A Jaula

2 Capitulo 1 - Roberto Parte 1


CAPITULO UM

ROBERTO – O PASSARO ENJAULADO

“A procura por uma chave, para a liberdade de um pequeno pássaro”.

LadySharigan – A Jaula

“Aquilo não era minha casa

Não era meu apê

Não era meu lar-doce-lar

Aquilo era uma prisão

Uma Jaula...”

“Tudo era tão escuro, eu estava sozinho e precisava de alguém, mas alguém precisava de mim?”. – Suspirei depois desse leve pensamento. Eu um rouxinol estou preso nesse cubículo que chamam de gaiola, eu chamo isso de jaula, pois a maioria dos animais é enjaulada por essas barras de ferro.

Olhei em volta daquele quarto um quarto bem grande com uma cama de casal, uma armário, Tv de plasma, sofá e mais um tanto de coisas, mas nada daquilo me interessava a única coisa que eu gosto daquele quarto é a enorme janela que fica sempre aberta, onde posso olhar o céu azul as nuvens fofas e brancas a árvores lá longe mas com direito a uma visão do paraíso e de um lindo por e nascer do sol.

Realmente uma visão fantástica seria mais fantástica se eu estivesse voando por aquele céu, por aquelas nuvens, entre as arvores, mas tudo o que posso fazer é olhar aquela linda paisagem imaginando e sonhando, continuei olhando o céu quando ouvir a porta sendo aberta, quando fui ver quem era o infeliz que foi intrometer nos meus pensamentos me deparo com um gato.

É mais ai que esta ele não é um gato qualquer ele é “O Gato”, Ele olhou para mim deu um sorrisinho e saiu andando com seu rebolado até a cama, subiu nela e se espreguiçou amaciou a cama com suas unhas e deitou.

- Sebastian oque faz aqui.- Eu disse olhando-o com raiva. “Quem sabe ele não se intimida e vai embora. Seria uma boa ideia se ele não fosse um gato e eu pássaro e ainda por cima enjaulado, legal ele nunca vai embora” bufei com esse pensamento.

- Ora Roberto eu só vim aqui conversar com você, porque esta com medo de eu tentar te devorar. – ele disse dando um pequeno sorrisinho “Ora seu maldito” eu odeio o sarcasmo de um gato principalmente dele

- EU NÃO TENHO MEDO DE VOCÊ, GATO IDIOTA. -Gritei com ele com toda a raiva que eu tinha, e sabe o que ele fez... ELE COMEÇOU A RIR, A RIR FALA SÉRIO.

- Ai Roberto você é muito engraçado, mas tem muita coragem de me enfrentar hein. — Ele disse já levantando da cama, fiquei com medo agora arregalei os olhos quando ele desceu da cama e foi caminhando calmamente até embaixo da gaiola. – Mas hoje você esta com sorte porque estou com muita preguiça de subir ai e tentar devorar, às vezes cansa sabia uaaaaaah! Agora me de licença. -Ele disse bocejando e saindo do quarto com seu rebolado.

- ARGHNNNNN! GATO MALDITO. -Gritei bem alto espero que ele tenha escutado Humpf, virei o rosto e continuei admirando a vista do céu azul, as nuvens fofas e BLÁ BLÁ BLÁ.

Estava perdido nos meus pensamentos quando ouço a porta se aberta novamente “aff o que esse gato quer” olho para a porta e me deparo com uma mulher, ela tinha olhos verdes como esmeraldas, um cabelo ruivo grande e com cachinhos ou enrolado, sei lá, usava a típica roupa de uma empregada ela era bonita, mas o que estava fazendo ali e também durante todos esses anos nunca a viu é realmente estou precisando sair daqui antes que fique louco.

Ela olhou para mim e deu um sorrisinho, veio andando calmamente e pegou minha gaiola, eu realmente não sei o que pensei, mas fiquei agitado feliz, ela me tirou daquele quarto não sabia nem o que pensar será que finalmente estaria livre oh meu deus, ela foi andando por aqueles corredores que há anos não via, enquanto meus pensamentos estavam a milhões estava pensando em um milhão de coisas, mas o que a ruiva fez me surpreendeu.

É pessoal hoje não é meu dia suspirei quando entramos em outro quarto mais elegante do que o outro revirei os olhos quando olhei para cama e encontrei com “ele”. Loiro, alto, olhos azuis um sonho para as mulheres e um pesadelo para mim.

Ele estava deitado com os olhos fechados até a ruiva bater à porta com tudo, ele abriu os olhos e olhou para nós, e sentou na cama olhou para mim e depois para a ruiva, deu um sorriso de canto e disse:

- Rose você demorou sabia, pensei até que tinha ido comprar outro pássaro. -Ele deu um sorrisinho após falar isso.

