A Lenda De Um Imprinting.
8 Capítulo 8 - Onde tudo começa e tudo chega ao fim.
Notas iniciais
A tortura está acabando!!!!!
Obrigada a todas que comentaram no capitulo anterior, a leitoras novas que apareceram e as fantasmas que mostraram a cara o/ Amei!
TRAILER DA FIC! http://www.youtube.com/watch?v=C3xCpNA7wuI&feature=youtu.be
Bom vamos que vamos sem demora!!!
Boa Leitura!!!
Nos vemos lá embaixo...
Corri em direção à reserva e quando dei por mim a noite já começava a devastar a floresta. A escuridão negra, obscura e densa assim como o rubor em meus olhos. Meu coração batia apressado, minha respiração se encontrava ofegante. Eu estava vivenciando tudo novamente, estava presenciando o mesmo sentimento sofrido e obscuro para os meus olhos e coração assim como havia vivenciado muitas outras vezes. Aquelas palavras se repetiam nos pensamentos de Jared e também em minha cabeça, soadas do mesmo modo igual e indiferente como havia sido soada nos pensamentos de Sam e em toda a minha matilha falecida.
Os pensamentos de Jared ficavam se repetindo em minha cabeça, e com muita clareza eu sentia todos os seus sentimentos, sentia tudo o que ele sentia. Amor, um misto diferente de qualquer sentimento já visto e sentido, um sentimento que eu já havia presenciado muitas outras vezes, porém, que nunca havia sentido de fato. A maldição, como eu gostava de chamar estava caindo novamente sobre nós, a magia quileute estava acontecendo, mostrando de forma peculiar que nós estávamos amadurecendo, pelo menos um de meus lobos estava amadurecendo. Jared havia encontrado o seu imprinting.
Pelos seus olhos eu conseguia vê-la como se estivesse a sua frente. A mulher, uma menina de pele clara e cabelos castanhos. Kim, esse era o seu nome. A babá da pequena Claire que havia acabado de chegar a La Push. Jared estava com Sam quando a avistou, quando os seus olhos encontraram os dela. Apenas um olhar foi o suficiente para que sua vida terminasse ali. O imprinting era apenas onde tudo começava e onde tudo o que você conhecia chegava ao fim.
Os pensamentos dos lobos estavam gritantes em minha cabeça, entretanto não mais do que os meus próprios pensamentos. Eu odiava tudo aquilo, odiava mais do que todos os outros quando aquilo acontecia, pois somente eu sabia o significado da palavra impressão, e o significado daquela palavra dizia: envelhecimento. E envelhecer era a única coisa que eu queria, e era a única coisa que os guardiões me privavam.
Por um instante eu diminui o ritmo de minhas patas. A dor em meu peito veio sufocante, o meu sangue fervilhava. Eu respirava com dificuldades. O ódio tomou meu coração e mais um uivo desesperado de dor e angustia saíram de minha garganta queimando-me por dentro. Uma pontada de inveja de Jared dominava-me, eu queria tanto que aquilo acontecesse comigo. Queria ter alguém por quem lutar; alguém para amar mesmo odiando o modo como o amor acontecia; mesmo achando tudo aquilo uma farsa. Talvez eu só quisesse que o vazio que havia dentro de mim fosse preenchido, talvez eu só quisesse curar as minhas próprias feridas e talvez eu tivesse que lutar em mais batalhas para que toda a minha dor se cessasse.
Escutei mais um uivo e este agora vinha da extremidade sul da praia, era Quil. Rosnei baixo e voltei a correr em direção à praia, semicerrei os olhos quando agora o ódio de tudo aquilo que nós éramos me cegou.
“Uma criança!” – Eu rosnei. Meu pensamento gritou.
“Jake!” – Era Embry!
“Já estou chegando!” – Pensei com raiva.
O ódio cegou meus olhos com tanta precisão que os mesmos se tornaram ainda mais negros do que a noite, minha visão estava fraca, pouca coisa eu via. Algumas árvores que estavam em meu caminho eram derrubadas, outras apenas estraçalhadas e marcadas. Eu não sentia nada, a imensidão do meu ódio era tão grande que o impacto de meu corpo com as arvores pouco me atingia. Minhas patas quase não batiam sobre a grama úmida e macia, eu corria tanto que as vezes parecia que ruflava.
