A Lei Do Casamento.

21 Passeio e... (Parte final).


Notas iniciais
Oi lindas! Primeiramente desculpe pela demora do capítulo. Meu notebook anterior quebrou e eu perdi tudo que havia escrito para todas as minhas fics e eu estou tendo que reescrever... Além de alguns problemas de saúde. Para me organizar eu coloquei em meu perfil os dias de postagens de minhas fics. Nos vemos nas notas finais.
Esse capítulo foi betado por milaims... Obrigada!
Agora vamos à história...

Passeio e...Aceitando o desafio de uma sabe-tudo. Parte final.

Pov Hermione.

Ao chegarmos no Três Vassouras eu olhei para Ron em tom de aviso ao vê-lo olhar para Severo com raiva.

Era incompreensível a birra que Ron parecia alimentar contra Severo. Por um momento eu imaginei que em vez de sairmos com três crianças de dois anos, nós estávamos com quatro. Ron podia ser tão imaturo às vezes.

Eu me virei para Snape após ele se acomodar em uma cadeira.

– Você gostaria de um suco de abobora. – eu pergunto.

– Não. Eu quero um Firewhisk. – ele afirmou.

– Você poderá obter um quando você voltar ao normal. Por agora, você não irá beber nada alcoólico – eu respondi com firmeza. Ele me olhou pensativo e concordou com minha sugestão em um resmungo.

Quando todos tinham feito seus pedidos, começamos a conversar sobre nossos planos depois que nos formássemos.

Harry e Ron falaram animados sobre ser um Auror. Ginny disse que queria ser uma medi-bruxa. Luna estava determinada em seguir os passos de seu pai e continuar com o Pasquim e eu... Eu não sabia o que eu faria.

– Você não tem nenhuma idéia do que pretende fazer após a escola, Hermione? – perguntou Ginny.

– Não. Sinceramente eu não pensei muito sobre isso. Eu pensei por um tempo em trabalhar no ministério, mas depois da guerra eu simplesmente não me vejo trabalhando naquele lugar. Eu não sei. Eu vou pensar em algo. – eu digo vagamente. A verdade é que com a guerra eu tinha ficado tão focada em meus estudos e em como derrotar Voldemort que eu não tinha pensado mais a frente.

Pela primeira vez eu não tinha uma resposta para algo e eu não gostava disso.

– Talvez você poderia trabalhar em Hogwarts. – sugeriu Harry.

Eu pensei sobre isso.

– Como o que? Um professor? E o que eu ensinaria?

– História da Magia. – sugeriu a voz infantil de Snape e todos olharam para ele surpreso. – O que? Professor Binns estará se aposentando no fim do próximo mandato e isso deixará uma vaga aberta.

Eu considerei isso por um momento.

– Eu não sei. – eu digo incerta.

– Então porque você não escolhe um campo em que você quer entrar e se torna um aprendiz em Hogwarts? – Severo me pergunta impaciente.

Eu balancei a cabeça em negação.

– Isso não será possível. Todos os professores estão com aprendizes começando esse ano. – eu respondo e bebo um gole de minha bebida.

– Eu não tenho um aprendiz. – ele diz calmamente.

Eu engasgo.

– Você nunca tem aprendizes. – eu aponto.

– Se poções é o campo de sua escolha, então talvez eu tenha. – ele responde chocando a todos.

– Você está falando sério? – eu pergunto incrédula.

– Eu não sugeria se não fosse sério. – ele zombou.

– Bem, Mione, talvez no fim das contas você vai ter um reembolso por ter cuidado do monstrinho. – disse Ron. – Ai! Isso doí Hermione – ele exclama esfregando a cabeça.

– Não chame-o dessa forma. – eu o repreendo.

Ginny se engasgou com sua bebida tentando esconder seu riso e Harry bateu em suas costas em auxilio, fazendo o possível para conter seu sorriso ao amigo vermelho que me olhava com irritação.

Quando é que você vai crescer? – eu perguntei mentalmente olhando carrancuda para Ron e volto minha atenção a Snape.

– Por quê? – eu pergunto desconfiada. — Por que me aceitaria como aprendiz?

Ele parece ponderar suas palavras.

– Porque de todos meus alunos você é a única aceitável, de modo que eu considere desperdiçar o meu tempo.

Aceitável? Se isso não era um elogio eu não sabia o que era. Pelo menos nos padrões de Snape. Se bem que seria muito pedir que ele me chamasse de maravilhosa, magnifica e... Ok, vamos cair na real, estamos falando de Snape e por tudo que eu sei nesses últimos sete anos, “aceitável” poderia ser considera um bom elogio.

– Eu vou pensar sobre o assunto. Obrigada pela oferta, senhor.

Conversas animadas se seguiram depois.

