A Lei Do Casamento.

16 Eu sou o mestre.


Notas iniciais
Oi lindas! Eu quero agradecer a joycce andrade por indicar essa fic, eu amei ler sua recomendação. Esse capítulo é especialmente para você, viu?
Sobre o capítulo eu meio que me empolguei e ele acabou ficando mais comprido do que eu tinha em mente, mas espero que gostem... Vemos-nos nas notas finais, ok?
Vamos à estória

Pov Hermione.

Eu terminei de banhar meu professor e coloquei uma roupa em um tom de azul, que pela sua expressão não era de seu agrado. Eu não conseguia deixar de corar ao pensar que ele podia ter ouvido, ou melhor, entendido minha conversa com Ginny.

Como é que eu não pensei nisso? Em nenhum momento me passou pela cabeça que o fato dele ter sido transformado em uma criança era apenas físico. Em nenhum momento eu considerei que sua mente poderia ser de um adulto. Somente pensar nessa possibilidade me deixava desconfortável.

Felizmente Ginny não fez mais nenhum comentário constrangedor, como se o que ela já havia dito já não o fosse o suficiente. E para piorar a situação eu tinha que abrir minha boca grande. Eu me repreendi.

Eu deitei na cama e me perdi em meus pensamentos quando um pensamento me bateu.

– Será que eu deveria colocar uma fralda em você? – eu murmuro olhando a criança que me olha com adagas em seus olhos.

Aparentemente havia alguma parte de um adulto na criança a minha frente, se eu fosse considerar suas expressões faciais.

Mas será que ele realmente pensava como um adulto? Lembrando minha conversa com Ginny, eu desejo que não.

– Eu não vou colocar-lhe uma fralda... Eu só espero que você não... Eu não quero ter que limpar isso. – eu digo esfregando meus olhos com meus dedos, suspirando pesadamente. Tinha sido um dia muito longo.

Bom, as coisas não poderiam ficar piores, pode?

Mas logo eu descobriria que isso não era verdade. Se as coisas estão ruins, certamente elas podem piorar ainda mais.

Menos de um minuto depois que eu tinha fechado meus olhos eu me sento rapidamente preocupada ao ouvir um grito infantil.

Talvez minha súplica interna tivesse sido ouvida. Não era possível que um adulto agisse daquele jeito. Eu via o menino a minha frente em um ataque completo de birra.

– Você precisa descobrir maneiras mais agradáveis de chamar minha atenção. – eu digo subitamente irritada.

Eu olho para ele, que nesse momento me olha com atenção como se esperasse algo.

– Você está com fome ou algo assim?

Pov Severo.

Fralda? Eu não sou um bebê para usar fralda. Eu olho indignado para ela.

Ela fecha os olhos e se deita na cama.

Hey! Onde está a minha comida mulher? Não é como se eu pudesse ir pegar algo. Não é hora de dormir.

Eu gritei para chamar atenção. Eu estava com fome, frustrado e muito, muito irritado.

Ela levanta de súbito e me olha preocupada.

– Você precisa descobrir maneiras mais agradáveis de chamar minha atenção. – ela diz irritada.

O inferno que eu faço.

– Você está com fome ou algo assim?

Sabe-tudo dos infernos! É claro que eu estou com fome. É hora do jantar. O que foi? Não consegue seguir nem mesmo os horários?

Eu a vejo olhar o relógio na parede e com um aceno de varinha chamar a casa elfa. Para meu desconforto ela me pega no colo e me leva a mesa que os elfos já arrumavam me colocando num cadeirão próprio de bebê que ela mesma evocado.

Eu olhei a comida a minha frente. Que diabos é isso? Comida de bebê? Ela não pode ser séria. Eu não vou comer isso e para enfatizar meu ponto eu bati o prato para longe. Eu olhei para frente e vi a senhorita Granger encharcada de comida de bebê, tendo uma parte escorrendo em uma de suas madeixas que havia escapado de seu rabo de cavalo.

Eu ri. Eu pude sentir lagrimas se formando em meus olhos devido ao meu ataque de riso. Hah! Finalmente algo engraçado aconteceu.

Pov Hermione.

Com um aceno de minha varinha eu limpei toda a bagunça. Eu já podia sentir lagrimas de frustração em meus olhos.

– Pelo menos alguém achou divertido. – eu murmuro me sentando pesadamente na cadeira a sua frente. – O que você quer comer? – eu pergunto, mesmo sabendo que eu não teria uma resposta. – Eu não posso te dar bife... Que tal sopa? – pela sua cara eu vi que ele não queria sopa. – Frango e arroz? – ele fez um movimento negativo que eu não sabia se chorava ou ria tamanho era meu desespero. – O que você quer afinal? – eu gritei em frustração.

