A Lenda Do Death Knight Vampire
3 Capítulo Dois: Conhecendo
Notas iniciais
A Lenda do Death Knight Vampire
Capítulo Dois: Conhecendo
A última aula da noite foi de Educação Física e nela todas as turmas do segundo ano ficavam juntas. No vestiário, enquanto trocava de roupa, alguns caras se aproximaram.
– Ora se não é o novato. – Um deles disse parando ao meu lado. Olhei para ele interessado. – Já ficou famoso na escola e é apenas o primeiro dia, ein, Cullenzinho?!
– Não estou entendendo. – Falei.
– Todos estão tão impressionados por você ser filho do Edward Cullen, imaginando que você seja tão especial... – Outro cara falou.
– Vamos ver se é verdade. – O primeiro disse, sorrindo e passando por mim, batendo o ombro no meu.
Eu não sabia o que havia acabado de acontecer. O que aqueles caras achavam que eu precisava provar?
– Não se importe, o Nick e os seus amigos são mesmo uns idiotas, não é pessoal. – Um garoto magricela e que usava óculos falou, aproximando-se de mim.
– Pareceu pessoal. – Falei.
– Bom, talvez até seja. – Ele deu de ombros. Ergui uma sobrancelha. – Você é um vampiro e provavelmente muito melhor do que ele em praticamente tudo.
– Isso não é verdade... – Eu disse meio sem graça.
– Bom, é que o Nick está acostumado a ser popular. Acho que é uma questão territorial de macho alfa. – O garoto falou dando de ombros mais uma vez, de um jeito bem nerd.
– Eu não quero me meter em problemas. – Expliquei. Se eu arrumasse alguma briga na escola, tinha certeza de que minha mãe comeria o meu fígado bem lentamente, pra que eu sofresse bastante.
– Acho que os problemas vão te achar, meu amigo. – Ele disse pesarosamente. Ele me pareceu um garoto muito estranho.
– Quem é você mesmo? – Eu perguntei.
– Samuel Johnson. Mas pode me chamar de Sam. – Ele falou.
Em seguida Sam e eu saímos para a quadra. O professor estava separando grupos para jogar vôlei.
– Bom, o último grupo vai ficar assim: Nickolas Smith, Bradley Turner e Kate Denali contra Lilian Becker, Caleb Cullen e Samuel Johnson. – O professor falou.
Nicolas e Bradley eram os caras que haviam me perturbado no vestiário. Eu achava que agora era a hora de mostrar a eles se eu era realmente bom ou não.
Sam e Lily vieram para o meu lado.
– Sou Sam. – O garoto falou apresentando-se a Lily.
– Pode me chamar de Lily, sou nova nessa escola. – Ela disse.
– Bom, eu sou péssimo em todos os esportes. – Sam falou logo.
– Eu não sou tão ruim. – Lily deu de ombros.
– Bom, vamos ver no que dá. Eu sou muito bom e provavelmente a Kate também é. Nós temos fortes instintos e isso ajuda em praticamente qualquer esporte. Os outros dois eu já não sei... – Comentei.
– Eles são muito bons em tudo. – Sam falou.
Suspirei, conformado. Então o professor apitou para que começássemos o jogo. Tomamos os nossos lugares: eu como atacante, Lily como levantadora e Sam como meio. Do outro lado, Kate se posicionou como atacante, Nick como levantador e Brad como meio.
Kate sorriu para mim através da rede e acenei com a cabeça para ela. Já Nick e Brad sorriram presunçosamente para mim, mas apenas os ignorei.
O jogo até que não foi tão ruim. Apesar de o outro time ser mais forte, eu sempre fui muito bom em tudo que tinha a ver com qualquer atividade física, coisa que puxei da minha mãe.
Algum tempo depois, o jogo estava empatado e perto do fim.
Os garotos estavam usando a fraqueza de Sam como meio de nos derrotar. Ele era meio descoordenado e definitivamente nada atlético. Mas eu já havia percebido as suas táticas e estava preparado para o próximo ataque.
Nick fez o saque, que foi direto na direção de Sam. Ele conseguiu pegar a bola e mandar para Lily, que a levantou para mim e eu mandei com força para o outro lado. Kate, no entanto, conseguiu apanhar a bola e a mandou para Brad, que passou para Nick e este, por sua vez, mirou em Sam.