****

Depois de todos acabarem suas bebidas voltamos para Hogwarts e chegando lá todos nós tomamos rumos diferente e eu me vi apenas com Severo pelo corredor que dava para meu dormitório.

Eu carregava meu pequeno professor de poções que chupava um dos inúmeros pirulitos quando minha mão escovou a lateral de seu corpo e um ruído saiu de sua boca.

Eu olhei para ele intrigada. Ele tinha dado... Uma risada?

Ele me olhava com horror.

– Você por acaso riu?

– Não.

Eu estreitei meus olhos, desconfiada.

– Eu acho que você fez.

– Acho que você está delirando, senhorita Granger. – ele zombou, mas eu podia ver em seus olhos a incerteza.

– Não, eu não estou.

– Me coloque no chão. – ele disse com raiva.

Ah não, ele não vai sair disso facilmente. Eu escovei meus dedos na lateral de seu corpo mais uma vez.

Ele riu e voltou a me olhar horrorizado. Eu quase ri, mas me segurei. Eu sabia que se eu começasse, eu não seria capaz de parar.

– Professor Snape, você riu.

– Parar de fazer isso e, eu não vou rir. – ele disse aborrecido.

Oh meu Deus! O mais temido professor de poções tinha cócegas.

– Desculpe professor, isso não voltará a acontecer. – eu digo solene tentando manter o sorriso e a diversão de minha voz.

Eu vou manter isso em mente para uma analise posterior.

Eu o coloquei no chão no momento que entramos no aposento que se encontrava vazio, visto que amanhã era domingo e muitos ficavam até tarde fora na sala comunal.

Professor Snape ainda me olhava carrancudo. Imagino que ele não tenha gostado de eu saber seu “pequeno segredo”. Eu apertei meus lábios para não sorrir a isso.

– Sinto muito que eu descobri seu pequeno segredo, mas isso não é o fim do mundo. Todo mundo tem um segredo a guardar.

– Então qual é o seu segredo afinal?

– Você sabe o meu segredo. – eu digo calma.

– Não, eu não sei.

– Sim, você sabe. Você estava em minha cama quando eu chamei seu nome dormindo. Você acha que eu achei divertido ao descobrir que você havia testemunhado isso? Acho que o seu segredo é mínimo se comparado a isso. – eu digo em frustração me deslocando para minha cama, onde me deito e fecho meus olhos.

Eu sinto quando o colchão cede ao ter mais um peso sobre ele.

– O meu segredo é horrível. Imagine o que diriam as pessoas ao descobrirem isso. – eu escuto sua voz infantil em lamento.

– Bem, então eu acho que você vai me tratar muito melhor em sala de aula. – eu digo presunçosamente.

Snape me olha chocado. Isso era por ter me ridicularizado em pleno salão. A vingança é doce. Não que eu tivesse intenção para fazê-lo, mas somente por ele imaginar que eu poderia... Ah sim... Muito doce.

A porta do quarto se abre e entra Ginny com Harry de mãos dadas, sendo seguidos por Ron, e eu sorrio para eles.

– Mione nós estávamos pensando em jogar alguns jogos e... Humm. Mione, o que há de errado com ele. – pergunta Harry e então eu sigo seu olhar e vejo que Severo continua com a mesma expressão de choque em seu rosto.

Eu não consigo me controlar e eu rio.

*****

Depois de quase uma hora Harry e os outros se despedem vendo que eu não seria persuadida em uma noite de jogos. Eu estava fisicamente e mentalmente esgotada.

Eu fecho a porta, rindo um pouco da expressão de frustração de Ron por eu não ter compartilhado meu divertimento de mais cedo.

Mas eu não iria expor o segredo de Severo, mesmo que pequeno.

Por um breve segundo eu desfruto do silencio do quarto. Ginny e as outras meninas havia se juntado aos outros em uma noite de jogos. Era raro eu poder ter um tempo sozinha. Apesar de gostar de meus amigos, eu tinha sido filha única, e vez ou outra eu sentia falta de meus momentos gasto comigo mesma.

Olho em volta e meus olhos recaíram em Severo que ainda permanecia sentado na cama com uma expressão contemplativa. Como eu podia ter esquecido sua presença? Humm. Ele tinha ficado muito silencioso. O que será que ele está tramando?

Depois de mudar minhas roupas para algo confortável eu me deito. Severo continua sentado, seus olhos fixos em mim. Contorço-me desconfortável com a intensidade de seu olhar.

– Se tem algo para dizer, apenas diga. – eu digo irritada com sua analise.

Ele sorri com um olhar calculado em seus olhos. Não gosto do brilho em seus olhos.

– Eu não gosto que saiba meu segredo, senhorita Granger. – ele disse pausadamente.

Eu revirei meus olhos mentalmente. Ele ainda estava preso nisso?

– Infelizmente professor para seu descontentamento eu sei. E sugiro que seja muito bonzinho ou...

