A Kiss Before Lying
8 Prova de Fogo
Emily ficou parada olhando para o chão e pensando no que havia acabado de acontecer até que a ambulância chegou.
–O que foi? Foi você que se machucou? Está bem? –perguntou o médico.
–Estava aqui, 2 minutos atrás. E agora sumiu – ela disse. Estava repetindo isso desde o acontecimento.
–O que estava aqui? Eu preciso que me ajude, querida.
–Alison. Alguém atirou nela pelas costas.
O médico olhou para o sangue no chão.
–Esse sangue...é o sangue dela?
Emily balançou a cabeça confirmando.
–Então o que é esse corte enorme e sangrento no seu braço?
Emily saiu do transe e olhou para o braço. Não sabia como não havia notado, mas o seu braço estava com um corte horrível na parte inferior. O sangue pingando no chão fazia parecer que o sangue de Alison era na verdade dela.
–Vamos pro hospital mas depois disso, vamos direto para a delegacia.
Ela aceitou e o médico a levou para a ambulância, estancando o sangue para que o pior não acontecesse. Talvez o trauma da situação não tivesse deixado ela sentir dor. Emily estava confusa. Em nenhum momento ela tentou se explicar.
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Na delegacia, Aria Montgomery ficou sentada esperando seus pais terminarem a conversinha com o Detetive Wilden quando Emily Fields entrou lá algemada e com um curativo bem colocado no braço direito.
–Essas jovens de hoje estão piores do que os bandidos mais experientes. – ela ouviu o policial dizer.
Uma se sentou ao lado da outra e quando se olharam, fizeram a mesma pergunta. “O que você está fazendo aqui?”
–Deixa eu adivinhar. A armou pra você – disse Aria.
–O que você acha? Spencer estava certa. A está pior do que era quando tudo isso começou.
–A tentou me fazer ir presa falsificando meu cartão de crédito. Trocando os números por A’s. O que ela fez com você?
Emily respirou fundo. Não sabia se estava pronta para contar o que aconteceu em voz alta.
–Alison voltou. Ela sabe...sabia quem é A.
–Como assim, Emily? Onde ela está agora?
–A culpa é toda minha! Noite passada ela apareceu na minha casa e começou a me falar coisas. Depois falou sobre as mensagens e disse que ia embora para descobrir quem é A e que depois voltaria. Bom, ela voltou. Mas quando ia me contar o que havia descoberto, alguém apareceu antes de ela fechar a porta e deu um tiro pelas costas dela.
–Meu Deus! Pelo menos me diz que você viu quem foi.
–A pessoa estava completamente de preto e acho que usava uma máscara. Não tem como saber quem era.
–Emily. Precisamos ligar para a Hanna e a Spencer agora!
–Se a Spencer souber que eu sabia que a Alison estava aqui, ela...
–Você não entendeu. Nesse momento, elas estão sozinhas no quarto da Spencer tentando descobrir quem é A.
Aria pegou o celular rapidamente e tentou ligar pra Hanna.
“Oi, aqui é Hanna Marin. Deixe seu recado e depois, se for de alguém importante, eu dou uma olhadinha. XOXO”
–Droga. Hanna nunca checa a caixa de mensagens.-disse Emily.- Tenta pra Spencer.
Aria discou o número da Spencer e ficou esperando chamar.
–Sem sinal. O que fazemos agora?-disse Aria.- Os policiais não nos deixam sair daqui de jeito algum.
–Agora precisamos fazer as coisas do nosso jeito. Pela Bethany e pela Alison. –disse Emily, decidida.
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–Spencer, nunca tive coragem de admitir isso mas você é um gênio.-disse Hanna Marin enquanto Spencer Hastings tentava entrar no sistema do necrotério de Rosewood e colher informações da morte de Bethany Young.
–Só falta pôr o IP mais essa vez e...estamos dentro!
–Você devia colocar um papel de parede mais legal. Essa planta é muito estranha.
–Não é uma planta, Hanna. É a minha tia-avó Judite. Agora, foco!-disse Spencer.
Ela começou a correr a barra de rolagem para baixo procurando o nome de Bethany. A lista não estava organizada em ordem alfabética, o que dificultava muito.
Passou por nomes como Charles Abernathi, Marilyn Turner...até que finalmente encontrou Bethany Young. Clicou em imprimir arquivos disponíveis e esperou.
–Pronto, Hanna. Vamos dar uma olhada nisso agora.
–Casa ao norte? O que significa?-perguntou Hanna.
–Que droga, Hanna. É causa da morte, não casa ao norte.
–Ah, bom. O que diz aí?
