embora ela tenha um prefeito, poucos são os que o conhecem e mesmo os cidadãos não sabem como ele é eleito. O fato é que a cidade está nas mãos de outras pessoas, jamais do poder público.

A guilda dos gatunos é a maior delas. Todo aspirante a gatuno deve ir até ela e pagar uma módica taxa em dinheiro, que deve ser conseguido roubando alguém da cidade, para poder conseguir uma vaga no teste. Embora muito populosa, não é uma guilda muito organizada, nem que oferece perigo.

A guilda dos assassinos não tem como base a cidade, mas é uma das mais fortes governantes da cidade. Frios e sem escrúpulos, os mercenários e algozes são o terror de qualquer pessoa. Assassinos sem coração que matam nas sombras, envenenam sua comida, roubam seus bens, somem com seus corpos... Ser alvo dessa guilda é receber uma passagem sem volta para o reino de Hell.

A guilda dos arruaceiros é que mais causa transtorno para os cidadãos comuns. Roubam, bagunçam, causam anarquia. Diferente dos assassinos, que são pagos para matar alguém e só; os arruaceiros não são pagos para nada, fazem apenas o que querem. Roubam, matam, estupram e atormentam quem quiser. Não tem nenhuma organização, nem hierarquia, nem reuniões ou deveres. Agem como querem, sem regras, sem punições, sem represalha. Mas há entre eles o consenso de que há na guilda uma rainha, a rainha de Morroc. A melhor, mais ambiciosa, forte e destemida desordeira que existe. Dizem que sua fortuna não tem tamanho, assim como sua beleza, cobiça e maldade. É difícil dizer qual sua aparência, pois pouco se sabe sobre ela, alguns até a consideram apenas uma lenda.

No meio da insanidade que é a cidade, ainda existem inúmeros cultistas. Adoradores de Amon Rá, Osíris, do Faraó e até mesmo de um antigo demônio esquecido que muitos dizem estar prestes a retornar, o demônio que dá nome a cidade e a faz tão corrupta e suja.

No meio desse caos estava “St” Ann Kalina, a paladina. Considerada por muitos paladinos como santa, por conta de certos “milagres” que, segundo eles, ela fez. De armadura impecável, cabelos longos e cinzentos presos em um rabo de cavalo baixo, de olhos verdes escuros e sábios. Na cabeça usava um elmo reluzente que escondia boa parte de seu belo rosto. Enquanto andava nas rua,s ela via as pessoas abrirem caminho para ela. Renomada entre os paladinos e temida entre os ladrões, era esse o motivo de tanto alarde pela sua passagem. Seu destino era uma casa afastada do centro, perto das muralhas da cidade escaldante.

- Tem alguém em casa? – Disse a mulher, batendo na porta de madeira.

- Ann? Você por aqui?

Quem saiu para atender, ou melhor, colocou a cabeça para fora de uma janela, era um desordeiro de cabelos cinzentos como os da garota.

- Olá Nid, posso entrar? – Falou ela, simpaticamente.

- Minha casa é sua, a porta está aberta. – Retrucou o rapaz, ainda mais simpático.

A casa era simples, a mais simples das casas. Possuía uma sala grande, não pelo tamanho, mas pela falta de móveis, um sofá e duas camas de solteiro. A cozinha era junto do local e um rápido olhar podia dizer que a casa tinha dois cômodos, aquele e o banheiro, só.

Ann se sentou no sofá, depois de retirar duas adagas escondidas em seu estofamento.

- Coisa da Aky. – Disse o homem, com um sorrisinho sem graça.

- Nid... Recebeu a carta do Modragor?

Os dois agora tomaram uma expressão séria no rosto. Um clima pesado estabeleceu-se no local.

- AIE!

Foi tudo muito rápido. Primeiro estavam apenas os dois: Nidhogg, o desordeiro e Ann, a paladina. conversando. Eis que a porta da casa é derrubada com um estrondo. Rolando no chão veio uma pequena desordeira. Pequena em tamanho e em idade, não mais do que dezessete anos. Nas mãos um gordo saco de moedas douradas brilhantes. A garota logo se jogou atrás do sofá onde estavam os dois.