Ele me olhou com os olhos negros arregalados. E então os gritos recomeçaram.

Eu estava a ponto de arrancar meus cabelos.

Pov Severo.

– Frango e arroz?

Não. Eu quero algo que me sustente, mulher!

– O que você quer afinal?

COMO É QUE EU VOU LHE DIZER MULHER? EU SOU UMA CRIANÇA PORRA! SABE-TUDO DOS INFERNOS! USE A CABEÇA MALDITA!

Eu comecei a gritar de raiva e frustração olhando para ela que parecia que iria entrar em colapso a qualquer minuto.

EU ESTOU COM FOME. APRESSE-SE E SUGIRA ALGO QUE EU GOSTO.

– Que tal macarrão? Você gosta de macarrão? Ela perguntou com voz tremula.

Macarrão. Sim eu gosto de macarrão. Finalmente a sabe-tudo vem com algo aceitável.

Logo um prato de macarrão surgia a minha frente. Eu tentei pegar o garfo, mas meus dedos gorduchos não conseguia manuseá-los e eu o soltei. Aparentemente tanto a minha fala e minha coordenação motora não seguia o que minha mente dizia. Eu estava crescendo frustrado muito rapidamente.

Eu não sabia como eu iria comer... Eu não podia usar as mãos... E talvez por isso eu fiz o que qualquer criança frustrada faria, eu levei minha boca ao prato abocanhado um boa parte do macarrão.

Eu não acredito que fui reduzido a comer que nem um cachorro.

Eu estava tão concentrado ao simples ato de comer que me passou despercebido à chegada do menino Potter que olhava esgotado. Nem mesmo a troca de olhares divertidos entre ele e Hermione, ou mesmo seu sorriso malicioso em minha direção.

Eu olhei para cima e uma luz ofuscante brilhou em minha direção. O que? O que foi isso? E então quando minha visão ficou nítida eu vejo Potter com uma câmera na mão.

NÃO. MALDITO POTTER! MALDITO LONGBOOTON!

– Ele já disse alguma coisa? – pergunta Potter.

– Não. Nenhuma palavra. Por quê? – Hermione pergunta confusa.

– Bem, Neville fala. Não é como um adulto, ele soa como uma criança. Em sua própria maneira ele disse que o professor Snape vai ficar furioso com ele. – ele disse olhando para mim.

Ohhhh você não tem idéia Potter.

Eu vejo Hermione me olhar mais branca que o habitual.

– Se Neville disse que o professor vai estar zangado com ele... Então ele tem um pensamento de adulto, mesmo com a transformação. – ela diz com olhos amplos em minha direção.

– Eu acredito que sim. Talvez em pouco tempo o professor volte a falar. Para ser sincero, Neville soa como uma criança, as palavras não saem tão corretamente mesmo que seu cérebro pensa-lo... Ele levou um tempo também para se acostumar com suas funções motoras como o professor está fazendo. – Potter explicou para uma Hermione que parecia enjoada.

– Acho que a transformação foi um choque e ainda não tiveram tempo para se adaptar ao seu novo corpo. – Hermione diz pensativa.

Sabe- Tudo!

– É possível.

– Harry pode ficar um pouco com ele? Eu só por um momento. – ela diz abruptamente se levantando e indo em direção à porta sem dar chance de Potter responder algo.

– Bem, senhor, eu acho que é só você e eu. – diz Potter desconfortável.

Você só notou agora, ou está declarando o obvio?

– Você deve tentar ser agradável com a Hermione. Ela é uma garota especial e vai cuidar muito bem de você.

Por que você não dá o fora para que assim eu não tenha que escutar sua tagarelice constante.

– Você devia comer.

Vá para o inferno.

– Eu não quero nem pensar o que está se passando em sua cabeça nesse momento... Você quer que eu o alimente?

O que?

– Não. – eu gritei e me assustei com a minha voz.

– Ok, ok. Eu só tentei ser útil.

Como atencioso de sua parte.

– É melhor você ser bom para ela. Eu não sei o que Hermione vê em você, mas estou avisando se magoar minha amiga eu vou fazê-lo se arrepender. – ele me ameaçou. Eu não deveria ficar tão surpreendido com sua lealdade a sua amiga isso era bem Grinfindor, mas fiquei surpreso em sentir admiração por ele e um tanto orgulhoso em saber que Hermione contava com um amigo tão fiel.

