A Kunoichi do Sharingan

1 1- Voltando Para Casa


Notas iniciais
#1

Os fios de cabelos negros da menina com os olhos rubros esvoaçavam longos e brilhantes. Ao seu lado seus dois companheiros também fitavam o recente campo de batalha. Silencioso, pela luta travada há pouco. Havia corpos de Nukenins da Aldeia Oculta do Relâmpago por todo o solo. Exalavam um odor fétido de sangue e suor.

—Agora podemos voltar para casa! –disse Mitsuki desativando seu modo sennin. –Precisamos relatar ao Nanadaime Hokage o sucesso de nossa missão.

Inicialmente, a equipe Konohamaru precisava resgatar um objeto de muito valor que havia sido furtado do Senhor Feudal mais poderoso da região. Porém, logo encontraram Shinobis patifes que escoltavam o artefato e ainda outros objetos aparentemente tão valiosos quanto. A missão que parecia simples acabou se tornando algo maior, a ponto de levar meses para ser cumprida.

Não eram simples ladrões e sim lacaios do próprio Senhor Feudal. Os artefatos seriam usados para executar um jutso proibido parecido com o Edo Tensei. Mitsuki foi o primeiro a fazer o reconhecimento e devido a tantos percalços, demoraram em completar a missão.

—Sempre querendo enfrentar o mais forte! –caçoou Boruto de sua companheira, com nariz empinado e boca crispada.

A menina estava exausta, e o Byakugou no In que havia sido ativado em seu máximo poder, agora regredia lentamente com suas faixas negras desocupando a pele pálida de Sarada, voltando a concentrar-se no selo em forma de losango púrpuro no centro de sua testa.

—Deixe de asneiras! E vamos para casa rápido! –disse já recuperada e com as lacerações da pele restauradas pelo Byakugou.

—Hum, teimosa como sempre. –expressou o loiro sem fitá-la, pondo sua katana na bainha.

—Konohamaru-sensei? –Mitsuki chamou pelo homem de cachecol azul, deitado no chão soltando suspiros cansados.

—Vamos indo, vamos indo... – O sensei levantou-se a contra gosto e os três partiram em um salto, rumo à Konohagakure no Sato.

—Anata? –disse tocando nos ombros do esposo.

Sasuke concedeu um de seus costumeiros meio sorrisos à sua esposa, enquanto brincava com o pequeno Itachi de quatro anos.

—Papa! Papa! – o menininho estava deitado no colo do pai, balançava as perninhas enquanto afagava a barriga de Sasuke com o próprio rosto, sonsorrando amavelmente. Era uma cena nostálgica, lembrou-se de quando fazia a mesma coisa com seu Nii-san. O jogo de nomes o remetia ainda mais aquela sensação de saudade.

Sakura observava a cena transbordando de carinho e amor. Sasuke ainda precisava sair em Missões e ficava ausente quando precisava, entretanto agora havia Sarada, Boruto e Mitsuki que agarraram a causa de suas investigações. Sasuke nunca o quis, porém o trio era teimoso e obstinado, agiam por conta própria e desconsideravam os reclamos do Shinobi experiente. Apesar de tudo ele se orgulhava do poder de sua filha e seu pupilo.

O pequeno Itachi olhou para mãe, brindando-lhe com olhos ônix brilhantes e um sorriso esfuziante. Estendendo suas mãozinhas chamando-a para compartilhar do abraço com Sasuke. A rosada se aproximou, sentando ao lado do marido e pondo as pernas de Itachi em seu colo, pois o garoto não soltava a cintura do pai. Baixou o rosto para beijar-lhe as bochechas e acariciar-lhe o rosto.

Sasuke observou a cena com o peito aquecido. Ter o filho e a esposa ali, ao seu lado, como uma família amorosa, respeitosa e feliz era sem dúvida, o motivo de se sentir tão grato pelo sacrifício de seu irmão ter valido a pena. Ele ainda se pegava pensando que não merecia nada daquilo. Porém, Sakura, Sarada e Itachi sempre o faziam esquecer toda inquietação e nunca permitiram que se sentisse vazio novamente.

—Mama, onde está a Nee-chan? –uma voz doce e agora, sonolenta questionava à mulher de cabelos róseos.