–A vítima foi morta por volta das 21 ou 22:00 do dia 14/03/2015. Havia uma bala cravada no ombro mas também havia terra nos pulmões. Teve o crânio fraturado logo após o tiro, ao ser empurrada no buraco onde ficaria desaparecida por 6 meses até que no dia 15/09/2015 teve seu corpo encontrado no quintal da vizinha da vítima.
–O que isso quer dizer? Meu Deus, minha cabeça tá girando.
–Traduzindo: Ela levou um tiro no ombro e foi empurrada com força em um buraco cavado no meu quintal. Ao cair, o crânio dela foi parcialmente quebrado mas ela ainda não estava morta. Tinha terra nos pulmões.
–E ela é um zumbi?
–Não, sua idiota.- Spencer respirou fundo. –Ela foi enterrada viva.
E então, um barulho de algo sendo derramado no chão foi ouvido, e depois, nada.
–Tá sentindo cheiro de gasolina?-perguntou Spencer.
Hanna assentiu.
O celular das duas começou a apitar.
“Em breve ela não será a única que foi morta por asfixia. Preparem-se para respirar fumaça, vadias! –A”
O próximo barulho a ser ouvido foi o de um fósforo sendo riscado, e depois, as chama começaram a se espalhar pelo andar de baixo todo. Elas estavam no andar de cima.
–Que droga. E agora? Vamos morrer?- disse Hanna.
–Não se dermos um jeito.
–Spencer, eu tenho um plano. Mas você precisa jurar que não vai achar loucura, certo?
–Comecei a achar loucura logo quando você disse a frase “eu tenho um plano.”-retrucou Spencer.
As duas começaram a tossir e já não dava mais para falar alto ou respirar direito.
Hanna se aproximou de Spencer e sussurrou todo o seu plano no ouvido dela.
No começo, Spencer fez uma cara de preocupação mas depois apertou bem os lábios e disse “Tô dentro”.
Dois minutos depois, a casa estava coberta de fogo. Todos os cômodos, sem exceção de nenhum. E Spencer e Hanna...já não estão mais entre nós.
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–Incêndio na rua Silverstone, 3675. Enviando todas as unidades de polícia e bombeiros para lá agora! Gritou um policial correndo pelo estacionamento da delegacia de Rosewood. Aria e Emily estavam liberadas, apenas tiveram que prestar um simples esclarecimento.
Os policiais liberaram Aria quando ela disse que o incidente do cartão de crédito podia ter sido uma brincadeira de mau-gosto de alguém, e quando seus pais disseram que ela jamais faria algo assim.
Já no caso da Emily foi mais complicado. Ela teve que mentir dizendo que o sangue no chão era de seu braço e despreocupar os policiais em relação ao que havia acontecido antes. Ela ter dito que Alison havia morrido ali.
–Rua Silverstone 3675 é onde a Spencer mora.-gritou Aria.
–Ai meu Deus!- disse Emily.
Entrando no carro com os pais de Aria, elas foram até a rua Silverstone ver o que estava acontecendo.
A mãe, o pai, a irmã e o namorado de Spencer estavam depois da linha amarela junto com os mesmos membros da família de Hanna incluindo seu namorado Sean Ackard.
Emily e Aria saíram do carro e viram que o incêndio na casa estava quase totalmente controlado a ponto de haver bombeiros lá dentro fazendo...coisas de bombeiro.
Aria gritou por Toby Cavanaugh para perguntar se sabiam de algo a mais.
–Toby, como isso aconteceu?-perguntou ela, chorando.
Toby estava com o rosto inchado.
–Os bombeiros já olharam cada cômodo queimado dessa maldita casa e não acharam os corpos. Mas vão continuar procurando. Que droga! Um dia desses estávamos conversando sobre nos casarmos e ter filhos e agora ela morreu.
–E como você tem certeza de que ela morreu?-perguntou Emily.
–10 minutos antes de o incêndio começar, recebi uma mensagem de texto, e então vim correndo para cá mas já era tarde demais.
–Mensagem de texto?-perguntou Aria.
Toby ligou o celular e mostrou a mensagem na tela.
“A vadia da sua namorada vai queimar na terra e no inferno. Tem 3 minutos para tentar salvá-la ou o que foi dito será feito. –A”
–Vocês sabem quem é essa pessoa?-perguntou Toby- Devemos alertar a polícia.
Emily e Aria trocaram olhares.
–Não Toby. Não é o certo a fazer.-disse Aria- Pelo menos não agora.
–E porque não? Claro que é o certo a fazer, você tá louca?-retrucou ele.
–Porque se você fizer isso...-começou Emily.-Seremos os próximos.
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