Bland: Hoje é um dia muito especial, minha querida.

Shara: O que irá acontecer?
Bland: Hoje, iremos para um passeio pela cidade. Vamos testar seu treinamento.

Shara: Mas são humanos!

Bland: Humanos? Sabe o que nos fizeram? Tentaram nos matar... Nos impediram de ir até lá.

Shara: Não sou uma assassina.

Bland: Não? E o pai do humano que veio aqui naquela época?

Shara: Não matei o pai dele.

Bland: pode até não ter matado, mas a falta do medalhão foi o que fez com que o pobre homem se esquece-se de quem era e morre-se.

Shara: Você queria que eu fosse deixar meu medalhão com aquele humano que odeia Yokais?

Shara e Bland estavam discutindo na sala, enquanto Satoru fazia seu banquete na cozinha. Os gritos de ambos eram ouvidos pela casa, mas isso não era problema para Satoru.

Satoru: Esses Yokais de hoje em dia... Humanos? Não sei porque ela tem tanto interesse em seres pouco evoluídos, mas acho que deve ter algo que Bland esconde dela... Talvez ruim demais para ela aceitar.

Na sala, a discussão parecia estar se tornando algo muito pessoal, então os dois resolveram se distanciar para não causar problemas ao hóspede.

Shara: Você está impossível esses dias, mestre. Se a Menely não te quer mais, a culpa é inteiramente sua.

Bland: Deixe a Menely fora disso!

Shara: Ok! Talvez eu deixe tudo fora disso. Não quero mais ser sua arma. Não quero mais ficar com você!

Shara acabou tentando sair de la, mas Bland segurou seu braço e a abraçou. O coração do mago estava partido com aquela suposta decisão repentina de Shara. Não poderia ver sua vida sem ela e nem mesmo protege-la de todos os humanos que pudessem vir a machuca-la.

O abraço caloroso era um abrigo para a Yokai, mas seu ódio era maior que seu amor por ele. Ao empurrá-lo, os dois acabaram caindo. Shara percebeu que sua queda sobre Bland o tinha feito sorrir e desistir de qualquer briga que pudessem ter tido.

Shara: Ainda não perdoei você.

Bland: Eu sei disso.

Satoru: A conversa do casal está muito boa, mas precisamos ir a cidade para testar nossa força. Estão de acordo? Além do mais, quero ver como são os humanos daqui.

Bland: Qual o interesse neles?

Satoru: Todos os humanos são iguais para mim. Mas alguns agem como se fossem diferentes e eu quero ver isso.

Shara: Tudo bem. Vamos logo, então.

Shara segurou a mão de Satoru e apertou com firmeza, fazendo Satoru relaxar e perceber todo o plano.

Satoru: Parece que isso vai ser divertido!

Enquanto andavam para a cidade, os jovens Yokais correram na frente, fazendo com que Bland tivesse de persegui-los pelo caminho até o centro do vilarejo.

Shara: O-O que houve aqui?

Satoru: Nossa, que bagunça! Realmente os humanos são esquisitos...

Xerife: Shara, você só nos trouxe ruínas. Saia daqui e nunca mais volte. É uma ordem.

Shara: Não sigo ordens suas. Agora saia da frente.

Xerife: Sair? Vamos tentar de outro jeito. Saia agora ou você e seu amigo mago serão mortos, pelo bem de nosso vilarejo.

Satoru, em um movimento rápido, conseguiu derrubar a arma do Xerife e quebrar o pescoço do mesmo, fazendo com que tivesse uma morte rápida.

Shara: Satoru, o que está fazendo? Pensa que está em seu domínio? Não podemos matar humanos.

Satoru: Quem disse? Não sou um bicho de estimação como você. Aquele mago idiota acabou te treinando, agora vamos ver do que é capaz.

O Yokai tirou o medalhão de Shara e o segurou, fazendo com que em segundos, a outra condição da Yokai fosse levada a tona.

Policiais: Parem agora, suas aberrações. Ou seremos obrigados a atirar.

Shara: O que vocês querem de nós? Acabamos de chegar.

Policial: Mentira!

Um tiro foi ouvido por Bland que estava próximo ao local. Seu temor por Shara era eminente. Sua força não seria suficiente para salvá-la novamente.

Ao se aproximar mais, ouviu-se gritos de uma luta entre Yokais e Policiais. Mas o pior dos temores aconteceu, Shara dizimou toda a esquadra de policiais, deixando corpos pelo chão.

Bland: Shara! O que... O medalhão!!

Shara: Mestre! Vamos jogar?

Bland: Pare com isso, Shara! Vamos voltar.

Shara: Não. Vamos nos divertir um pouco.

Shara se aproximou de Bland e começou a tentar feri-lo, mas o mesmo se desfiava e usava contra-ataques mágicos. Em um deles, acabou ferindo Shara com um corte de raspão em seu rosto. Nesse momento, toda a força da jovem foi colocada em seus golpes, a ponto de vencer aquela luta. Porém, Bland conseguiu segurá-la e imobilizá-la.

Bland: Eu não quero te matar.

Shara: Me solte!

Bland: Coloque Seu medalhão e seja boazinha.

Bland colocou o medalhão em Shara, já que havia pego magicamente de Satoru, enquanto ele estava animado com a luta.

Porém, Satoru perceber e furtivamente, disferiu um ataque fatal em Bland.

Shara: Bland, Não! – o grito de Shara foi o mais terrível já ouvido aquela noite – Fala comigo! Bland! BLAND!!

Bland: S-Shara... E-Eu...

Shara: Você vai ficar bem... Vamos voltar para casa e ser uma família novamente.

Bland: ... E-eu... A-AMO... V-V...

Shara: Bland! BLAND! Não!! Eu...

Satoru: Chega disso, garota. O Mago está morto. Agora poderemos destruir esse vilarejo e ter nossa amada luta sobre aqueles humanos imundos.

Shara: Eu o amava... Como pode?

Satoru: Não me importa quantos humanos ou magos você ame. No fim, todos morrem.

Shara: você o matou...

Satoru: Isso mesmo! Eu o matei para atingi você e esse coração todo cheio de amores pela humanidade. Ele era humano. Um mago, mas humano.

Shara: Eu vou matar você.

Satoru: Agora sim as coisas vão ficar interessantes! Me ataque com tudo o que tem.

Shara começou a usar seu cálice de gelo para tentar congelá-lo, mas seu poder de gelo era limitado, já que não estava frio o suficiente para recarregar tudo.

Shara: Sayod Kimoriti Sanodiru Oniwa!

Satoru: Está tentando conjugar um feitiço? Você é uma Yokai, não é uma maga...

O riso de Satoru era exaltador, porém a soberania dele durou pouco, já que a conjuração era o código para usar a katana de gelo que era seu grande trunfo.

Shara: Eu vou lutar, até o último dia de minha vida, até ver você morrer.

Satoru: E o que está esperando?

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" Ela desceu as escadas e viu o pôr do sol. Mas ele estava estranho...

Percebendo a tempestade, correu para o encontro de seu amado,

o abraçando para protegê-lo de todo o mal"

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