Bem, ele pode ser tolo, mas pelo menos ele era um amigo adequado. Certamente puxou a sua mãe em vez do inútil de seu pai.

– Idiota.

– Vejo que está aprendendo a usar as cordas vocais. – ele comenta secamente.

Por que de todas as pessoas ela tinha que me deixar justamente com Potter? E para onde é que ela foi? Ela deveria estar aqui comigo. Eu olho Potter a minha frente querendo que ele suma da minha frente. Eu não queria sua companhia eu queria... Ela.

– Embora. – eu digo na esperança que ele entenda.

– Eu não posso ir embora até que Hermione volte. – ele diz se ajeitando na cadeira a minha frente.


E então o barulho da porta chama nossa atenção. Mas para minha decepção não era a pessoa que eu esperava.

– Assim como é a semente de satanás? – perguntou Ronald Weasley se sentando ao lado de Potter.

Engraçado senhor Weasley, muito engraçado. Eu acho o mesmo de você.

– Ele está bem. Mas eu acho que você não deveria chama-lo assim... – Que tocante Potter... -... A Hermione não vai gostar.

– E onde ela está? – ele pergunta olhando para os lados.

Potter apenas dá de ombros.

– Você não deveria está tomando conta de Neville?

– Parkinson pediu para ficar com ele. Ela parecia avida para experimentar algumas roupas nele.

– Pobre Neville. – Potter disse rindo.

Eu estremeci com o pensamento, mas isso passou despercebido por ambos felizmente.

– Bom pelo menos ela está se divertindo. É melhor do que ter que lidar com o anão do mal. – ele disse apontando em minha direção.

Eu tomei uma respiração profunda para me acalmar, em vão. Eu estava com muita raiva e o senhor Weasley não teve tempo para assimilar o que aconteceu a seguir. Eu tinha pulado em direção a Weasley e com o impulso ele tinha caído no chão. Eu puxava seus cabelos e dava tapas em seu rosto.

Uau! Eu não sabia que um garoto podia gritar como esse. Ele balançava o corpo para se livrar de meu aperto, mas isso só me fez agarrar seu cabelo com mais afinco. Eu senti um par de braços tentarem me puxar.

– Larga ele Snape! – gritou Potter.

Não mesmo!

– Me larga. Socorro! – dizia Weasley em desespero. E então eu o mordi. Ele praticamente pulou e finalmente Potter conseguiu me tirar de cima de Weasley.

Ele me segurava afastado de seu corpo enquanto eu continuava a chutar sem, no entanto alcançar meu objetivo.

– Por Merlin! Isso foi hilário. – Potter disse rindo.

– Você enlouqueceu? Snape tentou me comer. – Weasley diz indignado esfregando a marca de mordida em seu braço.

– Você devia ter visto... Ele praticamente rosnou... – Mais risadas. – Foi hilário.

– Você só pode estar de brincadeira comigo. Eu não posso esperar para que ele possa voltar ao normal e então ele não poderá me atacar. – ele disse furioso olhando para mim.

Ah as alegrias de ser criança... Eu não poderia ser julgado por atacar um aluno... Isso significa que eu devia aproveitar enquanto eu posso. Eu sorri maldoso o que só o fez estreitar seus olhos em mim.

Potter apenas riu mais e me colocou no chão. Sua risada começou a soar estridente e sem folego.

– Ele é uma pestinha, pior do que ele era quando um bastão gorduroso.

Que foi a coisa errada a se dizer. Eu corri em sua direção e ele arregalou os olhos e passou a correr em volta do sofá para que eu não o pegasse que só fez Potter ri ainda mais.

– Eu desisto. Desculpe-me. Eu não queria dizer isso. – ele disse sem folego, correndo olhando vez ou outra para trás.

E eu deixei pra lá e me sentei no sofá, eu já tinha ficado cansado de persegui-lo. Levou um momento para que todos se acalmassem, principalmente Potter que parecia achar a cena a sua frente muito engraçada.

– Essa tem que ser a coisa mais engraçada que eu já vi! – exclamou Potter. — Eu amo Snape criança.

Muito lisonjeiro de sua parte.

– ENGRAÇADO? OLHA PRA ISSO. – Weasley disse mostrando a marca de mordida de seu braço. E Potter deixou escapar mais uma risadinha.

– Desculpe-me Ron, eu sinto muito. – ele disse por entre as respirações.

– Vá em frente Harry. Ri. – ele disse se jogando no sofá ao meu lado. – espere até o monstrinho se voltar contra você. – ele disse antes de olhar para mim em horror absoluto. – Eu não quis dizer isso.

