A Italiana
1 Eu sou o nascer da lua
Recém chegada aos Estados Unidos, uma jovem mulher tinha um jeito diferente de ser... Aonde ela ia chamava atenção. Não só por sua atrativa beleza lúdica, mas também pelo seu modo de se vestir, maquiar, expressar. Sempre com os olhos bem marcados com lápis e sombra pretos, vestia-se com modéstia, porém, era muitíssimo elegante. Andréa possuía também, uma personalidade calma e bem adaptável.
Logo ao desembarcar em um aeroporto dos Estados Unidos, enquanto estava a espera de suas bagagens, Andréa é praticamente atropelada por um homem. O empurrão foi tão forte que a fez cair ao chão, deixando-a irritada...
- Idiota! Não olha para aonde anda? – Disse a moça, caída ao chão, olhando fixamente para o homem de cabelos loiros, que acabara de empurra-la.
- Desculpe, realmente fui um idiota... Venha, te ajudo a levantar. – Disse ele estendendo a mão para Andréa.
- Bom ao menos você se desculpou, tudo bem. Mas, preste mais atenção!
- É, tá certa. — Enquanto a moça se recompunha, o homem reparava na bela forma que ela tinha. — Desculpe mais uma vez. — Sorriu ele.
— Já disse que está tudo bem. – Dizia ela dando as costas para o homem.
- Eu sei, mas é que não me sinto bem com a situação, moça... Em fim, qual é seu nome?
- Andréa. — Não dando muita atenção ao homem, Andréa recolhe suas bagagens. — Tenha um bom dia, senhor. — Dando-lhe as costas novamente, ela foi embora.
- Espera! Não lhe interessa saber quem eu sou? — Ele estendia os braços para Andréa, em sinal de questionamento.
- Não. E só pela minha resposta anterior você deveria ter percebido isso. — Assim, Andréa se foi, deixando para trás o homem loiro, alto e forte, que gostaria da atenção dela.
Horas depois, Andréa já havia se instalado em um hotel. E logo após terminar um banho quente, escuta um barulho. — TOC, TOC, TOC. — Era a porta. Um funcionário do hotel a entregou um panfleto que falava sobre uma pequena apresentação, de uma banda, num bar perto dali. O dono do hotel era o mesmo dono do bar, então, ele mandava seus funcionários entregar um panfleto convidativo para seus hóspedes.
E como para aquela noite Andréa não havia programado nada, decidiu ir... Chegando lá, encontra um ambiente aconchegante, alguns casais, instrumentos num pequeno palco, e aparentemente toda a banda lá. Aparentemente porque o vocalista ainda não havia chegado.
Depois de alguns minutos, anunciam que o show vai começar. As luzes caem e Andréa senta-se, quando para sua surpresa, o vocalista é o mesmo homem do aeroporto.
- Como esse mundo é pequeno. — Diz Andréa, esboçando um leve sorriso no rosto. Foram tocadas apenas três músicas... Na terceira, ela se identificou:
Ela ouve a música toda de olhos fechados, perdida em pensamentos nostálgicos e belas lembranças de seu amado (e falecido) pai... Acabando a apresentação, todos os componentes da banda, desceram do palco e ficaram por ali no bar. Cada um num canto. Andréa, agora, estava interessada no homem loiro. Não por ser vocalista de uma banda, longe disso. Mas, só agora ela havia reparado nele e sentido algo de bom.
Andréa decide ir puxar conversa com ele, que estava sentado com um dos membros da banda, bebendo.
- Ahn... Oi. Lembra de mim? — Diz ela com a mão colocada sobre o ombro dele.
- Wow! Claro que lembro. A bela moça arrogante do aeroporto — brincadeira — sente-se aí, como vai? — Ironias a parte, ele gentilmente aponta um acento ao lado dele. — Hey, Jim, essa é a moça que disse a você... Aquela que conheci no aeroporto. — Sorri ele para Jim, sorriso que é correspondido por seu amigo. — Andréa, esse é James Root, guitarrista da banda e um dos meus melhores amigos. — Completa ele as apresentações.
- Muito prazer, Andréa!
- O mesmo digo, James. Bom, já sei o nome do seu amigo... E o seu? — Dizendo isso, ela se debruça sobre o braço do homem, o deixando sem reação.
- Ah, bem... Acho que estão me chamando ali, gente. Vou indo, Corey! Até mais, Andréa. — Sai assim, Jim, que ficou muito sem graça de presenciar a cena anterior (cena que foi totalmente proposital).
- Hum... Então, você canta, e por sinal muito bem. Parabéns, Corey. — Dizia Andréa, levantando-se do acento.
- Espera, aonde você vai?
- Vou embora. Nota-se ao longe que não me quer por perto. — Diz Andréa, visivelmente fazendo um jogo com Corey. — Não, espera! Quero que fique... — Dizia ele, segurando Andréa pelos braços, sem força, e olhando em seus olhos de uma maneira que a deixava perturbada.
- Ahn... Tu-tudo bem... — Ela sabia que ele mexia com ela. De alguma forma, ele conseguia afeta-la. — Vamos pedir um drinque? — Perguntou ele com um doce sorriso. — Sim, vamos sim. — Pedido feito e drinques na mesa, começam a conversar.
- Sabe, a última música... Você que compôs?
- Bother. Sim, porque?
- É linda. Muito linda... Lembra tanto... Ahn, bom... De onde tirou tanta inspiração?
- A música fala sobre meu pai. Eu nunca o conheci... — Ao terminar de dizer estas palavras, Corey tomou todo o copo de uma vez. Pediu mais uma garrafa de Vodka que foi consumida rapidamente também, por ele. Pois, Andréa tomava um pequeno copo de Scott Wisky.
- É realmente triste o fato de não conhecer o próprio pai, mas... Se continuar bebendo Vodka como se fosse água vai ter um fim prematuro. — Andréa mostrava-se preocupada com Corey.
- Que isso, agora? Tá preocupada comigo? Você nem me conhece direito! — Corey já havia bebido demais.
- Tem toda razão. — Andréa levantou-se da mesa, e desta vez não estava de joguinhos. — Passar bem, desconhecido. — Como Corey já estava além do ponto, não entendeu muito bem a atitude de Andréa. Permaneceu no bar, enquanto Andréa foi para seu hotel.
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