Eu, já sabendo o que ele faria, bloqueei o seu movimento e mandei a bola de volta, mas nenhum deles conseguiu apanhar. E com aquele ponto nós vencemos.
Lily e Sam vieram correndo para cima de mim, gritando. Sam parecia definitivamente incrédulo.
– Nenhum dos times em que eu fiz parte nunca venceu! – Ele afirmou feliz. Eu ri do seu entusiasmo.
Kate se aproximou de nós e estendeu a mão para mim.
– Foi um bom jogo, Caleb. – Ela disse. Apertei a sua mão, amigavelmente.
Já Nick e Brad passaram direto por nós, de caras fechadas. Como se eu estivesse mesmo me importando!
Depois da aula eu tomei banho e quando saí para a quadra com Sam encontrei Lily me esperando.
– Temos que fazer o trabalho de biologia, não é? – Ela perguntou.
– É sim. Mas vai ser fácil e temos até semana que vem. Vocês querem fazer alguma coisa agora? – Eu perguntei.
– Tipo o quê? – Sam quis saber.
– Ah, sei lá... Ir ao cinema ou comer alguma coisa. Estou morrendo de fome. – Eu disse.
Tudo na cidade ficava aberto vinte e quatro horas por dia, para vampiros e seus Guardiões, e os humanos que escolhiam a vida noturna.
– Eu também estou com fome. – Lily falou.
– Tudo bem. – Sam concordou.
Fomos até uma lanchonete perto da escola e pedimos cheeseburgers e milk-shakes.
– Então, como são seu pai e sua mãe? – Sam perguntou.
– Meu pai é super legal e confia muito em mim. Quanto à minha mãe... Bom, os vampiros só podem reproduzir com vampiros, mas seus parceiros de vida são os seus Guardiões. A maioria dos vampiros nem chega a saber quem são suas mães biológicas, são criados pelo pai e pela Guardiã dele, como forma de se tornarem mais fortes. A Guardiã do meu pai, a Isabella, é a minha verdadeira mãe. – Eu disse, dando um jeito de distorcer a verdade de forma que não chegasse a ser uma mentira. Não queria começar logo mentindo para os meus novos amigos, principalmente para Lily.
– E como ela é? – Lily quis saber interessada.
– Ela é superprotetora, meio controladora e teimosa como ninguém, mas eu a adoro. – Eu falei sorrindo.
– Deve ser legal ser um vampiro. – Lily resmungou, perdida em pensamentos com seus olhos desfocados. Queria saber o que ela estava pensando... Mas como Sam estava conosco, não tive coragem de perguntar.
– Não tanto, quando você pensa em todas as obrigações com as quais você já nasce. – Eu disse.
– Mas ter super força, rapidez e um Guardião que faz tudo o que você quiser não deve ser mal. – Sam rebateu.
– Que faz tudo o que você quiser? Bom, não é bem assim. Minha mãe, por exemplo, só faz o que quer e se meu pai tentar obrigá-la a fazer diferente, ela vira bicho. – Eu disse rindo em seguida. Lily e Sam me imitaram.
– Sua família parece ser muito legal. – Lily comentou.
– E é. E vocês ainda nem conhecem a minha tia Alice, ela é uma figura. Ela é o Oráculo, então está sempre tentando me dizer pra fazer algo que ela queria como se fosse uma profecia ou algo do gênero. Quando era menor eu até acreditava, mas então meu pai me explicou que ela era maluca. – Eu contei.
– Wow, sua tia é o Oráculo? – Sam perguntou de olhos arregalados.
– É sim, ela é irmã do tio Emmet, que é o rei. – Expliquei.
– Nossa... Eu nem sabia desse grau de parentesco. – Sam falou.
– Pois é, quando assumiram seus cargos, eles deixaram de ser vistos como Alice e Emmet e passaram a ser apenas o Oráculo e o Rei. Pouca gente tem noção de que eles são parentes. – Eu disse.
– Legal. – Sam falou impressionado,
– E o meu tio Jacob é o melhor. Ele e minha mãe são iguaizinhos! – Eu contei.
– E ele é o quê? Capitão do exercito, general? – Sam perguntou interessado. Eu ri.
– Ele é o Guardião da prima do meu pai, a tia Renesme. – Contei. – Ele e minha mãe foram os melhores Guardiões a se formarem na Academia no ano deles. Mas e vocês? Por que resolveram estudar à noite?
