A Irmãzinha
33 Capítulo Trinta e dois
Notas iniciais
Flashback on
–Ah Bella que coisa mais chata! — Alice exclamou exasperada — quer dizer que mesmo com aquele climinha de perigo, onde alguém poderia chegar e pegar vocês dois juntos, nunca, nunca fizeram algo mais... Diferente?
–Diferente como?
–Eu sei lá, qualquer coisa. Pelo que me contou vocês ficam só do mesmo jeito numa cama, Edward por cima, olhando em seus olhos e te dando beijinhos... Foi assim sempre?
–Basicamente — eu de ombros bebendo um pouco mais do meu vinho — eu não vi nada de chato nisso, muito pelo contrario, sempre foi maravilhoso.
–Que é bom de todo jeito a gente sabe, mas não é só isso minha cara. Eu sei que é uma delicia fazer amor com calma, aquela coisa doce e apaixonada... — ela suspirou — Mas isso só de vez em quando. Existem muitas possibilidades que vão além do que vocês têm feito e se você já gosta, tenho certeza que vai ser ainda melhor, sabe sair da rotina e fazer algo diferente para variar.
–Então me diz o que fazer, por que se pode ser melhor do que já é eu preciso aprender — eu disse chegando mais perto e Alice riu.
–Com muito prazer. Você por um acaso já ouviu falar de um livro chamado O KamaSutra?
Flashback Off
Edward beijou meu rosto me fazendo voltar à realidade.
Quando estávamos nos aproximando eu comecei a me lembrar do que Alice tinha me dito na noite anterior. Adorei todas as dicas, mas não sabia se teria coragem de colocar tudo em pratica já que eu corava só de pensar nisso.
–Nós chegamos meu amor — Edward sussurrou meu ouvido e passou o nariz de leve pelo meu pescoço.
Aquele carinho inocente me fez despertar completamente das minhas lembranças, me deixando super consciente do que estávamos prestes a fazer, minhas mãos suaram e meu coração bateu mais forte quando me dei conta de que finalmente eu o teria depois de tanto tempo.
Ele suspirou e se afastou descendo do carro para abrir a porta para mim. Estava chovendo forte e eu rapidamente eu tirei os sapatos para poder correr sobre a chuva de mãos dadas com o Edward.
Ele abriu a porta o mais depressa que pode enquanto riamos um pouco molhados e, sem que eu esperasse Edward me pegou no colo e me beijou bem na soleira antes de entrar com o pé direito.
–É para dar sorte – disse sorrindo em meus lábios.
–Nós já somos muito sortudos por que temos um ao outro, por conseguirmos nos casar depois de todos os obstáculos que enfrentamos — eu desci de seu colo e acariciei seu rosto secando as gotas da chuva — então toda a sorte que vier é lucro, mas eu sei que vamos ser muito felizes aqui.
–Nos vamos sim querida, vamos ser muito, muito felizes — Edward me beijou me segurando em seus braços e passo a passo foi me levando para dentro de casa a caminho do nosso quarto eu o abracei deixando meus sapatos caírem no caminho e me deixei levar.
Edward parou assim que chegamos ao quarto ele me soltou e deu um passo atrás. Nossas respirações estavam ofegantes e ele sorria me olhando de cima a baixo e eu fiz o mesmo apreciando o quanto meu marido estava lindo naquele fraque.
Ele não estava mais tão arrumado quanto antes, os punhos e o colarinho abertos, livre da gravata e os cabelos completamente desalinhados, mas isso não tirava a perfeição de vê-lo assim e, se eu nunca o tivesse visto nu, juraria que não há nada mais lindo do que Edward vestido daquele jeito.
–Você está tão linda — ele sussurrou com a voz rouca e foi se aproximando até encostar a testa na minha e apoiar as mãos em meu ombro só para deslizá-las pelas minhas costas — mas mesmo assim eu não vejo a hora de tirar esse vestido de você...
–Então tira — eu disse no mesmo tom que ele me virando de costas para que ele tivesse mais acesso aos vários botões do meu vestido.
A cada botão que Edward abria ele deixava um beijo no local, me deixando cada vez mais ansiosa para tê-lo, mesmo sabendo que a nossa noite só estava começando.
