A Irmãzinha
24 Capítulo Vinte e três
Notas iniciais
Fiz voces esperarem muito nao é?
Em minha defesa quero dizer que esse capitulo está muito bom e sobre o atraso converso com vcs lá em baixo.
Capitulo dedicado com muuuito carinho a Alice Grey Lanna Swan Pattinson Milla Cullen e Bruna Diniz Cullen que recomendaram a hitória. Uaaau meninas obrigada de verdade *---*
Agora leiam, leiam!
Espero que gostem.
Eu fiquei olhando sem acreditar.
Edward estava minha frente sorrindo fraco para mim, parecendo amedrontado. Lentamente ele levantou a mão para secar o meu rosto banhado de lagrimas e em meio a elas eu lhe sorri.
Edward suspirou aliviado e sorriu também.
–Me perdoa por ter demorado – falou baixinho – Eu fiquei tão perdido quando você me contou… Eu… Eu ainda não sei o que pensar ou o que fazer. Para falar a verdade eu nem acredito que nós vamos ter um bebê! – ele estremeceu ao dizer isso e eu ri.
–Eu sei, quase não dá para acreditar que isso esteja acontecendo com a gente, mas é verdade. Eu juro que é. O médico disse que foi o que deu no exame e os sintomas que eu nem percebi que tinha. – sorri olhando para a minha barriga e continuei – eu nem sei de quanto tempo estou, nem sei o que fazer para cuidar dele, só que tenho que procurar um obstetra para ver como o bebê está, mas eu estou mesmo grávida, o medico já viu varias outras…
–Eu acredito em você amor – Edward riu me interrompendo – claro que eu acredito. Eu deveria ter tomado cuidado para que não acontecesse, mas quando eu estou com você eu perco o chão e me esqueço de tudo. Perdoa-me Bella – ele acariciou meu rosto ainda secando minhas lagrimas – perdoa também por ter te deixado vir sozinha. É que eu... Não sabia o que fazer e quando eu dei por mim…
–Não importa – eu tapei sua boca com os dedos – Só o que importa é que você está aqui agora.
–Eu não vou mais sair do seu lado Bella, nunca mais...
–Era só o que me faltava – meu pai gritou ainda muito bravo – O que é que você está fazendo rapaz?
–Não grita Charlie – Edward respondeu calmo beijando meus dedos e sorrindo para mim – vamos conversar como pessoas civilizadas.
–Olha rapaz, não me tira do serio…
–Ele tem razão Charlie – minha mãe interviu – vamos com calma.
–Como você quer que eu fique calmo se a minha filha que até ontem era freira chega aqui dizendo que está grávida e ainda por cima não me diz quem foi o desgraçado que teve a coragem de fazer isso com ela e ainda por cima a deixar sozinha... – Edward ficou em pé e encarou meu pai.
–Eu não a deixei sozinha senhor, e nem vou deixar. Sei que foi assim que Bella chegou aqui, mas eu não a abandonei nem por um segundo e mesmo estando um pouco atrasado eu estou aqui para assumir a minha responsabilidade. Fui eu quem engravidou a Bella.
Edward falava com calma e segurança, olhando diretamente nos olhos do meu pai que o encarava de volta respirando fundo e visivelmente tentando se acalmar. Minha mãe e eu nos entreolhamos apreensivas, mas Edward estava tranquilo, como se nada pudesse fazê-lo mudar de ideia até que meu pai balançou a cabeça e disse.
–Olha rapaz, eu sei o que você esta tentando fazer. A Bella é a sua amiga e você quer ajudar, mas isso não é certo. Você não tem que assumir uma responsabilidade que não é sua…
–Eu não estou fazendo isso para ajudar a Bella ou para tentar melhorar as coisas, eu sou mesmo o pai dessa criança Charlie.
–É mesmo? – Edward assentiu uma vez – Como foi que isso aconteceu? – meu pai cruzou os braços e olhou cético para nós. Sem se deixar intimidar Edward disse.
–Eu acho que sempre amei a Bella, mas confundia meus sentimentos por que ela sempre foi minha amiga e companheira desde criança, mas há pouco mais de um ano eu percebi o que sentia e descobri que graças a um milagre, Bella também estava apaixonada por mim. Estamos juntos desde então e foi assim que ela acabou engravidando – ele suspirou sentando-se ao meu lado e segurando minhas mãos antes de continuar – Eu tenho consciência de que eu não fiz as coisas da maneira que elas deveriam ser, mas eu estou aqui para fazer tudo certo agora.