– Meu pai quer que eu pelo menos me candidate a Guardião, por isso sempre me colocou pra estudar à noite. Apesar de que eu sei que não faz diferença, já que os Guardiões não dormem, mas apenas para eu me acostumar com os vampiros. Ele tentou aos dezessete, mas não conseguiu. – Sam explicou.
– E você, Lily? – Perguntei mais interessado.
Ela olhou para o relógio.
– Desculpem, está ficando tarde, eu tenho que ir para casa. – Ela disse. – Vejo vocês na aula amanhã.
Então foi embora sem dizer mais nada. Sam olhou para mim com as sobrancelhas erguidas, tão confuso quanto eu.
Fiquei ainda com Sam na lanchonete por um tempo e então fui para casa. Lá minha mãe me esperava ansiosa na porta.
– Por que demorou tanto? A escola termina as três, são quatro e meia da manhã e logo vai amanhecer! – Ela disse logo.
– Eu saí para comer com uns amigos. – Expliquei.
– Que amigos? – Ela perguntou estreitando os olhos.
– Eu os conheci hoje na escola. – Eu disse, dirigi-me ao meu quarto e ela me seguiu.
– Tinha alguma garota no meio? – Ela quis saber. Corei levemente pensando em Lily.
– E se tivesse? – Eu perguntei.
– O que você achou dela? – Minha mãe perguntou.
– Eu a conheci hoje, mãe. O que tem pra achar? – Desviei a pergunta, parando na porta do quarto. Ela me analisou cuidadosamente com os olhos e então desistiu.
– Amanhã a noite o Jake e a Nessie vêm nos visitar. – Ela disse apenas.
– Legal! – Exclamei.
Adorava quando o tio Jake aparecia. Ele era super legal e a tia Nessie era sempre gentil comigo.
~~
Quando Caleb fechou a porta de seu quarto, Isabella foi imediatamente falar com Edward, que se encontrava no quarto do casal. Ele tinha acabado de se deitar para dormir, com o amanhecer chegando.
– Edward! – Ela chamou, despertando-o de seu sono.
– Isie? – Ele perguntou sonolento, esfregando os olhos, Isabella foi até ele e sentou-se ao seu lado na cama.
– Ele conheceu uma garota. – Isie falou.
– E o que tem de mais? – Edward perguntou.
– Você não se lembra da profecia? – Ela perguntou impaciente.
– Claro que eu me lembro, Isabella. Mas agora que está na escola, Caleb vai conhecer várias garotas. Não podemos controlar isso. – Edward racionalizou, sentando-se com o edredom sobre os quadris. Dormia pelado, como sempre.
– Por isso eu não queria que ele fosse para a escola. – Ela reclamou.
– Isie, as profecias sempre se tornam realidade, seja em um, dez ou mil anos, não podemos fugir. Mas por experiência própria, você deveria saber que nem sempre as profecias funcionam como nós imaginamos. A que Alice fez dizia que Caleb iria morrer, e veja como aquilo aconteceu?! – Ele explicou a ela pela milésima vez, puxando-a para os seus braços.
– Mas ele... – Isie ainda insistiu, aconchegando-se nos braços de seu mestre.
– Mas nada. Deixe o garoto viver, Isie. O que tiver que ser será. – Edward finalizou a conversa. Então levou seu nariz ao pescoço de Isabella. – E já que me acordou, que tal me alimentar?
Sempre que ele agia assim o corpo inteiro de Isabella amolecia, entregue aos desejos de Edward. Ele cravou os dentes no pescoço de sua Guardiã, que suspirou longamente de prazer.
~~
O tio Jake e a tia Nessie apareceram na noite seguinte, antes de eu ir para a escola. Quando contei ao meu tio Jake que havia vencido minha mãe na esgrima ele mal acreditou, se acabando em uma gargalhada que a havia feito estreitar os olhos.
– Está querendo me provocar, Jake? – Ela havia perguntado.
– Longe de mim. – Ele negou, engasgando-se com saliva de tanto rir.
O que achei estranho foi que todos eles estavam interessados em minha primeira noite de aula, mais especificamente nas garotas que eu havia conhecido, da mesma forma que a minha mãe. Não falei muito, constrangido, mas estava realmente desconfiado de todo aquele interesse.
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