Edward gemeu alto quando abriu o ultimo e meu vestido finalmente caiu no chão revelando o lingerie que Alice escolheu para mim e me senti um pouco tímida por estar usando uma peça tão indecente quanto aquela. Era um corpete — como Alice chamou – branco todo rendado e transparente, sem alças e se moldava em meus seios, deixando-os levantados e bonitos, juntamente com uma calcinha tão pequena que daria no mesmo se não a tivesse.
Ainda gemendo ele veio para a minha frente e eu não tive coragem de levantar meus olhos para ele, mas o vi segurando seu membro com força. Edward segurou meu queixo levantando meu rosto e o acariciou.
–Eu espero que esse seu rubor não tenha nada a ver com vergonha.
–Eu estou me sentindo ridícula — confessei desviando o olhar — não deveria ter colocado isso eu...
–Ei... Amor, não diz besteira. Você está incrível, maravilhosa... E eu juro que a vontade louca que eu estou de arrancar isso de você não significa que eu não adorei te ver vestida nele — ao ouvir sua voz rouca eu olhei para ele para ver o olhar que acompanhava aquele tom. Seus olhos estavam escuros pelo desejo e em um passo de mágica eu me esqueci de toda a vergonha que estava sentindo.
Ele se aproximou me agarrando pela cintura e me beijou com urgência colando nossos corpos e me empurrando lentamente para a cama.
–Eu vou tirar isso de você — ele disse ofegante quando estava em cima de mim — mas vai ter que me prometer que vai vestir mais vezes, em um momento que eu possa te apreciar melhor — Edward foi me apalpando para encontrar o local onde abria o corpete, mas logo desistiu o puxando para baixo gemendo ao ver meus seios.
–Você não faz ideia do quanto eu senti falta deles, meu Deus, eles são ainda mais lindos do que eu me lembrava — ele os segurou, um em cada mão, e eu fechei os olhos, mordendo meu lábio para segurar um gemido e Edward me beijou — não, não quero que você fique quietinha, não mais. Não tem ninguém dormindo no quarto ao lado, ninguém por perto para interromper a gente ou nos impedir. Eu quero que você gema bem alto, quero te ouvir meu amor.
Ele beliscou meu mamilo e eu gemi alto como ele queria, o fazendo gemer também. Suas mãos foram descendo, me apalpando enquanto ele chupava meu peito e logo suas mãos se infiltraram em minha calcinha tocando meu sexo.
Edward parou o que estava fazendo e olhou para mim com o cenho franzido.
Eu corei novamente me lembrando do que Alice tinha me obrigado a fazer e fechei as pernas, mas Edward as abriu novamente e puxou minha calcinha de uma só vez, e paralisado ficou olhando para meu sexo.
Eu segurei minha respiração receosa da reação dele, mas de repente ele sorriu olhando devagar por todo o meu corpo, respirou fundo e sorriu levando sua ao ponto exato que ele sabia que dava muito prazer e o massageou com maestria, gemendo junto comigo.
Quase desmaiei quando ele se inclinou e beijou meu sexo delicadamente, criando sensações extraordinárias em mim. Eu choramingava adorando o que ele estava fazendo, pedindo mais, implorando para que ele não parasse, mas ele parou e ficou olhando para mim.
–Eu acho que nunca vou conseguir agradecer o suficiente por ter você, razão da minha existência, o motivo para eu querer levantar de manhã, é a minha maior alegria, meu amor...
–Então vem me amar Edward — eu implorei me sentando para ficar mais perto dele e comecei a abrir sua camisa — tira essa roupa e faz amor comigo... Vem, por favor.
Ele se afastou e ficou em pé tirando a roupa depressa enquanto eu arrancava o corpete e o atirava para longe. Quando estava nu ele veio para cima de mim e me penetrou sem demora, fechando os olhos, se deliciando tanto quanto eu.
Nós nos abraçamos nos movendo em conjunto se entregando ao prazer do reencontro, com todo o amor e certeza de seria assim para sempre, até que gozamos junto e Edward me abraçou e ficamos ali saboreando os últimos espasmos do nosso gozo, e o único som que se ouvia era de nossas respirações ofegantes e a chuva caindo mansa no telhado.
Alguns minutos depois, quando nossos corações voltaram a bater no ritmo normal, Edward começou a deslizar as mãos pelas minhas costas e colocou o rosto no vão do meu pescoço beijando ali e fazendo com que meu corpo se arrepiasse. Ele foi distribuindo beijos até alcançar o lóbulo da minha orelha.