Meu pai nos examinou por um instante, nossas mãos juntas e a seriedade com que Edward dizia cada palavra. Acho que aos poucos ele percebeu que era verdade e seu rosto foi ficando pálido. Ele foi andando devagar até cair sentado em sua poltrona a poltrona, com o olhar perdido. Minha mãe ao meu lado nem se mexia provavelmente tentando entender tudo.
Vários minutos se passaram naquele silêncio e eu estava apavorada com o que aconteceria comigo, com Edward e principalmente com o nosso bebê. Eu nunca vi meu pai tão quieto e tão furioso ao mesmo tempo. Seu rosto que antes estava pálido foi ficando vermelho por causa da raiva.
Eu não conseguia parar de chorar e Edward me abraçou de lado.
–Para de chorar amor – ele sussurrou para mim beijando minha testa enquanto limpava as milhas lagrimas com a outra sem se importar com o que acontecia a nossa volta – vai dar tudo certo. Eu prometo e você sabe que eu nunca quebro minhas promessas – eu assenti abraçando ele com força, finalmente me dando conta de que ele estava ali enfrentando tudo comigo. Ele deixou tudo por mim, por nós. E ao invés de parar de chorar eu chorei ainda mais.
–Eu nem acredito que você esta aqui. Você deixou o seminário? – ele assentiu sorrindo fraco – Ah Edward… Mas eu pensei que você ia ficar lá…
–O meu lugar é aqui ao seu lado meu amor.
–Mas eu pensei que… Que não valeria a pena vir comigo, que você ia me abandonar.
–Eu nunca abandonaria você Bella, e mesmo que você desistisse do que nós temos eu jamais poderia.
–Não fala assim Edward, eu não desistiria de você por nada, nunca. Mas você precisa entender que eu não poderia ficar no convento estando grávida, mesmo que não dê para aparecer ainda…
–Eu sei amor, não se preocupe. Se eu soubesse que você estava grávida eu nem teria te pedido para ficar, mas não vamos pensar mais nisso o que ficou para trás, vai ficar lá atrás. De agora em diante vamos ficar juntos, nós três – Edward segurou meu queixo e me deu um beijo doce, fazendo minha mãe ofegar.
–Vocês estão mesmo juntos? – eu assenti sorrindo – E vão mesmo ter um bebê? – eu assenti novamente e Edward colocou a mão a minha barriga por cima da blusa molhada.
–Nós vamos mesmo ter um bebê acredita? Eu não poderia estar mais assustado ou mais feliz – eu ri.
–Eu me sinto exatamente assim. Ao mesmo tempo em que eu estou morrendo de medo, eu estou maravilhada com a ideia de ter um menininho ruivo tão lindo quanto você – ele riu.
–Não. Eu quero mais uma menininha...
–Mais uma? – minha mãe perguntou assustada e o Edward riu pronto para responder mais meu pai ficou em pé repentinamente.
–Então é assim? – ele gritou – Edward simplesmente invade o convento engravida a minha filha e fica por isso mesmo, todo mundo contente com a criança que está chegando? Eu não vou aceitar isso!
–Ah Charlie você está fazendo tempestade em um copo d’água. Não viu que eles se amam? – minha mãe tentou acalmá-lo – E não se esqueça de que é o Edward, o mesmo rapaz que ontem mesmo você estava dizendo que gostava como a um filho.
–Isso foi antes de saber o que ele fez com a nossa filha. A gente confiou nesse… Nele, deixou que ele dormisse com ela, ficasse com ela vinte e quatro horas por dia Renée, todos os dias…
–Eu agradeço a confiança que depositou em mim senhor.
–E do que adiantou? Você me desrespeitou todos esses anos, debaixo do meu teto.
–Charlie… Eu sempre respeitei a Bella…
–Ah respeitou tanto que agora ela está grávida. Em pensar em todas as vezes que ela dormiu com você. Em quantas vezes… Em todos esses anos você… Ai Meu Deus – Meu pai chutou a mesa de centro parecendo perturbado.
–Não senhor – Edward o interrompeu – eu sempre tive a Bella como uma irmã.
–Irmãos não fazem o que você fez com ela. E agora por sua culpa, ela está assim...
–Pai, Edward não fez nada que eu não quisesse... – interferi sem parar de chorar – A culpa não é só dele.