Tenha medo. Muito medo.

Nesse momento Hermione entra no quarto e Ron salta em sua direção.

– Mione, o pequeno Snape é um babaca. Ele me mordeu. – o pivete teve a coragem de choramingar.

Eu vejo Hermione olhar a marca horrorizada antes de olhar para mim.

Fodeu.

– Oh meu Deus! – ela disse horrorizada antes de voltar seu olhar a seu amigo ruivo. – O que foi que você fez para provoca-lo?

???

– O que? Eu não fiz nada. – Ron responde em descrença.

– Mas é claro que você fez algo. – ela disse com uma carranca cruzando os braços.

Eu sou o mestre!

– Bem, eu não fiz... Quer dizer... Eu o chamei de semente de satanás e-e... –gaguejou Weasley diante do olhar raivoso da menina a sua frente.

– Ron! – repreendeu Hermione. – Ele está no corpo de um menino de dois anos o que você esperava?

Weasley arregalou seus olhos com medo da menina furiosa. Eu quase podia sentir meu sorriso deslizar pela minha face.

– Você acha que é certo falar esse tipo de coisa para uma criança? – Hermione questionou.

– Ele me mordeu. – Weasley choramingou novamente mostrando a marca avermelhada em seu braço.

Então é assim que ele quer jogar... Vamos se ele pode vencer isso.

– Ele estava tirando sarro de mim. –eu gritei com uma voz infantil com olhos amplos forçando meu lábio inferior a tremer, lágrimas vieram a meus olhos. Eu quase estraguei o efeito ao ver a expressão de peixe fora d´água de Potter e Weasley e a expressão chocada da senhorita Granger, eu quase caio na gargalhada. Quase.

– Ron! Como pode? Ele é apenas uma criança. – Hermione diz me pegando no colo e afagando minha cabeça em consolo. – Oh! Não chore! Desculpe-me por deixa-lo com eles. – ela murmurava passando a mão em meus cabelos. E sem que ela visse eu mostro o meu dedo do meio para o senhor Weasley que se recobra do choque e passa a me olhar irritado, enquanto Potter cai na risada novamente.

– O que? Ele está fingindo. – Ronald Weasley argumentou e eu começo a choramingar, colocando meu dedo em meus lábios e chupa-lo.

– Pare com isso. Você está chateando ele. Ele tem sentimentos, você não deveria insultá-lo. – Hermione repreende Ron que a olha incrédulo.

– Mione! Ele está fingindo.

– Ronald Weasley, ele é uma criança, só tem dois anos, você deveria dar o exemplo.

– Ele é o professor Snape. Ele não é uma criança, só se parece com uma. – ele volta a argumentar.

– Você devia ser mais sensível a seus sentimentos. – ela diz prosaicamente.

– Você não está enganando ninguém. – Ele diz categoricamente cruzando seus braços no peito me olhando irritado.

Você perdeu Weasley. Desista. Eu sou o mestre. Eu penso em triunfo.

Pov Hermione.

Eu estava muito irritada com o comportamento de Weasley. Como ele podia ser tão imaturo. Uma criança não deveria ser insultada. Em minha raiva me passa despercebido Harry que tinha as mãos na boca para conter seu riso.

Nesse momento Severo leva seu dedo à boca e passa a chupá-lo e eu me vejo apertando-o junto a mim como se assim eu pudesse protegê-lo.

– Você devia ser mais sensível a seus sentimentos. – eu digo prosaicamente voltando meu olhar para Ron.

Ron olhou em direção a Snape e estreitou os olhos em irritação.

– Você não está enganando ninguém. – Ele diz categoricamente cruzando seus braços no peito.

– Snape tem você enrolada em seus dedinhos. – Harry diz para mim.

– Não, ele não tem. Eu só acho que ele precisa de amor e cuidados. É só.

– Hermione esse é Snape. – Ron continuou em descrença. – Estamos falando do morceg...

– Nem mais uma palavra Ronald Weasley. Acho melhor você voltar para seu quarto se você não consegue ser agradável.

– Ok, você venceu. – ele diz olhando o menino em meus braços.

– Hermione você deveria está aqui para ver o aconteceu. Foi hilário. Snape derrubou Ron e Ron passou a gritar que nem uma menina. – Harry diz rindo.

– Muito hilário HA HA HA. – resmungou Ron voltando a sentar no sofá. – Ainda bem que é você a tomar conta dele.