–Essa deveria ter sido a nossa primeira vez — Edward disse baixinho no meu ouvido — aqui em nossa casa, depois do nosso casamento, com as bênçãos de Deus e de nossa família. Eu poderia... Eu deveria ter esperado por tudo isso antes de te convencer a dormir comigo...
–Edward... — eu o interrompi e ele me beijou rapidamente para me fazer parar de falar.
–Me ouve querida, por favor — ele olhou em meus olhos parecendo um pouco envergonhado — Eu deveria ter feito tudo nos conformes, te tirado do convento, ter conversado com a sua família e esperado para ter você só depois do casamento, como é o certo a se fazer.
–Hoje em dia ninguém mais pensa assim...
–Mas eu deveria ter pensado. Eu estava estudando para ser padre e conheço a fundo os mandamentos, sei exatamente o que Deus espera de nós e acabei desobedecendo e o que é pior ainda, eu fiz você desobedecer também, quebrar os votos que fez e isso é muito errado — Edward acariciou meu rosto devagar — só naquela época eu não conseguia pensar direito eu estava louco, obcecado por você e passava o dia imaginando o que fazer para ter um pouco mais de tempo com você, em aplacar toda a vontade que eu sempre senti de você e esquecia todo o resto.
–Eu aposto que você passava um bom tempo pensando naquelas desculpas para me levar para a sacristia... lembra?
–Claro que eu lembro — ele riu fraco — Desde o dia em que eu te beijei pela primeira vez, na porta da igreja eu só conseguia pensar em como fazer para te beijar de novo e ai vinham àquelas ideias malucas que você bem se lembra – ele suspirou – e quando a irmã Irina começou a não deixar você ir comigo para a sacristia eu parei de pensar em como te levar para lá e comecei a me concentrar em como fazer para... Te levar para a cama. – ele sussurrou me deixando arrepiada — eu achei que como a gente já estava juntos eu poderia te ter por completo... Eu estava cego pelo desejo reprimido por tanto tempo.
–Quem pode te culpar? Ou melhor, nos culpar, afinal você não fez nada sozinho...
–Não fiz, mas eu tive que te convencer. Você estava firme, querendo honrar seus votos e eu fui à serpente te oferecendo a maçã, te induzindo a pecar comigo — ele riu fraco outra vez — me ofereci de tal forma que você não teve como não aceitar, como aquele dia no seu quarto na casa de seus pais que eu te fiz segurar em meu pau e que você ficou toda assustada e sem ação...
–Eu estava mais para impressionada, tímida e excitada...
–Não foi o que me pareceu. Naquele dia, mais tarde eu fiquei me sentindo o pior de todos os homens por ter feito aquilo com você, já que por mais que estivéssemos juntos, você era uma freira pura e inocente, eu não poderia estar tão louco para tirar a sua inocência como eu estava. Quando você me perguntou o que eu faria para conseguir com que a gente dormisse juntos, eu tentei usar de toda a minha força para te afastar, mas quando me disse que queria tanto quanto eu, acabei esquecendo tudo o que eu tinha pensado naquele dia e usei tudo o que pude para te convencer a ficar comigo...
–Eu queria ter ficado, mas a minha mãe me fez ir para casa.
–Eu fiquei muito frustrado naquela noite sem você, mas mesmo assim eu não deixei que aqueles pensamentos de culpa voltassem para mim, e só me concentrei em meu desejo e em como você disse que se sentia — ele riu — eu tentei me lembrar de tudo o que sabia sobre sexo por que eu estava disposto a ter você, a te dar prazer. Me sentei no piano criando varias formas em meu pensamento para te levar para cama enquanto te esperava. E você veio...
–Não precisou de nada para me convencer não é? – acariciei seus cabelos me lembrando – Durante a noite eu mal dormi pensando em como seria errado se nos uníssemos daquela forma e estava disposta a falar com você e te mostrar isso, mas quando cheguei em sua casa, não precisou de mais nada, você disse que me ama, acima de tudo, apesar de tudo e isso foi o que precisava para eu me entregar a você.
–Você estava tão assustada, assim como eu, mas eu não deixei que isso transparecesse e quis parecer seguro do que estava fazendo, mas aos poucos a gente foi se entendendo foi tudo tão gostoso não é?
–Foi... Eu nunca pensei que fosse tão bom assim e a todo o memento eu só pensava em nós, em como era delicioso tudo o que tínhamos feito.