–É minha sim Bella... Eu te enrolei todo esse tempo e te convenci a dormir comigo…
–Não Edward eu queria também, você sabe que eu queria.
–Mesmo assim. Eu deveria ter te tirado do convento, eu fui irresponsável e não te protegi de uma gravidez que era o mínimo que eu deveria ter feito...
–Na verdade o mínimo que você deveria ter feito é respeitado a sua melhor amiga – meu pai disse cheio de raiva – Ela queria ser freira, ela tinha sonhos que por sua culpa não vão se realizar. Como você pode colocar a cabeça no travesseiro e dormir sossegado em saber que destruiu a vida da sua melhor amiga? Da pessoa que sempre esteve ao seu lado? Da minha filha?
–Eu não tive a intenção de destruir a vida dela, foi por isso que eu atrasei o máximo a nossa saída de lá, para que ela pudesse aproveitar a sua vida religiosa com a qual ela tanto sonhou nem que fosse um pouquinho, mas eu não contava com essa gravidez.
–Se você não queria não deveria nem ter chegado perto dela nesse sentido Edward – meu pai falando entre dentes e cerrando os punhos – você deveria ter mantido suas mãos bem longe da minha filha para que nada disso tivesse acontecido.
–Charlie não vai adiantar nada você espernear agora. A Bella já está grávida e você não pode voltar no tempo querido, temos que aceitar...
–Eu não posso acreditar que a minha filha está grávida… Não a minha Bella… A minha freirinha, meu anjinho puro foi maculado, por alguém que eu confiei cegamente…
–Charlie. Perdoe-me por trair a sua confiança…
–Não. A culpa é minha. Eu não deveria ter deixado que ela chegasse perto de você, mas como eu ia desconfiar? Você queria ser Padre e os padres não pensam nisso, padres são homens de bem que não se deixam levar pelo apelo da carne, respeitam as pessoas e não engravidam noviças inocentes.
–Charlie… Padres são homens comuns, eles têm desejos como todos os outros homens, eles também têm sentimentos e são movidos por eles como qualquer pessoa. Foi o que aconteceu comigo – Edward me abraçou mais forte e eu enterrei meu rosto em seu pescoço – Eu me apaixonei pela Bella, eu a amo Charlie e estou disposto a cumprir o meu papel de homem, pai e responsável. Eu quero me casar com ela e juntos criar essa criança que vai nascer.
Eu olhei para cima quando ouvi a palavra casamento. Edward me deu um selinho e riu.
–Vamos criar essa criança com muito amor e quem sabe muitas outras também…
–Quantas você quiser – eu concordei e meu pai gritou.
–Não. Você não vai se casar com a minha filha!
–Pai! Eu amo o Edward! Eu quero me casar com ele.
–Ah você quer? – ele gritou ainda mais alto – como eu posso confiar no que você quer se ontem você queria ser freira e hoje como num passo de mágica você já quer ser mãe? Como eu posso saber que não vai mudar de ideia amanhã?
–Eu não vou mudar de ideia sobre ele papai. Eu amo o Edward, sempre amei, desde quando eu era criança e tudo o que eu fiz foi para ficar com ele. Eu nunca quis ser freira – dei de ombros feliz por não ter que esconder isso mais – Edward era quem queria ser padre e tudo o que eu fiz foi para poder ficar perto dele, junto com ele.
–Não me interessa. Você não vai se casar com ele.
–Charlie por favor, sejamos sensatos. Do que adianta ficar contra agora?
–Tem razão… agora é tarde. Eu deveria ter impedido isso, jamais deixado que a Bella se aproximasse dele. Mas eu vou tomar conta dela daqui em diante como eu deveria ter feito.
–Charlie – Edward com firmeza – eu quero fazer isso. Quer me casar com a Bella e cuidar dela e do nosso filho.
–Não. Você não vai — ele respondeu com os dentes cerrados.
–Pai... Não faz isso...
–Quieta Isabella. Fica quieta pelo amor de Deus, fica quieta antes que eu perca a cabeça.
–Mas pai, o senhor não pode fazer isso. Eu amo o Edward e eu quero ficar com ele…
–Já pedi para você ficar quieta – ele gritou e Edward ficou na minha frente.
–Me desculpe senhor, mas eu não vou permitir que fale assim com a Bella. O senhor esta furioso comigo, então desconte em mim.
