A Lenda da Chama Sagrada

11 Capítulo Onze: Não entre no jardim alheio...


–Lire e Ryan Eryuell, somos da Polícia de Rhisis, saiam com as mãos para cima!

–Droga, já nos acharam! Vamos usá-las! – Ele pegou um molho de chaves. Escolheu uma e colocou na porta, assim que abriu, estávamos no meio da floresta. Assim que todos nós passamos, ele fez um símbolo com as mãos. – Os impuros terão o paraíso negado. A Densa Névoa esconde os portões dos céus. – Assim disse e a chave girou e brilhou um pequeno círculo mágico. Quando abrimos a porta, em vez de dar na sala da casa, deu em uma floresta! Como ele fez isso!? Ele a retirou e nos sentamos.

–Estamos no meio da floresta Darkon. Rhisis e Darkon são continentes vizinhos. Darkon é dividido em três. O primeiro é um deserto, o segundo é essa floresta e o terceiro é um emaranhado de cavernas subterrâneas. – Ryan A.

–Posso fazer uma pergunta? Porque quando chegamos à cidade, nos chamaram de “Santos”? – Lire

–Os NanoBot’s se transformaram em verdadeiros santos da cidade, comportamento gerado por aqueles diademas que lhes falei. Nós da cidade não podemos sair, e se vier alguém igual a nós lá de fora, é um NanoBot. – Lire A.

–Isso é muito estranho... Não consigo captar as árvores daqui... É como se toda essa floresta fosse de mentira. E além disso, não vejo nenhum tipo de animal. – Ryan

–Esse é o tipo de floresta que vocês têm no seu mundo? Com animais? Eu quero muito ir para lá. As florestas daqui têm Quimeras ou são vazias. Quimeras, antes que perguntem, são misturas de dois ou mais animas no mesmo corpo. – Ryan A.

–Desde quando ficou bom em prever coisas? – Lire A.

–Acabei ganhando esse talento, mais um para a coleção. – Ryan A.

–Ele nem se acha... — Lire e Ryan

–Eu não me acho, eu me tenho certeza! – Ryan A.

–Voltando ao assunto, porque não sinto as árvores daqui? Isso realmente é muito estranho. Vou dar uma volta por aí para procurar água, e investigar isso. Como sou um elfo e não tem animais, não devo demorar e nem me perder. Parece que nesse mundo somos humanos... – Disse observando a Lire e o Ryan Alternativos. – Vou levar você, Lire, como é elfa também será de ajuda.

–S-Sim!

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Como assim éramos nós!? Estavam nos vigiando de perto. Mas qual era o motivo? Aquilo estava muito estranho. Adentrei mais aqueles estranhos túneis debaixo da areia, e descobri uma carta. Dentro do envelope, havia várias fotos de um casamento.

Observei o homem. Eu já havia o visto em algum lugar... Não havia visto o homem em si, mas sim aqueles olhos arroxeados. Ah, sim, se parecem muito com os de Arme. Mas a mulher não tem nada a ver com ela, como isso é possível? Ou a genética está me pregando uma peça, ou essa mulher não é a mãe dela. O pai tem cabelos negros e olhos arroxeados, os quais Arme tem, mas a mulher tem cabelos claros e olhos azuis claros!

Ah, com certeza a genética está me pregando uma peça, e das mais complexas...

Mas se ele é o pai... Quem é a mãe?

Andei mais um pouco. Havia outra carta no chão.


Ellia, ano 789. Ano 789? Quinze anos atrás... Arme tem quinze anos!

Eu sei que está me esperando em casa, mas hoje vou demorar um pouquinho mais. Tenho afazeres na cidade que não posso adiar. Mesmo que eu consiga adiar as coisas na cidade, existem coisas que preciso fazer entre o caminho da cidade o de casa. E nem adianta me perguntar por que nem eu sei.

Aguente, sim?

Com amor.


Isso poderia muito bem ser dele para aquela mulher, ou vice-versa.


Aquela May... Ela me prendeu aqui apenas para que eu descobrisse isso, pois bem a minha frente havia uma escada com uma escotilha bem escancarada.

Subi e encontrei um Sieghart olhando abismado para onde eu me encontrava antes de ser sugada pela areia.

–M-Mari...

–Eu estou aqui. – Falei. Ele se virou na minha direção com os olhos cheios d’água.

–MARIIIIII!!!!!!! – Antes que ele chegasse perto de mim, o parei com minha mão esquerda, enquanto ele inutilmente ainda tentava chegar perto de mim, correndo no mesmo lugar, criando uma nuvem de poeira trás dele.

–Deixarei você me abraçar só dessa vez. Abri uma exceção. – Retirei a mão e ele me abraçou como se eu tivesse morrido e ressuscitado.

–Eh, eh... Desculpe acabar com o momento love-love de vocês, mas vocês têm mais o que fazer, lembram-se? – May surgiu de uma coluna de areia.

–Você... – uma aura negra se formou em volta de Sieghart. Ele estava entrando em seu modo Fúria.

–Acalme-se. – o segurei pelo colarinho antes que ele pulasse no pescoço de May. – Além do mais, já cumprimos o que tínhamos de fazer nesse lugar. Vamos embora, a porta está aí. – o puxei antes que ele abrisse o bico. Era uma porta arroxeada, a única coisa que havia na porta além da cor era a figura de uma clave de dó, uma clave não usada muito hoje em dia, a que mais se destaca é a de sol. Entramos.

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Entramos naquela porta, eu e Lire. Quando saí, já não estava mais com ela, eu estava sozinha. Do nada, abriram-se dois vórtex roxos no formato de fenda, de onde saíram Ronan e uma garota que eu não conhecia.

–Itte~... Ronan-san, onde estamos...? – Ela olhou ao redor e logo depois, Ronan a acompanhou, acabando por me encontrar.

–Q-quem é você...!? V-você deve ser o próximo desafio...!

–C-calma, Ronan, sou eu, Arme!

–Tem certeza? Você tá de cabelo comprido, com mechas pretas, uma roupa de sacerdotisa e uma presilha dourada no cabelo. Ainda assim, tem certeza que é a Arme?

–Tenho!

–Quando você decidiu deixar o cabelo crescer?

[...]

–Hm... Deixa ver se entendi... Você é filha de Cazeaje, uma voz falou com você na sua cabeça e agora você está assim.

–É.

–Vou acreditar nisso por hora. Vem, Aria, vamos caminhar mais um pouco e ver se encontramos alguém ou alguma coisa.

–Aria...?

–Sim, eu e Ryan a convencemos que obedecer Cazeaje é errado, e agora, ela está nos ajudando.

–Ah, entendi.

–Você deve ser a Arme que ele disse. Elen silah lumen’otielvo! – ela fez uma breve reverência.

–“Uma estrela brilha no momento de nosso encontro”.

–Como você...?

–Tenho uma amiga elfa. – sorri e recebo um sorriso como resposta.

–Pelo visto, vocês vão se dar muito bem. Isso é bom. – Ronan

Andamos por um tempo, aquele lugar era lindo. Várias flores, árvores, lagos, o céu azul, o sol brilhando... Aquele lugar certamente me parecia familiar. Mas... Quando?

–Ronan, tem alguma ideia de onde estamos?

–Do que está falando, Arme? É logico que não!

De repente, um estrondo.

–Olá, amiguinhooooooos~~! – Falou uma voz para lá de melosa e estridente.