– Ele não pode ser tão ruim. – eu digo rindo da expressão de alivio de Ron já esquecida de minha raiva anterior.

– Mione, ele não é ruim, ele é pior. Eu juro que ele é filho do próprio diabo. – dramatizou Ron.

– Ele não tem me dado muito trabalho. – eu tento argumentar, mesmo que isso não fosse inteiramente verdade.

– Sim, bem... Talvez ele tenha tesão por você. – ele bufa, antes de sorrir amplamente. – ele está corado. Então é verdade. Ele tem uma coisa por você. – ele ri.

Eu olho para o menino em meus braços que apenas olha em direção ao chão, mas mesmo eu posso ver seu rosto corado.

Será?

– Não, ele não tem. Ele não se sente assim... Ele não me vê dessa forma. – eu digo incerta. — Ele apenas não gosta de ser envergonhado. – eu digo mais confiante.

Seria possível? Seria possível que o professor de poções tivesse sentimentos por mim além de atração física?

Ginny e Luna parecem achar que sim. Ao sair do quarto ao me dar conta que meu professor de poções além de ter uma mente adulta iria está falando novamente a qualquer minuto eu me apavorei e foi só depois de conversar com Ginny e Luna que eu vi que seria minha chance de fazer o professor me conhecer melhor... Talvez ele mudasse de idéia e finalmente se casasse comigo... Parecia estar funcionando com Draco... Luna parecia apaixonada pelo garotinho loiro... Não seria difícil convence-la a se casar com ele depois disso... Mas será que eu posso esperar isso?

Depois de algumas palavras de despedidas eu volto a me encontrar com Severo, sozinha. Eu já o tinha colocado no chão e ele apenas tinha ido para o sofá se sentar.

Eu me sentia exausta.

– É hora de ir para cama. – eu digo suavemente.

Ele apenas me olhou e voltou ao livro em sua mão. Bufei. Eu ando até onde ele está e tiro o livro de suas mãos. Ele me olha irritado. Minha paciência estava se desgastando rapidamente.

– É hora de ir para cama. – eu volto a dizer uniformemente.

– Não.

– Você vai fazer o que eu mandar fazer ou vai se arrepender.

– Não, eu sou o PROFESSOR! – Ele gritou com sua voz infantil.

Minha paciência acabou.

– PRA CAMA AGORA. – Eu gritei, ele arregalou os olhos em choque e medo.

– ok. – ele disse se levantando. – você é muito chata... – aquilo magoou. Não deveria, mas... – D-desculpe!

Eu olho para ele surpresa. Ele me pediu desculpas?

– Tá tudo bem. Acho que ambos estamos desgastados com os acontecimentos do dia. Está pronto para a cama?

– Não.

– Você consegue sér um grande pirralho, sabia? – eu digo irritada e me arrependo rapidamente ao notar seus olhos lacrimejantes e seu lábio inferior tremer.

– Eu não sou um pirralho. – ele diz com uma voz magoada e infantil.

Oh isso era minha culpa. Eu não devia insultá-lo.

– Oh me desculpe. – eu digo horrorizada o pegando em meu colo. – Eu não quis dizer isso. Estou tão frustrada com tudo... Perdoe-me. Por favor, não chore. – eu digo apertando ele contra meu peito, afagando seus cabelos. Sem me dar conta do sorriso adornando o rosto de meu pequeno professor de poções.

Eu me deitei na cama com ele acima de meu corpo e eu fui fazendo círculos em suas costas até que eu ouvi-lo ressonar tranquilo indicando que ele havia dormido. Eu me viro de lado, ajeitando seu corpo ao meu lado e nos cubro com a manta, ajeitando minha cabeça no travesseiro e caindo facilmente em sono profundo.



Notas finais
Curtiram? Espero que sim... Devo dizer que por mais que Severo tenha uma mente de adulto ele se encontra no momento em um corpo de uma criança de dois anos e com isso ele vai ter muitos impulsos próprios de crianças de sua idade e aliado com sua mente de adulto bem... Vai dar muita confusão rsrsrsrsrrsrs
Antes que me perguntem...
Ele irá falar mais, visto que ele já está se adaptando ao seu novo corpo e poderá se expressar mais eloquentemente, ok?
Vamos ter cenas de ciúmes de um menino de dois anos.... Só avisando rsrsrsrsrsrs
ps: Eu não tenho certeza, mas eu acho que o próximo capítulo será o ultimo com Snape criança a não ser que vocês queiram mais dele assim... Deixe me saber.
Reviews? Recomendações? Vocês já sabem o que fazer... Beijos e até o próximo capítulo.