- Eu não te dei intimidade para me chamar de Rose ouviu, para você é RO-SE-MA-RY entendeu Christopher. -Ela disse enquanto andava comigo até uma mesa e me colocava lá, para logo continuarem a discutir. É eu mereço revirei os olhos. Era bom demais para ser verdade.

Olhei para janela ignorando a briguinha dos dois, a vista daqui deste quarto é diferente, mas mesmo assim é linda, olhei novamente para os dois, e lá estavam eles discutindo aff

- Seu idiota panaca se esta reclamando tanto porque você não vai trabalhar limpando a casa enquanto eu fico deitada dando ordem hein. — ela disse com tanta raiva que até eu fiquei com medo.

- Porque, pelo que eu sei Rosemary eu é que mando em você não ao contrario. – ele disse se levantando ficando de frente dela.

Ela apertou os olhos ainda mais e disse:

-Ora seu inútil mimado...

“É isso vai demorar” revirei os olhos com esse pensamento. Olho novamente para a janela e me assusto com a visão que vejo “ela” estava ali e não parecia tão feliz em me ver.

- Roberto você me matou de susto, pensei que tinha acontecido algo de ruim com você, saiba também que merece umas boas pauladas. – ela disse com um pouco de raiva e preocupação. – E além do mais porque não me disse que ia mudar de quarto. – ela disse voando até a mesa.

- Me desculpe Suelen. – É pessoal o nome dela é Suelen um nome um pouco estranho para um pássaro, mas bem esse é o nome dela, fazer o que. – Na verdade nem eu sabia que iria mudar de quarto, pode acreditar estou mais surpreso que você, mas acho que preferia ficar lá no silêncio a aqui com esses dois. – eu disse apontando para Rosemary e Christopher que continuavam discutindo aff.

- Quem são eles? .- ela perguntou interessada.

- A ruiva é a Rosemary e o loiro se chama Christopher. – eu disse olhando para os dois que agora se olhavam de uma forma assassina “pelo menos calarão a boca”

- Eles são oque exatamente? .- ela perguntou indignada com aquela visão, é claro ela devi esta se perguntando como duas pessoas se odiariam tanto, mas também quem não odiaria Christopher White.

- exatamente? Bem a Rosemary é a empregada e o Christopher é o patrão, acho que deu para entender agora né? .- eu disse já sabendo que ela entenderia porque os dois se odiavam.

Convenhamos, estamos falando do “playboy” mimado, filhinho da mamãe e do papai que só pensa nele mesmo e que acha que é o centro do universo, fala sério quem não o odiaria, na verdade tem pessoas que acha isso sexy, fala sério.

- Ah! Agora faz sentido. – ela disse. — mas e ai tirando tudo isso que esta acontecendo o que você está fazendo de bom? . – ela perguntou toda animadinha.

- Só pensando sabe, em pode sair disso e ir voar lá fora. – eu disse já imaginando como seria bom poder sair dessa jaula e senti o vento enquanto voava ai ai.

- Ah! Roberto, às vezes essa liberdade toda nem é tão legal assim sabe, às vezes cansa voar toda hora e também agente as vezes nem tem tanta sorte com a comida que acabamos passando fome, não precisa ficar assim. – ela disse tentando me fazer sentir melhor, mas isso não funciona comigo.

- Olha Suelen eu sei que esta tentando me animar, mas não da eu quero ser livre e poder voar sabe, ficar preso é muito chato. – eu disse com o semblante triste.

- tudo bem então, mas não fica assim viu, agente vai conseguir fazer alguma coisa também. – ela sorriu para mim de um jeito que me fez me sentir melhor, bem melhor.

- SUELEEEEEEEEN.- agente ouviu alguém gritar lá fora quando olhamos para ver quem é nos deparamos com o pai da Suelen o que significa que ela vai embora, fiquei um pouco triste mas sei que ela vai voltar.

- Bem é o meu pai voou-te que ir, mais tarde eu volto. – “não falei” ela disse e saiu voando para perto do pai.

Fiquei olhando eles voarem até perdê-los de vista, suspirei e na hora que viro para olhar os dois panacas que deveriam esta se matando eu fico surpreso com o que vejo Rosemary e Christopher estavam olhando para mim, não que eles tivessem ouvido toda a conversar, os humanos não entendam a língua animal, tudo o que ouvem são sons estranhos.

Eu achei estranho o olhar deles para mim, eles continuaram me olhando até a Rosemary quebrar o silêncio.

- é Christopher você por acaso esta pensando o mesmo que eu? .- ela perguntou olhando agora para ele.

- oque que o Roberto está afim daquele pássaro bem então acho que estou. – ele disse da forma mais natural possível e olhou para ela “hei eu estou afim da Suelen, ela é legal oras”.

