A Latere
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Shikamaru POV
Todas as vezes que eu ouvi falar sobre deuses gregos e heróis na infância, achava aquilo problemático. Meus colegas diziam que deveria ser muito legal ter os poderes, e eu pensava na quantidade de problemas que deveriam perseguir a pessoa, como os problemas que me perseguiam.
Eu me identificava com eles, com sua falta de sorte, querer levar uma vida normal e sempre ter algo para perturbar a paz e ser perseguido constantemente por uma alcunha que não queria.
Eu não entendia porque eu me compadecia tanto dessas histórias. Até que um dia, quando eu estava para completar doze anos, meu pai não conseguiu mais esconder a verdade sobre minha verdadeira mãe.
E descobri que as histórias de deuses realmente existiam. Que eles realmente vinham a terra e faziam filhos com mortais. Descobri que eu era um semideus, um famigerado herói. Minha mãe verdadeira não tinha morrido num acidente de carro assim que eu nasci: Ela era a deusa grega da sabedoria e da guerra justa.
Então aprendi que meus problemas na escola eram culpa da minha déficit de atenção e hiperatividade, também do meu QI acima da média e do meu sangue olimpiano, que era tipo um radar para os monstros mitológicos mais estranhos que se disfarçavam na escola de valentões e diretores do mal. Tudo isso era fichinha perto do que eu ia encontrar depois de conhecer o Acampamento Meio-sangue. Um acampamento de verão (e morada permanente, as vezes) para pessoas como eu: meio-sangues ou semideuses, prole de deus, herói, como preferir.
Onde eu estava nesse exato momento, sentado à mesa de jantar e escutando os alarmes soando avisando que haviam monstros na barreira.
Naruto passou por mim quase voando, já com uma espada e um escudo em mãos, enquanto Sakura seguia com seus irmãos, os filhos de Apolo, para a área destinada aos armamentos. Meus meios-irmãos também se agitavam, Chouji ajudava uma menina um pouco mais velha, filha de Demeter, que levava os campistas mais novos para um local seguro. Eu levantei meio infeliz para me armar e seguir para os limites do acampamento, juntos com os outros campistas veteranos, mas sempre achava lutar contra monstros problemático.
Havia uma barreira mágica em volta do acampamento que impedia as criaturas mitológicas de nos matar e os meros mortais de encontrá-lo, desde que foi criado. Essa barreira havia sido reforçada a muitos e muitos anos atrás, quando uma campista deu a vida por seus amigos, criando um sacrifico de sangue, muito poderoso, aos deuses. Ser um meio-sangue era ter que lidar com isso o tempo todo e, para isso, nascíamos com instintos próprios para batalha. O que muitos psicólogos decretavam como hiperatividade, era nosso instinto básico de batalha, que fazia-nos prestar atenção em tudo e não conseguir ficar quieto por muito tempo, o que, se tratando de um semideus, podia resultar em morte. Nosso cheiro atraia as criaturas mitológicas mais bizarras e saber se defender deles era o que aprendíamos no Acampamento.
—Malditos romanos! – escutei alguém no meio da confusão praguejar enquanto corríamos para as barreiras.
Suspirei, uma parte concordava com aquilo, a mais racional julgava se era correto chegar em conclusões tão precipitadas. A história era antiga, assim como nossos pais olimpianos, e começara quando o Império Romano surgiu e conquistou a parte correspondente a Grécia. Os deuses, como criaturas adaptáveis que –quase – sempre são, acabaram sendo influenciados por essa mudança na civilização ocidental e assumiram personificações mais romanizadas, voltados para a guerra e a conquista e adotando os novos nomes que os romanos deram a eles, assim como as outras criaturas e monstros. Tudo estaria bem, se a civilização ocidental não oscilasse de tempos em tempos, fazendo-os ter esse problema que muitos chamavam de dupla personalidade.