–É melhor que vá embora daqui rapaz. Vá antes que eu acabe cometendo uma loucura.
–Eu não vou enquanto nós não conversarmos direito. Eu só saio daqui depois que o senhor disser que eu posso me casar com a sua filha.
–Sai daqui Edward – meu pai repetiu com os dentes cerrados e as mãos fechadas em punho pronto para atingi-lo. Ele tremia ficando vermelho e eu fiquei com medo do que poderia acontecer. Edward estava se aproximando pronto para discutir, mas eu o abracei.
–Por favor, meu amor é melhor você ir – ele começou a negar e eu continuei – é melhor assim. Todo mudo vai estar mais calmo amanhã e vamos conversar melhor. Vá para casa e conte a novidade a sua família e volte amanha para comemorarmos.
–Mas e você?
–Eu vou ficar bem amor. Não se preocupe – Edward olhou para o meu pai bufando no canto da sala e sem se importar com ele me beijou.
–Eu vou voltar amanhã e tudo vai ser resolvido.
–Vou ficar te esperando.
Edward olhou para o meu pai mais uma vez antes suspirar e ir para a porta.
–Eu volto amanha senhor, mas eu quero que saiba que ao vou desistir de ficar com a Bella e o meu filho – Ele me beijou e foi embora.
Depois que a porta se fechou, eu olhei para o meu pai que olhava para mim e eu via a decepção em seu olhar.
–Pai – falei baixinho – eu sei que essa não era a vida que queria para mim e sei também o quanto estava feliz em me ver o convento, mas eu amo o Edward e estou muito feliz ao lado dele. Por favor, entenda isso.
–Eu tinha tanto orgulho de dizer que a minha filha era uma moça de honra, freira e que Jesus era o único homem que ela teria... E Agora você está grávida, e não é do Espírito Santo pelo que parece.
–Pai...
–Não interessa o que vocês digam, eu não vou permitir que se case com ele, de jeito nenhum. Você provavelmente ainda esta bem no inicio da sua gestação, ainda podemos dar um jeito nisso...
–Charles August Swan. Se você tem amor a sua vida nem termine o que estava prestes a dizer – minha mãe gritou.
–Eu só estou dizendo que ainda dá tempo de fazer com que tudo volte ao normal, ninguém precisa saber o que aconteceu entre eles. Os dois regressam e todos ficam felizes.
–Eu não poderia ser feliz longe do Edward pai, ele é o homem da minha vida. Perdoa-me, por favor – Ele balançou a cabeça e suspirou.
–Eu não sei se posso fazer isso. Não sei – ele seu as costas e foi subindo as escadas.
–Pai espera, por favor – eu gritei chorando, mas ele saiu sem olhar para trás. Eu me joguei no sofá cobrindo o rosto com as mãos e chorando copiosamente.
Eu realmente não estava arrependida, mas estava triste. Doía saber que meu pai estava chateado que não me perdoaria e que sugeriu que quase sugeriu que eu tirasse meu filho, seu próprio neto.
Minha mãe sentou ao meu lado e me abraçou, me apoiando silenciosamente. Eu fiquei chorando em seus braços por um longo tempo, ela nada dizia apenas me abraçava com carinho, me deixando desabafar.
Quando eu me acalmei ela me beijou na testa e sorriu.
–Bella você precisa de um banho. Depois de toda a chuva que tomou, todo esse tempo com as roupas molhadas. Tem que se cuidar melhor querida, você não pode ficar doente.
–Eu sei — assenti fungando — preciso cuidar do bebê.
–É isso mesmo querida. Vá para o seu banho que eu vou pegar algo para você comer. Está com vontade de alguma coisa? – ela sorriu esperançosa, mas eu neguei.
–Qualquer coisa para mim está bom. Obrigada mãe.
–Não tem de que meu bem. Agora vai.
Enquanto eu tomava banho, deixei que as lagrimas caíssem outra vez, prometendo para o meu filho que eu seria forte por ele e enfrentaria o que quer que fosse de cabeça erguida, que lutaria com unhas e dentes por nossa felicidade.
Sai do banho e procurei uma das minhas camisolas de flanela no guarda roupas e logo minha mãe estava no quarto com uma bandeja cheia de coisas gostosas para mim. Eu não perdi tempo e comi quase tudo, não tinha me dado conta do quanto estava com fome.
Quando terminei ela riu.
