A Irmãzinha

41 Capítulo Quarenta


Notas iniciais
Oi irmãzinhas :) Uau, há quanto tempo não? Mil perdoes aconteceram tantas coisas, fiquei sem tempo e sem computador, foi impossivel postar antes, mas me senti mal cada segundo de demora, principalmente as terças dia dos nossos encontros. Bem, aqui está o último capitulo, onde eu quis trazer um pouquinho de Edward para que vocês o entendam... ou nao kkk Eu escrevi com todo o carinho do mundo e eu espero que gostem muito muito muito. Boa leitura.

Pov. Edward

Cheguei pela manhã ao trabalho para abrir a igreja e, como de costume, encontrei o Padre Harry terminando suas orações matinais.

–Bom dia padre, a sua benção.

–Deus te abençoe meu filho — ele disse sorrindo e olhou em volta — Onde está a Bella hoje?

–Ficou em casa. Ela estava um pouquinho indisposta, o senhor sabe, aquele barrigão a deixa cansada.

–Eu sei e faz muito bem, por que com nove meses completos ela não deve ficar passeando por ai com o risco de a menina nascer a qualquer momento. Você não a deixou sozinha não é?

–Renée foi para lá antes que eu saísse e vai ligar se houver novidades.

–Tudo bem então. Eu vou terminar umas coisas lá dentro e depois vou sair. Espere-me por aqui, por favor, quero que vá comigo.

–Sim senhor — ele deu um tapinha em meu ombro e se afastou, fazendo seus passos ecoarem pela igreja vazia.

Como eu não poderia ajudar em nada e ligar para minha esposa estava fora de cogitação, depois de uma noite inteira acordados, tentando encontrar uma posição confortável para Bella dormir eu sabia que assim que sai com Molly ela voltou para a cama, a fim de descansar. Então eu resolvi passar esse tempo livre rezando um pouco.

Ajoelhado, olhando para Jesus, eu comecei a pensar em toda a minha vida, e em como tudo o que eu vivi colaborou para que esse momento mágico em que estou vivendo chegasse.

Pensei em minha primeira infância tão solitária, sem poder frequentar a escola pela saúde frágil da minha mãe e sem nenhuma outra criança com quem eu pudesse interagir me tornaram retraído, taciturno perto de outras crianças.

Passávamos os dias em casa, só mamãe e eu. Mesmo debilitada, ela me ensinava sobre o mundo em sua cama, ou em seu piano velho na sala. É uma das lembranças mais fortes que tenho: o sorriso da minha mãe quando tocava, era diferente de um jeito que eu nunca mais vou esquecer, tanto que toda vez que eu toco eu penso nela e em como eu sinto saudade.

Mamãe era todo o meu mundo e eu era o dela.

Lembro-me com exatidão de como ela parecia mais doente a cada dia. Eu ficava preocupado, com medo, mas ela sempre sorria e me pedia para não ficar triste, por que Deus cuidaria de nós dois sempre.

Eu vivi assim até meus sete anos, quando ela morreu.

Eu teria desabado se não fosse a conversa que ela teve comigo no hospital. Nossa despedida. Ela me entregou o rosário que sempre rezava, dizendo que naquele simples terço, tinha colocado seu coração e estaria comigo para sempre através dele. Pode até não ser verdade, mas eu acreditei muito naquilo e isso me deu forças para aguentar corajosamente toda a transição de um menino que tinha um mundo forte e sólido na mãe e, que de repente não tinha mais nada, convivendo com pessoas que não conhecia.

Como tinha convivido muito pouco com crianças, eu não me dava muito bem com as que tinham no orfanato – meu novo lar – então eu ficava sempre com as freiras que impressionadas comigo e com o jeito que eu rezava me mantinham por perto.

Acredito que foi isso que me levou para o dia em que, sentado sozinho vendo as outras crianças brincarem enquanto as freiras cuidavam de seus afazeres, eu vi duas crianças, um menino e uma menina chegando ao orfanato brincando e fazendo festa com todas as crianças, mas o que me chamou a atenção mesmo foi a mulher que chegou com elas.

Ela era muito bonita e boa. Distribuindo doces e presentes, parecia ser muito carinhosa, beijando e abraçando todo mundo que se aproximava dela, além de um sorriso lindo, me dando muita saudade da minha mãe. Eu segurei o terço que ela me deu, para trazê-la para perto de mim, quando aquela mulher se aproximou.

Ela começou a conversar comigo, querendo saber o porquê de eu estar sozinho e eu contei que as freiras estavam ocupadas e eu não tinha nenhum amigo para brincar. Ela sorriu para mim, passando as mãos de uma forma muito gostosa pelos meus cabelos e se apresentou como Esme. Passamos horas conversando. Ela me fazia rir de histórias engraçadas, me contou sobre seus filhos e sua família, dizendo que eu ia gostar muito de conhecer e que no dia seguinte voltaria para me apresentar a todos.

Eu fiquei feliz, principalmente quando ela voltou mesmo no dia seguinte com seu marido e me apresentou a seus filhos. Ficamos a tarde inteira conversando e isso se repetiu por vários dias, até que eles começaram a me levar para passear no fim de semana e dormir na casa deles onde tinha um quarto só para mim.

Até que um dia, Esme me perguntou sobre o que eu achava de fazer parte daquela família. Antes que eu pudesse responder, Alice implorava para que eu aceitasse já que sempre quis ter um irmão do tamanho dela, ou menor que não fosse o grandalhão do Emmett e ele me disse que queria ser meu irmão, fazendo coro com Alice. Prometeu que me defenderia dos caras maiores e me ensinaria a jogar baseball. Carlise falou o quanto gostaria de ser meu pai para me ajudar a crescer e ser feliz. Esme disse que queria muito que eu fosse seu filho, e que jamais me deixaria esquecer a minha outra mãe, que rezaríamos juntos por ela e meu pai todos os dias.

Eu aceitei é claro, por que mesmo os conhecendo há pouco tempo, já amava demais a todos eles.

Mudei-me para a casa dos Cullen e estava sendo muito feliz. Era incrível ter irmãos e poder brincar com eles, mesmo tendo que fazer brincadeiras que não me agradavam muito. Nós tínhamos um esquema de que cada dia era um quem escolhia o que fazer ou as brincadeiras que faríamos depois da aula. Por isso, às vezes Emmett e eu tínhamos que ser platéia dos desfiles de moda que Alice criava e outras Alice e eu tínhamos que jogar todos os jogos que Emmett queria praticar. Quando chegava a minha vez, eu sempre queria rezar, ou ir a algum terço que os vizinhos estavam promovendo ou ainda ir à missa. Eles não gostavam muito, reclamavam, mas me acompanhavam.

Bem isso foi até que nos mudamos de Chicago para Forks.

Nas primeiras semanas que estávamos aqui, eu descobri que o padre queria novas crianças para ser coroinha, eu fiquei louco para ir, mesmo que meus irmãos não quisessem de jeito nenhum, principalmente por que era um dia que milagrosamente não estava chovendo e o papai os levou para acampar.

Mamãe me levou para a igreja e me deixou lá enquanto foi fazer compras, eu me sentei no fundo da igreja com vergonha das outras crianças, mas também sem vontade nenhuma de interagir com elas, apenas observando de longe até que eu a vi.