Mas o principal de toda história era que os filhos dos deuses em suas personificações gregas e romanas nunca se deram. Havia uma rixa passada de geração a geração que faziam entrar em conflito que as vezes envolviam os mortais. Chegou um momento que os deuses resolveram intervir –o que não era normal, eles eram pais relapsos na maioria das vezes, com um tal de juramento de não interferir na vida dos filhos –e separaram, em definitivo, os dois grupos, causando um aprofundamento na nevoa –uma espécie de magia que ocultava os monstros e muitas outras coisas dos olhos mortais, e as vezes, com isso, dos próprios semideuses- que fez esquecermos a existência um dos outros.
Porém, a mais ou menos cem anos atrás, os semideuses Tsunade Senju, filha do Deus do sol, da música e das profecias, Apolo. Orochimaru, filho da Deusa da magia, Hecate. E Jiraya, filho do Deus mensageiros, Hermes. Tiveram que enfrentar nossa inerente tataravó Gaia, em uma guerra que durou cem dias e cem noites. Envolveu os semideuses romanos, lutando lado a lado conosco, os gregos, e destruindo totalmente a nevoa que separava as memórias e ocultava as existências uns dos outros.
— Caramba, aquilo são quimeras? –escutei a voz de Sakura ao meu lado, arco na mão e uma aljava nas costas. – No plural?
Olhei para o que era a delimitação da barreira magica que existia ao redor do acampamento e encontrei alguns amigos já lutando com duas criaturas gigantescas com cabeça de leão, corpo de cabra e rabo de cobra.
— Ah, cara... Que problemático! – exclamei.
Enquanto Kakashi, um dos nossos professores, liderava o grupo que distraia as feras, eu e alguns de meus irmãos começamos a traçar o plano. Aquilo estava ficando tão corriqueiro que nós já tínhamos tudo mais ou menor organizado em nossas cabeças, antes mesmo de termos a eminência do combate. Repassamos o plano a frente e torcemos para dar certo, mesmo eu sabendo que o percentual de falha era de 14,33%. Não havia tempo para elaborar algo com menor possibilidade de falha, e eu confiava em meus companheiros o suficiente para entregar um plano assim.
Ao fim de tudo, suspirei em alivio. Nós tínhamos conseguido derrotar os monstros sem muito mais do que alguns campistas escoriados. Não havia um único ferido grave e isso me fez pensar que estávamos evoluindo mesmo nessa coisa de proteger o acampamento sem a barreira mágica. A treta por trás de tudo isso havia acontecido no início do verão passado. Apesar de terem lutado lado a lado no passado, a rixa existente entre os semideuses gregos e romanos ainda existia. Apesar de nossa diretora do Acampamento ainda ser Tsunade, e não comentem sobre a idade dela, ela pode ser imortal pela benção dos deuses, mas se incomoda muito quando insinuam que ela tem mais de cem anos, e ela ainda tem contato com o líder do acampamento Júpiter, os campistas e criaturas místicas das diferentes origens ainda se estanhavam.
Então, no verão passado, um irmão do lado olimpiano de Tsunade e um campista do Acampamento Júpiter, acabaram se esbarrando enquanto enfrentavam um cão infernal próximo a Nova York, e, segundo nosso colega de acampamento, os dois uniram forças. Porém, o romano padeceu na luta. Kabuto morava desde criança no Acampamento Meio-Sangue e trouxe o corpo do garoto com ele. Tsunade teve que comunicar o líder do Acampamento Júpiter e ele compareceu juntamente de outros homens e mulheres para buscar o corpo. Houve uma reunião, houveram acusações de ambos os lados sem nenhuma conclusão definitiva e os romanos foram “convidados a se retirar”.
Desde então, nossa barreira magica enfraqueceu. E nada tira da cabeça da maioria dos campistas que isso tem a ver com a visita dos romanos.
Temari POV
— Dois ataques em nossa fronteira em duas semanas! – meu pai, o pretor do Acampamento Júpiter, reclamava enquanto andava de um lado para o outro na sala da principia, num claro sinal de nervosismo. – A frequência está aumentando e eu ainda não consegui descobrir o que aqueles greacus estão fazendo!
