A Jornada de Abraham
1 Aquele que busca a verdade
Notas iniciais
Abraham? Pode-se dizer que ele é um viajante. Perdido? Bom, talvez. Apenas anda pelo mundo buscando as respostas das próprias perguntas. Ele é um sobrevivente, um sobrevivente de uma tragédia, tragédia essa que é chamada de "A Grande Maré". Abraham e poucos outros sobreviveram à ela, mas seus pais não. Desde pequeno viveu sua vida se perguntando o porque de seus pais terem morrido daquele jeito ou porque Poseidon fez aquilo. Ele é um Deus e só por isso ele pode fazer o que quer? E os humanos, são o quê? Apenas brinquedos para os Deuses? Os humanos não são perfeitos mas tem consciência, tem mente, memória, tudo isso. A mente humana é um universo, um lugar bastante complexo e os humanos conseguem usar apenas 10% desse universo. Com esses 10% já fazem coisas incríveis, imagina se controlassem o resto.
Os humanos vivem se matando, se prejudicando, aonde está a ética? Os humanos podem ser mais que isso, só não descobrimos como. Os humanos não podem ser melhores que isso? Os Deuses fazem o que querem com nós por acharem certo? Eles tem poder, é certo. Mas será que não os humanos não podem alcançar um nível da consciência tão elevado quanto a deles? Abraham traça seu caminho afim de responder essas perguntas.
Abraham está sempre viajando pelo mundo mas ainda não conseguiu responder nenhuma de suas perguntas, hoje ele chega à mais uma parada da sua jornada, uma cidadezinha pequena com um numero médio de habitantes e com uma boa comercialização, tem até mais gente do que deveria ter na verdade. Abraham diz a si mesmo:
— É impossível que eu nunca tenha ouvido falar desse lugar.
— Dizem que esse é um lugar sagrado. — Retruca uma senhora dando uma leve risada.
Abraham se vira para a senhora e fico meio impressionado. — Ahmm?
— Olá meu jovem. — Diz a senhora
— Eles quem? — Responde Abraham com bastante curiosidade.
— Eles, os sábios. Eles dizem que os únicos que conseguem migrar para essa vila são aqueles que tem um grande objetivo em seu destino a cumprir ou grandes dúvidas. — Responde a senhora.
Diante dessa resposta muita coisa passa pela cabeça de Abraham e as perguntas que ele mesmo se faz acabam vindo novamente à tona.
— Vejo no seu rosto muitas dúvidas e questões a serem resolvidas. — interrompendo o pensamento diz a senhora. — Espero que encontre suas respostas, você parece ter um longo caminho. — Termina a senhora e se retira do local vagarosamente.
— O que? Como sabe disso tudo? Quem é a senhora? — Diz Abraham.
Sua vida só se enchia de perguntas e incertezas, mas depois disso ele acreditava que naquela cidade ele poderia descobrir algo.
Gritos: — Peguem o ladrão, peguem o ladrão!
Abraham percebe os gritos e a movimentação, logo dá um salto e percebe o movimento do ladrão que sobe correndo uma escada executando sua fuga. Com isso Abraham pula em uma barraca, pega impulso e para na frente do ladrão. Várias pessoas cercam-o mas o ladrão consegue sacar uma arma.
— Eu irei atirar se não me deixarem passar. — Avisa o ladrão tremendo de nervosismo.
O povo não cede arrego e o ladrão atira no filho do comerciante que ele roubou, o comerciante rapidamente pula na frente do filho e recebe uma bala no peito. No meio disso o povo todo vai em cima do ladrão que não tem coragem de disparar nem mais uma bala.
— Pai, pai! — Se desespera o garoto.
Abraham fica se desespera por dentro e fica espantado, seus esforços foram em vão e no final de tudo uma pessoa morreu. Porém diante de tudo isso, Abraham percebe algo que nunca tinha percebido antes. Ele percebe que as pessoas são movidas pelas emoções, às vezes a vontade de ajudar, às vezes pela vontade de vencer, pela vontade de impedir algo, para prejudicar os outros, pelo amor, ódio, enfim, tudo pela emoção e pelo sentimento.
— O pai foi movido pelo sentimento de ajudar o filho, o filho chorou pelo amor que sentia ao pai e eu ajudei pela vontade de fazer o bem. Cada sentimento causou grandes ações, desde o meu ato de coragem até o desespero de um filho ter perdido o pai, mas enfim, percebi algo bem importante. A superação humana está no amor e no desapego, duas coisas que podem ser bem distintas. — Pensa Abraham.
Continua......
Notas finais
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Me desculpe pelos erros ortográficos.
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