–Eu também. Eu não consegui dormir nem por um minuto naquela noite, só pensando em você, em como eu queria mais e em como eu estava culpado por isso e pelo que tínhamos feito.
–Por que ficou tão mal?
–Por que eu não queria tirar você do convento. O meu plano era ficar com você o máximo que eu conseguisse, até você cansar de mim, e depois eu ia te deixar ser freira como eu sempre pensei que queria.
–Era por isso que você sempre desconversava quando eu tocava nesse assunto...
–Sim. Mas quando você disse que sempre me amou, desde criança eu pensei melhor, e achei que se te deixasse aproveitar um pouco mais da vida de noviça para depois te tirar de lá. E então eu falei com a minha mãe, querendo saber dessa casa, o que ela queria fazer, como ela estava. E então ela veio e ajeitou algumas coisas.
–Ela sabia que você queria me trazer para cá?
–Não, mas já fazia muito tempo que ela não pensava nela e resolveu dar uma olhada. Pintou e fez umas pequenas reformas é por isso que ela está assim tão inteira. Desde que a gente voltou no começo do ano eu estava cuidando para o dia da gente ficar juntos e queria que tudo estivesse pronto, no dia da nossa saída.
–Eu acho que tudo o que passamos valeu a pena. Nós lutamos contra nós mesmos, contra os nossos desejos, o certo e o errado para estarmos juntos aqui hoje. E se estamos aqui, foi por que vencemos e merecemos a felicidade que estamos sentindo.
–Eu sei meu amor, mas mesmo assim — Ele segurou meu rosto e me deu um beijo — eu quero pedir que me perdoe, por favor. Se eu pudesse voltar atrás eu teria feito tudo certo desde o começo e como o padre Harry disse, teria te levado nos braços no dia dos seus votos e me casado com você.
–Nós não podemos mudar o que aconteceu querido, e eu não gostaria se pudesse, apesar de tudo, essa é a nossa história e eu gosto de como ela termina...
–Mas ela não terminou — ele riu — só começou querida, esse é só o começo das nossas vidas.
–Sim, você tem razão — eu acariciei os pelos de seu peito devagar e sem resistir eu me aproximei e deixei um beijo nele — e sabe o que eu acho?
–O que? — ele respondeu num suspiro.
–Estamos perdendo tempo aqui. Quando você disse que não iria me deixar dormir essa noite, eu pensei que íamos fazer algo mais interessante do que ficar conversando, afinal essa é a nossa noite de núpcias e eu queria aproveitar melhor.
–Você tem toda a razão senhora Cullen — ele disse com a voz macia — o que quer fazer para aproveitar o tempo?
–Eu acho que eu tenho algumas ideias...
–Quais? — ele colou seu corpo no meu — Que tal se você me mostrar o que a Alice te ensinou? Eu estou bem curioso para saber o que você aprendeu.
–Eu vou lhe mostrar, mas hoje não — respondi corando — ainda não tenho coragem...
–Jura que você tem vergonha de mim ainda, depois de tudo o que a gente fez?
–Não é que eu esteja com vergonha de você, só não me sinto pronta ainda... — ele sorriu.
–Hmm... Eu acho que entendi o que você quis dizer — Edward agarrou minha cintura me puxando mais para ele, suas mãos apertaram minha bunda com força, esfregando nossos sexos — eu vou deixar você pronta, bem pronta para mim.
Mesmo não tendo sido isso o que eu quis dizer, eu me deixei envolver pelos seus carinhos entrando de novo em seu clima. Apertei seus braços fortes e beijei seus lábios até que perdêssemos o fôlego.
Edward foi distribuindo beijos pelo meu corpo devagar, até chegar a meus seios e os chupou olhando em meus olhos, um depois o outro, me deixando pronta novamente.
Ele seguiu com a sua trilha de beijos pelo meu corpo até chegar em meu sexo e sorriu.
–Eu adorei o que fez aqui — ele me penetrou com os dedos e beijou ali outra vez — dá vontade de ficar te beijando e te lambendo por horas... Hmmmm é tão gostoso.
Eu gemia enlouquecida enquanto Edward fazia maravilhas com a sua língua em meu sexo até que eu gozei dizendo coisas que nem eu mesma entendia, delirando com os espasmos do prazer.