— Querido. – meu olhar se voltou para minha mãe, a pretora do acampamento, que estava sentada em sua devida cadeira. – Não podemos assumir que tenham sido os gregos que estão enviando esses monstros...
— Karura, desde a morte do Daimaru, por culpa daquele grego nojento, os ataques ao nosso acampamento vem aumentando gradativamente. Não está na hora de bancar a benevolente. – ele respondeu sério e eu sabia que minha mãe não ficaria quieta.
— Não estou bancando a benevolente! – ela retrucou irritada, eu sei que ela está tão nervosa quanto meu pai por conta dos ataques, porém... – Só estou dizendo que não podemos acusar ninguém sem ter provas concretas.
Antes que eu prossiga com a narrativa da discussão entre meus pais, acho necessário dar algumas explicações.
Eu não sei como funcionam as escolas normais, nunca frequentei uma, mas acredito que você já tenha ouvido falar sobre o Grande Império Romano, que dominou quilômetros e mais quilômetros de território conquistando inclusive a própria Grécia.
Apesar de muitos acreditarem na queda do Império, Lupa, um espirito guardião da Roma Antiga, cuidou para que os semideuses continuassem a serem treinados e dessem continuidade a todas as nossas tradições. Com isso, o Acampamento Júpiter foi fundado para o treinamento dos legionários e, posteriormente, a Cidade de Nova Roma, onde poderiam descansar em paz após a aposentadoria sem se preocuparem com os possíveis ataques de monstros. Com a possibilidade de uma vida tranquila dentro da cidade, muitos semideuses se casaram e tiveram filhos, os quais são chamados legados, o que é o meu caso e de meus irmãos.
Nascemos em Nova Roma, filhos dos dois atuais pretores: Rasa, filho de Belona, e Karura, que vem de uma família tão antiga da cidade que nem sabemos mais qual geração ou quais deuses temos misturados em nossa árvore genealógica. Apesar disso, não somos mais fracos ou mais fortes que a maioria dos semideuses, e, assim como eles, somos recrutados por Lupa, numa idade entre onze e treze anos.
— Acho que a morte do Daimaru por um grego já é prova o suficiente! O rapaz que o matou nem sequer foi expulso do acampamento, não é coincidência demais que, depois disso, temos sido atacados continuamente? – meu pai questionou, e depois se voltou para mim e meu irmão mais novo, Gaara. –Vocês dois são os centuriões da Terceira Coorte, deveriam pensar em alguma estratégia para fortificar nossas barreiras.
— Não acha melhor convocar uma reunião no Senado? – Gaara sugeriu, era completamente injusto nós dois sermos responsáveis sozinhos tendo as outras quatro coortes para ajudar.
—Convocarei o Senado para votarmos nas ideias, não para termos ideias. – Rasa respondeu impassível.
A morte de Daimaru havia sido um grande choque para todo o acampamento. Ele tinha a minha idade, centurião da Segunda Coorte e também um dos legados. Crescemos juntos em Nova Roma e desde novinho ele me seguia declarando seu amor por mim, e claro que eu ignorava, não tinha interesse em relacionamentos amorosos, por enquanto. E então ele recebeu uma missão e foi para Nova York, quando se encontrou com um filho grego de Apolo numa luta contra um cão infernal. Durante a batalha, o graecus acabou o acertando e o matando. Rasa foi notificado e tivemos que ir até a bagunça que eles chamam de Acampamento Meio-Sangue, para recolher o corpo do nosso legionário. Meu pai tentou alegar com a líder do Acampamento, que o filho de Apolo em questão deveria sofrer expulsão, ela contra argumentou dizendo que acreditava nele que havia sido um acidente.
Sendo acidente ou não, no Acampamento Júpiter ele seria obrigado a deixar legião, e, desde então, temos sofrido ataques frequentes de monstros, cada vez mais próximo a nossa fronteira.
— Pretores. – meu irmão do meio, Kankuro, apareceu a porta junto a um jovem rapaz de uns doze anos de idade. –Este é Amagi, ele acabou de chegar depois do recrutamento dos lobos e me ajudou a impedir a invasão de duas quimeras nas nossas fronteiras.
