A Irmã Perdida

5 Meu pai me visita


Notas iniciais
Gente , esse é o segundo capitulo que eu prometi! Beijoss

Então, qual é o seu nome mesmo?

Essa era a milésima vez que Leo Valdez fazia a mesma pergunta.

– Cefira. -Murmurei. — Por um acaso, você tem alzaimer?

Leo riu, e deu um sorriso irônico.

– Pensava que eu era o palhaço aqui.

– Mas isso não é uma piada. — Rebati, sorrindo. Logo parei, até sorrir fazia meus músculos doerem.

Após a demonstração de amor de Poseidon, do tipo :" Queriam uma surpresa? BUM Aqui esta minha filha, que achava que tinha pais normais! Mas não, o pai dela sou eu! O grande deus dos Mares! "; desmaiei de dor e quando acordei, estava na enfermaria e Valdez me olhava, sentado em uma cadeira. Quando notou que eu acordei, falou:

– Bom dia, Bela adormecida!

O que eu achei um desaforo; quem que em sã consciência, depois de acabar com dois monstros de seus dez metros de altura, não dorme?

Depois, Leo ficou fazendo dezenas de milhares de perguntas sobre meu nome.

– Tem certeza que não começa com c e termina com o e tem alisp no meio?- Questionou ele.

– Leo, meu nome é Cefira, fui enganada em relação a minha família pela névoa, fui atacada por monstros e salvada por Nico. Feliz?

– Mas você se parece tanto com...

– Quem é essa tal de Calipso, afinal? — Eu estava começando a ficar irritada com esse nome.

– Hã, uma menina. — Disse ele. Revirei os olhos. — Uma imortal. Só eu e Percy a conhecemos. Percy notou a semelhança também.

Pela cara de Leo, ele não queria mais tocar no assunto. Eu me senti culpada, por sei lá o que deveria ter acontecido com essa garota imortal.

Eu segurei a mão de Leo.

– Sinto muito por não ser eu. Eu lamento qualquer coisa que tenha acontecido entre vocês.

Os olhos de Leo brilharam de felicidade, os dedos começaram a tirar coisas do bolso e, rapidamente uma rosa vermelha robótica estava em sua mão. — Obrigada, Rainha da Beleza. — Leo colocou a flor em meu cabelo. — Eu vou te contar a história.

E ele contou sobre Calipso, a filha do titã Atlas, que tinha sido exilada pelos deuses do mundo mortal em uma ilha por ter apoiado seu pai na primeira guerra contra os titãs. Contou que de mil em mil anos, um herói era mandado pelos deuses e Calipso tentava fazer ele ficar na ilha com ela. O problema é que o herói escolhido nunca podia ficar, devia voltar para casa, , voltar para a sua amada, ajudar em guerras... sempre tinha alguma coisa.

– Então — Contou ele- um dia, no meio da guerra dos titãs, quando eu ainda não o conhecia, Percy causou uma explosão em um vulcão e foi mandado a Ogígia , a ilha de Calipso. E, como previsto, não pode ficar. Quando salvou o Olimpo, pediu aos deuses que aos 13 anos todos os semideuses fossem reclamados por seus pais, que tivessem chalés dos deuses menores no acampamento e que Calipso fosse solta. Mas ela não foi. E eles juraram pelo rio estige fazer tudo aquilo.

– Mas então, como...? — Perguntei, confusa.

– Não sei. Mas ano passado, quando estávamos indo derrotar gaia e fechar as portas da morte, uma deusa da neve apareceu em nosso barco e me mandou para a ilha. Só que quando cheguei lá, Calipso não estava , hã, exatamente apaixonada por mim. Ela me achava patético. — Ele sorriu e revirou os olhos, como se pensasse " Como alguém iria achar essa gostosura patética? " — E a jangada mágica só aparece para os que Calipso ama. Então, fiquei encalhado lá. No final, ela se apaixonou por mim, e jurei pelo estige que iria voltar e libertá-la.

–Que... tenso. Os deuses, não meio que quebraram seu juramento?

– Acho que não. Percy não disse quando era para eles a libertarem. — Ele olhou para a janela, triste. — E ai aparece você, uma garota exatamente igual a ela, só que... Mais humana. Mais real.

– Quer dizer que sou linda? — Perguntei, sorrindo ironicamente. Leo me deu um beijo na bochecha.

– É. Agora, belezura, vamos matar sua fome de leão. Venha jantar.

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Quando ia abocanhar meu x-burguer , Quiron apareceu.

– Todos, por favor, prestem atenção. Alguns avisos. O primeiro é obviamente para o chalé de Hermes. Pelo amor de Zeus, parem de roubar da loja do acampamento. Esta acabando as roupas para os sátiros.

– aaaaaah! — Todo o chalé de hermes reclamou.

– Ele não proibiu as pegadinhas com os objetos da loja! — Sussurrou Connor Stoll.

– E sem pegadinhas com os objetos da loja! — Falou Quiron. O chalé inteiro de Hermes fechou a cara. — Ares, por favor, sem mais lanças elétricas, a de Clarisse já basta. Apolo, estão proibidas as flechas-bomba. E agora, Poseidon — Ele se virou para mim. Só naquele momento tinha notado que Percy não estava comigo — Seu irmão e uma visita estão a sua espera na Casa Grande.

