A Lenda De Um Imprinting.

6 Capítulo 6 - Sendo guiado.


Notas iniciais
Olá meus amores!

Desculpem por ter sumido, estava precisando de um tempo, mais já voltei com tudo!
Vocês devem estar curiosas neah? Mais eu irei deixar vocês mais ainda kk #sou má u.u#

Beijinhos amores...
Nos vemos lá embaixo!

Boa Leitura!

Capitulo 6 – Sendo guiado.

– O que você está falando Jake? – Sam perguntou confuso.

– Eu estou falando que eu não quero só os Cullens mortos, eu quero o monstro que eles criaram também.

Pronunciei aquelas palavras sentindo o meu corpo tremer e sem que quisesse, o meu lobo explodiu em mim fazendo-me cair sobre quatro patas. E sentindo o meu lobo tomar controle sobre o meu corpo, eu uivei.

Após uivar, olhei para toda a minha matilha, para os meus irmãos lobos e via nos olhos de cada um deles espanto pelas minhas palavras e pela minha transformação repentina. Nem eu mesmo senti aquela transformação, não queria me transformar e nem ao menos senti meu corpo tremer a aquele ponto.

Novamente o meu lobo estava tomando posse de meu corpo, de meu ser.

– Jacob! – Leah gritou. – O que você está fazendo? – Perguntou-me.

Não sabia responder a sua pergunta e ela nem ao menos entenderia, nenhum deles entenderiam. Eu era o único transformado ali, eles não poderiam escutar e nem ler meus pensamentos. Vaguei meus olhos por todos eles, vendo nos olhos de cada um deles medo, dúvidas que nem mesmo eu poderia esclarecer e espanto. Eles estavam assustados com a minha reação, e eu sabia que estava sendo mais frio e seco do que o costume.

Dei passos para trás após ver o jeito estranho que eles me olhavam; repreensivos, como se não me reconhecessem, como se eu fosse um completo estranho. E eles não tinham culpa por estarem olhando-me daquela forma, pois nem mesmo eu estava me reconhecendo. Já não era o mesmo Jacob há muito tempo, e eu sentia falta dos tempos em que não precisava fazer esforço para sorrir, sentia falta da vida antiga que o destino e o tempo levaram.

Olhei para eles de forma languida, sem saber o que fazer e sem ter como lhes responder o que estava se passando comigo, e para não ver mais os seus olhares tristes e preocupados eu me afastei ainda mais.

– Jacob... Não. – Leah olhou-me triste.

Leah parecia ser a única da matilha que realmente entendia a minha dor, a única que entendia realmente como era se sentir perdido, como se você não fizesse parte de tudo aquilo. Ela sabia como era se sentir sozinha mesmo tendo varias pessoas ao seu redor, só que eu mesmo sabendo como ela se sentia, nunca tive forças suficientes para chegar até ela e tentar entender a sua dor, coisa que ela fazia ao contrário.

Sai de pertos de todos e adentrei a floresta, precisava ficar sozinho para pensar e colocar todos os meus pensamentos no lugar. Andava sem rumo, quase correndo sobre a relva, desviando das arvores e sentindo o vento molhado com as gotas da chuva que caia baterem sobre os meus pelos. Naquele final de tarde eu andei mais do que queria, guiado pelas minhas patas que caminhavam sem direção. Por um instante eu pensei em tudo, em todos e tentei lembrar-me quando foi que eu fiquei tão amargo, quando eu deixei o velho e bom Jacob Black para trás, e então como um filete de luz seus cabelos castanhos vivos, sua cor fria e morta, seus olhos dourados entraram em minha mente, e então eu soube quando eu deixei o meu velho eu para trás; no casamento de Bella.

Uma vontade enorme de vê-la novamente me dominou, eu queria vê-la, olhar para ela e perceber que a Bella que eu amava com um coração pulsante já não existia mais, porém, no mesmo instante em que meus pensamentos me levavam para ela, minhas quatro patas me levaram para outra direção, tomaram outro caminho. Meus olhos começaram a ficar obscuros, eu já não enxergava quase nada a minha frente, até que tudo sumiu. A escuridão devastou meus olhos e um uivo tomou minha garganta. Sentia-me correndo e conseguia ouvir o barulho agudo de minhas patas batendo ferozes no chão, entretanto, nada via.

Minhas patas batiam com fúria sobre a relva verde enquanto a escuridão tomava os meus olhos. Meu coração acelerava-se, batia pulsante em meu peito, latejante e desenfreado, enquanto eu corria a galope, sentindo o vento gélido e molhado bater com grande precisão sobre os meus pelos. Novamente o meu lobo interior estava tomando posse sobre o meu corpo, guiando-me com os olhos vendados, perdidos na escuridão para algum lugar que eu desconhecia.