– Você está tentando me chantagear. Menos 50 pontos de Grifinória pelo seu desrespeito.

O que?

– Você não pode tirar pontos de casa. Você é apenas um menino.

– Não, eu não sou. Você mesma me chamou de professor e como professor eu posso tirar pontos das casas.

Eu abri a boca e a fechei novamente sem saber o que dizer sobre isso. Ele parecia triunfante.

– Muito bem, tire quantos pontos você queira, mas isso não muda o fato de que eu sei. – eu digo presunçosa. Meu sorriso se alarga ao ver seu rosto formar uma carranca.

– Se você fizer qualquer coisa sobre esse assunto, eu não serei o único a ser exposto. – ele zombou.

Eu me sentei e olhei para ele desafiante. Era muita audácia dele.

– Mesmo? – eu digo incisiva. — E posso saber como é que eu seria exposta? Não há nada que possa dizer a meu respeito. Tudo o que você tinha você já expôs lá no grande salão para todo mundo ouvir. – eu terminei com minha voz elevada. Lágrimas ardiam em meus olhos, mas eu não iria chorar. Não na frente dele.

Lembrar-me da ocasião só me fez mais irritada. Levanto-me da cama com meu travesseiro em minhas mãos e olho para ele que parece se sentir culpado, mas eu não teria nada disso. Ele me olha com olhos amplos... Minha raiva oscila. Não! Eu me viro e fico de costas para ele. Eu tenho que continuar irritada com ele.

Respiro e inspiro profundamente.

Eu estava cansada. Cansada de lutar contra sua vontade férrea. Era nítido que ele mal me suportava. Eu tinha sido tola em acreditar que ele poderia me ver como uma mulher ou mesmo alguém que merecia sua atenção. Era hora de encarar a verdade. Não importava o que eu fizesse, ele jamais cogitaria em se casar comigo.

– E quer saber o que é mais triste dessa situação toda? Eu realmente gosto de você. Mas para você eu sempre serei a sabe tudo insuportável. Eu... Foi um erro e um desperdício de tempo em tentar fazê-lo ver que eu seria uma boa esposa.

Mesmo que ele pudesse reconsiderar, não tinha como saber se ele voltaria a se tornar adulto antes que o prazo dado pelo ministério se expirasse. Suspirei em derrota.

– Foi à coisa mais sensata que me disse desde que tudo isso começou, senhorita Granger. – eu me assusto com sua voz potente.

Eu me viro lentamente e hesitante me deparando com os olhos de aço de meu antigo professor de poções. Sua versão renovada, mas mesmo assim, um completo adulto.

– Professor..?

Ele me olha pensativo, totalmente vestido em suas roupas negras habituais, com sua varinha balançando por entre seus dedos longos, sentado em minha cama. Enquanto eu estava perdido em minhas divagações ele havia voltado ao seu normal e havia pegado sua varinha que estava guardada na gaveta do criado mudo ao lado da cama.

Ele levanta. Tem um brilho estranho em seus olhos. Um olhar quase predatório. Isso não parece bom. Eu sei seu segredo e ele deixou claro que não gosta desse fato. Não, isso definitivamente não parece bom.

Meu nervosismo cresce e o medo se instala em meu intimo. Eu olho minha varinha em cima da cama. Não tem como pegá-la sem passar por ele. Pegá-la não era uma opção. Eu corro. Ele resmunga. Sinto seus passos apressados atrás de mim. Eu posso ver a porta de saída. Pisco. Meu braço e segurado firmemente e eu me viro com o puxão, tento me desvencilhar e caio. Ambos caímos no sofá em uma confusão de membros. Estou abaixo dele com ele entre minhas pernas.

– Professor eu aviso que se me machucar eu farei essa escola inteira saber o seu segredo. – eu ameaço. Um blefe é claro. Eu sei que mesmo que eu dissesse sobre isso, não haveria um aluno corajoso o suficiente para testar o fato. Mas ele não precisa saber disso, não é mesmo?

– Eu nunca poderia machuca-la senhorita Granger.

Eu olho para ele confusa, me sentindo um pouco culpada ao ver dor em seus olhos as minhas palavras.

– Eu sei... Desculpe por dizer isso. Eu sei que nunca poderia fazer mal para mim. – eu digo suave. Era verdade. Eu sabia que ele jamais me machucaria.

– Senhorita Granger, você não tem nada com o que se desculpar. Você tem sido muito prestativa ao tomar conta de mim. O mais surpreendente é que você foi bastante paciente diante de tudo que eu a fiz passar. Eu não fui à criança mais fácil de tratar e você me defendeu de seus amigos mesmo quando eu estava sendo intratável. Sinto muito por isso.

Eu sorri na lembrança.

– Bem... Você era uma criança e Ron pode ser bem imaturo às vezes.