Se eu tivesse que dizer um momento em que minha vida mudou, foi aquele: A primeira vez que eu coloquei os olhos naquela menininha de tranças cujo sorriso brilhava mais que o sol.

Segurei meu terço e abaixei a cabeça tentando não olhar muito para ela, nem para ninguém, morrendo de vergonha, mas ao mesmo tempo de vontade de me aproximar e conversar com ela. Então permaneci em meu lugar, ansioso para que o padre aparecesse logo, tentando me distrair brincando com as contas do terço da minha mãe e por isso levei um susto quando percebi que alguém tinha se aproximado de mim. Levantei a cabeça e ela estava ali, sorrindo, querendo ser minha amiga.

Acredito que toda a minha vida sem amigos foi recompensada por Bella e sua amizade que mudou tudo o que eu já tinha vivido. Posso afirmar com toda a certeza que depois que eu conheci Bella, conheci também a felicidade.

Era novo poder ter alguém que estava comigo sempre e gostava das mesmas coisas que eu, fazendo as mesmas brincadeiras e gostando dos mesmos lugares. Tornamo-nos tão unidos que passávamos os dias juntos na escola, depois da aula, na catequese e em todo o lugar. Vivíamos tão grudados que não nos separávamos nem para dormir, tanto que até as nossas famílias se tornam muito amigas: meu pai e Charlie, minha mãe e Renée, Emmett e Jasper e até a Alice, era impossível deixá-la de fora do que quer que fosse.

Desde que entramos para ser coroinha, padre Harry sempre esteve conosco dando conselho ensinando e brincando, era uma pessoa muito próxima e querida, fazendo algo que eu admirava demais e, que desde cedo esteve muito em minha vida. Conforme o tempo foi passando e minha admiração crescendo, eu me vi querendo ser como ele, com o amor que eu via em seus olhos, toda a dedicação e o comprometimento total de sua vida para Deus.

Assim que isso ficou concreto em minha mente, como sempre, eu corri para contar a Bella, que era para quem eu contava tudo. Apesar de ela ser a minha confessora, eu estava muito receoso por que imaginei que ela estranharia, que me dissesse para pensar direito, que eu não conseguiria, ou que usaria de suas habilidades para me remover da ideia, com aquele sorriso tão lindo. Mas para a minha total surpresa não foi isso que aconteceu, ela concordou comigo e disse que também queria ser freira.

Aquilo só demonstrou o que eu já sabia, Bella e eu nascemos para ficar juntos e sermos amigos pela vida inteira. Aquela confirmação da minha amiga só me deu mais forças para seguir naquela direção por que já que era isso que ela queria para as nossas vidas, era isso que faríamos.

Desde então eu comecei a ter aulas de teologia com o padre Harry que ia me ensinado devagar, coisas que eu conseguia entender pela minha idade, e eu fui me encantando cada vez mais pelo sacerdócio, tendo o apoio incondicional de Bella.

Era incrível como aquela garota esteve comigo em tudo na minha vida e eu amava isso, amava a companhia dela e todo o apoio que me dava, amava estar ao lado dela o máximo de tempo possível, e só houve um momento em que essa proximidade não me fazia bem.

Eu gostaria de ter me afastado de Bella quando tinha quatorze, quinze anos e era o que eu teria feito se conseguisse ficar longe o suficiente dela. Ficar sem Bella me fazia mal, da mesma forma que ficar perto também fazia.

Suspirei me lembrando exatamente da sensação.

Bella estava cada vez mais bonita e dia apos dia eu a via se tornar mulher. Desde que meu pai teve aquela conversa sobre sexo comigo e Emmett eu não conseguia parar de observá-la e a cada dia que passava, nossa proximidade ia crescendo e eu passei a desejá-la com todas as forças.

Eu não conseguia dormir quando ela passava a noite na minha casa, ou vice versa. Eu estava louco por ela, pelo seu corpo e eu me sentia muito mal por isso, por ter esse tipo de sentimento pela minha melhor amiga, minha irmãzinha.

Eu a desejava mais a cada dia que passava, adorava imaginar o que ela escondia debaixo de tanto pano que cobria seu corpo, sempre. Eu nunca tinha visto nem um pedacinho do seu colo ou mais que suas canelas, enquanto todas as meninas da escola mostravam até demais querendo que eu olhasse, me importunando, mas eu nunca dava atenção, por que era só Bella que me interessava, só o corpo dela me tirava o sono.

Eu queria dizer a ela o que passava pela minha cabeça, mas era muita falta de respeito. Bella era tão pura, tão inocente que era pecado só de pensar nessas coisas e, mesmo se eu dissesse, ela me odiaria para sempre e eu não suportaria algo assim.

Era por isso que Alice me contava quando teria aula de educação sexual e eu tirava a Bella da sala, queria protegê-la do sentimento que vinha com essa descoberta. Do mesmo jeito que Adão e Eva perderam tudo depois que tiveram o conhecimento, do mesmo jeito que eu perdi minha paz depois disso. Além do mais Bella seria freira, então não tinha necessidade de saber não é?

Sorri olhando para Jesus. Essa era a minha justificativa, mas o verdadeiro motivo por trás disso é que eu tinha medo de que Bella sentisse por qualquer pessoa o que eu estava sentindo por ela.

Os anos passaram assustadoramente rápido demais e chegou o momento de entramos para a vida religiosa.

O grande dia chegou depois de uma noite inteira em claro onde ela e eu ficamos conversando sobre nossas expectativas. Eu tentava parecer animado, feliz, e me esforcei muito para isso, já que doía muito a ideia de ficar longe dela.

Eu estava angustiado, por pensar em me separar da Bella, mas eu tinha medo que se nós desistíssemos dessa vez, ela não fosse querer mais e, um dia encontraria alguém para se casar e eu não poderia fazer nada para impedir, não depois de toda a certeza que eu dei sobre o que eu queria todos esses anos.

Na porta do convento, Bella estava tremula triste e foi então que numa forma desesperada de deixá-la tranquila – e de certa forma a mim também – que entreguei o terço que me unia a minha mãe para Bella que não sabia o que significava.

Bella não sabia que eu estava lhe entregando meu coração.

Eu estava mais anti-social do que nunca no seminário. Via os rapazes se enturmarem, mas eu não tinha vontade, nada me animava, nem as aulas que eu tinha esperado tanto, o que eu estava aprendendo não tinha graça nenhuma se eu não poderia contar tudo a Bella no fim do dia.

Até que o domingo chegou e Bella apareceu na igreja como um verdadeiro milagre.

Eu me segurei para não correr em sua direção, mas fui até ela e dei um abraço bem contido pelo tamanho da saudade que eu sentia. Ela estava tão linda e tudo ficava mais intenso por causa da saudade: aquela roupa, seu rostinho corado e seu sorriso doce me deram a certeza de tudo o que se passava em minha mente no inicio da minha adolescência ainda estava muito forte em mim e, tão forte como um soco em meu estomago tirando todo o meu ar, eu entendi que aquilo tudo não poderia ser só algo passageiro se estava tão forte em mim, mesmo depois de tanto tempo.

Não podia mais negar, eu amava Bella muito mais do que do que me era permitido, muito mais do que eu achei que amasse.