Guiado, movido pelo meu lobo interior com os olhos vendados, enxergando somente a escuridão dentro de mim eu corria pela floresta sentindo o vento uivante vindo ao encontro de meu corpo, passando entre meus pelos. Meu corpo batia, chocava-se com algumas arvores pelo caminho derrubando-as, jogando-as ao chão com intensidade. Não sabia para onde minhas patas estavam indo, para onde estava sendo guiado, e isso me assombrava. Talvez para o alto do penhasco novamente, talvez para a casa dos Cullens já que meu ultimo pensamento tinha sido de Bella. Não sabia dizer ao certo, tudo que eu pensava eram somente suposições.

Depois de um tempo, senti os meus movimentos ficando mais brandos e calmos, e percebi que não corria mais, apenas caminhava. Já conseguia ouvir os galhos secos das arvores caídos ao chão se partirem a cada novo passo que minhas patas investiam sobre a vegetação, sobre as folhas secas caídas. Continuei sentindo-me caminhar durante um tempo, até que enfim, parei. Aos poucos minha visão ia sendo recobrada e eu enxergava tudo embaçado, retorcido, até que aos poucos tudo voltou ao normal. Assim que minha visão retornou, percebi antes de qualquer coisa que o céu já estava escuro, a noite havia caído, e a mudança de tempo mostrava que eu havia corrido por mais tempo que havia de fato imaginado pela floresta.

Olhei para tudo ao meu redor para tentar me localizar, e avistei logo a minha frente as três estátuas dos primeiros lobos quileutes. Eu estava no templo dos guardiões quileutes? Perguntei a mim mesmo. Lógico que estava. Mas por qual motivo meu lobo havia trago-me para cá? Perguntei para mim novamente.

Dei mais uns passos a minha frente até aproximar-me das estátuas dos meus ancestrais, esculpidas em pedra. E assim que me aproximei, abaixei minha cabeça para reverenciar as três estátuas que se referenciavam a Quil Ateara Sr., Ephraim Black e Levi Uley. Os três primeiros guerreiros quileutes a se transformarem. Após me reverenciar, adentrei ao templo quase que involuntariamente, como se ouvisse um chamado. Quando cheguei ao centro do templo, sem que pressentisse um uivo tomou minha garganta, saindo arranhando-a e tudo em meus olhos fez-se escuridão novamente e até os meus ouvidos tornaram-se surdos. O vento que corria pela floresta e balançava os meus pelos se sessou por alguns estantes e depois, voltou com fúria total. Minha audição voltou ao normal e pude escutar o barulho do vento forte ao encontro aos meus ouvidos, e ouvi ao longe, uma voz fraca sendo soada.

Ouvia a voz fraca sendo soada em meio a ventania, entretanto, não conseguia distingui-la e nem ouvir com clareza o que ela dizia, então, apurei meus ouvidos para tentar ouvi-la melhor, usando os meus sentidos aguçados de lobo, desfocando meus ouvidos da grande ventania para ouvir o chamado.

A voz veio fortemente aguda e clara em meus ouvidos quando por fim consegui distingui-la como um grito, porém ela era soada no nosso antigo dialeto quileute, que eu pouco entendia.

“Eu não entendo!” – Ousei falar em pensamento.

“Abra o seu coração meu filho, e você entenderá”. – Ouvi a voz conhecida de meu velho pai soar ao longe.

“Pai?” – O chamei com os pensamentos atordoados.

“Silencie-se e ouça!”. – Sua voz soou novamente em pedido.

Atendendo ao pedido de meu pai, silenciei-me por alguns segundos, abrindo meu coração para aquela voz que soava com o vento, desligando-me de tudo a minha volta.

O vento bateu novamente em meu rosto trazendo a voz fraca e envelhecida que eu desconhecia e agora eu escutava as palavras soarem traduzidas.

“Ouça jovem guerreiro”. – A voz desconhecida e envelhecida soou. “Prepara-te!” – Falou firme. – “Grandes batalhas estão a caminho para lhe testar”. – Estremeci.

“Batalhas para me testar?” – Perguntei sentindo-me apavorado. – “Que batalhas?” – Perguntei.

“Você já sabe jovem guerreiro”. – A voz soou fraca. – “Escute o que o seu lobo alpha diz, entenda-o!”.

A voz soava pedindo para entender o meu lobo e ouvi-lo. Mas ouvi-lo em que? Não sabia ao certo, ou melhor, sabia só não queria acreditar no que o meu intuito me dizia.

“Abra o seu coração jovem guerreiro, não te abates pelo que o tempo levou”. – O velho guardião falou. – “Ele sempre leva algo!” – A voz soou novamente. – “Seja forte guerreiro e se vá!” – Ordenou. – “Vá agora!” – Ordenou novamente e eu já sentia as minhas patas caminharem involuntariamente. – “Vá, e escreva a sua lenda!”.

Notas finais
Meninas o que acharam?
O capitulo iria sair maior, mais preferi deixar o restante para depois!!!
Jake ainda está confuso com tudo o que está acontecendo!
"Batalhas estão a caminho para lhe testar"? #medo#

Comentários? Recomendações? Não sejam leitoras fantasmas!!
~#~#~
Aviso: Eu postei uma One (Paul e Leah) deem uma passadinha por lá!
Beijinhos amores...
Até o próximo capitulo!
By: Milleyd ♥