-JULIETA! – Romeo gritava, ainda em estado de choque, olhando o frasco de veneno ao lado do túmulo de sua amada. – JULIETA!

Romeo encarou o frasco com raiva, abriu-o e antes de toma-lo, disse:

-Aqui, fixar quero meu eterno repouso
E desta carne laça do mundo sacudir as estrelas funestas.
Olhos, vede mais uma vez, braços, permiti-vos um último abraço, e lábios, vós que sois a porta do hálito, com um beijo legítimo selai este contrato com a morte exorbitante.

A beijou e levou o veneno a boca, tomando o que havia restado. O veneno o havia matado, tamanha quantidade de veneno não poderia deixar um humano vivo.

Julieta acordou, após algumas horas, e ao olhar o corpo de seu amado, desabou em lágrimas.

-Romeo, olhe o quão egoísta és! Tomaste todo o frasco, sem deixar ao menos uma gota para irmos ao paraíso juntos, Romeu!

Julieta o observava sem sequer secar as lágrimas que teimavam em cair, pegou a espada que estava junto ao amado e com um movimento rápido, levou a espada ao peito, a matando, e caindo ao lado de seu amado.


Notas finais
Sei que tá pequeno...