Então eu passava minhas semanas torcendo para que os domingos chegassem depressa para poder vê-la. Todos os dias, todas as horas eu só conseguia pensar nela, e quando nos encontrávamos eu não parava de falar, tagarelando qualquer coisa com medo de dizer o que meu coração gritava, eu estava apaixonado, louco por ela, a cada dia mais.

E infelizmente foi isso que me afastou dela.

Percebi que estava perdido quando Bella começou a não aparecer nas missas ao domingo. Ai tudo piorou muito, eu não dormia, não comia pensando nela e em que eu poderia fazer para vê-la de novo, como resolver, aplacar o que eu sentia se ela estava assim tão longe de mim.

Os meses foram passando, aumentando a minha angustia. Até que o dia do aniversario dela chegou e eu dei um jeito de ir ao orfanato onde ela estava e tudo o que eu queria era dar um beijo, confessar tudo e levá-la dali, para não me separar nunca, mas eu não tive coragem. A única coisa que eu fiz foi encostar nossos lábios como se fosse um acidente e ficar observando ela ir embora corada e sorridente depois disso.

Aquilo só me deixou ainda mais triste, mais desesperado, por que tudo o que eu queria era ficar com ela, e então eu comecei a me preparar para me declarar para ela. Eu passei aqueles meses — de setembro a dezembro — planejando as palavras perfeitas para poder me abrir com ela e contar a minha melhor amiga, a minha irmãzinha o quanto eu estava apaixonado.

Eu ri ao me lembrar do meu plano.

Ao longo dos dias, eu mostraria a ela que estava arrependido de ir para o seminário e aos poucos eu falaria com ela sobre as coisas que estaríamos nos privando, coisas que todos os seres humanos passam e que poderia não nos fazer falta hoje, mas um dia fariam, para depois mostrar a ela a minha paixão.

Quando as férias chegaram e eu estava no céu, ao lado do meu amor. Estava tudo bem, tudo lindo, até Bella dizer que se tornaria noviça em breve.

Aquilo foi um choque para mim, foi como um tapa na cara me obrigando a tomar uma atitude depressa, mas ao mesmo tempo foi um balde de água fria ao ver como Bella estava feliz, em como ela não parecia ter duvidas no que tinha escolhido para si e isso me deixava muito mal. Aquela primeira noite eu não conseguia dormir só tentando encontrar uma saída para o que eu estava vivendo.

Eu tomei coragem no dia seguinte e tentei falar com ela na igreja, mas o padre Harry me interrompeu e quando voltamos para casa, eu disse a Bella que não queria mais voltar para o seminário e queria dizer que era por que eu a queria como minha mulher, mas ela contornou a situação com carinho e me deu um terço de presente imitando meu gesto de um ano antes tentando me consolar.

Por hora eu aceitei, me deixei levar pelo seu abraço gostoso e a sua conversa para me distrair, relembrando nossa infância e assim ela foi fazendo a todo o momento, mostrando em cada detalhe que nós dois tínhamos nascido para a vida religiosa e que eu não podia desistir por que estava triste.

Na noite do ano novo, a última que passaríamos juntos, convidei Bella para ficar comigo e ela aceitou. Foi se trocar no quarto da Alice enquanto eu esperava no meu, ansioso e me sentindo corajoso, esperançoso de que dessa vez conseguiria finalmente tê-la para mim como há tempos eu desejava.

Quando ela entrou, eu consegui vê-la apenas pela luz da lua refletida nas paredes de vidro do meu quarto. Ela estava vestindo uma calça de moletom e uma blusa fina de alcinha que me fizeram suspirar. Era tão diferente das camisolas enormes que ela sempre usava. Eu nunca tinha visto tanto de seu corpo e fiquei nervoso por um momento, mas tentei me controlar quando ela deitou ao meu lado.

Eu segurei suas mãos por debaixo do edredom e estava adorando sentir sua pele macia, tanto que subi minhas mãos pelos seus braços, me deliciando ao sentir sua pele tão arrepiada quanto a minha. Continuei tocando seu ombro e sua clavícula, vendo seu colo pela primeira vez. Sem me conter toquei ali aproveitando o máximo antes que ela pudesse me parar, imaginando como seria poder tocar em cada pedacinho do seu corpo e beijá-lo com toda a adoração que eu tinha por ela, enquanto fazíamos amor pela noite a fora.

Senti meu rosto corar e quando Bella perguntou eu fui sincero dizendo que estava pensando em sexo mudando o rumo da minha conversa, afinal se ela sentisse curiosidade, seria fácil convencê-la a tentar depois de mostrar o quanto eu a queria.

Eu ri me lembrando disso. Bella estava toda envergonhada querendo fugir do assunto e quando eu percebi que não daria em nada, me preparei para falar o que as férias inteiras ficou preso em minha garganta. Eu disse a ela que precisava confessar algo e, numa forma de me encorajar Bella contou que estava feliz no convento como nunca imaginou que seria e dizendo que eu também encontraria a minha felicidade em breve.

Eu fiquei tão desorientado que a única coisa que eu conseguia era olhar para ela enquanto buscava uma resposta. Eu não conseguiria — apesar da necessidade que eu sentia — não ia conseguir pedir a ela que ficasse comigo. Eu rezava olhando para ela, pedindo ajuda a Deus, que me desse uma luz que me mostrasse o que fazer, foi então que Bella sorriu.

Eu tive tanto medo de não ver mais aquele sorriso, que decidi que nada mais importaria, que mesmo que eu morresse todos os dias sem ela, pelo menos ela seria feliz e era o que importava.

Ela me perguntou o que eu tinha a dizer e me calei. Ficamos nos olhando por um longo tempo até que Bella dormiu em meus braços.

Eu passei aquela noite inteirinha olhando para ela, e me convencendo que aquela não era simplesmente a Bella, a garota que eu amava com todo o meu coração. Tentei colocar em minha cabeça que aquela garota era quase uma noviça, em breve uma irmã e era assim que eu teria que vê-la, sempre, a partir do dia seguinte, por que aquela noite, em meus braços, mesmo que fosse só em minha cabeça, Bella era minha, inteiramente minha.

Eu pensava nisso quando em seu sono Bella suspirou e chamou meu nome, pedido para que eu ficasse com ela. Eu a abracei e prometi que ficaria jurei que sempre estaria ao lado dela, cuidando de sua felicidade ao máximo e respeitando suas decisões.

Não quis dormir e acho que mesmo se quisesse não poderia, com medo do dia que se aproximava e que levaria minha Bella com ele. Mesmo eu temendo ele chegou e com ele a angustia de ter que me separar. Eu queria chorar, queria gritar que não queria que ela fosse, queria ter forças para impedir de qualquer maneira, mas não poderia fazer isso, era o que Bella queria como eu poderia impedir?

E foi com muita dor que eu a vi partir para longe de mim.

Passei os piores cinco meses da minha vida, longe da mulher que amo sabendo que ela se preparava para assumir um compromisso e que ele não seria comigo. Eu estava começando a deixar de lado a ideia de que conseguiria conviver com isso, estar perto sem tê-la de verdade, mas não sabia o que fazer. Queria correr para alguém, pedir conselho e não havia ninguém melhor para isso do que o padre Harry. Eu queria contar a ele, sabia que não seria julgado, que receberia bons conselhos, mas eu não tinha coragem de dizer às palavras que precisava.

Até que chegou o dia.

