A Lenda De Shara Shimizu
12 Medalhão
Kevin ainda andava pela cidade a procura de uma joia muito rara. Aquela que, se banhado ao sol com creme de rosas, poderia trazer seu amado pai a sanidade. Porém, uma pedra tão preciosa como aquela, não era fácil de se encontrar, principalmente em uma cidade tão pobre.
Após longas horas de lamentos e pensamentos odiosos sobre o dia em que sua vida foi salva, Kevin parou em uma casa para respirar. Logo, reconheceu o símbolo da polícia e adentrou o casebre que parecia tombar com o vento.
Kevin: Com licença! Policial? — diz enquanto olhava cautelosamente para os lados
Xerife: Olhe só o que temos aqui. Então você é a carne nova da qual ouvi falar. Diga, meu jovem, o que lhe trás de tão longe para essa cidadezinha de Deus?
Kevin: Estou a procura de uma pedra Rara. Ouvi dizer que seus poderes curativos podem salvar meu pai... — diz pegando uma imagem da pedra que fora desenhada por um viajante
Xerife: Essa pedra? É ela que tanto quer? — pergunta surpreso
Kevin: Conhece ela? Pode me dizer onde encontrá-la?
Xerife: Saber, eu sei. A cidade é pequena, sabemos de muita coisa. Porém, temo que não seja possível ajudar. Desejo melhoras ao seu pai.
Kevin: O senhor não entendeu. Estou andando a dias, não como nem bebo para manter minha mente focada em meu destino.
Xerife: Diga-me! Já ouviu falar sobre demônios?
Kevin: Demônios? Não acredito nessas histórias de velhos tolos para manter as crianças comportadas.
Xerife: Yokais, são demônios que nasceram nessa terra, bem antes de formarmos essa cidade. Alguns são humanos com características de animais, ou o contrário, como o Kappa (criança do rio) e o Tengu (cães sagrados). Usamos o termo Yokai para designar todo tipo de monstro e criatura sobrenatural, que seja meio humano e meio animal. Como a jovem que o salvou outro dia.
Kevin: Aquele monstro era mesmo uma garota? Por que não a destruíram? Se ela é um demônio, poderiam...
Xerife: Não é bem assim. A garota nasceu humana, mas teve a maldição imposta a ela por algum motivo. Não podemos mata um dos nossos.
Kevin: Não se preocupe, não voltarei a ver aquele monstro. Não deixarei que adentre os portões desta cidade.
O Xerife, vendo a bravura estúpida do jovem, se apressou em sair do local, parando frente a porta, com um novo sorriso.
Xerife: Curioso...
Kevin: O que é curioso?
Xerife: Um pouco cruel!
Kevin: Diga logo!
Xerife: A pedra que você quer usar... Está no medalhão daquela que desejas matar.
Saindo do local, o homem logo começou a andar pelas curas, em direção ao lado escuro, enquanto ouvia os gritos de fúria do jovem.
Logo, Kevin se viu sozinho e sem saber o que fazer. Porém, sabia que a vida de seu pai seria melhor do que a vida de um demônio em corpo de mulher. Saindo em disparada, em direção ao local de onde saíra em meio a tempestade, pensou em entrar pulando os altos muros.
Porém, percebeu que o portão estava aberto, como se houvesse caído um raio no metal e destorcido a imagem. Correndo para dentro, conseguiu empurrar o portão e começou a subir as escadas.
Shara: Feliz agora, mestre? Eu estava no banho!
Bland: Banho? Você adormeceu la entro.
Shara: isso não lhe diz respeito.
Diz a Jovem fechando ferozmente a porta de seu quarto.
Bland: Mais respeito, Shara. Se não fosse por mim, você...
Shara: Eu sei! Agora quero descansar, me deixe dormir.
Bland: Logo teremos uma conversa séria.
Bland resolveu ir para o banheiro, afim de banhar-se um pouco e ter um pensamento amplo da situação.