- Mas o que está acontecendo? – Indagou Ann.

- Ah sua ladrazinha! Volte aqui, ainda não te dei o que merece!

Parado no sopé da porta estava um mercenário. Nas mãos um par de katar afiadas e prontas para matar alguém.

- Aky... O que roubou dessa vez? – Suspirou o desordeiro mais velho, cruzando os braços.

- Só um pouco dessas moedas! Ele tinha tantas! E ele roubou daquele moço do açougue! Eu ia devolver para ele! – Sussurrou a garota, se escondendo atrás dos dois, ainda atrás do sofá.

— O que eu te disse sobre roubar dos outros, Aky? – Quem falava agora era a paladina, com o mesmo ar sério de antes.

- M-mas... Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão! – Retrucou a jovem desordeira.

O mercenário ignorou a conversa para avançar em cima da garota escondida atrás dos dois.

- Escudo bumerangue! – Bradou Ann.

E o mercenário não viu mais nada. O pesado escudo espelhado de Ann acertou o homem bem no meio da testa, nocauteando-o na mesma hora.

- Aky-chan! Oh meu Tyr! O que houve?!

Mal o mercenário caiu e um mestre atravessou a porta, desviando do corpo que caía. Forte e robusto, usando uma calça desfiada até as canelas e uma blusa fina aberta que não lhe cobria quase nada. Os cabelos castanhos e bagunçados eram da mesma cor dos olhos. Olhos estes que vasculhavam o lugar todo em busca da desordeira.

- Ótimo, agora que chegou, Aliex, estão todos aqui. Podemos conversar sobre a carta de convocação. – Falou a paladina, levantando-se e segurando nas mãos um papel dobrado.

— Que carta? – Responderam em uníssono a pequena desordeira, Aky, e o mestre recém-chegado.

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Em um navio abandonado, dentre os muitos que naufragaram nos recifes de Alberta, duas figuras conversavam dentro do que seria um antigo quarto.

- Você acha que consegue ir? – Indagou a primeira

- Está duvidando da... Capacidade do seu mestre? – Retrucou a segunda.

- Longe de mim, mas... Seu problema...

- Não há problema.

- Negá-lo não fará ele desaparecer.

- Não pense que você... Não vai... Está formalmente... Convidada para... Ir...

- O que? – Respondeu a primeira, incrédula. O susto foi tanto que ela abandonou as sombras. Sacudia as mãos para cima, sem desgarrar de suas fiéis adagas. Era uma algoz. De olhar mortal e agora irritado. Tinha as curvas bem acentuadas, ainda mais pelo traje de algoz que as salientava ainda mais. Tinha os cabelos curtos e brancos, muito desalinhados. Aquela era Lynne Susanou, a dama do silêncio. Notória pelos seus assassinatos perfeitos e sem rastros, suas vítimas nunca sabiam como ou quando morreram. Pupila de Rakissazes, é a mais próxima de tomar o seu lugar, segundo alguns.

- Dizer não... É querer encarar... Minha adaga... É um convite formal... Mas a escolha é única... Sim. – Saiu da escuridão também a segunda figura. Este era longilíneo e esguio como todo algoz, mas poucos fios dourados saíam por debaixo de seu Chapéu de Balde e seu rosto era parcialmente coberto por uma Máscara do Fantasma. Pela sua armadura escarlate e seu jeito de falar era evidente quem era, Rakissazes.

- Eu te odeio. – Disse a garota ao ouvir aquilo.

- Eu também... Te amo... – Retrucou friamente.