Eu estava decidido a fazer algo, não poderia deixar que ela se fosse sem saber o que eu estava sentindo, não poderia perder sem lutar.

Cheguei à igreja quase em cima da hora e fiquei protelando na porta, com medo da reação de Bella, quase desistindo, até que ela apareceu ali. Ela já usava o habito de freira bem comprido e branco com uma gola que cobria seu pescoço e um manto por cima de tudo aquilo, seus cabelos cor de mogno dando contraste em toda aquela brancura. Estava ainda mais linda, parecendo um anjo. E foi aquela visão que me fez agir: fui até ela recebendo seu sorriso caloroso.

Sem me deixar levar por qualquer outro sentimento que não fosse o amor que sentia por Bella eu a puxei pelo braço, até um canto escondido ao máximo e ali, eu disse que a amava.

Bella não entendeu e pensou que eu estava repetindo pela zilhonésima vez o que sempre dizia, sem identificar a grande mudança que havia ali. Eu não encontrei palavras para lhe explicar e a única forma de mostrar isso a ela foi beijá-la.

Ali, diante do sacrário, meu coração disparou como tinha acontecido há quase dois anos, como acontece cada vez que eu beijo minha mulher.

Eu estava nervoso por ser a primeira vez que eu fazia isso, ansioso por fazer a coisa certa e receoso por Bella se irritar e se afastar para sempre de mim, mas quando aos poucos ela foi me aceitando, retribuindo de forma hesitante o beijo que eu lhe dava, fui ganhando mais confiança, aprofundando o beijo.

Mas cedo do que eu queria nós nos afastamos por que Rosalie estava chamando por Bella e eu esperei com um sorriso, certo de que ela dispensaria a amiga e sairia de lá comigo, indo para um lugar qualquer onde poderíamos nos entender, conversar, onde eu contaria tudo o que ficou em meu coração por todo esse tempo e pudesse dar todos os beijos que eu guardei só para ela.

Só que não foi bem assim.

Para a minha surpresa e tristeza, Bella simplesmente me deu as costas e entrou com sua amiga na igreja.

E mais uma vez eu fiquei ali olhando, vendo minha felicidade ir com ela.

Meu coração parecia ter se partido em um milhão de pedacinhos de tanto que doía. Era uma dor incapacitante, tanto que eu nem conseguia me mexer, não conseguia pensar.

Senti o que Bella queria aquele beijo tanto quanto eu, mas se era assim por que ela me abandonou daquele jeito? Por que ela me deixou ali sozinho depois de tudo?

Ainda esperei um pouco para ver se ela não mudaria de ideia e voltava para mim, mas quanto mais ela se aproximava do altar, mais eu percebia que ela não voltaria. Bella nunca seria minha. Por mais que tivesse gostado do beijo e não me odiasse, ela não desistiria do seu sonho por mim, agora eu sabia, eu sentia isso.

Quando consegui colocar um sorriso no rosto para dar apoio a ela, entrei na igreja e a vi. Bella estava radiante, mais feliz impossível, mas quando o bispo chamou o nome dela, provavelmente percebeu a angustia em meu rosto e hesitou em ir, sentindo mal por mim e como se para confirmar, quando eu a encorajei Bella disse que não iria pelo que eu disse na porta da igreja, mas eu disse que estava bem que conversaríamos depois.

Meu coração se encheu de esperanças quando ela protelou por mais aquele segundo, mas depois de pensar bem, ela levantou o rosto e seguiu para frente do bispo.

Bella me olhava a cada rito finalizado, eu a encorajava, sorrindo — nem sei como — mesmo que meu coração pedisse para que eu a levasse dali e corresse para um lugar onde nós ficaríamos juntos, só nós dois.

Eu a parabenizei na missa, quando ela foi consagrada noviça e depois partimos para o convento onde participamos de um jantar de comemoração. Eu não sei o que comi lá, não sei quem estava a minha volta ou o que aconteceu, eu só conseguia me concentrar em Bella sentada ao meu lado com a mão na minha por debaixo da mesa o tempo todo. Meus olhos passavam por suas roupas, seu véu e o crucifixo enorme em seu peito, como se para que não ficasse duvida de quem ela pertencia.

E não era a mim.

Quando o jantar terminou, eu levei Bella para o pátio em um lugar isolado disposto a pedir perdão pelo que eu fiz, por ter estragado o seu dia de glória, mas Bella disse que me amava e que estava disposta a deixar tudo por mim.

Aquilo aqueceu meu coração, me encheu de esperanças, mas outra vez eu olhei para suas vestes, seu crucifixo e me lembrei de seu sorriso ao receber sua nova condição e em como ela era altruísta ao ponto de deixar de lado suas vontades, para o bem do outro, como ela já tinha feito tantas vezes em sua vida. Eu decidi que mesmo que ela me amasse e por mais que eu também estivesse apaixonado, isso não mudaria nada, era a Jesus e sua vocação que ela pertencia que ela amava de verdade.

Eu deixei que ela pensasse que eu não acreditava no amor que estava tão nítido em seu olhar, guardando cada palavra que ela me dizia naquele canto escuro e rebatendo cada tentativa que ela fazia de mostrar seu amor, ao mesmo tempo que me maravilhava por saber o que ela sentia por mim e triste por ter a sua vocação entre nós para nos separar.

Com medo de ouvir mais e acabar destruído os sonhos de Bella levando-a dali, pedi permissão para que pudesse beijá-la nem que fosse pela ultima vez e assim o fiz, tentando não registrar quando ela disse que eu beijá-la sempre que quisesse.

Depois desse dia, Bella e eu nos encontrávamos todos os domingos e, como o grande covarde que era, fingia que nada tinha acontecido agindo como sempre. Ansioso para encontrá-la na porta da igreja e contando cada coisa que se passava na minha cabeça, até que a missa começasse.

Com o passar dos meses Bella foi ficando triste, apática, sem seu costumeiro sorriso quando a encontrava e nem o brilho em seus olhos enquanto conversávamos. Isso foi até que em um domingo, não aguentei de vê-la tão triste e quis saber como ela estava ao invés de falar, falar e falar.

Bella me surpreendeu dizendo que não aguentava mais aquela situação, exteriorizando o que eu sentia também, que faria qualquer coisa para ficarmos juntos, não importando o que acontecesse.

Suspirei olhando para Jesus me arrependendo verdadeiramente de todos os pecados que eu cometi na ânsia de acertar. Eu sabia exatamente o que estava fazendo e o quanto isso era errado, mas eu estava apaixonado, louco por Bella, e tinha a certeza de que o caminho dela era o da igreja e que ela nunca desistiria disso por mim, que ela só me queria um pouco e foi o que eu fiz, me entreguei a ela quando apareceu procurando por mim naquela manha de terça feira, depois de eu a ter ignorado por mais um mês, desistindo de lutar contra meu sentimento, mesmo tendo a plena certeza que eu a perderia no final e estava conformado a ficar com ela o máximo que pudesse.

Junto dela eu me esquecia de tudo: que estava a frente de uma irmã de Jesus, dentro de uma sacristia de igreja e me concentrava apenas na mulher que amo, ali em minha frente.