Meus pensamentos estavam turvos, eu impossibilitava a minha mente de ouvir os outros lobos, os bloqueava. A única coisa que vinha em meus pensamentos era a voz de meu próprio pensamento gritante dizendo: Criança! Criança! Nada mais. O que eu tinha pensado antes, a inveja que senti de Jared por alguns minutos; tudo morreu. Apenas um ódio surreal dominava o meu ser e uma vontade louca de chorar me inundava. Aquilo não poderia ser chamado de magia quileute, aquilo não poderia ser amor. Não! E não era! Era apenas uma maldição e eu já havia me fartado de tudo aquilo.
Os guardiões estavam rogando uma praga, não havia outra explicação.
Meu coração batia palpitante, dolorido, minha respiração a cada segundo mais ofegante. Eu conseguia ouvir as pegadas dos meus lobos a quilômetros de distancia, o ranger dos troncos secos sendo quebrados, todos estavam indignados.
Ao longe eu ouvia vozes vinda da floresta; eram como uma reza, uma súplica. Olhei para o lado tentado ouvir de que direção vinha aquelas vozes, no entanto, nada via e nem ouvia. Elas não tinham direção, era como se viessem de todos os lugares, de todos os cantos da floresta.
Um uivo fraco vinha em meus ouvidos, baixo e preciso como se estivesse sendo soado bem próximo de minha orelha. Minha pelugem se eriçou quando em meio ao vento gélido da mata um ar quente me atingiu. Senti medo, mas não havia nada a temer, então continuei correndo como se não tivesse sentido nada.
“Não faça isso!” – Uma voz eclodiu em meus pensamentos me repreendendo, mas não era de nenhum de meus lobos. – “Pare!” – Gritou novamente.
Ignorei a voz que vinha sei lá da onde e continuei a caminhar em direção a praia. Do alto das montanhas eu já conseguia ouvir o barulho das ondas se chocando com as rochas, o que para uma pessoa normal era impossível de ser ouvido e conforme eu me aproximava o barulho, a intensidade, a fúria que vinha do mar era ouvida com mais clareza.
Talvez a voz que eu estava em minha cabeça fosse os meus próprios pensamentos entrando em conflito comigo mesmo, no entanto, não poderia dizer ao certo, porque nem mesmo eu sabia.
“Guerreiro!” – Novamente a voz foi soada em meus ouvidos como um chamado repreensivo. – “Não quebre as regras de seu povo!” – Grunhi semicerrando os olhos. – “Não vá para a praia!” – Novamente a voz gritou só que já era tarde demais, eu já havia chegado à praia.
Eu estava determinado a fazer o que meus pensamentos gritavam. Meus planos eram sórdidos. Fui em direção à casa de Sam, todos estavam lá. Ao pensar em Sam percebi que eu não escutava mais os meus lobos, talvez eles já tivessem se destransformado, mas não, eu ouvia as patas deles batendo sobre o chão, eu conseguia ouvi-los correndo, mas não os ouvia. A casa de Sam já era avistada pelos meus olhos, eu estava tão perto.
“Jake!” – Uma voz gritou em meus pensamentos, só que dessa vez era familiar; Leah. – “Você ficou louco?” – Ao ouvir novamente sua voz em minha cabeça eu fui derrubado, ela estava bem mais perto do que eu a assentia.
“Me deixe!” – Grunhi.
Leah e eu rolávamos sobre a pouca vegetação nas margens da floresta.
“Eu não irei deixar você fazer isso!” – Seus pensamentos gritaram.
“É uma criança!” – Meu peito doeu.
“É o imprinting dele Jake!” – Ela rosnou quando paramos em pé sobre nossas patas, um na frente do outro. – “É o imprinting dele e você não pode mudar isso” – A voz em pensamento de Leah estava sufocada, ela também sentia dor.
A loba de pelugem branca me olhava com os olhos tristes.
“Não amaldiçoe você mesmo com esses pensamentos, com essa irá. Você acha que eu também não odeio tudo isso? Você está se bloqueando tanto que nem mesmo consegue sentir a alegria deles, então se você não consegue sentir pelo menos veja.” – Ela apontou a cabeça para fora da mata.