Meu marido deitou ao meu lado com um sorrisinho satisfeito, acariciando meu rosto e tirando o cabelo que estava grudado de suor.
–Linda — ele sussurrou e eu sorri recuperando meu fôlego, subi em cima de seu corpo, com uma perna de cada lado e me inclinei para beijar seu peito — pelo visto você está pronta agora... — ele gemeu ao sentir meu sexo molhado em sua barriga.
–Eu estou, e vou cuidar de você, como cuidou de mim — cheia de coragem eu fiz o mesmo caminho de beijos pelo corpo dele, como ele fez comigo chegando ao seu membro já muito duro, pronto. Eu o segurei, massageando do jeito que ele gostava e olhei para cima encontrando o seu olhar com expectativa.
Olhei para seu sexo tão grosso, tão grande latejando em minha mão e voltei a olhar para cima encontrando seu olhar. Edward se sentou com um sorriso maravilhado e esperançoso. Ainda olhando em seus olhos beijei a ponta devagarzinho, depois fui passando a minha língua por toda a sua extensão, estimulada pelos seus gemidos cada vez mais altos. Fiz isso algumas vezes e suspirei.
–O que eu faço agora?
–Abre bem a boca — ele disse gemendo e eu obedeci. Edward segurou meu cabelo perto da nuca e ele me puxou colocando grande parte de seu membro em minha boca e disse gemendo — chupa amor.
Eu obedeci começando timidamente, mas eu fui me empolgando com os gemidos dele, ficando tão excitada quanto ele, começando a chupar com muita força até que eu senti estremecer.
–Bella, para... Eu vou gozar – ele pediu, mas eu não parei louca para provar dele e em pouco tempo ele gozou em minha boca e eu engoli me deliciando com isso.
Edward segurou meus braços me puxando para ele, me apertando, ainda tremendo de leve.
–Porra... Isso foi... Uau — eu ri.
–Você gostou?
–Você foi incrível querida... Eu amo você demais... Para sempre...
–Eu também Edward... Eu também.
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–Edward? — eu chamei baixinho, só para ter certeza de que ele ainda estava dormindo e confirmei já que ele não me respondeu nada. Dormimos exaustos e felizes, mas eu acordei morrendo de fome e precisava urgentemente comer alguma coisa.
Eu me desvencilhei de seu abraço devagar para não acordá-lo e quando consegui me levantar Edward me puxou de volta para a cama.
–Eu não vou deixar você fugir de mim — ele disse com a voz pesada de sono quando eu cai na cama ao seu lado e ri.
–Eu jamais fugiria de você.
–Eu acho muito bom mesmo — ele se sentou e me beijou. Eu me concentrei no beijo esquecendo da fome que me tinha feito acordar e Edward sorriu satisfeito em meus lábios — você ia ao banheiro?
–Não... — respondi lhe beijando outra vez e ele riu se afastando.
–Aonde ia então? Assim você não me convence que não estava indo embora.
–Preciso comer alguma coisa... Eu estou morrendo de fome — falei ofegante e olhei para o seu corpo — se bem que isso pode esperar...
–Você nunca se cansa? — ele perguntou rindo.
–Você mandou que eu me preparasse para não dormir a noite toda e agora reclama?
–Eu não estou reclamando amor, longe disso. Eu adoro que você seja assim tão insaciável — ele me beijou e meu estomago roncou — e pelo visto não é só sexualmente falando.
–Eu preciso comer alguma coisa — eu ri me levantando — vou para a cozinha e já volto tudo bem?
–Não, não quero ficar aqui sem você. Eu vou junto — antes que eu pudesse pedir que ele voltasse a dormir Edward se levantou me levando com ele, íamos saindo do quarto quando eu o parei.
–Edward, nós não podemos sair do quarto assim...
–Por quê? — ele perguntou com o cenho franzido.
–Como assim por quê? Nós estamos sem roupas — ele riu.
–Amor, essa é a nossa casa, estamos recém casados, temos esse direito — ele me abraçou por trás e beijou meu pescoço — até por que eu não vou te deixar colocar roupa nenhuma nesses dias, já que não vamos ter uma viajem de lua de mel vamos aproveitar aqui mesmo. Só eu e você sem nada entre nós — eu gemi.
–Isso me parece ótimo, mas e se a gente se acostumar e nunca mais querer vestir nada aqui em casa?