Bella aceitava tudo o que eu propunha alegremente, sempre me perguntando como faríamos para deixar a vida religiosa. Eu tinha vontade de tomá-la em meus braços no mesmo instante e ir dali, mas ao invés disso eu a beijava e a fazia esquecer-se do assunto por hora, convencido de que ela não precisaria desistir dessa parte dela por minha causa.

Quando nossos encontros foram novamente interrompidos pela irmã Irina depois de um descuido meu, eu passava àquela hora da missa junto de Bella, louco de vontade de estar com ela, louco de saudade de sua boca e imaginando como seria tê-la de uma forma mais completa e entregue a mim.

O que eu mais queria era uma noite de amor com Bella.

Era só nisso que eu conseguia pensar, principalmente quando ficamos sozinhos no quarto dela pela primeira vez nas ferias de natal. Minha imaginação e o toque dela, combinado com seus beijos, me deixaram num estado lastimável de excitação e fiquei desesperado quando ela me descreveu, a sua maneira, o quanto estava necessitada também.

Eu poderia ter cuidado disso nesse mesmo dia, mas minha mãe me fez ir para casa. Sai bem cedo da minha casa no dia seguinte esperando encontrá-la na cama, mas encontrei Bella já de pé, vestida me esperando.

Deitado junto a ela naquela cama de solteiro, nós começamos a falar sobre sexo. Eu tentava mostrar a ela o quanto nós nos desejávamos enquanto Bella morria de vergonha, gaguejando e corando o tempo todo. Tão linda e desfrutável que eu aproveitei para mostrar a ela o quanto eu a queria, torcendo para deixá-la tão seduzida quanto eu estava. Bella pareceu ficar muito assustada depois que tivemos de nos separar, tanto que quando descemos ela mal me olhava. Foi só quando chegamos à igreja que ela se abriu comigo dizendo que por mais que me amasse ela não queria pecar mais do que estávamos pecando.

Naquela tarde quando eu me afastei de Bella fiquei pensando no que ela me disse e vi que ela estava certa, já tinha feito seus votos e se eu não queria que ela saísse de sua vida religiosa para não estragar tudo, não poderia tirar sua pureza assim. Decidi evitar ao máximo estar sozinho com ela para não cair em tentação, mas Bella queria dormir comigo como havíamos combinado e quando eu disse não, ela argumentou que queria.

Quando o por que de querer me afastar, Bella disse que estava doida para dormir comigo também, mas só faria isso quando saísse do convento e mais uma vez pediu para que fosse o mais rápido possível.

Diante dessa revelação tudo mudou em minha mente, afinal se ela me queria tanto quanto eu não seria errado. Eu comecei a implorar a ela que esquecesse de tudo e fizesse amor comigo, que se entregasse a mim, beijando e abraçando de uma maneira bem convincente, até que ela aceitou.

Renée levou Bella de mim antes que eu pudesse levá-la para meu quarto. Não pude dormir naquela noite só imaginando o que aconteceria quando eu visse Bella novamente.

Teríamos a casa só para nós, o que era mais que perfeito para continuar a conversa interrompida, mas isso nunca chegou a acontecer por que quando Bella me encontrou ao lado do piano, eu estava tão concentrado no meu amor por ela que só o que consegui dizer foi que a amava.

Eu encontrei nos olhos de Bella o mesmo que meus olhos transmitiam e sem que mais nada fosse dito estávamos dispostos a exteriorizar, a concretizar esse amor.

Quando chegamos ao meu quarto Bella estava insegura e começou a chorar, com medo de me decepcionar. Eu a tranquilizei, tentando fazê-la entender que pertencíamos um ao outro e aquele ato só nos uniria ainda mais. Consegui deixá-la tranquila, mas continuei nervoso. Acreditava é claro no que disse a ela, mas estava apavorado. Deus. Se ela soubesse o quanto eu estava com medo de não conseguir dar prazer a ela...

Tentando manter a calma, eu a despi devagar e a cada peça que eu tirava, ia ficando mais e mais encantado com o seu corpo, mais excitado e ansioso. Tentei não pensar em nada, seguindo apenas meus instintos e meus desejos.

E foi incrível.

Fazer amor com Bella foi a melhor coisa que eu já fiz em minha vida.

Quando fomos para a igreja, e depois para a casa dela, eu não conseguia parar de pensar em tudo o que fizemos, no seu corpo embaixo do meu, me apertando, me deixando louco e mais tarde naquela noite eu não consegui dormir, querendo mais principalmente por que o cheiro dela estava impregnado em meus lençóis, seu corpo não saia da minha mente e eu podia ouvir seus gemidos baixinhos dentro da minha cabeça.

Eu sai da cama e fui até Bella, passando a madrugada amando seu corpo e foi assim todos os dias daquelas férias, até que a véspera do ano novo chegou e eu levei Bella para dormir em minha casa, onde fizemos amor na minha cama, durante a noite toda e quando ela dormiu eu planejei o que diria a ela no dia seguinte, como eu não poderia permitir que ela abandonasse seu sonho de toda uma vida por causa de mim, mesmo que eu precisasse dela para viver.

A minha ideia era de deixá-la aproveitar mais aquele ano no convento, viver um pouco mais do sonho que teve durante toda a vida, e só depois, se ela quisesse de verdade eu a tiraria de lá para vivermos juntos finalmente.

Como eu imaginei, não foi fácil expor tudo aquilo a Bella, principalmente com ela rebatendo cada coisa que eu colocava. Queria desistir, descer e contar a todos que estamos juntos, me casar com ela, mas eu não poderia fazer isso, ainda não.

Foi muito triste aquela despedida, acho que foi a pior de todas que tivemos por que era duro ficar longe depois de tudo o que tínhamos construído nesses dez dias, toda a cumplicidade, todo o amor e o desejo que afloraram.

Uma semana depois que voltamos eu vi Bella no orfanato pela primeira vez e ao contrario do que eu pensei ela não me pareceu muito feliz em me ver, queria que eu a levasse embora, mas mostrei que poderia ficar com ela vários dias na semana e ela ficou um pouco mais conformada.

Foi nesse dia também que eu conheci a Molly e me apaixonei por ela. Que menina doce e encantadora!

Ela olhava para Bella com tanta admiração, tanto carinho que me fez ainda mais encantado por ela, tagarela e brincalhona aos poucos foi ganhando meu coração e me deixando em suas mãozinhas assim com tinha Bella.

Bella e eu, no meio do voluntariado não tínhamos muito tempo para nós. Conseguíamos trocar alguns beijos de vez em quando, mas isso não era o suficiente para nós. Até que louco de vontade eu consegui encontrar um lugar afastado onde eu consegui ter seu corpo junto ao meu novamente, depois de longos meses.

Eu consegui tirar Bella do orfanato varias vezes para fazer amor com ela – balancei a cabeça me dando conta da grande loucura que fiz – foram muitas, muitas noites depois dessa... Bem até que Bella ficou grávida.

Essa noticia tirou meu chão por um momento, mas depois colocou minha cabeça no lugar, principalmente quando eu vi que Bella estava disposta a tudo por aquela criança. Eu me dei conta que já tinha passado do tempo de começar uma família com a mulher da minha vida.

Era de se esperar que Charlie não ia gostar da noticia, afinal ele sempre prezou tanto pela virgindade da filha, e mesmo sabendo que ele era um homem bravo, com licença para portar armas eu não tive medo em momento algum, o meu amor por Bella era muito maior que qualquer coisa e eu enfrentaria o que quer que fosse para estar com ela.