Seth, Paul, Sam e Embry estavam destransformados a minha volta, eu estava tão entorpecido que nem mesmo havia sentido a presença deles ali. Em seus olhos eles mostravam um pouco de medo. Eu a frente deles não era mais o lobo de pelugem marrom avermelhada que eles conheciam.
“Desculpem” – Falei em pensamento grunhindo, e como se tivessem me entendido eles balançaram a cabeça.
“Não era eles que eu estava mostrando Jake, são eles” – Leah, a única transformada ali pensou.
Paul e Sam saíram de minha frente abrindo passagem e então eu pude ver Jared e Quil. Meu corpo amoleceu, meu coração frio se aqueceu. A visão de Jared e Quil era linda. Eu estava um pouco longe deles, mas não longe o bastante para eles perceberem a minha presença, no entanto eles agiam como se não houvesse ninguém ali nas margens da floresta e no inicio da praia.
Mesmo de longe os meus instintos de lobo; com a minha visão ampliada, eu conseguia ver o brilho quase resplandecente de seus olhos, a graciosidade de seus sorrisos. Jared e seu imprinting, Kim, estavam abraçados sentados no banco da varanda de madeira, os seus olhos um encontrando o outro e não existia mais nada, enquanto Quil pegava a pequena Claire em seu colo e a rodopiava no ar alegremente.
“Sinta guerreiro!” – A mesma voz soava em meu ouvido na mata escura soou novamente.
A emoção me tomou, eu me destransformei ali perante todos. Minhas roupas que antes estavam em meu tornozelo caíram ao chão. A grandiosidade da emoção de Jared e Quil chegou até mim.
– Você não entende porque você nunca sentiu Jake, mas eles não se importam com a idade delas, eles não se importam com o que elas sejam ou com o que elas possam ser. – Sam falou se referindo aos novos imprintados. – E mais forte do que qualquer coisa já sentida e mesmo que eles não queiram não tem como fugir. – Ele finalizou.
– Eu quero fugir por eles. – Minha voz saiu sufocada, as lágrimas me tomavam.
– Quando você sentir isso nada mais irá importar mano, você viverá para ela e nada mais. – Seth falou seus olhos cintilantes e pensativos.
– É onde tudo começa e tudo chega ao fim. – Completei meio sarcástico.
– Não Jake. – Paul falou. – Para você será apenas o começo.
*****
Fui para casa depois de tudo aquilo, eu tinha muitas coisas para pensar. Em menos de dois dias nós iriamos para a batalha. Era tudo ou nada e as verdadeiras guerrilhas estavam apenas começando. Enfrentar os Cullens. Eu passei muitos anos achando que a maior batalha de minha vida seria enfrentar os sanguessugas marmorizados que haviam me roubado tudo. Alimentei por muitos tempos o doce sabor da vingança, o gosto amargo de fel, mas o verdadeiro gosto que amargava minha garganta era aquele que eu não poderia ansiar, era o que me tirava o sono muitas noites e aquele que mais me assombrava; o amor verdadeiro, a magia quileute, a maldição, o meu imprinting.
Tudo aquilo parecia uma baboseira sem limites, mas não era. O medo vivente dentro de mim crescia dia após dia e já tinha duração de 98 anos. Ninguém, nenhum lobo quileute havia demorado tanto tempo para encontrar aquela que havia sido moldada para ele e aquilo me fazia acreditar que não havia uma no mundo moldada para mim, simplesmente esqueceram-se de cria-la. Perderam a minha forma. Era como se eu sempre estivesse fadado a andar sozinho, como se aquela fosse minha sina.
Entrei no banheiro e deixei a agua me banhar. Eu queria relaxar, mas as palavras agora não deixavam a minha mente e as vozes dos guardiões se repetiam: Grandes batalhas estão a caminho para lhe testar. Aquilo soava irônico muitas vezes. Eu já havia batalhado muitas e muitas vezes, e ainda viriam aquelas que realmente iriam me testar? Eu ainda não tinha passado pela prova? Ou havia sido reprovado nas outras sem saber? Irônico, era tudo o que aquilo era.
