A Lenda.

5 Capítulo 5 - Porão.


Acordei com certa disposição para conhecer as verdades que assombram aquele lugar, minha perna ainda doía, eu mancava, mas pelo menos conseguia andar, me encontrei com Miguel e Teo na cozinha.
– Preparada ? — Disse Teo
– Sim. — disse, confiante porem com certo medo.
– Coma algo Lizi, você não comeu nada ontem — Miguel alertou, realmente, fazia um dia que não me alimentava direito, mas com tudo isso na minha cabeça não tinha tempo para comer ou pensar que estava com fome.
Me sentei, tomei um café da manhã bem caprichado, Issie desceu e se sentou a mesa comigo, quando terminamos, nos levantamos e fomos até a porta que tava entrada ao porão.
A porta era um verde claro, símbolos e marcas que pareciam garras descascavam a tinta, relei na maçaneta e um aperto forte no peito surgiu. O que quer que tenha ai dentro, não é bom, não quer nossa presença.
Fiquei olhando para a porta até Teo tomar a iniciativa e dar um chute que a fez abrir com um estrondo.
Um cheiro de mofo invadiu minhas narinas, quando entrei, a direita havia algumas caixas, fui até elas ver se tinha algo dentro, a pouca luz que havia ali deixava tudo mais fantasmagórico, fucei nas caixas, mas não havia nada. Quando olhei para trás, congelei.
Havia símbolos por todo o porão, símbolos que ja havia visto em rituais de magia negra em alguns livros, no chão logo adiante, havia um circulo com um desenho estranho dentro, Miguel foi caminhando até ele.
– Miguel, não ! — gritei.
– Não da nada Lizi, é apenas um desenho feito com pó de carvão, olhe — Miguel colocou o pé dentro do circulo e tentou apagar uma das linhas.
Então aconteceu o que menos esperava.
A porta do porão fechou numa rapidez imensa, Issie tentou abrir a porta de todas as formas possíveis nada.
Quando voltei minha atenção para Miguel, ele estava caído dentro do circulo, algumas velas que estavam em volta, acenderam, livros espalhado abriram em paginas aleatórias, o circulo onde Miguel estava, pegou fogo.

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Corremos para ajudar nosso amigo que estava em chamas, mas uma barreira invisível nos impedia de ultrapassar o circulo que prendia Miguel, ele gritava, sua pele queimava, suas roupas ja haviam virado pó, comecei a chorar, não poderia perder um amigo assim, gritei com todas minhas forças, Ani tentava abrir a porta do lado de fora, Teo tentou apagar as velhas, chutou a barreira invisível… tudo em vão.
Miguel se fora.
Cai de joelhos no chão, completamente destruída, as velas, livros e o circulo apagaram, deixando apenas cinzas, e um amigo, morto.
A porta abriu, Ani viu o que havia acontecido e começou a chorar junto a nós, subimos e fomos imediatamente arrumar as malas.
– Precisamos sair daqui, agora. — Teo disse.
– Lizi, vou arrumar suas malas, nos espere no carro.
Fui até a porta, quando a abri, vi a Sra Matilde no horizonte, rindo.
Um ódio cresceu em mim, corri até ela mas assim que dei dez passos, ela havia desaparecido.

Ligamos a kombi de Teo, e pegamos a estrada para ir embora, mas no caminho placas anunciavam.
” Vocês nunca conseguirão sair de Rio Azul “
” A unica coisa que espera por vocês é a morte. “
Achamos o final da estrada, estávamos aliviados e arrasados ao mesmo tempo, mas assim que chegamos ao final, a cena mudou.
Estávamos novamente em frente a cabana.
Presos, como insetos em uma teia de aranha.
Mas além de teias, temos fadas demoníacas e espíritos assassinos.
E alem da aranha, tínhamos a morte.