O único momento que eu fiquei com medo foi quando Charlie disse que a levaria para longe de mim se eu não parasse com a as tentativas de ficar com ela durante a noite. Eu ri.

É claro que depois de saber que eu sempre entrava no quarto de Bella durante a noite, Charlie imaginou que isso poderia se repetir e eu sabia ele poderia me pegar, mas era praticamente impossível não tentar ficar junto com a minha noiva, com ela tão perto.

E então eu parei com as tentativas, eu sabia que Charlie não estava de brincadeira e realmente não mediria esforços para nos separar. Eu não ia deixar que isso me afastasse de Bella quando faltava tão pouco para ela ser minha para sempre.

Eu fui hostilizado e odiado durante todo o tempo que antecedeu meu casamento, tanto por Charlie quanto por Jasper que faziam de tudo para que eu ficasse bem longe de Bella me ameaçando, fazendo cara feia quando não conseguiam me afastar.

Nos casamos numa cerimônia muito bonita, onde finalmente nosso amor foi abençoado por Deus, no lugar onde ele nasceu e se solidificou. Olhei em volta, admirando a pequena igreja onde continha a maior e mais feliz parte da minha vida.

Hoje Bella e eu, depois de tantas reviravoltas, estamos casados e felizes aguardando o nascimento da nossa filha mais nova, curtindo cada momento com a Molly, nossa primogênita que só nos dava alegria e acredito que temos nos saído muito bem como pais.

Nós três nos divertíamos bastante, com passeios a praia e piqueniques em nossa campina. Molly parecia feliz conosco e nós com ela, nossa casa vivia em paz, mas infelizmente, quando saiamos as pessoas não nos respeitavam e os cochichos maldosos voltaram a todo vapor quando ouviram a menina chamar nos chamar de mamãe e papai.

O mais triste disso tudo era que essas pessoas que falavam mal de nós eram as mesmas que nos tratavam tão bem quando éramos crianças e estavam felizes conosco quando estávamos na vida religiosa, mudando de comportamento assim de repente, magoando a nós dois.

Os comentários que corriam na cidade dessa vez era que Bella teve Molly com outro cara e foi para o convento, as freiras descobriram e a expulsaram e eu como sou muito amigo de Bella fiquei com pena dela e sai do seminário para cuidar de sua filha.

Padre Harry vendo essa história descabida, contou a senhora Stanley que nós a adotamos. Ele fez isso com a melhor das intenções, mas aquela mulher não as tem já que saiu contando que adotamos a menina negra para aliviar um pouco dos nossos pecados.

Depois dessa eu simplesmente desisti, afinal não importava o que a vizinha fofoqueira achava, ou o que as pessoas estavam comentando. Eu, Bella e nossos familiares sabiam que estamos juntos por amor não por luxuria, caridade ou remorcio e era o que bastava.

Dentro de nossa casa, a paz reinava em absoluto. Nossa filha era uma verdadeira benção de Deus, sempre alegre e brincalhona. Quando eu chego em casa e vejo as duas rindo ao ver desenhos na TV ou correndo de um lado para o outro numa brincadeira bem animada ou ainda arrumadas com penteados parecidos no meio de um chá das cinco, eu penso em como eu sou sortudo por ter essa família linda, e depois quando elas percebem a minha presença e param tudo para me recepcionar, que eu percebo que sim, sou o homem mais sortudo do mundo.

Graças a Deus, Bella e eu, estávamos dando conta de vencer o desafio que é ajudar uma criança a crescer, colocando limites, brincando e educando. E devagar íamos passando pelas coisas ruins como o primeiro não, a primeira bronca, o primeiro castigo e a primeira gripe que nos deixou totalmente desesperados. Bella chorava o tempo todo e era Molly, queimando em febre que consolava a mãe.

–Eu já tomei o remédio mamãe, vou ficar boa bem rapidinho agora — ela dizia numa tentativa de fazer Bella parar de chorar.

E, em meio a tudo isso havia principalmente as coisas boas pelas quais valiam a pena, tais como a queda do primeiro dente de leite, o primeiro natal em família, o primeiro aniversario e a festa com o tema de princesas — eu ri — acho que nunca me diverti tanto em uma festa como naquela e nem estive tão orgulhoso ao levá-la para a escola em seu primeiro dia de aula.

Com Molly estudando, Bella para não ficar sozinha em casa, me acompanhava no trabalho. Ela trabalhava ajudando o Padre Harry na catequese, ornamentava a igreja e acompanhava o padre em visitas a doentes e funerais.

Conforme os meses foram passando e a barriga de Bella foi crescendo, as pessoas a nossa volta, começaram a notar e fazer contas de quando o bebê foi gerado. Indignadas, perguntavam ao padre como ele poderia permitir que pessoas como nós, cheias de pecado, entrasse na igreja. Ele apenas respirava fundo e respondia:

–Se for assim que as coisas funcionam, tem certeza que merece entrar?

Mas graças a Deus esse clima ruim não afetava a minha família, muito menos a preparação para a chegada de uma nova integrante.

A empolgação da Molly era contagiante, tanto que todas as noites ela e eu ficávamos em minha cama conversando com a barriga de Bella, falando sobre nossos dias e contando historinhas e deixando bem claro o quanto estávamos ansiosos para a sua chegada, enquanto Bella nos observava sorridente. Acompanhávamos de perto cada evolução do bebê, reparando até em quanto a barriga cresceu.

Foi em uma dessas noites gostosas, quando Molly e eu tentávamos adivinhar quanto a bebê havia crescido naquele dia, tocando e acariciando que a sentimos chutar pela primeira vez.

Bella e eu nos olhamos estáticos e sorridentes enquanto Molly perguntava:

–O que é isso? O que está acontecendo? – ela ficou toda preocupada principalmente ao ver Bella chorar.

–Sua irmã está falando conosco Molly. Não é incrível?

Daquele dia em diante, nossas conversas ficaram mais animadas e era uma vida para conseguir que Molly fosse para a cama.

E assim como ela, Bella e eu também estávamos muito ansiosos para ver o rostinho da nossa filha e passávamos vários minutos conversando sobre o futuro dela nus na cama depois de fazer amor — suspirei.

Ela estava a cada dia mais fogosa mesmo com nove meses e uma barriga enorme. Eu sempre me preocupava com seu bem estar, e dizia que precisávamos maneirar, mas isso só antes de chegar na cama, por que é só trancar a porta que eu me perco no corpo da minha mulher, como essa noite, por exemplo, nós nos amamos duas, três vezes seguidas.

Bella não conseguiu dormir depois disso, nossa filha estava muito agitada dentro dela e então ficamos conversando, esperando que ela se acalmasse.

Falamos mais uma vez sobre o nome dela, já até hoje não chegamos a nenhuma conclusão. Recebíamos sugestões de todo mundo e ficamos conversando sobre as possibilidades, excluindo os palpites de Molly por que estava fora de cogitação ter uma filha chamada Cinderella ou Branca de Neve.

Eu não tinha sugestões, mas gostava dos nomes que Bella tinha mais forte em mente, ela queria fazer uma homenagem a alguém importante para nós e pensou em Elizabeth, me deixando emocionado com possibilidade.

