A Lei Do Casamento.

22 Bônus Draco e Luna 2/3


Notas iniciais
Oi lindas!
Segue mais um capítulo...
Capítulo betado por: milaims... I ♥ You!
Ah e antes que eu me esqueça esse simbolo **** significa espaço de tempo, ok?
Agora vamos a história...

Pov Draco.

No momento eu me considerava uma vitima das circunstâncias, com uma ênfase especial sobre a palavra “vitima”.

Eu poderia contar, pelo menos uma dúzia de vezes, em que fui forçado a fazer algo que eu realmente não queria. Eu podia contar mais de um punhado de vezes que eu fui colocado em perigo por forças que estavam além do meu controle (ou muito incomodado, o que poderia ser ruim também, nas melhores das circunstancias). Houve cerca de mil vezes em que eu me encontrei no lugar errado, na hora errada.

Em algumas circunstâncias especiais teve a distinção de ser o resultado de todos os três.

Mas se alguém tivesse me dito que eu iria ser transformado em uma criança, praticamente um bebê e que Luna Lovegood iria tomar conta de mim, eu teria rido.

Mas aqui estava eu. E aqui estava ela.

Luna me levou para seu quarto após ter ficado decidido pela diretora da escola que eu ficaria aos seus cuidados. Confesso que em um primeiro momento eu estava chocado demais para processar essa informação para demonstrar algum tipo de reação. Minha mente se encontrava dispersa e incapaz de se concentrar além da mão de Luna acariciando meus cabelos. Não culpe um menino por querer a atenção da menina que ama.

Luna seria minha esposa. Eu estava resoluto disso. E quando eu queria alguma coisa eu a perseguia até possui-la. Provavelmente uma característica herdada pelo lado materno, que perseguia com obsessão aquilo que queria tal como minha tia Bellatrix tinha seguido o senhor do escuro. Ninguém poderia dizer que Draco Malfoy não foi persistente. Afinal eu havia tentado Potter por mais de cinco anos a entrar em apuros ou ser expulso, não que eu tenha sido bem sucedido em tudo, mas que não era o ponto. Não seria um incidente em uma aula de poções que colocaria meus planos para baixo. Eu ainda poderia ter o que eu queria. E eu queria Luna.

Eu só precisava fazê-la entender isso. Pena que eu não conseguia emitir nenhum som coerente além dos balbucios próprios de bebê.

Maldito Longbottom! Eu vou mata-lo quando eu voltar ao normal!

Eu olhei para a garota loira a minha frente que no momento lutava uma batalha perdida.

- Vamos Draco, coma suas cenouras. – ela pediu pela quinta vez consecutiva nos últimos dois minutos segurando bravamente uma colher próxima aos meus lábios.

Eu olhei o alimento em protesto. Eu odeio cenouras!

- Não! – eu retruquei me contorcendo na cadeira, tentando ficar o mais longe possível do alimento ofensivo.

- Oh Pansy! Ele disse sua primeira palavra. – vibrou Luna contente.

Pansy que estava debruçada em algum livro – que eu espero fervorosamente que seja para me ajudar a voltar ao normal – voltou sua atenção a nós.

- E o que foi que ele disse? Ele disse meu nome?

Eu revirei meus olhos mentalmente em sua pergunta.

- Não. – respondeu Luna.

- Então o que foi que ele disse?

- Não.

- Me conta.

- Não.

- Por favor.

- Não. Ele disse não. – Luna disse franzindo a testa.

- Oh! — disse Pansy em realização. — Bom menino. – ela disse acariciando meus cabelos no qual eu lhe dei um tapa para afastar suas mãos de mim. O que era eu agora? Um cachorro?

- Acho melhor coloca-lo para dormir. – disse Luna apaziguando meu olhar de raiva dirigido a Pansy.

Pansy percebendo a dica se despediu e disse que voltaria no dia seguinte.

Luna me preparou para dormir e acariciava meus cabelos afastando lentamente minha frustração de não conseguir dizer nada além da palavra “não” de forma compreensiva.

A noite estava relativamente calma. Luna contava para mim sobre as criaturas que ela jurava que existia e eu apenas olhava para ela divertido o que fazia com que ela contasse de forma ainda mais apaixonada, como se assim fosse me convencer que eles existiam.

Eu não me importava em tudo. Eu me sentia feliz em vê-la tão alegre e seus contos eram sempre divertido. Eu comecei a fechar meus olhos deixando me levar para o sono e os abri imediatamente quando a porta se abriu em um rompante por uma menina de cabelo espesso.