–Eu acho que nunca te vi comer tanto assim — ela colocou a bandeja de lado chegando mais perto de mim — mas eu vou ter que me acostumar não é? O meu netinho vai precisar de muita comida até ele sair dai.
–Eu acho que sim — eu olhei para a minha mãe que estava sorrindo, toda feliz. Ela não me julgou nem por um minuto, sempre ao meu lado e me protegendo.
–Quer que eu faça uma trança em seus cabelos? — eu assenti e virei de costas ficando bem quieta enquanto ela trabalhava em silencio, desembaraçando os longos fios dos meus cabelos com carinho e habilidade. Todo esse cuidado de mãe que eu estava recebendo me fez pensar em Molly.
O que aconteceria com ela quando acordasse e esperasse por mim e por Edward e nós não aparecemos? Ela provavelmente se sentiria abandonada, pensaria que nós a deixamos como a sua mãe desnaturada fez um dia, pobre Molly ela vai ficar desesperada quando perceber que nós não vamos voltar.
Eu preciso ir vê-la assim que a poeira abaixar. Tenho certeza que Edward vai dar um jeito da gente ficar sempre perto dela.
–Prontinho meu amor, está lindinha — minha mãe falou terminando a trança e rindo se sentou a minha frente — eu estava me lembrando de quando você estava na minha barriga Bella — ela falou toda nostálgica — eu já tinha o Jasper e então sabia como era ter um bebe, eu estava me sentindo preparada e feliz, mas quando eu descobri que era uma menininha eu quase explodi de felicidade – ela se aproximou acariciado meu rosto e continuou.
–Desde aquele dia eu fiquei planejando tudo, demorei meses para escolher o seu nome por que eu queria que fosse um nome lindo e que combinasse com você, minha Bella. E todos os dias eu fazia a você, ainda dentro da minha barriga, a mesma promessa: Eu prometia que eu estaria sempre ao seu lado, que seriamos sempre muito companheiras, eu queria ser a sua melhor amiga e saber de cada passo seu — ela suspirou – mas não foi bem assim que aconteceu não é? Eu me sinto excluída da sua vida. Eu não participei Você nem me contou que estava apaixonada, que sempre esteve. Acho que quebrei a promessa que te fiz.
–Mãe, a culpa não foi sua. Eu queria muito contar a você tudo o que estava acontecendo, mas eu ao podia...
–Eu entendo vocês queriam resolver tudo sozinhos, mas precisavam de ajuda. Tinha que ter alguém falando para vocês sobre evitar bebes, precisavam de conselhos maternos. Eu realmente falhei.
–Não mamãe, a culpa não é sua. Eu é quem não te contei tudo o que você queria saber. Eu sempre quis desabafar e contar o que eu sentia pelo Edward, mas eu tinha tanto medo de ele descobrir e brigar comigo que não admitia nem para mim mesma a maioria das vezes. Eu tentava me convencer de que ele e o meu amigo e que era assim que seria, que eu seria freira para poder viver perto dele por que a nossa amizade era grande demais para ser desfeita, não queria admitir que eu estava apaixonada.
–E quando foi que percebeu isso?
–Quando eu tinha uns doze anos. Eu fui sentindo que gostava do Edward mais do que um amigo, eu fui me descobrindo apaixonada. Eu queria ter te contado mãe, principalmente naquele dia em que a gente conversou lembra? — ela assentiu — foi naquele dia que a gente fez amor pela primeira vez.
–Ah meu Deus é mesmo? — eu abaixei a cabeça ficando vermelha — conta para mim agora querida. Como foi? Edward foi carinhoso? Você gostou?
–Foi lindo mãe. Eu adorei cada parte, Edward foi perfeito, em tudo. Nós realmente fizemos amor. Eu me senti amada com cada beijo, cada toque, não só aquele dia, mas todas as vezes que ficamos juntos.
–E foram muitas vezes? — eu assenti dando uma risadinha.
–Foram.
–Como vocês conseguiam sem que ninguém percebesse?
–Edward sempre dava um jeito. Quando estávamos aqui em casa ele vinha no meio da noite, entrava aqui de mansinho para ficar comigo e a gente passava a noite toda juntos. Lá no convento ele dava um jeito de fugir comigo do orfanato e passarmos algumas horas perdidos por ai.
–Que loucura. E nunca ninguém pegou vocês?
–A Molly provavelmente viu a gente se beijar algumas vezes, mas foi só ela.