— Quimeras? – Karura perguntou impressionada. –Duas?
— Graecus. – resmungou meu pai, quimeras eram criaturas míticas que ninguém via a séculos, muito menos duas ao mesmo tempo. – Kankuro, leve-o a Sasori e peça-o para ler os augúrios para este garoto.
Kankuro assentiu e rumou com o garoto para o templo de Júpiter, onde Sasori sacrificaria uma de suas marionetes imperfeitas e leria a vontade dos deuses para o garoto ficar ou não conosco.
Sasori é outro legado, provindo de duas das famílias mais antigas de semideuses romanos. Pelo lado materno, a descendência mais predominante é a do deus Vulcano, deus do fogo e dos ferreiros, sua família é especializada em produzir marionetes de defesa do acampamento, bonecos que controlados por fios, conseguem acionar diversas armadilhas. Pelo lado paterno, a ascendência de Apolo predomina, o que lhe presenteou com o dom da profecia.
Todos os potenciais legionários têm que passar por ele para termos certeza que os deuses o aprovam em nosso grupo, para isto, um sacrifício é necessário. Antigamente eram comuns animais, mas Sasori descobriu que marionetes defeituosas serviam bem, então passava metade do dia produzindo marionetes e na outra metade as destruindo.
Eu e Gaara aproveitamos a deixa e seguimos Kankuro e o novato para fora da sala. Tanto eu quanto ele não aguentávamos mais ouvir “vocês são os centuriões da Coorte especialista em estratégia do acampamento” ou “Acredito que quando eu finalmente me aposentar, um de vocês assumirá a pretoria”. Era irritante ser pressionada a fazer algo que não era o meu papel, às vezes eu até invejo Kankuro por ter aberto mão de ser o centurião da nossa Coorte para se especializar na confecção das marionetes de combate.
— Ele está cada vez mais exigente. – reclamou Gaara quando já estávamos longe o suficiente para não ser ouvido. – Existem mais oito centuriões nesse acampamento e ele quer justamente que eu e Temari tenhamos a solução para os problemas dele?
— Vocês sabem minha opinião sobre o assunto. – Kankuro respondeu entediado, sendo seguido de perto por Amagi.
— Não podemos simplesmente sair atacando o Acampamento Meio-Sangue, Kank. – eu retruquei. Por ser considerado covarde ao não aceitar o posto de centurião, meu pai simplesmente ignorava as sugestões do meu irmão do meio, mesmo que ele fosse o melhor de nós três em batalhas. – Causaríamos outra guerra!
— E você não acha que é isso que os gregos querem, Tema? Você conhecia Daimaru melhor do que ninguém, você realmente acha que a morte dele foi um acidente? – Kankuro me olhou de relance antes de voltar a tomar o caminho. Daimaru era um dos nossos melhores guerreiros, parte de mim acreditava que ele não morreria tão fácil. –Eles estão nos provocando, sabem que são mais fracos e querem nos enfraquecer com esses ataques constantes.
—Quem é Daimaru? – o novo rapaz perguntou, e só agora percebi o quanto ele parecia novo e frágil, com o rosto redondo infantil e os cabelos encaracolados de cor castanha.
—Um legionário que perdemos a pouco tempo. – Kankuro explicou, já estávamos na frente do templo de Júpiter, o deus romano dos céus e dos relâmpagos, também fundador do nosso acampamento que leva seu nome. – Gaara, você pode acompanha-lo a partir daqui? Me incomoda ver Sasori sacrificando marionetes de ponta.
— Vejo vocês na inspeção noturna, mais tarde. – nosso irmão caçula respondeu desanimado guiando o menino para dentro do templo.
