A Lenda Da Kitsune
1 Capitulo 1 - Anny, a adolescente "normal"
Notas iniciais
Anny POV’s
Não posso me lembrar de nada, mas um dia eu irei descobrir... Vou descobrir todo o meu passado, tudo o que eu esqueci! Bem, faz 5 anos que fugi do orfanato e, entre nós, não aguentava mais aquele lugar. Agora moro em uma das poucas cidades que existem no mundo, que foi tomado pela natureza, mas não naturalmente e bonitinho como os naturalistas falavam antes. Animais se tornaram bem mais agressivos, alguns tipos de demônios começaram a surgir e as florestas invadiram nossas cidades, em especial as principais capitais, que hoje são ruínas. Bem, nesta “transformação”, muitos e muitos humanos morreram, reduzindo a população em uns 40%.
Eu devo ser realmente louca de esta pensando nisto logo quando acordo, mas acho que talvez me faça lembrar de algo... Algo de meu passado. É uma pena que não possa dormir e acordar sabendo de tudo no dia seguinte, mas de qualquer forma não posso ficar deitada aqui o dia todo, afinal, sou uma adolescente de 16 anos que mora sozinha, tenho que me manter de alguma maneira, e a que encontrei foi trabalhar no Grambilly, um pequeno bar-restaurante.
Rolo até cair da cama, sim, era assim que eu acordava normalmente, talvez por um distúrbio mental que tenho chamado ‘Idiotice Aguda’. Levanto do chão e arrumo a cama de madeira simples, dobrando os lençóis e edredons pretos com detalhes cinza. Passo em frente ao meu guarda roupa e o abro, olhando a imagem de uma garota ruiva de cabelos bagunçados e olheiras imensas, resultado dos pesadelos que tenho tido frequentemente, e uma camisola rosa com um ursinho bege estampado.
Vou ao banheiro e tomo um banho de água fria para acordar, visto meu uniforme de trabalho, que é uma calça jeans e uma camisa salmão com uma logomarca escrito Grambilly, em um vermelho vinho. Coloquei meu Allstar de cano médio e penteei o cabelo prendendo-o em um rabo-de-cavalo. E lá estava uma garota fofa, pequena e agitada, também conhecida como eu, pronta para mais um agitado dia de trabalho. Felizmente não tinha de me dar o trabalho de caminhar para chegar ao meu ‘local de trabalho’, afinal, eu morava bem acima dele.
Antes de sair peguei o colar que sempre usava, seu pingente tem a forma de uma lua da cor azul, que é feito de diamantes e seu cordão é de prata. Uma pessoa normal não pensaria duas vezes antes de vendê-lo, mas, eventualmente, não sou normal, alem disso é a única coisa que tenho que prova que tive algum “passado”, já que o consegui antes de perder minha memória.
Desci as escadas que ficavam no fundo, mas ainda dentro do Grambilly. Vi meu chefe, que no caso tinha dado seu nome ao restaurante, Grambilly. Era um homem gordo e gentil. Tinha um logo bigode, esbranquiçado, assim como o seu cabelo, que era preso em um pequeno rabo-de-cavalo. Estava com roupas de padeiro e um chapéu de cozinheiro branco. Seus olhos eram arroxeados, mas sempre que eu pergunto o porquê da cor dos olhos dele serem assim ele fala que é pelo mesmo motivo dos meus olhos serem róseos.
— Bom dia Anny! Dormiu bem? – ele perguntou, com uma enorme disposição para uma segunda-feira de manhã.
— Infelizmente não! – sentei-me em uma das mesas do bar-restaurante, que ainda estava fechado.
— Ainda é o mesmo pesadelo, não é? – Ele perguntou e afirmei com a cabeça – Bem, então parece que vou ter que preparar um café bem caprichado para você hoje! – Ele disse com um gentil sorriso no rosto. Grambilly é bem gentil, foi o primeiro que conheci na cidade, e desde então, ofereceu-me a pequena casa que havia em cima do restaurante, e desde que eu o ajudasse a cuidar do mesmo eu poderia ficar na casa e teria direito a toda comida que pudesse comer. Inicialmente desconfiei de uma ação tão legal vindo de um senhor com aproximadamente 57 anos, mas era a minha única opção. No começo, eu era meio atrapalhada, então não trabalhei nos primeiros 2 anos, mas então comecei a fazer questão de ajuda-lo. Comecei na cozinha, ele me ensinara pratos deliciosos e então, agora sou a balconista, já que me queimei feio da ultima vez que cozinhei.