–Eu realmente não entendo como foi que ninguém nunca percebeu, em um ano o romance de vocês.
–Eu acho que é por que não mudou muita coisa do que sempre fomos. Esses anos todos de amizade e esse ano juntos a única diferença foram os beijos que a gente trocava escondido – dei de ombros sorrindo e minha mãe sorriu também.
–Pelo visto você está mesmo feliz não é?
–Muito mamãe, muito mesmo. Tudo bem que o que fizemos não foi certo, erramos muito e estamos saindo disso da pior possível, mas mesmo assim eu estou feliz. Esse filho que estamos esperando é prova concreta do nosso amor, espero que ele seja tão lindo quanto o Edward — sorri colocando as mãos sobre a minha barriga imaginando como seria quando ela estivesse bem grande. Minha mãe fez o mesmo.
–Essa criança vai ser linda, com os pais que tem não tem como não ser perfeita – eu ri.
–Que ela tenha saúde, por mim já basta.
– Mãe? – eu chamei depois de um segundo de silencio e ela olhou para mim – o que vai acontecer se o papai não me deixar casar com o Edward?
–Não fique pensando nisso. Seu pai está surpreso e eu confesso que estou também. Nós nunca imaginamos uma coisa assim, você precisa dar um tempo a ele filha aos poucos tudo vai se ajeitar — ela sorriu para mim tentando me tranquilizar e me deu um beijo na testa. Eu bocejei sem conseguir me conter e minha mãe riu.
–Acho que você teve um dia bem cheio hoje não é? — eu assenti — durma meu bem, se eu me lembro gravidez deixa a gente com muito sono não é?
–Eu estou mesmo dormindo demais.
–Vou deixar você dormir querida, mas eu ainda quero que você me conte tudo, cada parte que você guardou de mim.
–Eu vou contar mamãe, me desculpe por eu ter escondido, era tudo dentro de um contexto tão errado. Edward e eu estávamos pecando, nós pecamos durante muito tempo e não queríamos envolver ninguém nisso.
–Eu entendo meu amor, não pense nisso agora. Apenas durma – ela me deu um beijo e se afastou – Boa noite.
Eu peguei no sono tão logo ela saiu do quarto e quando acordei o relógio dizia ser quase duas da tarde. Meu Deus eu dormi demais.
Eu fiz uma oração antes de sair do quarto, com medo do que poderia encontrar lá fora e só depois sai. Não havia ninguém a vista e eu fui direto para a cozinha morrendo de fome e foi lá que eu encontrei alguém.
–Bella – Jasper correu ao meu encontroe me abraçou – eu não acredito no que está acontecendo. Você está bem?
–Eu estou. Fica calmo.
–Como eu posso ficar calmo Bella? Você está grávida!
–Estou grávida e muito feliz com isso.
–Feliz?
–Claro que estou. Eu amo o Edward e vou me casar com ele.
–Eu disse a você que ela estaria feliz – Alice começou a pular – mal posso esperar para ver o meu sobrinho.
–Ainda vai demorar um pouco Alice, não começa – eu ri do biquinho que me olhou feio.
–E você hein? Escondeu de todos nós sobre vocês. Por que fizeram isso?
–As coisas foram acontecendo – dei de ombros não poderíamos imaginar que as coisas acabariam assim.
–Eu deveria matar esse Cullen por mexer com a minha irmã.
–Jasper, amor, não seja hipócrita. Você também “mexe” com a irmã dele e ele aceita numa boa.
–É mas você não é freira – eu revirei os olhos deixando que eles discutissem e fui procurar algo para comer. Só quando eu terminei resolvi perguntar o que estava me perturbando.
–Alice onde esta o Edward?
–Eu não sei Bella. Ele saiu bem cedo, ao vi para onde foi, mas meus pais estão no escritório com os seus. Eles estão lá a horas conversando sobre o acontecido.
–Eu deveria ir lá...
–É melhor não. Eu sei que em breve o Edward vai chegar aqui e vocês vão. Vem, vamos nos sentar a sala que a senhorita tem muita coisa para me contar – Alice me arrastou para a sala e começou o interrogatório. Ela me fazia milhões de perguntas sem me dar a chance de responder até que a porta foi aberta.
–Edward! — eu corri até ele e o abracei com força – Que bom que você veio. Eu fiquei com tanto medo de que você fosse obedecer meu pai e não voltar mais aqui...