- Não seu idiota, o Roberto olha para a janela de uma forma estranha. – ela falou agora olhando para mim.

- Como assim? .- ele perguntou olhando para mim sem entender.

- Como se quisesse sair por ela sabe ser livre. – ela olhou para ele.

Ele ficou olhando para mim e para ela, para mim e para a ela até ele fechar os olhos, ficou pensando um pouco abriu e sentou na sua cama, abriu um sorriso e disse:

- Ora se é assim porque não pega a chave que esta no quarto dos meus pais. – ele falou

- OQUE? .- ela gritou “e lá vamos nós novamente”

- oque você ouviu agora vai lá vai. – ele disse abanando a mão para ela sair. Rosemary bufou com esse ato e virou indo até a porta. – E Rosemary. – ele a chamou e ela virou para olha-lo. – Vê se não vai fabricar a chave dessa vez hein. – ele disse dando uma piscadela para ela.

Ela saiu fechando a porta com tudo, logo deu para ouvir seus gritos.

- SEU MIMADO, MALDITO ARRRRRGGG. — ela gritou fazendo Christopher da um sorrisinho fechar os olhos e deitar na cama.

Eu voltei minha atenção para a janela, nem acredito que daqui a alguns minutos estarei livre, “livre” essa palavra me trazia tantas lembranças, fechei os olhos lembrando-se daquele dia.

‘Estava eu e meus pais. Agente estávamos rindo e tudo mais, até meus pais resolverem caçar alguma comida, falaram para eu esperar e foi isso que fiz, esperei, esperei até começar a chover uma chuva forte e grossa que foi aumentando cada vez mais. Fiquei preocupado por um momento, mas sabia que eles iam voltar resolvi dormir um pouco ai quando eu acordasse eles estariam lá. Certo? ERRADO. Acordei todo feliz, mas minha felicidade acabou quando olhei em volta e não vi nada nenhum dos dois, entrei em desespero e sai voando gritando “MAMÃE. PAPAI” gritei. Gritei voei por alguns dias, mas não parava por nada, eu já estava cansado minhas assas não aguentavam mais e nem eu e olhei mais uma vez para o horizonte tentando esquecer a dor, mas estava tudo embaçado, e quando vi já estava tudo ficando escuro e desmaiei.

Abri os olhos bem devagar ao abrir levou um tempo para me acostumar com a luz, após isso eu olhei em volta estava num lugar estranho cheio de pássaros, que quando olharam para mim deram um sorrisinho, eu fiquei com um pouco de medo e acabei abrindo minhas assas e sai voando, mas ao fazer isso acabo batendo com tudo num negocio estranho, foi ai que percebi eu estava preso numa gaiola eu me assustei com essa ideia e comecei a voar em volta da gaiola, mas estava preso, preso foi ai que vi alguns movimentos e ao olhar para frente vejo um monte de pessoas, algumas olhavam para essa gaiola umas pessoas nanicas ficavam colocando o dedo aqui dentro esperando alguma coisa e quando olho para a porta vejo 3 pessoas entrarem os 3 eram loiros dois grandes e um garoto pequeno eles pararam na frente da gaiola e ouvi o homem dizer “pode escolher qualquer um filho” ao olhar para ele melhor pude ver que segurava algo mas não deu para ver direito, olhei para o menino e vi que ele olhava para mim até apontar o dedo para mim e gritar “Mamãe, papai eu quero esse” logo uma mulher de cabelos castanhos veio abriu a gaiola e me pegou, fiquei desesperado o que iam fazer comigo, até eu ser colocado em outra gaiola, era isso que ele segurava, logo depois eu reparei na gaiola que eu estava agora, as barras de ferro eram mais grossa e numa distancia que não daria para mim passar por elas, eles fecharam com a chave e o homem deu pro garoto que ao segurar a gaiola ele chacoalhou eu fiquei tonto com esse ato, A mãe dele pegou a gaiola e dize “que coisa feia Christopher você só vai pegar ele novamente quando tiver responsabilidade entendeu” ele abaixou a cabeça e logo entramos no carro deles onde me levaram para a grande mansão, e os pais do garoto me colocaram no quarto deles pois Christopher não tinha responsabilidade para cuidar de mim’

Meus olhos antes fechados se abriram rapidamente quando ouvi a porta do quarto se aberta e de lá entrar uma Rosemary assustada, ofegante e com os olhos arregalados, o sorriso que eu tinha murchou quando vi o estado dela, Christopher que estava deitado se levantou rapidamente quando a viu assim, então ela com o ar que ainda restava nos seus pulmões disse:

- A chave não esta lá. – arregalamos os olhos ao ouvir isso.

“É era bom demais para ser verdade”.

Notas finais
ai esta o primeiro capitulo espero que gostem Bjuus da Sás
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.