Kevin aproveitou a distração, para entrar no quarto de Shara e se esconder embaixo da cama. Sem fazer barulho, escutava as lamúrias de uma yokai em pleno momento de angústia.
Shara: "Um yokai geralmente tem algum tipo de poder sobrenatural ou espiritual e assim encontros com humanos tendem a ser perigosos... Um yokai que tem a habilidade de se transformar é chamado de obake. "... Bland tem razão, sou apenas perda de tempo. Nem me transformo... Muito menos tenho um poder... Sou apenas uma garota que nunca devia ter nascido.... Talvez eu devê-se...
Shara logo para de falar e fica imóvel. Sua boca começa a derramar gostas de sangue que começam a se tornar mais intensas e se unir. Ao olhar para baixo, conseguiu ver claramente, uma espada apunhalada em sua barriga. Quando a espada foi tirada, a jovem caiu ao chão, Kevin logo pegou o medalhão e não se importou com os gemidos agonizantes de Shara.
Estava saindo pela porta da frente, com o medalhão em mãos e um sorriso de satisfação em seu rosto, acreditando ter salvo aquela cidade. Ainda caminhando, sentiu sua espada cair e um grande ardor em seu rosto. Quando pode tocá-lo, estava manchado de sangue. Virou-se, em busca de alguma resposta e viu a jovem de uma forma que não esperava.
Olhos totalmente brancos, pele muito pálida, cabelos brancos, espada branca em sua mão e roupa negra, tão negra quanto o a noite. Ainda estava sangrando, mas olhava para o jovem como um leão em blusa de sua presa.
Kevin rapidamente pegou sua espada, porém foi derrubado pela rapidez da jovem em se mover se tentar atacar.
Kevin: Por que você não morre logo?
A jovem não respondia, apenas estava tentando pegar o medalhão de volta, enquanto ainda tinha um pouco de sanidade. Enquanto estavam lutando com espadas, Kevin conseguia se ferir brutalmente, deixando aquele sangue com cheiro de ferrugem, escorrer por seu rosto, braços e mãos. Porém, ela estava cada vez mais descontrolava e estava tentando roubar aquele coração quente, para ver se teria o mesmo sentimento de glória quanto o que sentia ao ferí-lo.
Porém, a ferida de Shara estava começando a ficar mais intensa e seu corpo estava começando a parar. Logo, ela havia feito seu último golpe e seu corpo desfaleceu no chão, colorindo a grama verde e úmida.
Kevin não esperava por clemência, então se aproximou, com sua espada em mãos e ficou diante da jovem, com a espada sobre a cabela da mesma. Logo que iria fazer seu movimento final, sentiu algo o atingindo e seu corpo voou para o meio do campo.
Bland: Shara! Responda! Por favor! — dizia aflito — Não... Sua transformação estava se iniciando... Mas essa ferida...
Após conjurar um feitiço para parar o sangramento, esticou sua mão para o jovem e o medalhão se soltou do mesmo, indo em direção a Bland.
Kevin levantou, pegou novamente sua espada e tentou concentrá-la naquele homem estranho que o estava roubando a chance de salvar seu pai.
Kevin: Não! Eu preciso disso.
Bland colocou sobre o pescoço de Shara e o cristal brilhou rapidamente, fazendo as feridas começarem a fechar lentamente. Vendo isso, Blando sentou-se ao chão, colocando a cabela de Shara em seu colo, fazendo carinho em sua bela arma.
Kevin colocou sua espada próxima ao rosto de Bland , o desafiando, Bland olhou para o jovem e o mesmo começou a desmaiar.
Antes de adormecer, Blando levantou, se aproximou de Kevin e disse-lhe a única coisa que deveria saber.
Bland: Nunca mais toque nela. Sem o medalhão, Shara poderá matar toda a cidade. E se ela resolver que você será sua primeira caça, não hesitarei em fazer de tudo para que ela destrua tudo o que você acredita ser uma vida.
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