–Bella fica calma… Já te falei que não vou te deixar nunca mais, não importa o que aconteça — eu assenti aliviada e Jasper bufou quando Edward me beijou.
–Eu não vou ficar aqui assistindo essa palhaçada. Não dá para acreditar numa coisa dessas.
–Jasper não faz assim, eles se amam — Alice gritou indo atrás dele e Edward parecia nem ter ouvido o que ele disse, apenas continuava sorrindo acariciando meu rosto.
–Onde você estava amor? – perguntei quando pude respirar outra vez.
–Eu precisei ir até o seminário para buscar as minhas coisas por que eu sai tão correndo de lá ontem que não deu tempo de trazer nada – ele acariciou meu rosto com as costas da mão olhando em meus olhos — a única coisa que eu pensei em fazer era encontrar você, ficar com você e saber se estava bem.
–O que você fez quando eu fui embora?
–Quando eu me dei conta de que você foi embora carregado um filho meu sozinha, tudo o que eu fiz foi dizer ao padre Garrett que eu não poderia ficar mais ali por que seria pai – ele riu – eu não deveria ter dito isso a ele por que ele quis conversar, tive que explicar toda a nossa historia a ele para só depois ele me dispensar. Demorou uma eternidade que quando eu sai de lá eu só pude correr.
–Você veio depressa.
–Juro que nem sei como eu cheguei aqui, eu tinha tanta coisa na cabeça que eu fiquei perdido… Para mim parecia impossível a gente ter um bebe ainda mais agora que falta tão pouco para a gente ficar juntos, não poderia ser assim.
–Eu acho que essa criança veio para nos unir. Tudo bem que essa não é a melhor hora, a melhor maneira e pegou a gente completamente de surpresa, mas — eu coloquei minhas mãos na barriga,acariciando como já tinha feito tantas vezes desde que me descobri grávida — Foi essa criança que te trouxe para mim e se não fosse por ela ainda estaríamos eu lá no convento e você no seminário ao invés de aqui, juntos — Edward sorriu e colocou sua mão sobre a minha.
–Como foi que você descobriu? — eu sorri, encantada com o olhar maravilhado dele e comecei a contar.
–Eu fui ao médico...
–Por quê? Você estava passando mal? Mas você está bem agora não é? O que eu posso fazer por você?
–Edward calma. Eu fui para o hospital por que o médico me ligou e disse que o meu sangue estava alterado e que apareceu algo de anormal nele e precisavam falar comigo. Eu fiquei muito preocupada e com medo, para falar a verdade eu nem sei como consegui chegar até lá...
–Você deveria ter ido me buscar eu iria com você.
–Era tudo o que eu queria, mas ia ficar difícil para você sair depois de termos passado quase que toda a noite anterior juntos.
–Mas eu conseguiria Bella. Eu sempre consigo. Você é a minha prioridade — ele parecia preocupado e eu o beijei.
–Calma amor, deu tudo certo, já passou.
–Certo, mas continue contando.
–Quando eu cheguei lá ele começou a me fazer muitas perguntas e depois disse que eu estava grávida. Eu me perguntei como foi que isso aconteceu conosco…
–No começo eu também, mas depois de um momento pensando, eu percebi que depois de todo o sexo que estamos fazendo, desde o natal, sem proteção nenhuma — ele riu — podemos nos considerar com sorte por só agora ter um bebê a caminho.
–É verdade, vendo por esse lado até que demorou para ele chegar – Edward me beijou e encostou a testa na minha.
–Que confusão a gente se meteu hein meu amor? — eu assenti.
–Foi mesmo. Meu pai está uma fera. Ele não quer me perdoar, e não vai perdoar você também. Eu não faço ideia do que vai acontecer com a gente agora.
–Eu vou lutar por você Bella, vou lutar por nossa família, por nosso amor. Eu juro.
–Como é bom saber disso Edward. Como é bom saber que você está ao meu lado.
–Para sempre querida – eu ofereci meus lábios a ele que prontamente aceitou, me beijando. Edward segurava meu queixo olhando para mim suspirou.
–Em pensar que tudo poderia ter sido diferente se eu tivesse entendido o que eu sentia por você, se eu tivesse sentado e te contado tudo o que acontecia em meu coração antes de irmos para o convento e o seminário.
–E o que se passava em seu coração? — perguntei sorrindo.