Após o banho e o jantar eu deitei em minha cama, pensando em tudo que tinha acontecido hoje. Primeiramente a frieza dos meus próprios lobos comigo, depois minha irá com Bella, o imprinting de Jared, o imprinting de Quil; dois em somente um dia, os sons estranhos na floresta, o aviso de Leah, a compreensão de meus lobos e novamente as emoções do imprinting de Jared e Quil. Tinha medo do que poderia acontecer na batalha, agora só faltava um dia, pois já tinha passado da meia noite. Um dia. Uma batalha. Sangue. Mortes. Era o que eu temia. O medo de que algo acontecesse com Jared e Quil por algum motivo me tomava, lembrei-me de Cody, do seu imprinting, do seu sacrifício por Savana. O que seria de Kim e Claire se algo acontecesse a Jared e Quil? Elas ficariam bem, mas quanto a mim? Eu ficaria bem? Não! Não ficaria. O imprinting só dificultava as coisas, eu não seria o único a sofrer, teria também uma menina quase mulher e uma criança de apenas dois anos. Mas nada aconteceria a eles, eu não iria permitir, não iria cometer o mesmo erro duas vezes. Eu era o alpha, o líder e minha única missão era defender o meu povo, e Jared e Quil eram o meu povo, e Kim e Claire também.
*****
“... O universo girava em torno daquele único ponto. Eu nunca tinha enxergado a simetria do universo, mas agora ela era clara. A gravidade da terra não me prendia mais ao lugar em que eu estava...”.
Acordei no meio da noite com os olhos arregalados, a respiração ofegante, o corpo suado. Maldição, maldição, maldição... As palavras gritavam me endoidecendo e machucando minha cabeça que latejava. Eu havia tido um pesadelo. O pesadelo parecia tão real, mas não era. Uma mulher de cabelos cor de bronze, capa preta. Seu rosto eu não via, mas ela vinha andando como se flutuasse, suas pernas não mexiam, mas ela se aproximava a cada vez mais, e a cada segundo de aproximação a palavra maldição era soada de seus lábios e a sua intensidade ficava a cada vez maior. A mulher andava sobre a colcha branca de neve, era inverno, e de suas mãos sangue gotejava e manchava a neve branca e límpida. O rubor tomou meus olhos, eu os esfreguei para realmente perceber que já havia acordado, quando então com um calafrio subindo em minhas costas eu percebi que no sonho aquela mulher de capa preta era a minha impressão.
– Jacob você está bem? – Paul me chamou, eu havia dormido na casa de Sam com os outros naquela noite para nos prepararmos para a batalha contra os Cullens.
– O que aconteceu mano? – Seth perguntou sonolento, levantando somente a sua cabeça do chão.
– Eu não sei. – Respondi sem saber.
– Teve pesadelos com os sanguessugas te mordendo? – Brincou Embry.
– Levantem-se. – Falei me levantando do sofá.
– Está brincando? – Quil falou bocejando.
– Nós temos que partir agora! – Falei determinado.
– Pode ser de manhã? – Jared perguntou.
– Shiiii vocês vão acabar acordando a Claire. – Quil falou preocupado, com medo de que nosso barulho acordasse seu imprinting.
– Nós iremos pegar os Cullens desprevenidos, e logo amanhecerá. – Falei mais determinado do que nunca e todos me olharam engolindo em seco. – A hora da batalha começou.
– Será covardia pega-los desprevenidos. – Sam falou chegando à sala.
– Não se o sanguessuga ruivo souber que estamos chegando. – Sorri frio. – Seth passe em casa e chame Leah. – Eu pedi. Leah se negou a dormir na casa de Sam e Emily e eu entendi. – Os demais vamos! Temos uma batalha para enfrentar!
Todos se levantaram e seguiram para fora acatando as minhas ordens e correndo pelo campo desmatado que havia a frente da casa de Sam, nós nos transformamos seguindo para o norte, a vingança em meus olhos, minha boca salivava.
“Vamos matar vampiros” – Paul comemorou e eu uivei.
Notas finais
Ahhh 2 imprintings seguidos! Jacob ficou maluco!!
Fiquei com medo dele quando ele começou a correr para a praia, o que ele pensava fazer com Claire? #Medo#
E Ahhhh a batalha está começando!!!!!
Vamos que vamos bater na Bella e no Edward!!!
O que será que acontecerá??? *O*
....
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Gostaram do Trailer?
Até o próximo capitulo amores...
Beijinhos...
By: Milleyd ♥
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