—Ela está em uma missão um pouco difícil, meu filho... Mas assim que terminar voltará para nós. –sorriu.

Itachi coçou os olhinhos e bocejou demonstrando que estava realmente cansado de brincar e precisa de suas horas de sono. Sasuke sorriu e levantou pegando-o no colo, que se aferrou ao pai, pondo o dedão na boca e pondo-se a chupá-lo. Sakura não conteve uma risadinha baixa.

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Sakura apagou a luz do quarto do filho e saiu, com Sasuke em seu encalço fechando a porta com cuidado. Os dois se direcionaram ao quarto que dividiam, mas ao passar pelos aposentos de Sarada que ficava naquele mesmo corredor, Sakura parou de súbito.

—Hm? –Sasuke murmurou.

—Sinto falta da nossa garotinha... – Sakura recostou-se na porta e suspirou saudosa. –Já faz 5 meses que ela está fora...

Sasuke fechou os olhos e pareceu ponderar um pouco.

—Ela se tornou uma Shiboni muito forte. –sorriu de canto. –Naruto me mandou uma notificação hoje.

—Hm? –a rosada abriu os olhos e o olhou com expectativa. –Mais uma missão?- demonstrando claro desapontamento.

Sasuke não evitou soltar uma risadinha baixa, quase inaudível. Poderia se passar anos e sua esposa permaneceria a mesma.

—Naruto e o conselho decidiram sobre quem seria o novo integrante da Ambu. –deu um meio sorriso e não se preocupou em esconder seu orgulho- Sarada será notificada assim que voltar.

Sakura abriu os lábios surpresa, porém feliz por sua filha. Aquilo era um reconhecimento e tanto.

—Essa menina... –riu.

Saindo de sua posição, escorada na porta, pôs-se em frente a Sasuke. Pôs suas mãos em seus ombros e aproximou-se ainda mais, abraçando delicadamente. Repousou a cabeça no peito de marido e o enlaçou pela cintura. Sasuke retribuiu o gesto, descansando o queixo na cabeça de Sakura e trazendo-a para mais perto com sua única mão.

—Me pergunto se ela um dia alcançará o que tanto almeja.

—A primeira Uchiha a ser Hokage. Que honra! -anuiu a rosada aferrando-se mais ao corpo de Sasuke.

—Sinto orgulho de quem ela se tornou. -Sasuke fechou os olhos e suspirou. Estava contente.

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—Boruto?! Onde estão os peixes que eu mandei você pescar?

—Poderia ser mais agradecida? -crispou a boca aborrecido.

—Estão comigo, Sarada-san! -Mitsuki caminhava tranquilo carregando vários peixinhos envoltos em um tecido, que provavelmente era um kimono seu.

Sarada já havia acendido a fogueira com seu katon e o capitão Konohamaru se aquecia próximo a mesma. Todos sentaram-se em volta, e Mitsuki recolheu alguns galhos espetando neles os peixes.

Sarada esperava o jantar ficar pronto, enquanto escorava-se em uma árvore e fechava os olhos tentando relaxar. Boruto estava junto a Mitsuki, que tentava puxar assuntos aleatórios para manter uma conversa com Konohamaru. Seria um curto momento de descanso até que pudessem partir novamente.

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O sol ainda estava começando a despontar no céu quando os membros da equipe Konohamaru saltavam impetuosos pelos grossos galhos das árvores.

—Quanto tempo até Konoha? -perguntou Boruto.

—Ansioso? — Mitsuki riu.

—Vai me dizer que vocês também não querem chegar em casa, dormir confortavelmente, comer comida de verdade... -o loiro sorriu esfuziante.

—Falando desse jeito... -anuiu Mitsuki.

Sarada permanecera calada em todo o trajeto. Há quanto tempo não ficava em casa? Longe das conversas malucas de sua mãe, dos sorrisos modestos de seu pai e o que mais lhe fazia falta... seu Otouto tão amado. Somente em lembrar de suas bochechas rosadas e olhinhos negros alegres fitando-a com habitual admiração, seus pés se moviam ainda mais rápidos rumo à vila. Seu lar.

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Notas finais
A história é da Sarada, mas eu não resisti ao meu Sasusaku ♥
Comentem para que eu possa saber o que estão achando. Beijos!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.