–Eu não sei descrever — ele sorriu — que eu sempre tive essa necessidade de ficar com você eu entendia, você era a minha melhor amiga e também a única menina para quem eu olhei de verdade. Você sabe que eu sempre quis ser padre e tentava me focar nisso, o tempo todo, desde sempre, mas eu vou te contar um segredo. Muitas e muitas vezes quando estávamos rezando ou fazendo alguma outra coisa eu ficava olhando para você, pensando em como seria te beijar — Edward riu passando o dedo levemente por meus lábios — você tem uma boca tão linda — ele me beijou rindo — mas eu nunca imaginei que seria tão gostoso — ele ficou me olhando, seus lindos olhos brilhavam e eu vi, como muitas vezes o amor brilhando em seus olhos, me senti muito amada sobre os seus olhos.
–Continua contando — eu falei quando ele não disse nada — o que mais você pensava, o que você sentia?
–Eu ficava imaginado como seria o nosso primeiro beijo e o que a gente faria depois — ele moveu as sobrancelhas para cima e para baixo, sugerindo algo e nós rimos — você não faz ideia de quantas e quantas vezes eu fantasiei como seria fazer amor com você. Bella, quando seu corpo começou a mudar, você foi se tornando mulher… Eu ficava maluco.
–É sério? — eu franzi o cenho — mas eu nunca fiz nada para provocar você.
–E nem precisava. Meninos de treze anos tem a imaginação a flor da pele e comigo não foi diferente, mas isso era só com você. Você é a única por quem eu me sentia atraído e eu me sentia tão culpado por sentir isso e por ficar pensando em você dessa maneira, a minha melhor amiga, a minha irmãzinha — Edward sorriu e me deu um selinho — meu amor.
–Você deveria ter me contado Edward, não faz ideia do quanto eu gostaria de ouvir isso. Você me dizia que eu era bonita, mas era do mesmo jeito que você falava com a Alice.
–Eu queria te dizer, mas eu não tinha coragem. Eu tinha tanto medo de te perder desde aquela época — ele segurou em minha cintura me puxando para junto dele e riu — só agora eu sei que se eu tivesse te contado tudo isso, você provavelmente não teria me batido e me odiado para o resto da sua vida como eu pensei que faria.
–Com certeza não. Eu teria pulado em cima de você — nós rimos e Edward me abraçou.
–Me perdoa amor, eu deveria ter te contado tudo, desde o começo, afinal nós sempre falamos sobre tudo e a única coisa sobre a qual não conversamos foi justamente o que mudou a nossa vida.
–Eu tenho que te pedir perdão Edward Se eu não fosse tão covarde, naquele dia mesmo, no seu quarto, eu teria te dito que não queria que você fosse padre, que te amava e queria ficar com você. Não teríamos passado por nada disso e nem você ficaria imaginando nada por que você já ia me ter. Como fomos bobos não?
–A gente complicou uma coisa tão simples não é meu amor? De agora em diante vamos sempre contar tudo um ao outro e que a verdade prevaleça entre nós, não importa o que seja, sempre vamos conversar para que essas coisas pequenas não nos separe nunca mais.
–Nunca mais — Edward me beijou por um instante depois me olhou sorrindo.
–Eu amo tanto você Isabella, mais do que eu consigo dizer.
–Eu te amo Edward, mais do que a minha própria vida.
Edward me beijou de novo, mas não durou muito já que escutamos passos duros e muito altos vindos em nossa direção. Nós nos sentamos direito, Edward ainda me abraçando pela cintura enquanto Carlisle e Charlie entraram na sala, muito sérios.
Meu pai se sentou em sua poltrona, com a cara fechada, sem olhar para nós. Silenciosamente Alice, Jasper e Emmett, Renée e Esme se juntaram a nós. O silencio durou o tempo exato para que todos se acomodassem e logo em seguida Carlisle suspirou e disse.
–Chegou a hora conversar sobre o que vamos fazer meus filhos.
Notas finais
Bem eu tenho atrasado os capitulos assim por que eu comecei a fazer um curso e ainda estou organizando meus horarios, e então acho que eu vou postar aos domingos até que eu consiga me estabelecer para voltar as terças certo?
Bruna Diniz Cullen Milla Cullen Lanna Swan Pattinson Alice Grey muito obrigada meus amores, amei cada palavra escrita por voces, obrigada pelo cairnho.
Novas leitoras, sejam bem vindas!
Eu volto no domingo então pessoal.
Beeeijos e té la.
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