- Hermione o que eu posso fazer por você? – perguntou Luna suavemente.

- Você sabia que eles continuam tendo sua mente de adulto, mesmo que eles tenham sido transformados em uma criança? – ela perguntou um pouco histérica. – Por que eu não pensei sobre isso? Quer dizer, isso era uma possibilidade, mas eu... Argh! – ela continuou como se quisesse puxar os próprios cabelos. Transfigurando uma cadeira próxima de Luna ela se sentou enterrando a cabeça em suas mãos. – O que foi que eu fiz? Eu não sei se posso fazer isso. Ele vai me odiar ainda mais depois disso... Como se não bastasse o que eu fiz para ele em sala de aula.

De quem... Ou melhor, do que ela estava falando? Era obvio que ela falava de Snape, mas o que ela havia feito para ficar nesse estado, ou a pergunta certa seria o que ele havia feito? Agora eu me encontrava totalmente desperto de curiosidade.

- Vai dar tudo certo Hermione. Não importa o que aconteça às coisas irão se encaixar e tudo vai ficar bem. – disse Luna de forma tranquilizadora.

- Acha mesmo?

Luna deu um sorriso estonteante.

- Eu acho.

Granger deu um sorriso incerto e respirou profundamente e pareceu se acalmar. O silencio se estendeu.

- O que você fez na sala de aula para que o professor Snape a odiasse? – perguntou Luna confusa e curiosa. – Ele pode ser bem... Difícil, mas suas poções sempre são bem executadas e sem falhas, Hermione.

Eu olhei para Hermione, muito ansioso, esperando sua resposta e muito curioso ao notar seu rosto ficar corado. Ela respirou profundamente, como se assim ganhasse coragem. Seja o que for não pode ser ruim, pode?

- Eu fiz sexo oral com ele. – ela murmurou baixinho.

Ela disse o que eu acho que ela disse? E então em um estado de estupor eu a ouvi contar sobre sua façanha em sala de aula... Em como ela havia ficado com os cabelos preso em seu zíper e... Argh! Eu posso sentir a mordaça se fazer em minha boca. Eu poderia viver sem ter essas imagens em minha cabeça, muito obrigado. Quando eu voltar a minha forma real eu tinha que descobrir algum feitiço de memória e lavar meu cérebro com lixívia.

- Como foi? – perguntou Luna depois de escutar Hermione contar sua façanha. Eu não preciso escutar isso. Eu não preciso escutar isso. Eu limpei minha garganta chamando a atenção para mim. Luna me olhava confusa, enquanto que Hermione me olhava com horror absoluto como se só agora se desse conta de minha presença.

- Luna será que você poderia me emprestar o novo folheto do Pasquim?

- Claro, me dê um minuto.

Eu vejo Luna se levantar e ir até o sofá a poucos metros de distancia da mesa, antes de voltar minha atenção para Granger.

- Você não vai contar isso a ninguém. – ela disse ferozmente.

É claro que eu não iria contar para ninguém. Estamos falando de meu padrinho e eu não gostaria que ele fosse exposto de tal forma. Eu sabia que Severo tinha um bom coração, mesmo que, como o boato afirmava, ele geralmente mantidos em algum lugar em um frasco, na prateleira de cima de seu laboratório entre os olhos de aranha e as escamas de dragão, entre outros ingredientes.

Eu sorri e arqueei a sobrancelha. Eu não iria contar, mas isso não significa que eu não iria desfrutar de deixa-la desconfortável.

- Argh! – ela gemeu. – Se você contar alguma coisa, eu vou fazer sua vida um inferno.

Eu inclinei a cabeça de lado, olhando de forma presunçosa e especulativa em sua direção. Ah vamos lá Granger, seja mais criativa. E para meu choque e horror ela sussurrou um feitiço e eu me encontrei com minha calça molhada.

- Aqui está Hermione. – Luna disse entregando o folheto na mão da amiga.

- Obrigada Luna! – ela sorriu docemente. – Talvez seja melhor você considerar colocar uma fralda em Draco.

O que?

- Oh! – disse Luna olhando para mim em surpresa. – Talvez você esteja certa.

Granger!

*********

Eu olhei para meu corpo diminuto e bufei em irritação.

Por que isso tinha que acontecer comigo? Por que isso não acontece com o idiota do menino dourado? (leia-se Harry Potter).

Luna se sentou ao meu lado, na cama, e passou a retirar os livros de sua bolsa escolar, enquanto eu estava cada vez mais frustrado com minha situação.

Por que essas coisas acontecem comigo?