Outra opção era brincar juntando os nomes de nossas mães formando algo como Reneesme ou Renesmee, soava tão doce, tão lindo e era a minha opção favorita. Não tinha nada certo por que Bella acreditava que assim que olhasse para o rostinho de nossa filha o nome surgiria.

Eu suspirei e olhei para Jesus sorrindo.

–Eu só tenho a te agradecer meu senhor. Por mais que eu tenha feito planos para a minha vida o senhor me deu algo totalmente diferente, me fez ser muito mais feliz do que eu imaginei que seria. Obrigado. Obrigado por minha esposa, por Molly e por minha filha que ainda vai nascer, que ela venha com muita saúde, trazendo ainda mais alegria a minha família. Que ela possa sempre estar sobre a sua proteção, amém.

Fiz o sinal da cruz e me levantei, consciente de que tinha passado muitos minutos ali e estranhei por ver a igreja toda fechada aquela hora principalmente por ter acabado de abrir. Eu vi o padre sentado no primeiro banco bem próximo a mim e deu uma batidinha me convidando a me sentar com ele.

–Fazia tempo que eu não te via rezar assim meu rapaz, desde antes de você entrar no seminário que passava horas junto a Bella ajoelhados ali.

–Nós precisamos voltar a fazer isso, temos muito que agradecer – padre sorriu assentindo e eu perguntei mudando de assunto — o senhor já vai sair?

–Sim, nós vamos.

–Para onde?

–Nós íamos a uma reunião no seminário para saber o que eles decidiram sobre te deixar a frequentar as aulas — eu franzi o cenho sem entender.

–Íamos?

–Sim, nossos planos foram mudados pelas circunstancias e agora temos que ir para o hospital.

–O que houve? — perguntei com o coração disparado me colocando de pé — O que aconteceu?

–Você precisa manter a calma Edward, sua filha esta nascendo e Bella precisa de você...

–Meu Deus, nós precisamos ir — passei a mão pelo meu cabelo — preciso ficar com a minha mulher, minha filha... Eu tenho que ir.

–Ela está bem filho, não se preocupe.

–Preciso estar com ela, prometi que estaria...

–Eu vou com você — padre disse vindo atrás de mim enquanto eu corria em direção ao meu carro, meu coração disparado e as mãos suando, rezando mais uma vez para que desse tudo certo.

Graças a Deus, como tudo era perto nessa cidade chegamos em menos de cinco minutos no hospital, onde encontrei Charlie, Renée e Rosalie na sala de espera.

–Onde está a Bella? – perguntei antes mesmo de chegar a eles.

–Ela está lá dentro, sendo bem cuidado querido, não se preocupe – Renée disse tocando meu braço com carinho – a médica disse que está tudo bem e tem tudo para ter um parto tranquilo.

–Eu quero ir ficar com a minha Bella — uma enfermeira ia passando e eu segurei seu braço — me leve para junto da minha esposa, ela está tendo um bebê, eu quero ficar com ela, por favor.

–Vou chamar alguém para te levar — a enfermeira se soltou sumindo por uma porta de área restrita.

–Fica calmo Edward, não vai adiantar de nada se ficar nesse nervosismo todo.

–Eu sei, vou me acalmar, eu só estou ansioso – eu ri fraco me lembrando de outro alguém que estava tão ansioso quanto eu – Rose pode pedir a Alice que cuide de Molly? Peça que a pegue na escola, faça ela comer, dê um banho, fique com ela até que o bebê nasça e ela possa fazer uma visita.

–Ela deve estar a caminho, mas assim que chegar eu digo – eu assenti sem tempo de dizer nada, já que vieram me buscar para me levar junto de Bella.

–Amor, eu estou aqui, estou aqui com você – eu disse aliviado quando a encontrei e como resposta ela apertou minha mão com força e fechou os olhos ao gritar de dor.

Foram horas ali nessa agonia Bella sofrendo, gritando e lutando bravamente, corajosamente fazendo força para trazer nossa filha ao mundo. Eu já estava entrando em desespero ao ver minha esposa daquele jeito, mas foi só um choro forte tomar conta da sala para que toda a agonia de seu rosto se transformasse em adoração.

–Olha a nossa pequena Edward — Bella ria entre lagrimas quando a trouxeram para perto de nós — obrigada meu Deus, obrigada, obrigada — ela beijou nossa filha e eu fiz o mesmo maravilhado.

Cheguei na sala de espera quando tive que deixar o centro cirúrgico para que cuidassem de Bella e todos estavam ali, loucos por noticias e eu emocionado anunciei a chegada do meu bebê.

Entrei no quarto, assim que levaram Bella para lá e ela estava deitada, muito pálida, com os olhos fechados. Aproximei-me em silencio não querendo acordá-la, mas assim que cheguei perto ela abriu os olhos.

–Oi meu amor — ela disse com a voz baixinha e eu segurei sua mão — onde está a nossa filha?

–Estão cuidando dela e já vão trazer para nós, não se preocupe. Como você está?

–Estou cansada, mas muito feliz. Nada no mundo se compara ao que estou sentindo agora — Bella sorriu fechando os olhos. Eu me sentei ao lado da cama e fiquei olhando para o se rosto tão lindo até que ela abriu os olhos novamente sorrindo para mim. Eu suspirei emocionado e disse:

–Hoje na igreja eu estava me lembrando de tudo o que vivemos desde o dia em que nos conhecemos e sabe de uma coisa? Eu sempre soube que você mudaria a minha vida para melhor e foi exatamente o que aconteceu. Você me deu uma infância incrível com as melhores coisas e as melhores brincadeiras, a melhor companhia. Você sempre foi... Tudo para mim, a pessoa que eu mais confio, a que eu mais amo – nós nos olhávamos com intensidade, os olhos cheios de lágrimas.

–Eu estava agradecendo a Deus por ter me dado essa irmãzinha linda a quem eu entreguei meu coração e em troca me deu sua vida, abrindo mão de sua liberdade e aceitando cometer os piores erros, as maiores loucuras que eu propunha para continuar ao meu lado. E, que mesmo depois de eu ter sido um completo idiota, me aceitou, me deu uma família e hoje trouxe ao mundo mais um fruto do nosso amor. Obrigado por existir Bella, obrigado por me dar tudo de bom que eu tenho.

–Edward — ela disse com a voz embargada — eu te amo tanto que eu nem consigo dizer o quanto. É incontável, imensurável...

–Eu sei disso amor – eu a interrompi suspirando — sei que eu nunca vou conseguir demonstrar a você a imensidão do amor que eu sinto como você fez e faz, mas eu prometo que vou tentar todos os dias, cuidando de você, de nossas filhas e fazendo-as muito feliz.

–Você já faz meu amor, sempre fez... Sempre — eu suspirei e sem me conter beijei seus lábios com entusiasmo e amor, mas logo fomos interrompidos pela enfermeira que entrava com um embrulhinho rosa nos braços.

–Com licença mamãe e papai, chegou a hora da primeira mamada — eu fiquei observando enquanto a enfermeira orientava Bella sobre as posições de amamentação e depois enquanto ela amamentava, sorrindo.

Foi a cena mais linda que eu já vi.

