A Lenda De Um Imprinting.

18 Livro Três - Luas Sombrias.


Notas iniciais
Olha eu sei que estou sumida e que vocês tem todo o direito de ficarem muito boladas comigo. Desculpem-me mais uma vez. Desta vez, vou começar a postar uma vez por semana, assim vocês não ficam com muita raiva de mim. Livro novo chegando e cheio de mistério e até mesmo um pouco de terror kkkk (Coloquei de tudo nesta fic) Espero que gostem! Nosso Jake voltou! Narrador: Jacob Black. Beijinhos... Boa Leitura!!!

"Quando a luz reflete sobre a terra o sombrio da verdade aparece."

A névoa da noite se dissipava da floresta à medida que o céu clareava. Brillhos fracos de luz reluziam em meus olhos a cada passo que eu me aproximava de La Push. E eu corria sobre a relva densa afastando-me dos cânticos melodiosos dos pássaros e mergulhando minha audição no arfar frenético do meu rugido, do meu pulmão a trabalhar.

Minha mente se encontrava anestesiada e mesmo que o galope de minhas patas parecessem furiosos; eu boiava. Boiava em minha mente ruflando em pensamentos que me levavam ao amendoado de seus olhos. Aos cachos de brasas de fogo de seus cabelos. Aos lábios rosados e bochechas coradas. Ao seu coração a pulsar... Pensava nela, em Renesmee e na noite que tivemos a beira do rio e então... Sua imagem fugiu de meus pensamentos quando eu aterrissei minhas patas em solo quileute. Um ar quente soprou ao meu encontro e minha espinha dorsal se ouriçou juntamente com meus pelos. E a noite de ontem quando a floresta se mostrou inquieta e meu lobo cegou meus olhos, tomando posse sobre o meu corpo e atacando Renesmee veio à tona, me alertando o perigo.

Algo estava à caminho de Forks em busca dos Cullens. Em busca de Renesmee ou até mesmo de nós, quileutes. E eu precisava alertar toda a minha matilha. Precisava treiná-los, precisava fazer por eles o que eu havia deixado de fazer pela minha primeira matilha.

Apressei meus passos, visualizando a minha frente o final da floresta onde as árvores e os arbustos abriam-se para La Push. Para o penhasco. Saltei na pedra rochosa que havia ao topo do penhasco assim que cheguei no mesmo e olhei para o mar que se arrebentava em ondas nas rochas. Fechei meus olhos aspirando o ar quente quando as gotículas salgadas da água vieram juntamente a brisa em meu rosto, banhando as pontas de meus pelos. Ao sentir a água em meu corpo, o mesmo amoleceu e por um instante minhas dianteiras fraquejaram. Meus pulmões queimaram como se o ar que eu inalava fosse venenoso. A queimação subiu atingindo minha garganta e meus lábios. Meus músculos se tencionaram quando o ardor também atingiu meus ossos. Meus lábios trepidaram antes de se abrirem e quase em um contorcer de corpo, meu uivo saiu triste e melodioso como o cântico dos pássaros da floresta. E as vozes vieram estourando em minha cabeça.

"Jacob!" – A voz de Sam gritou em meus pensamentos fazendo minha cabeça doer.

"Por onde você esteve?" – Leah perguntou preocupada. – "Nós não conseguiamos te ouvir."

"Seu sumiço estava começando a nos preocupar" – Seth pensou aliviado.

"Jacob!" – A voz de Quil veio mais forte. –"O meu avô quer falar com você."

"Falar comigo?" – Perguntei curioso.

"Sim, e ele diz que é urgente!" – Agora era Jared.

"O que houve com você? Ficou maluco por sumir assim?" – Paul quase rosnava em minha cabeça.

"Eu preciso falar com vocês. Fazer uma reunião." – Eu pensei e meus pelos se oriçaram.

"O que aconteceu?" – Sam perguntou cauteloso.

"É sobre o que está para acontecer." – Eu sibilei meus pensamentos com medo.

"Jacob! O velho Ateara te espera na praia." – Desta vez foi Embry, o último lobo a se transformar.

"Eu já estou à caminho. Vão para a praia também.” – Eu ordenei.

Como se pudesse ser quase involuntário, meu corpo saltou da pedra rochosa e minhas patas se fincaram ao chão tomando o contorno para a praia onde o velho Ateara me esperava. Após contornar o penhasco de La Push, eu peguei o caminho para a minha casa ao invés do da praia. Precisava estar em minha forma humana se quisesse ouvir o que o Velho Ateara queria comigo, o que ele tinha para me dizer e, para isso, eu precisava estar vestido.

Me destransformei assim que cheguei aos fundos de casa e com pressa passei pela cozinha e mastiguei um pedaço de pão velho que se encontrava sobre a mesa. Mastiguei o pão com urgência percebendo que aquela estava sendo a minha primeira refeição em dias, e que ao menos, até aquele momento em que avistei o pão, não havia sentido fome.

O pão já havia sido ingerido quando eu cruzei a porta para o quarto.

Enquanto me vestia percebi que durante todo o percurso para casa, eu ao menos havia pensado sobre o que o Sr. Ateara queria comigo. Por um momento pensei que o que havia acontecido na floresta havia sido revelado para ele. Que os guardiões, por algum motivo tinham o alertado. Minha mente processava perguntas, mas foi incapaz de processar as respostas, pois a voz de Sam me pegou desprevenido.

– Algo está para acontecer, não é Jacob? – Sam perguntou com seus olhos negros assustados. – E pela sua expressão não deve ser boa coisa. – Ele completou, após me analisar.