–Eu não vou me importar de te ver nua para cima e para baixo todo o dia...
–Nós não podemos fazer isso meu amor. Como vai ser quando nosso filho nascer?
–Quando ela vier para casa a gente vai ter que se vestir, mas nós ainda temos alguns dias antes dela chegar...
–Alguns dias? — eu ri — Edward ainda faltam meses para o nosso bebê nascer, sete longos meses – eu acariciei minha barriga ansiosa para que o tempo passasse bem depressa para que nosso filho estivesse entre nós logo, me distraindo por um momento e gritei assustada quando Edward me virou de repente e segurou meu queixo me fazendo olhar em seus olhos que estavam brilhando, ele parecia todo contente por algo que eu provavelmente tinha perdido e perguntei quando seu sorriso me contagiou — o que foi?
–É que eu preciso te mostrar uma coisa. Vem comigo — ele me puxou parando de frente ao quarto vago em nossa casa, onde eu nunca tinha entrado por não ter a chave — Está na hora de você ver o que tem aqui... Pode abrir amor.
Eu testei a fechadura e ela abriu, olhei para ele surpresa e Edward sorriu me encorajando e entrei.
Lá dentro era bem diferente do que imaginei, estava tudo arrumado, as paredes pintadas de rosa claro, vários moveis e brinquedos prontos para uma criança vir e ficar.
–Esse é um quarto de menina — disse o óbvio ao ver as bonecas. Edward sorriu assentindo e eu franzi o cenho — não te passou pela cabeça que o nosso filho pode ser um menino?
–É claro que passou, mas eu tenho certeza que é uma menina — eu ri.
–Na maioria das vezes é a mãe quem tem essa certeza — eu brinquei e ele deu de ombros, ainda com um sorriso radiante.
–Dessa vez a mãe não sabe de nada — eu revirei os olhos contagiada pelo seu bom humor e entrei no quarto observando tudo, cada detalhe. Era tudo tão bonito e de bom gosto.
Mas eu achei muito estranho que ao invés de um berço tivesse uma pequena cama e que em cima dela sacolas e mais sacolas de roupas para uma menina já crescida, ao invés de para um bebê. Mas o que me chamou mais a atenção foi que no canto tinha uma mesinha com vários livros para colorir e lápis de cor.
–Você gostou? — Edward me perguntou com um sorriso tão lindo que eu estava meio sem jeito de dizer o que eu pensava.
–Eu... Eu não sei o que dizer...
–Tudo bem, pode falar a verdade — ele riu ao ver a minha cara — não vai me magoar por que não tive nada a ver com isso, foi Alice e Molly que cuidaram da decoração.
–Não é que eu não gostei amor, mas eu só acho que se for mesmo uma menina que vai nascer, ela vai demorar alguns anos para usar as coisas que estão aqui, não acha?
–Não. Ela vai poder ficar com tudo assim que chegar — eu franzi o cenho imaginando se era o sono que o estava impedindo de raciocinar direito. Ao ver minha expressão ele riu — O que?
–Eu estou tentando imaginar como é que um bebê vai se sentar nessa mesa e colorir — Edward começou a rir — isso não é engraçado.
–Desculpe meu amor, mas isso não é para o bebê, até por que como você disse ele pode ser um menino.
–Então o que é isso? Não estou entendendo nada.
Ele respirou bem fundo e me deu um beijo na testa.
–Espere bem aqui por um minuto — eu assenti e ele saiu. Voltei a olhar em volta completamente confusa, meu Deus o que o meu marido está aprontando? Peguei uma boneca olhando para ela e sorri. Seria mesmo bom se fosse uma menininha... Molly ficaria contente com uma amiguinha para brincar, mesmo que tivesse que esperar alguns anos.
Fiquei perdida em pensamentos até que levantei os olhos e vi que Edward estava de volta, me observando da porta, ainda nu e eu suspirei.
Tudo sumiu naquela hora e eu me peguei admirando meu marido, feliz por aquilo tudo ser meu e querendo ele novamente.
–Pode parar com essa cara Bella, a gente não vai fazer amor... — ele disse se aproximando de mim e pegando minhas mãos me beijando rapidamente — Pelo menos não antes da gente conversar e eu te contar a surpresa que eu tenho te preparado há muito tempo, vem.
Ele me levou para a cozinha e ele se sentou, me puxando para o seu colo e o contato dos nossos sexos me deixou alerta novamente, me fazendo gemer e ele riu.