–Ela é tão linda meu amor — sussurrei baixinho para Bella depois que a enfermeira saiu me aproximando enquanto ela beijava a testa da nossa filha. Eu não conseguia tirar os olhos do meu bebê. Nunca tinha visto nada de mais em recém-nascidos, sempre com cara de joelho, mas isso não se aplicava a minha filha que é o bebê mais lindo do mundo — meu Deus quanta perfeição, as mãozinhas, os dedinhos tão pequenos, o nariz tão arrebitadinho quanto o seu...

–O cabelo dela tem o mesmo tom estranho de cobre que o seu tem... Eu só espero que eu consiga penteá-los — ela riu baixinho toda encantada e eu a acompanhei — ela tem as suas feições Edward, é a sua cara.

–Ela tem um pouco de nós dois... — eu disse tocando a mãozinha dela e Bella me olhou — foi uma divisão muito justa, o fruto concreto do nosso amor...

–Rosário — Bella sussurrou voltando a olhar para o bebê em seus braços, depois sorriu para mim e continuou com a voz embargada, os olhos cheios de lagrimas — um pedacinho seu, que vai me fazer companhia pelo resto da vida. Um pedacinho meu que vai lhe fazer companhia pelo resto da vida. Ela é um elo eterno entre nós.

–Rosário? — eu repeti entendendo onde ela queria chegar e Bella assentiu olhando nosso bebê.

–Eu procurei tanto a quem homenagear, mas olhando para o rostinho dela, só consigo pensar em homenagear o nosso amor, nossa história, com o primeiro fruto dela — ela riu — quer dizer, o primeiro fruto que nasceu da união de nossos corpos, por que já temos um fruto vindo dos nossos corações.

–É verdade — eu sorri e beijei minha esposa linda suspirando — e então, é Rosário? — Bella assistiu olhando pequena em seus braços e ela abriu os olhos quando ouviu o seu nome, como se percebesse que era dela que estávamos falando. Seus olhinhos eram lindos, cor de chocolate e tão brilhantes quanto o da mãe. Eu sorri emocionado com aquele presente maravilhoso que a mulher da minha vida me deu.

–Obrigada meu amor — ela disse como se ecoasse meus pensamentos — você é com certeza o presente que Deus me deu, o caminho para que eu pudesse ser feliz.

–Eu não sou nada, ou melhor, não seria nada sem você, se eu sou alguém, se sou feliz é graças a você. Eu é quem tenho que te agradecer meu amor — eu beijei seus lábios e sussurrei – Eu te amo.

–Mamãe? — Molly colocou a cabeça para dentro do quarto — você ta ai?

–Nós estamos meu amor, venha – respondi ainda olhando para Bella e depois para Molly que entrou correndo. Eu a peguei nos braços antes que se atirasse em Bella como de costume.

–Oi filha...

–Eu quero ver a minha irmã. Onde ela está papai? Onde? Onde? — eu ri beijando suas bochechas.

–Ela está ali no colo da mamãe — nós olhamos para a Bella que sorria para nós.

–Venha aqui filha — eu a levei para perto e sentei ao lado da cama e Molly subiu ao lado de Bella e lhe deu um beijo — oi meu amor, que saudade de você.

–Eu também mamãe, quando eu cheguei da escola você não estava lá em casa e eu já estava com saudade, ai a tia Alice me trouxe para te ver.

–E conhecer a sua irmã também não é? — ela assentiu animada chegando mais perto, olhando para o bebê — Molly, essa é Rosário.

–Ela estava tão grande na sua barriga, mas é tão pequena agora, parece a boneca nova que o papai Noel me deu, só que muito mais bonita e de verdade! – Nós rimos de sua empolgação.

–Sim meu amor, ela é de verdade, mas você não vai poder brincar com ela ainda.

–Eu sei, mas eu vou poder te ajudar não é mamãe?

–Claro que sim, eu vou precisar muito da sua ajuda e a do papai, mas só quando nós estivermos por perto, promete?

–Prometo mamãe — nós ficamos ali, contemplando o bebê, nós três, por uns minutos e depois, pouco a pouco o restante de nossa família veio também.

Os primeiros a entrar foram Charlie, Renée, Rose e Emmett. Era bonito ver como ela estava se adaptando bem a família, era como se sempre fizesse parte dela e nesses sete meses parecia outra pessoa, sempre sorrindo e cantando. Feliz.

Renée a tratava como tratava Bella, cheia de mimos e cuidados e quanto ao Charlie, ele se sentia responsável por cuidar de Rosalie, por representar a figura paterna que ela nunca teve e quem sofria com isso era o Emmett.

Não era como se ele tivesse planos de avançar o sinal com ela, mas por via das duvidas Jasper bancava o irmão mais velho, só que menos carrasco que a última vez, deixando meu irmão dar rápidas saídas com sua namorada sem ter alguém junto, mas só depois de milhares de recomendações, tanto para que Rosalie se sentisse segura, quando para o desencargo de consciência de Charlie que não se perdoaria se não cuidasse bem da nova filha que lhe foi confiada.

Quanto a Rosalie, ela estava se saindo muito bem, superando aos poucos, tanto que o namoro evoluiu bastante, ao ponto de já estarem até falando em casamento pensando no futuro, ao contrario de Alice e Jasper, que só querem saber do hoje e de viver o amor intenso que sentem.

–Agora vem, dê um beijo em nós duas para você ir — Bella disse a Molly quando o horário de visitas acabou e toda a família, junto com o padre Harry já havia conhecido a nossa filha — Se comporta na casa da vovó, durma quando ela mandar e nada de fazer bagunça com o tio Emm e a tia Alice ta bom?

–Até parece que nós somos crianças Bella — Alice falou revirando os olhos e todos riram.

–Não são, mas eu sei muito bem do que são capazes juntos. Por isso comporte-se até que voltemos para casa viu?

–Vou me comportar mamãe, eu prometo – eu ri sabendo que essa promessa não seria cumprida principalmente ao ver Alice planejando o que fariam ao chegar em casa.

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–Você está feliz meu amor? – perguntei quando nos deitamos juntinhos naquela noite que chegamos em casa depois de Bella e Rosário receberem alta. Quando chegamos, passamos horas deliciosas com nossas filhas, Molly ajudou a dar banho e trocar a frauda com carinho e alegria. Depois ficou olhando a irmã mamar, velando seu sono até que chegou a hora de ela dormir também.

–Como eu poderia não estar feliz se hoje finalmente eu tenho o que sempre quis?

–Tudo? – eu perguntei sorrindo e ela assentiu.

–Eu sempre quis estar com você, ser sua de todas as maneiras e hoje eu sou. Sou sua esposa, mãe das suas filhas e a mulher que vai estar com você todos os dias de nossa vida – sorri tocando seu rosto com carinho.

–Você é tudo isso e muito mais. Minha melhor amiga, minha alma gêmea, a mulher da minha vida e... – eu ri baixinho encostando minha testa na dela – minha irmãzinha... Para sempre.

–Sempre – ela sussurrou em meus lábios, antes que eu os tomasse para mim.

Fim.

Notas finais
E ai minhas irmãzinhas? O que acharam? Gostaram? Odiaram? Comentem por favor e me digam. Não vou me despedir ainda, em breve eu volto com um epílogo para vocês tá, mas enquanto isso eu quero que me digam o que acharam até aqui, todas vocês, principalmente aquelas que nunca se manifestaram, por favor. Vejo vocês em breve, eu prometo. Beeeeijos