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Rachel, cidade de fé e adoração. Os cidadãos adoram Freya naquele lugar, tendo muitos sacerdotes na região. Ali também era a casa de Modragor. Longe de Prontera, de Rune-Midgard e, tirando Catherine e Kin, o membro mais longe de todos do clã. Ironicamente o líder de tal. Modragor se mudara para Rachel depois de ser caçado e banido da ordem ao ter se casado com Kayt. Mesmo ele, o que mais havia pregado os ideais da ordem havia sido traído por ele e banido pelo fato de se casar com alguém que não fosse humano. Hoje, depois de muita luta e muitas reviravoltas, ele não é mais caçado e fora aceito novamente na ordem. Mesmo assim Kayt, sua esposa, ainda é hostilizada por muitos por isso continua a morar em Rachel, onde não há guerras ou ódio contra eles.

Kayt Musume, mulher de Modragor, última elfa de Geffenia e arquimaga de poder ímpar. Sempre fora menosprezada por todos por ser diferente, por não ser humana. Seus cabelos longos, extremamente lisos e verdes eram o maior problema dela. Suas orelhas pontudas ela tentava esconder com eles, mas nem sempre conseguia. As tatuagens que tinha pelo corpo todo também não ajudavam, por isso se cobria o máximo que podia sempre, com luvas que cobriam até o cotovelo e roupas grandes. Encontrou em Modragor uma das únicas pessoas que simplesmente não se importavam sobre sua descendência. Para ele, ela era apenas Kayt, não uma elfa, não uma arquimaga, apenas ela mesma. Isso a cativou e não demorou para que os dois estivessem casados, mesmo que tudo e todos fossem contra.

- Que bom que voltou, senti sua falta. – Disse Kayt, com seu tom de voz sempre baixo e doce.

Modragor nada disse, apenas a abraçou e a beijou, assim ficando por um longo tempo antes que viessem a se falar. Ambos trocaram olhares, carícias e ele contou à ela sobre o dia em Glast Heim e sua visita em Geffen com Morgana. Ela pouco contou, se focando mais na parte em que treinou Yuki, a filha deles, nos campos dos arredores.

Já era tarde da noite quando o assunto veio à tona novamente. Yuki já estava na cama e os dois estavam sentados no sofá em frente a lareira.

- Quer dizer que vamos mesmo para lá? – Perguntou Kayt.

- Sim, vamos...

Só o crepitar do fogo se fazia ouvir. Kayt se aninhava no peito do paladino, como se passasse frio ou medo, ou os dois.

- Não se preocupe... Não vai ser como daquela vez, tudo é diferente agora... – Ponderou ele, tentando acalmá-la e a abraçando.

- Você diz isso... Eu tento entender... Mas eu estava lá aquele dia... Eu sei o poder dele... É como se fosse ontem... Eu podia sentir na minha carne... Ele pode ter passado por mim sem me matar, mas é porque eu estava me considerando morta naquele momento... Acho que um pouco de mim morreu aquele dia... – Ela falava pausadamente, apertando ele contra si com a maior força que conseguia, o que não era incômodo para ele, acostumado com os monstros mais poderosos do mundo lhe atacando.

- Ei... Eu vou estar lá... Raki, Sophie, Drati, Camile... Todos estarão lá... Você não é mais aquela menininha indefesa... Nada vai acontecer com você, eu te prometo...

Nada mais foi dito naquela noite. Kayt sabia que não eram necessárias palavras para Modragor entender os sentimentos dela. Modragor, por outro lado, sabia que não seriam palavras que convenceriam o coração traumatizado da esposa sobre o que eles tentariam fazer.

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- Mestre... Chegou um comunicado do clã para o senhor...

Sensual e mortal. Essas são as palavras para definir uma Jirtas. Usando roupas de couro em preto e vermelho, um chicote na cintura, botas de salto alto e cano longo, eram a perdição da maioria dos homens. De corpo curvilíneo e aparentemente sem defeitos. Cabelos longos e morenos, sorriso sedutor. Monstros cruéis e sádicos, que vivem nas prisões de Glast Heim, atormentando outros monstros e aventureiros que queiram entrar em sua área. Mas não aquela, não totalmente. Aquela era uma Jirtas domesticada. Algo raro de se ver, mas não impossível.

