A Jornada pelo Apocalipse
1 Capítulo 1 - E os mortos despertam
Notas iniciais
Eu tinha 16 anos quando conheci meu primeiro namorado. Ele era alto, com ombros largos, cabelos escuros e a pele tão clara que qualquer tipo de sentimento o deixava vermelho. Seu nome era Aiden.
Desde o início de nosso relacionamento, jogávamos todos os tipos de jogos e falávamos sobre essas coisas de "nerd" livremente. A frase que ele usou ara me pedir em namoro foi: "Quer ser minha suporte?" e eu aceitei sem nem pensar duas vezes.
Nossos assuntos iam de jogos, armas e livros, até filmes de terror e apocalipses zumbis. Apocalipse zumbi... Planejávamos cada detalhe, cada segundo, tudo. Onde nos encontraríamos, onde iríamos, como sobreviveríamos. Mas isso não passava de um mero sonho de adolescentes nerds sem mais o que fazer. Pelo menos naquela época.
Lembro que quando íamos no shopping, normalmente para ver algum filme no cinema, passávamos por uma casa germinada de dois andares, com um muro alto na frente, portão elétrico e garagem aberta. Além de estar localizada em um lugar ótimo. Dizíamos que era nossa casa para o apocalipse, que ficaríamos no segundo andar e sobreviveríamos lá.
Eu tinha 21 anos quando tive minha primeira filha: Caitlyn. Ela já tinha 9 anos quando Zack, meu segundo filho nasceu.
Aiden era engenheiro mecatrônico, construía máquinas e ganhava bem. Uma vez ele deu um presente para as crianças que ele mesmo fez: uma caixa que produzia hologramas que se comunicavam e interagiam com elas.
Tudo andava muito bem até o dia 20 de Maio de 2028.
Eu, Caitlyn e Zack passeávamos no shopping, procurando um kimono para as aulas de Karatê de Caitlyn, quando um grupo de pessoas amontoadas nos chamou atenção. Nos aproximamos e eu pude ver dois homens (Provavelmente os seguranças do estabelecimento) segurando uma mulher completamente ensanguentada e tentando leva-la para a rua. Mas ela não parecia fazer muito esforço para dar trabalho aos guardas.
-Mas eles estão vindo! -Ela gritava, se debatia, e o sangue em sua roupa pingava no chão -Eles pegaram meu marido! Vocês tem que fechar essas malditas portas! -E continuava gritando.
Observei pelo vidro da porta automática um homem cambaleando em direção a entrada. Porém seu maxilar estava quebrado e pendurado no rosto como um adereço qualquer. Aquilo bastou.
Peguei Caitlyn pelo pulso e Zack no colo. Acelerei o passo para a garagem no sub-solo.
-O que houve? -Caitlyn perguntou, tropeçando nos passos rápidos.
-Precisamos ir para casa. -Abri o carro — Ligue para seu pai. Diga que esperamos por ele na Casa do Apocalipse.
-O que é Alopalicse mamãe? -Perguntou Zack.
Entramos no carro.
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