Eu olhei a menina loira que se encontrava concentrada em mais uma edição do Pasquim.

Eu estava aborrecido. Graças a Longbottom meus planos em pedir Luna em casamento haviam sido na melhor das hipóteses adiado. Eu não poderia pedi-la em casamento preso em um corpo de uma criança de dois anos.Eu poderia?

Eu olhei distraidamente um dos livros que Luna havia colocado em cima do sofá. O peguei em minhas mãos. Humm. Criaturas mágicas e seus efeitos.

Hun??

Acho que eu não li esse. Fiz menção para abrir e uma mão delicada pousou em cima da capa dura. Olhei para cima.

- Acho que isso não é uma leitura apropriada para sua idade. – ela disse suavemente.

O que? Eu fui transformado em uma criança, não significa que eu seja uma criança. Apertei o livro contra meu corpo quando Luna fez menção de tirá-lo de mim.

- Não. – eu digo contrariado.

Ela apenas me olhou e estendeu a mão como se esperasse que eu o entregasse de boa vontade.

- Não. – eu digo segurando mais firmemente o livro em minhas mãos. – Meu.

Ela olhou para mim e cruzou seus braços.

- Isso não é seu.

- Meu. – eu teimei.

- Então eu quero o recibo.

Eu olhei para ela espantado. Recibo? Que recibo?

- Se esse livro é seu, você provavelmente comprou, então eu quero ver o recibo. Ou talvez... – ela se inclinou para frente e passou a olhar para o livro. – Não, eu não vejo seu nome em nenhum lugar.

Eu abri a boca e a fechei novamente, sem produzir nenhum som. Eu não sabia se ela estava falando sério ou se simplesmente estava tirando sarro da minha cara.

Eu não gosto que tirem sarro de mim.

Resolvi ignorar sua presença e fiquei de costa para ela, com livro ainda preso em minhas mãos.

De repente eu ouço um tapa.

Eu ignorei.

Outro tapa.

Eu bufei, mas continuei ignorando ela.

Outro tapa.

Nesse momento minha curiosidade foi maior e eu olhei para ela que a essa altura já batia palmas.

- O que está fazendo? – tão concentrado no que ela fazia que nem me passou pela cabeça que eu já conseguia falar livremente.

- Espantando nargles. – ela respondeu batendo palmas ainda mais alto.

Ok, foi além das minhas forças. Eu ri. Tentei esconder em uma tosse, mas falhei miseravelmente.

- O que são nargles?

- Oh! Nargles são criaturas bem pequenas que pousam em sua cabeça e mudam de forma e de cor conforme seu humor. Eles podem fazê-lo doente se você não tomar os devidos cuidados. – ela explicou como se a resposta fosse obvia.

- Eu não vejo nenhum nargle em sua cabeça. – eu aponto.

- É porque nargles não podem ser vistos.

Espera! Algo nessa declaração não se encaixa.

- Mas como você sabe que eles mudam de cor se eles são invisíveis? – eu pergunto curioso.

- Por que eles não podem ser visto com os olhos, somente com o coração.

Eu senti que um ataque de riso começava a se formar, mas eu lutei para controla-lo. Luna me olhava um pouco decepcionada.

- Você não acredita em mim. – eu queria negar e tirar o olhar decepcionado de seus olhos, mas eu não mentiria para ela. — Há coisas que os olhos não veem, mas isso não significa que não está lá. – ela disse com um brilho peculiar em seus olhos.

Eu pensei sobre isso. Humm. Eu não vejo o calor, mas eu posso senti-lo. Talvez o fato de eu não poder ver uma coisa não significa que Luna não poderia.

- Você é tão bonitinho. – disse Luna suavemente acariciando minha bochecha.

Para minha mortificação eu corei com o elogio simples.

Eu não era bonitinho, eu era lindo e gostava de escutar isso das outras pessoas. Não tanto ultimamente, embora. Eu tinha que admitir que as bajulações estavam se tornando chatos e cansativas.

O fato de eu sentir meu corpo aquecido somente com “você é bonitinho” era um pouco triste. E então ela beijou minha testa e eu esqueci sobre minha tristeza anterior.

****************

Escutei Luna cantando uma melodia suave enquanto ela se arrumava para ir para o passeio programado com seus amigos. Eu escutei ela divagar sobre dar alguma coisa para Longbottom e cumprir alguma promessa feita a ele. Nenhuma palavra com algum sentido real do que ela se referia. Eu olhei para o copo de suco de abobora em minhas mãos distraído com meus pensamentos de vingança.