Sentado em um banco, com uma mesa cheia de ingredientes em sua frente estava um criador. A Jirtas entregou a carta ao seu dono e se curvou atrás dele, colocando as mãos nos ombros do jovem rapaz. Muito jovem, diga-se de passagem. Pequeno e mirrado, de cabelos loiros e foscos, embora bem penteados. Segurou a carta nas mãos enquanto a lia. A Jirtas bem que tentou ler, mas o garoto amassou o papel depois de lê-lo, em velocidade estonteante.

- O que é isso, mestre? Estão ameaçando o senhor mais uma vez? – Disse manhosamente a criatura enquanto encostava o rosto no ombro do rapaz.

- Não. – Respondeu secamente.

Nada mais disse e ela já o conhecia bem para saber que nem adiantaria perguntar. O rapaz começou a trabalhar freneticamente em cima da bancada. Jogou todos os ingredientes no chão e colocou uma caixa cheia de granadas em cima da mesa.

- Preciso fazer mais algumas dessas... O Vash vai precisar. – Murmurou para ninguém.

- Awn, mestre fica tão fofo quando está concentrado... – Murmurou a Jirtas, apoiando os cotovelos na mesa e apenas observando.

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Em pouco menos de um mês todos do clã estavam cientes da reunião em Hugel. Espalhados pelo mundo, enfrentando seus próprios problemas, buscando seus próprios sonhos, seja o que for que estivessem fazendo, eles pararam. Um chamado do líder do clã, Modragor. De forma como jamais acontecera antes. Nenhum deles ficou indiferente e nenhum deles ousou não ir. Pelo contrário, mesmo alguns que sequer faziam parte, por não ter idade o suficiente, queriam ir e se dependesse de um deles, eles com toda certeza estariam lá.

- Escutem... Reuni a todos aqui para mostrar a vocês o convite que recebi do próprio Modragor em pessoa!

Que discursava para a pequena platéia era Zylon, de oito anos. Filho de Rakissazes, o algoz, e Konnie, a ninja. Garoto esperto, inventivo, de planos mirabolantes, pensamento rápido e músculos quase nulos. Herdara do pai o rosto, da mãe os cabelos e de ambos sua inteligência. Inteligência apenas, não sabedoria, pois isso não se herda. Super aprendiz por excelência, sabe usar um pouco de tudo para se virar, embora nem sempre seja o suficiente para ele.

- Tio Modragor te deu um convite?! Deixa eu ver, deixa deixa deixa, vamos, leia logo!

Impaciente e agitada era Aki Mimi, também de oito anos. Filha de Kin e Catherine, herdou do pai o carisma e sua hiperatividade da época de criança, da mãe herdou os olhos azuis e a vontade de ajudar, para sua infelicidade. Por temer que os planos de Zylon não dessem certo, sempre o acompanhava, para ajudá-lo e assim sempre, absolutamente sempre, se enrolavam, acabavam machucados, doloridos e de castigo. Ansiosa demais para esperar a idade chegar e escolher uma profissão, virou super aprendiz junto com Zylon e não pode dizer que não gosta, pois ama o fato de saber um pouco de tudo.

- Convite de que? Aniversário?

De voz baixa e doce, como a mãe, e um chapéu pontudo e comprido, de abas largas para seu tamanho, que quase cobriam os seus olhos e seus cabelos cinzentos como os do pai, essa era Maiko Yuki, filha de Modragor e Kayt, de nove anos. Meia elfa e com muita afinidade com magia, logo cedo se tornou maga e já é uma bruxa poderosa para sua idade. Tímida e recatada, não gosta de falar muito ou mesmo fazer movimentos bruscos. Está quase sempre com as mãos por baixo da capa de bruxa e pouco se vê de seu rosto por conta do chapéu.

- Eu não sei...