A legião inteira reunida para a inspeção noturna era uma das coisas mais lindas de ser ver, em minha opinião, se você alguma vez já assistiu uma formatura militar presencialmente, sabe do que eu estou falando. Todos formados vestindo suas cotas de malha, seus elmos e suas lanças, divididos pelas suas Coortes e em posição de sentido, os escudos empilhados diante de cada um. A um passo à frente de cada companhia, encontrava-se seu estandarte, vestido com uma capa de pele de leão e segurando um bastão com o símbolo do agrupamento. Apesar de não gostar de ser destaque em quase nada, Kankuro gostava de segurar o emblema da Terceira, e, um pouco mais adiante, eu e Gaara estávamos formados de modo em que nosso símbolo ficasse visível no espaço entre nós.
—Chamada completa. – Gaara me comunicou, eu assenti com a cabeça. –Terceira, descansar. – ouvi o barulho uníssono dos pés esquerdos encostando no chão ao se separarem dos direitos, os braços que antes colados no corpo, encontravam atrás das costas. –Terceira, sentido. – agora, o barulho uníssono era referente a junção das pernas e os braços emparelhados ao corpo. – Matsuri, polegar também é dedo. – Gaara chamou atenção de uma legionária que estava na primeira fileira, cujo polegar se encontrava separado dos demais dedos de sua mão.
Orgulhosamente, rumei a posição em destaque no centro, onde meus pais, os pretores, encontravam-se de pé, vestidos com seus mantos roxos. Parei frente aos dois e prestei continência.
— Temari Sabaku, apresento a Terceira Coorte pronta. – ambos responderam a continência.
— Coorte apresentada. – meu pai respondeu me liberando para me juntar novamente ao meu agrupamento.
Assim que retornei ao meu lugar, Gaara ordenou que o grupo voltasse a posição de descansar e logo os cochichos começaram, era impossível manter um grupo de quase quarenta adolescentes juntos e parados sem que a fofoca se espalhasse. Esperamos todas as outras coortes se apresentarem aos pretores e então o toque de corneta foi dado, primeiro para que todos ficassem novamente em posição de sentido, em seguida para que os estandartes fossem apresentados.
— Legionários, descansar. – anunciou Karura e era lindo se ver o movimento uniforme causado, pude ver até mesmo meu pai esboçar um sorriso. – Hoje, recebemos este jovem rapaz ao acampamento. Após seu intenso treinamento com os lobos, ele deseja se juntar a nós.
— Sasori, o que dizem os augúrios? – Rasa disse com sua voz firme e o centurião da Primeira Coorte, deu um passo a frente.
— Os augúrios estão favoráveis, ele está apto a se integrar na legião. – o rapaz retornou a sua posição original e, durante sua fala, tive que chamar atenção, discretamente, de duas meninas que diziam o quanto Sasori era bonito.
— Ave! – “Salve!”, responderam os campistas em uma só voz.
— Recruta, você nos traz alguma carta de recomendação? – minha mãe perguntou com sua voz doce, o rapaz negou com a cabeça. Provavelmente era semideus de primeira geração.
— Algum legionário irá apadrinha-lo? – Rasa continuou seguindo o protocolo, toda admissão era a mesma coisa.
— Eu. – Kankuro deu um passo, ficando no mesmo alinhamento que eu e Gaara. – Vi ele lutando para proteger nossas fronteiras, eu me responsabilizo.
—Sua coorte o aprova? – Karura deu continuação, e numa manobra ensaiada, toda a Terceira bateu seu escudo no chão, animados em receber mais um para nosso agrupamento.
— Nossa Coorte se pronunciou. – eu e Gaara dissemos ao mesmo tempo. – Aceitamos o novo recruta.
— Amagi. – Rasa o olhou de maneira séria, pude notar de longe que o jovem rapaz estava assustado. – Parabéns por entrar na legião. Você se encontra em probatio, o que significa que você ainda não é membro efetivo da legião e será treinado. Você receberá uma placa com seu nome e corte, e se tornara membro efetivo da Décima Segunda Legião Fulminata em um ano, ou antes se realizar um ato de coragem. A partir de hoje, você servira a Roma, protegendo este acampamento que lhe abriga e obedecendo suas regras. – nervosamente, o rapaz concordou com a cabeça. – Senatus Populusque Romanus!
—Senatus Populusque Romanus! – todos nós respondemos, encerrando a inspeção.
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