Notas iniciais
Demorei pra postar, mas aqui está mais um capítulo! ^^ Ah, acho que eu tinha me esquecido disso antes, agradeço a usuária Kaymi Kawaii por favoritar minha história! Desculpa o atraso, hehe... =)

Narrador: Andy

Após sair da floresta, me deparei em um vasto campo, onde se podia ver à distância uma boa parte do reino que adentrei. Durante nossa caminhada anterior pela floresta, Greenie me explicara que estamos no “Reino de Irumina”, um reino que se estende por todo este continente (chamado “Continente de Silliama”), que é o continente central deste mundo (conhecido como “Shiroi Irumina”). Ela me explicou que, neste reino, existem diversos vilarejos, cidades, e até mesmo castelos, onde a maioria dos habitantes humanos vive. Mas, também existem vários “lugares escondidos”, onde “seres místicos” habitam...

Não tenho certeza se entendi bem essa última frase dela, mas... Pensando melhor, será que Greenie, uma dríada, poderia ser um desses tais “seres místicos”...?

Segui pela estrada de terra, como Greenie me indicou, apreciando a paisagem enquanto caminhava. Quando cheguei mais perto do vilarejo de Risun, passei por uma área rural, onde vi fazendeiros e plantadores cuidando de seu gado e colheita. Tentei cumprimenta-los, mas ao me verem, essas pessoas rapidamente desviavam o olhar e continuavam trabalhando, provavelmente por me considerarem um “estranho” entre eles...

Um pouco antes de chegar ao vilarejo, notei um trio de pessoas passando rapidamente por mim. Eram dois rapazes e uma menina, os três tinham uma aparência muito pobre, e pareciam estar segundo até Risun, apressados.

—--x---

Quando finalmente cheguei a Risun, todos os aldeões pararam o que estavam fazendo e começaram a me rodear:

— Ehehe... Olá... Vocês querem alguma coisa?

Um senhor baixinho se aproximou de mim.

— Olá, rapaz... Você veio de outro continente, não é? Suas vestimentas são tão diferentes das nossas.

— É... Mais ou menos isso... Eu estou meio perdido aqui neste reino, e ouvi dizer que as pessoas deste vilarejo poderiam me ajudar.

— Sim, claro! Meu nome é Malthier, sou o chefe do vilarejo de Risun.

— Ah... É uma honra falar com o senhor!

— Não precisa ser tão formal, rapaz, hehe... Nós aqui somos bem acolhedores com as pessoas que visitam nosso vilarejo. Você apenas nos chamou um pouco mais a atenção, pois é bem diferente do tipo de pessoa que vem até aqui. Diga-me, qual é o seu nome?

Senti-me mais tranquilo, e disse, sorrindo:

— Meu nome é Andy, espero me dar bem com todos vocês!

—--x---

Após minha apresentação, os aldeões voltaram a sua rotina normal. Conversei mais um pouco com Malthier e em seguida passeei pelo vilarejo. Enquanto caminhava, fui falando com os aldeões, que iam dizendo as fofocas e novidades do momento.

Quando anoiteceu, as pessoas começaram a entrar em suas casas. Dirigi-me até a hospedaria no centro de Risun, quando tive uma desagradável surpresa: eu não tinha nada do dinheiro usado em Irumina! A balconista da hospedaria me explicou que, em Irumina, as pessoas ganham “GC” (“Goddess Coins”, “Moedas da Deusa”) fazendo serviços, encontrando tesouros em cavernas e ruínas, e até mesmo trabalhando como “Caçadores de Recompensas”. A balconista sentiu pena de mim (por eu não ter dinheiro) e me deu algumas Goddess Coins (um pouco mais do que o suficiente para pagar minha estadia!). Agradeci e “paguei” minha noite, só me sobrando poucas moedas. Notei que, nas moedas havia a gravura de uma jovem deusa. Que bela...

Infelizmente, não pude dormir tranquilo...

Um forte estrondo, vindo da casa de Malthier, foi ouvido por todos do vilarejo. Saí correndo da hospedaria para ver o que estava acontecendo. Olhei em direção à casa de Malthier, e vi um grupo familiar... Os dois rapazes e a menina que eu tinha visto antes de entrar em Risun, eles estavam correndo muito rapidamente, em direção à entrada do vilarejo.

— Alguém pegue esses ladrões!!! Eles roubaram a jóia preciosa do vilarejo!!! – Era a voz de Malthier!

Corri até a entrada de Risun, chegando lá na mesma hora que os ladrões. Sem pensar muito, tentei persegui-los.

— Ei, vocês! Devolvam o que vocês roubaram do vilarejo!

— Tente nos alcançar, pirralho! Hahaha! – Um dos rapazes, o mais magrelo e veloz, respondeu debochadamente.

— É isso aí, Aniki! Puf, puf! – O outro rapaz, mais corpulento, corria ofegante, atrás de seu parceiro.

— Aff, esperem por mim, irmãos estúpidos!!! – Um pouco atrás deles, corria a menina. Tentei alcançá-la estendendo meu braço, mas no último momento, tropecei.

— Ugh! – Caí no chão, ainda com meu braço estendido. Mas durante a queda, minha mão conseguiu pegar uma fita que a menina prendia nos cabelos.

— Eii! Minha fita!

— Dane-se a sua fita, apenas corra!!!

— Voltem aqui, ladrões!!!

— Hihihi! Você nunca irá achar nosso esconderijo! Bleh! – disse a menina, me mostrando a língua.

No final, os ladrões conseguiram fugir do vilarejo com a jóia. Fiquei apenas olhando a fita que peguei, me perguntando se ela poderia ser útil para encontrar os ladrões...

—--x---

Após a perseguição, voltei até a hospedaria e fui dormir. Na manhã seguinte, ocorreu um novo incidente: uma espécie de “feixe de energia” estava subindo da floresta onde entrei neste mundo, até os céus logo acima! Ouvi pessoas falando que o feixe estava vindo do “Santuário da Natureza”, na Floresta Verde, onde vive o guardião da floresta...

Ei, espera aí...!

“– Eu sou uma dríada, uma “mulher das plantas”, preciso proteger a natureza de minha floresta... Não posso sair daqui, pois sou uma elem... Uhm... Sou a guardiã dessa floresta, hehe...”

Greenie! Será que aconteceu alguma coisa com ela?!

Saí correndo de volta para a Floresta Verde, sem fazer a menor idéia do que estava para começar ali...

Notas finais
A partir do próximo capítulo, a história começa a ficar mais interessante! =D