O pequeno restaurante tem um design simpático, era pintado nas cores azul, branco, vermelho e verde, não parece ser uma combinação de cores que supre combinam, mas de algum modo da mais vida e um tom calmo ao bar-restaurante. Tem mesas de madeira para acomodar até quatro pessoas, e quase no canto no lado direito ficava o caixa, onde tinha uma abertura lateral, somente para funcionários, que levava a cozinha. Um lugar bem agradável, eu gostava de ficar lá.
Sentei em uma das mesas do restaurante e esperei um pouco até que Grambilly viesse com meu café da manhã, que era um copo médio de café e duas rosquinhas. Ele foi para cozinha e eu me deliciei com o café da manhã. Terminei e me aprontei para abrir o Grambilly em seu horário habitual, 07:30 da manhã. Depois de duas horas atendendo pessoas e mais pessoas já estava cansada, e perceba que nem estou na metade do serviço.
Enquanto olhava alguma coisa qualquer em um canto do restaurante, perdida em meus pensamentos, não tinha percebido a pessoa que estava a minha frente. Depois de alguns segundos de pura lerdeza resolvi voltar para o meu mundo e acabei me assustando com a pessoa, que, para mim, apareceu do nada, dando um pequeno pulo de susto.
— Nossa, quer dizer que sou tão feio assim? – Perguntou o garoto que estava em minha frente, que, na verdade, é um amigo meu.
— Não Vincent, só estava meio perdida em meus pensamentos e não te vi chegar... – Disse um pouco sem jeito – Mas, e então, vai querer alguma coisa?
— Você... – Ele disse baixo e não escutei direito o que ele falou.
— O quê? – Perguntei.
— Um cappuccino médio bem caprichado! – Ele disse.
— Ok! UM CAPPUCCINO MÉDIO! – gritei, para avisar ao Grambilly o pedido – Vai dar 3 reais! – ele me pagou e sentou em uma mesa, esperando seu pedido. Só havia ele e mais um par de amigos no bar-restaurante àquela hora, então sai de trás do balcão e fui em direção à mesa dele – Posso sentar? – perguntei, apontando para a cadeira.
— Claro! – ele disse e eu me sentei. Nem sabia por que tinha feito aquilo, provavelmente por puro impulso já que não tinha nada para fazer de momento. Olhei para Vincent, ele era um garoto realmente atrativo, seus cabelos negros faziam com que seus olhos vermelho claro ficasse em destaque, usava um moletom preto e uma calça jeans da mesma cor. Estava com um sapato marrom dark, talvez para dar uma “cor” ao seu look. Mesmo tenho muito preto, ele estava realmente bonito, talvez seja este o seu estilo...
— Algum problema Anny? – ele falou comigo e percebi que não havia tirado o olhar dele.
— Ah! N-não! S-só tinha me pensamentos no meu perdido... Q-quero dizer, tinha me perdido nos meus pensamentos. – Disse corada e sem jeito. Não sou boa em conversar com os outros que não seja o Grambilly...
— Hum... – Ele apoiou sua cabeça em seus braços – Eu gosto de você, do seu jeito... É tão fofa e inocente! – Ele permaneceu com uma expressão vazia no rosto enquanto olhava para dentro dos meus olhos, o que me fez corar mais ainda. Por sorte, ou azar, Grambilly trouxe seu cappuccino. Ele o pegou e levantou-se da mesma, e antes de ir embora disse: – Bem, tchauzinho Anny! – E então saiu, sem falar mais nenhuma palavra.
Notas finais
Qualquer erro me avisem! :3
Comentem! Eu iria ficar bem feliz! ^^
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