O mais velho dos quatro e talvez o mais forte. Akamaki Makizou Dragor, filho de Dratinor Dragor e Camile Nakata, tinha também nove anos, mas ainda assim é mais velho que Yuki. Tem a personalidade da mãe, muito empenhado e prestativo, também tem o cabelo no mesmo tom dela, mas o físico herdou do pai, sendo uma cópia do lorde famoso, mas de cabelos azuis. Logo cedo se tornou espadachim e rapidamente cavaleiro. Tendo privilégios pelo seu sangue azul, quase sempre é treinado pelos melhores espadachins, tem as melhores armas e armaduras, tudo sem se deixar levar pela fama. Um garoto exemplar, sempre ajudando os mais velhos e os primos, embora seja difícil vê-lo sorrir ou mesmo dizer que está se divertindo. É como se estivesse eternamente se cobrando demais, ou buscando algo que jamais terá.

- Cof cof. – Tossiu fajutamente Zylon. – Lerei para vocês a carta!

O pequeno, em cima de uma caixa de madeira escrito “Frágil, poções vermelhas, este lado para cima” começou a ditar a carta, em voz solene, como um decreto.

Como membro vitalício do clã Valhalla’s Force, você está formalmente convocado(a) para a reunião que acontecerá no primeiro dia do outono em Hugel. Esteja preparado(a) física e psicologicamente para enfrentar aquele que um dia derrotou o mundo todo: Thanatos”

Oooh... – Ficou boquiaberta a pequena Aki.

Yuki e Akamaki não disseram nada por um instante. Se entreolharam e depois olharam para a carta. Zylon tinha um sorriso magnânimo no rosto, de alguém que acabou de ser nomeado governador do mundo todo.

- Porque está escrito “Para Aliex” ai atrás? – Falou calmamente Akamaki, apontando para a carta.

Zylon imediamente virou a carta e olhou abismado para os dizeres.

- A-ah... É que o Tio fez dois para ele e para economizar tinta mandou esse para mim assim mesmo...

Houve silêncio enquanto o super-aprendiz tentava explicar mais do que precisava sobre o ocorrido. Akamaki coçou o queixo e Yuki começou a tatear o cajado, enquanto isso Aki ainda olhava maravilhada a carta, estendendo as mãos e implorando mentalmente para que ela caísse das mãos do amigo para que ela lesse.

- Mas isso não importa! – Bradou e voltou a pose magnânima. – O que interessa é que, como membros do clã, nosso dever é subir a torre de Thanatos e derrotar aquele monstro! – Dito isso ele apontou para o horizonte, mas sem notar que apontara para o velha senhora Ming, que tricotava calmamente um cachecol.

Os outros três olharam para a mulher.

­- A Senhora Ming é um monstro? – Cochichou Aki para os amigos.

- Depende... Já viu ela sem dentadura? Aquilo parece um monstro... – Respondeu Akamaki, fazendo Yuki piscar várias vezes, imaginando a cena.

- Não! Seus bestas! O monstro é o Thanatos! – Bradou Zylon.

- A senhora Ming é o Thanatos! – Espantou-se Aki

Yuki abraçou o cajado enquanto seus olhos enchiam de água, de medo.

- Está tudo bem, está tudo bem, ela não vai machucar vocês. – Acalmava Akamaki as duas garotas, Aki espantada e Yuki choramingando de medo.

- Eu mereço... ­– Murmurou Zylon.

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Próximo capítulo

A notícia da reunião se espalha. Todos os membros do clã Valhalla’s Force foram convocados e em Hugel todos se reunirão. Um clã misterioso ronda os heróis, a sombra da Torre os engole e o presságio de um grande destino se aproxima. Mas uma pergunta ainda paira no ar: Qual o maior inimigo do clã? Os espiões, a torre ou eles próprios?

Zylon: Não ataquem a Senhora Ming!

Notas finais
Nappa: Quantas palavras tem esse capítulo, Vegeta? Vegeta: Mais de 8000! Nappa: Isso não é possível! Esse aparelho deve estar quebrado!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.