Ah eu queria dar uma coisa a Longbottom. Eu queria azarar ele até a próxima geração. Por sua culpa eu me encontrava nessa situação. Eu só espero que os efeitos passem depressa para que eu possa amaldiçoa-lo.

Pena que eu não posso machuca-lo de forma significativa. Luna ficaria chateada se eu o fizesse. Eu sabia que ela considerava Longbottom como seu melhor amigo. Balancei a cabeça banindo tais pensamentos, por agora, e me concentro no que eu estou fazendo.

Eu estava sentado bebendo um copo de suco de abobora folheando o livro sobre criaturas mágicas, quando sinto algo duro colidir com minha cabeça. Isso fez com que eu derrubasse todo o suco em minha calça. Minha raiva subindo lentamente eu me viro para encarar ninguém menos que Luna Lovegood segurando um livro em suas mãos.

- Qual é o seu problema? – eu gritei.

Minha raiva é claro não intimidou Luna, que me olhava com seus olhos sonhadores e imperturbáveis.

- Havia nargles em seu cabelo. Você deve ter cuidado. Eles são bem pequenos, mas podem fazer grandes estragos. – ela explicou como se o que ela dizia fizesse todo o sentido, o que para ela provavelmente fazia. – Aqui, você deve usar isso, ele vai te proteger. – ela deslizou um colar em meu pescoço. Um colar muito familiar, feito de tampinhas de garrafa.

Franzi a testa me perguntando o motivo de considerar pedir Luna para ser minha esposa e então ela se inclinou em minha direção e me deu um beijo em minha bochecha. Eu olhei para cima e Luna me olhava com seus incríveis olhos azuis e tudo que eu pensei foi que ela tinha uma voz bonita...

Fiquei tão perdido em meus pensamentos que não me dei conta que Luna havia me pego no colo e saia para o corredor, sendo apenas desperto ao ouvir Potter conversar com Longbottom que se encontrava em seu colo. Eu olhei para o menino friamente tendo o prazer de vê-lo estremecer no colo de Potter.

Granger chegou momentos depois com meu padrinho em seu colo e pelo olhar que ele deu a Longbottom eu sabia que talvez eu sequer teria a chance de chegar a Longbottom primeiro. Pena.

Minha atenção voltou quando escutei Potter emitir um grito e ri ao me dar conta de que Longbottom havia feito xixi no menino de ouro.

– Eu não entendo. – comentou Luna. – Harry, acho que você não colocou a fralda do jeito certo. Devemos ficar mais atento.

Eu podia sentir minhas bochechas esquentarem em mortificação enquanto eles me olhavam em choque.

- O que? – perguntou Luna confusa e de forma inocente.

Eu te odeio Granger! – eu pensei furiosamente olhando a menina de cabelo espesso.

************

- Luna? – eu chamei pela segunda vez. O que é que ela tinha?

Fazia alguns minutos que ela se encontrava segurando um saquinho com alguns bombons perdida em seus pensamentos.

- Oh! – ela exclamou com se tivesse uma epifania. – Eu tenho que ir.

Ir? Para onde?

- Eu tenho que entregar a Hermione os bombons. Eu prometi que compraria para ela já que ela não iria ao passeio.

- Mas Luna... – eu comecei, mas ela já se encontrava longe do quarto.

Pergunto-me em que momento ela vai se dar conta que Hermione havia ido ao passeio... ela podia se tão esquecida as vezes.

Humm.

Por que eu sinto meu corpo aquecido? Argh! Minha pele parece pegar fogo e... Coça.

E no momento seguinte eu me encontrava de volta ao meu normal.

Pelas saias de Morgana! Pelo menos eu fui salvo desse embaraço de ter Luna aqui para testemunhar minha nudez. Não que eu não queira que ela me veja nu em um futuro próximo. Eu sorri com o pensamento.

Eu caminhei até o criado mudo e retirei minha varinha que eu tinha visto Luna guardar no primeiro dia, transfigurei algumas roupas para mim e me sentei a espera da futura senhora Malfoy.


Notas finais
Espero que tenham gostado. Como dá para notar haverá mais um capítulo bônus de Draco e Luna, sendo que esse haverá um pov da Luna também...
Próximo capítulo... Severo e Hermione.
Reviews? Recomendações? Ambas são bem vindas!
Desculpe não dizer mais, mas estou com o tempo bem curto...
Beijos. ♥
Josi.
milaims: Eu não sei qual criança é mais malcriada...
Não, Severo com certeza ganha essa.
Estou super ansiosa para saber o que todos esses bebês revoltados irão fazer ao pobre do Nevil. Que Merlim o proteja!