–Presta a atenção amor — ele tocou meu lábio, deslizando seu dedo com carinho, sorrindo com doçura — eu queria fazer tudo sozinho e só te contar quando ela estivesse aqui, juntinho com a gente, mas eu preciso da sua assinatura — ele pegou uma caneta em cima da mesa e abriu uns papéis — por favor minha senhora assine aqui.
–E eu posso saber o que eu estou assinando? — respondi quando terminei de assinar todas as paginas que ele me apontava, bem debaixo das assinaturas dele. Edward me segurou pela cintura me virando em seu colo para que ficássemos frente a frente e segurou meu queixo, beijando minha boca levemente.
–Senhora Isabella Marie Cullen — ele disse com orgulho mal disfarçado na voz olhando em meus olhos e falando macio — você ao assinar esses papeis acabou de se tornar mãe de uma garotinha linda que eu sei que você ama.
–Eu o que? — eu parei de respirar tentando entender o que ele estava dizendo.
–Você acabou de se tornar a mãe da Molly e agora ela é tão nossa como essa criança que está na sua barriga.
–Como?
–Eu dei entrada naqueles papéis quando a gente ainda estava na vida religiosa...
–Você o que?
–Eu percebi o que ela significava para você, era o mesmo que eu sentia e então eu tive a ideia de trazê-la para nós. E era por isso que eu não te tirei dali quando a gente conversou na primeira vez que eu te sequestrei para aquele nosso lugar secreto lembra? — ele acariciou meu cabelo e suspirou — Ali eu entendi que não fazia sentido estarmos adiar nossa volta para casa, percebi que você me amava e tinha certeza do que queria e naquela hora eu tinha mil ideias para te levar dali, mas logo me veio a Molly na cabeça, já que estávamos tão apegados a ela, éramos tão felizes com ela, por que não levá-la conosco para que fizesse parte da nossas vidas para sempre?
–E o que você fez?
–Eu falei com a senhora Clarke e pedi que me explicasse como era o feito processo de adoção e o que eu precisaria para adotar uma criança. E então eu fui juntando o que precisava e quando tinha tudo, quando estava a ponto de dar entrada, você descobriu que estava grávida. Lembra como eu te pedi para ficar um pouco mais? Eu não pretendia esperar o resto do ano, mas só o tempo de conseguir a Molly para começarmos uma vida todos juntos.
–Foi por isso que você ficou tão chateado quando eu disse que ia, com ou sem você — ele assentiu com um meio sorriso.
–Eu estava tentando te convencer como das outras vezes, mas você estava irredutível, e aquilo me deu medo, pensei que estivesse cansada do que estávamos tendo. Quando me disse o verdadeiro motivo eu fiquei mais tranquilo, ainda queria ter ela aqui antes de poder vir, afinal queria que fosse perfeito...
–E foi, Edward você me deu dois filhos de uma vez... Eu ainda não acredito. Molly é mesmo nossa?
–Sim, ela é.
–É por isso então que a Senhora Clarke sempre deixava ela sair conosco... Que disse que a gente seria uma linda família. Todas as vezes que você dizia nossos filhos como se já fossem mais de um, as coisas que a Molly falava como se tivesse certeza de que fosse ficar com a gente e a minha mãe que disse se eu precisasse de ajuda com duas crianças em casa...- eu fui me dando conta de todos os sinais que eu nunca percebi, mas que estavam ali.
–Todo mundo já sabia, meus pais, os seus, meus irmãos... Eles todos me ajudaram a conseguir nossa filha.
–Molly... Nossa filha — eu repeti maravilhada — nossa filha!
–Sim — Edward riu limpando minhas lagrimas — ela sempre foi nossa, mas agora é oficial.
–E quando ela vai vir? Quando vamos poder ter ela aqui?
–Como eu disse, dentro de alguns dias ela estará conosco. Vamos receber a visita de assistente social para saber se está tudo em ordem, coisa de praxe, mas não vai demorar.
–Você é maravilhoso Edward, eu te amo, obrigada! — eu o abracei emocionada, deixando que as lagrimas falassem por mim.
–Eu disse que vou fazer você feliz meu amor, isso é só o começo das nossas vidas — eu me joguei em seus braços e chorei emocionada, agradecendo a Deus por tanta felicidade, que pelo jeito só estava começando.
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