– Presumo que não. – O respondi. – Eu não sei bem o que está para acontecer, mas tenho certeza que, seja lá o que for, já está acontecendo. – Nossos corpos estremeceram.

– E o que nós faremos?

– Enfrentaremos e lutaremos. –Respondi sua pergunta.

– Enfrentaremos o que?

– O que quer que esteja chegando. – Assenti.

Ao chegar à praia, avistei os dois anciões sentados em troncos de madeiras apodrecidos à margem da praia. Onde a praia terminava dando lugar a vegetação verde oliva da floresta da reserva. Sue Clearwater e Sr. Quil Ateara, me aguardavam. Antes de caminhar até eles, observei tudo ao redor. O mar estava calmo e as ondas que vinham e iam beijavam a areia com doçura em um ritmo sincronizado. E aquelas ondas vistas dali não pareciam as mesmas que esmurravam as rochas do penhasco. Aquelas, não se mostravam violentas.

– Jacob. – A voz doce de Sue me acolheu no momento que despertei.

– Bom dia Sue. Bom dia Sr. Quil. – Os cumprimentei, não percebendo que enquanto eu observava a praia havia também caminhado.

– Sente-se Jacob. – O velho Ateara apontou para um tronco e, após me sentar vi sua expressão séria e pesada.

Meus lobos estavam mais distantes, mais perto da beira da praia e eu acenei para eles para que os mesmos pudessem vir até onde os anciões e eu estavamos sentados, mas fui interrompido de meu ato, quando o velho Ateara falou.

– Eles não. – Seu semblante parecia calmo entrando em controvérsia com o timbre pesado de sua voz. – Eles não compreenderão o que falaremos. Os guardiões os limitaram, por enquanto, a não entender. – Não compreendi suas palavras.

Os limitaram? Por quê? – Perguntei.

Eu tinha mais perguntas dentro de mim, do que os anciões podiam responder.

– Nem sempre eles o escutam, Jacob. – Ele falou, puxando minha atenção para si. – É por isso que eles tem medo. É por isso que eles ficaram com medo de que algo pudesse ter acontecido com você.

– Então é por isso que eles não me ouviram ontem na floresta? Era porque os guardiões não queriam que eles ouvissem, seja lá o que era? – Perguntei ruborizado.

– Não entenda os guardiões mal. – Sue disse doce.

– Eu não posso compartilhar minha vida com minha família? – Senti a revolta em meus lábios.

– Jacob, não foi para isso que estamos aqui. – O velho Ateara me calou. – Há um motivo maior para que nós estejamos aqui e é sobre isso que viemos falar.

– Sobre? – Puxei suas palavras o impulsionando a continuar.

– Sobre todo o caus que teremos que enfrentar. Eu não sei se percebeu, mais ninguém se transformou depois que os peles de marfim chegaram, o que era para ter acontecido. — Ele sibilou e eu pensei. — E não irá mais haver transformação neste ciclo. — Meu corpo se arrepiou e uma pontada de alivio veio junto a preocupação. — Precisamos ter herdeiros de linhagem, quileutes vivos para que a magia possa acontecer e não sabemos se isso será possivel se mais alguém se transformar. — Seu olhar ficou pesado.

– O que isso quer dizer? – Perguntei com duvidas.

– Quer dizer que vocês estão sozinhos. – Sue disse com dor. – Quer dizer, quase sozinhos. – Ela se corrigiu.

– Existe uma outra matilha, Jacob. – Quil falou, me direcionando para ele.

– Outra matilha? – O olhei espantado.

– Eles não possuem a nossa mesma linhagem. Eles não carregam consigo o gene transmutador, mas também fazem parte da nossa familia. Eles não tem magia. São seres amaldiçoados pela noite, mas podem nós ajudar. – Ele completou. – Presumo que você em alguma parte de sua vida solitária tenha se deparado com algum deles.

– Os Filhos da Lua? – Perguntei perdido em pensamentos que me levavam ao oeste do Canadá.

– Você já os conhece não é mesmo? – Sue perguntou.

– Eu estive com eles há muitos anos quando fugi de La Push. – Pronunciei aquela frase com vergonha, por admitir que fugi de meu próprio povo.

– Eu conheço sua história guerreiro Black, eu a ouvia sempre em meus tempos de menino. – Quil Ateara sorriu, seu primeiro sorriso do dia.

– Mas o que eles tem a ver com a gente? Com o nosso povo? – Perguntei. As perguntas vinham depressa.

– Muito mais do que você imagina. Eles um dia também foram Quileutes. – Sr. Quil falou aquilo com pesar. Como se ele sentisse dor e contentamento.

– E como eles deixaram de ser? E como eles nos ajudarão? – Minhas perguntas eram desesperadoras.

– Eles partiram para não amaldiçoarem todo o nosso povo. Um ato de coragem. – Quil disse orgulhoso. – E eles nos ajudarão, porque algo que eles procuram se encontra em Forks. E você não sabe ainda Jacob, mas o que eles procuram é o que você já encontrou.

– E como faremos para encontrá-los?

–Você terá que procurá-los. – Sue completou.

Notas finais
Meninas o que acharam??? A fic toma um caminho um pouco obscuro neste "Livro", mas também nos mostra muitas verdades e quebra também um pouco do enigma de "Quem é Jacob? Quem é Renesmee? Quem é Tícia?Quem são os Filhos da Lua? E o que é a magia, a maldição???" Neste livro vocês descobrirão!!! Mereço comentários? Recomendações??? Até o próximo capitulo... Beijinhos.... By: Milleyd