Ele sorriu. Um brilho travesso passou rapidamente em seus olhos. Se eu não tivesse tão atenta, eu teria perdido.

– Senhorita Granger existe alguma coisa que eu possa fazer para lhe agradecer por tudo que tem feito por mim?

Case-se comigo.

– Humm... Eu não sei.

– Decida se logo. Está é a única vez que me terá a sua mercê. – ele respondeu casualmente.

Case-se comigo.

– Eu quero um beijo. Quero saber se você realmente pode despertar as mesmas sensações de meu sonho.

– Isso é um desafio, senhorita Granger?

– Com certeza. – eu digo corajosamente.

Ele olha para mim surpreso. Eu sabia que estava sendo audaciosa, eu mesmo nem sabia se ele atenderia meu pedido.

Pensei que meu coração iria parar quando ele se inclinou para frente, roçando seus lábios contra os meus no beijo mais suave que eu tinha experimentado em minha vida. Ele delicadamente levou sua mão em meu rosto, afagando em uma caricia suave. Tal delicadeza me traz lágrimas em meus olhos e uma escapa, no qual ele enxuga com a ponta de seu polegar.

Suspiro sentindo a perda de seus lábios sobre os meus.

– Você poderia reconsiderar e ter um relacionamento comigo, Severo. – eu murmuro, expressando meus pensamentos de forma audível.

– Certamente você sabe que eu não sou um homem... bom. – ele coloca sua mão sobre meus lábios ao ver o protesto subindo aos meus lábios. – Escute. – eu estreito meus olhos, incapaz de falar com ele ainda mantendo sua mão sobre minha boca. – Eu vou lhe dar alguns dias para pensar no que está pedindo. Se você desejar buscar um relacionamento comigo, eu não vou negar você. No entanto, você deve saber que eu sou um homem muito possessivo e eu não sou o tipo de homem que namora uma mulher simplesmente para se divertir. Se eu estiver em um relacionamento com você, eu vou olhar tudo sobre você... Sua segurança, seu bem estar, enfim... Por que se é um relacionamento que está buscando comigo, minha intenção será me casar com você. – ele disse sério, afastando sua mão de meus lábios.

Fico chocada com suas palavras.

– Então você seria do tipo fiel? – eu sussurro.

– Sim, e eu espero o mesmo.

– Quando você diz que não iria me negar... É porque eu quero um relacionamento ou porque você também..?

– Hermione... – eu estremeço ao ouvi-lo dizer meu nome. – Eu não vou negar que quero um relacionamento com você, mesmo achando que... – agora é a minha vez de silencia-lo colocando meus dedos sobre meus lábios.

– Você é um homem bom. – eu sussurro.

Por favor, me dê uma chance. Por favor, se dê uma chance, dê uma chance a nós dois. Por favor. Nós podemos fazê-lo funcionar.

Ele parecia em duvida. Por favor... E então ele pega minha mão que ainda cobre seus lábios, deixando delicados beijos em meus dedos, antes de voltar a se inclinar em minha direção.

– Você está enganada. Eu não sou um homem bom – ele sussurra contra meus lábios, e eu me deixo levar pela doçura de seus lábios.

– Hermione?

Nos separamos de forma abrupta ao ouvir alguém chamar o meu nome.

– Luna?

– Oh Desculpe por interromper. Eu só queria entregar os bombons trufados que você tanto gosta já que não poderia ir ao passeio.

Hum??

– Luna você sabe que eu fui ao passeio, não sabe?

Ela me olhou confusa por um momento para logo depois seu rosto se suavizar e seus olhos voltar a seu estado sonhador.

– Ah é verdade. Até amanhã Hermione. Boa noite professor.

Severo e eu apenas ficamos olhando a menina loira caminhar para porta tranquilamente.

– Draco terá que ter muita sorte para que ela perceba que ele a quer como esposa.

– Eu diria que mesmo que ele a leve no altar ela não vai notar a diferença.

– Professor! – eu bati em seu braço em repreensão.

– Se você e eu vamos ter um relacionamento, acredito que o mais correto seria me chamar de Severo. Pelo menos em privado.

Um sorriso desliza em meus lábios.

– Severo. – eu sussurro enrolando meus braços em seu pescoço o puxando para um beijo apaixonado.



Notas finais
Eu meio que adiantei esse capítulo para hoje, visto que em meu perfil seu dia de postagem seria amanhã, mas eu não quis fazê-los esperar mais. Eu sei que havia dito que haveria um grande lemon, mas conforme eu fui escrevendo apenas não saiu como eu tinha imaginado a principio. Contudo, espero que tenham gostado. Prometo que o lemon será em breve e eu vou caprichar no capítulo.
Próximo capítulo... Bônus Draco e Luna.
Reviews? Recomendações? Ambas são bem vindas e me deixa muito feliz.
Beijos. ♥
Josi.