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Para mim, um pai ideal deveria estar presente em qualquer momento que o filho necessitasse. Também não deveria se vestir como um pescador e ser um deus. Poseidon era ao contrário disso.

Sua camisa era tão colorida e cheia de desenhos de cavalos-marinhos, sereias, palmeiras, flores e golfinhos que me senti tonta. Vestia uma bermuda caqui e chinelos havaiana. Seu rosto era jovem, muito jovem. Ele aparentava vinte anos, o que eu achei estranho para um deus mais velho que Roma. Seu cabelo era moreno e os olhos verde-água. Ele estava sentado ao lado de Percy, no sofá abaixo da cabeça de onça viva.

Nossa, eles eram muito parecidos. Não a onça e Poseidon, mas Percy e Poseidon. O deus era como um Percy mais velho.

– oi, filha. Como você cresceu. Faz anos que não a visito.

– Quer dizer, você nunca me visitou. — Rebati.

– Ou você não se lembra. — Ele deve ter notado que eu estava estranhando sua aparência — Deve ser estranho ter um pai só quatro anos mais velho que você. Acredite, não sou assim. Quis ter uma imagem renovada minha para encontrar meus filhos.

– É melhor do que ser o velho de milhares de anos. Até hoje aquilo me assombra. — Murmurou Percy.

Poseidon riu e toda a tensão foi embora. Era como se estivesse em Miami Beach, com o sol brilhando, palmeiras balançando e o mar claro e perfeito para surfar. Não tem como ficar brava com isso.

– Ok, eu acho que concordo.

– Bom, mas não vim aqui para falar sobre a minha aparência. Vim para falar sobre você, Cefira. — Seus olhos verdes brilhavam. Por que não tinha olhos verdes também? — Acho que você é digna o bastante para saber que a próxima arma de Gaia será você. Ela a usará de algum jeito, a forçando trabalhar para ela. Você é a arma secreta. Você terá que bolar um plano, se não eu morrerei. Percy também. Todos seus amigos, deuses, até mortais morrerão. E você, de um jeito ou de outro vai também. Prepare-se.

Aquilo era tão estranho que senti vontade de rir. A única vez que conversava com o pai e ele dizia " Olhe, você vai ser usada , e se não resolver de alguma forma como deter isso, todo o mundo, incluindo você, vai morrer." Obrigada, pai.

– Mas...como? Como Gaia vai me usar? Indiretamente? — Perguntei, confusa.

– Depois de tentar usar Piper Mclean indiretamente e fracassar, não creio que fará isso de novo. Ela te buscará. .. ou você irá até ela. Mas isso você descobrirá com o tempo. — Ele fez um gesto com a mão, como se fosse para deixar esse problema para depois. — Agora, tenho contar uma coisa. Para vocês dois. Vocês são irmãos.

– Isso é sério? Sabemos que somos irmãos! É meio óbvio, não é? Filhos de Poseidon, irmãos... — Percy resmungou.

– Não, não. Não irmãos só do lado imortal da família. Pela parte mortal também. Como Thalia e Jason Grace. Só que vocês não são dividos entre Netuno e Poseidon, vocês são irmãos gregos.

– Acho que se enganou de filhos, minha mãe me contaria isso. Ela não esconde nada de mim, não um segredo desse tamanho... E além do mais, como Cefira foi parar em uma família diferente da minha?

Percy estava com ódio nos olhos. Parecia estar pensando " Ela já roubou o meu posto de Filho dos mares, também não vai roubar o posto de filho da minha mãe".

– Isso é mentira, não? Eu tinha uma família, eu os amava, eles eram reais... Como isso tudo pode ter sido uma mentira em um estalar de dedos? — Eu estava pasma. Nunca pensara direito nessa coisa de parte mortal da família, já que ficara meio confusa com o papo da névoa.

– Tem certeza, Cefira? Se lembra do sobrenome de sua mãe?

Eu forcei o pensamento, usei todas as minhas forças para me lembrar que meu pescoço estalou. Eu não me lembrava.

– Sim, você não se lembra. — Disse o deus, como se lesse minha mente. — Sally Jackson jurou pelo rio estige não contar a ninguém sobre você, a escondi em meio da névoa, com a ajuda de Hécate.Fiz país novos para você, a escondi dos monstros, a deixei em segurança.Com uma ajuda.

– Mas por qual razão minha mãe não quis ficar comigo? Por que só Percy que teve uma infância real? — Eu me comportava como criança. Mas não era justo. Percy tivera uma infância, conheceu seu pai e sua mãe verdadeiros, tivera amigos no acampamento. Mas eu? Fui enganada por uma névoa maldita.

– Você deve compreender que era perigoso, principalmente naquela época. A grande profecia sobre um filho dos três grandes. Se só com Percy, Zeus quase o mandou pelos ares, imagina se eu aparecesse com dois filhos? " Olhe Zeus, eu sei que você proibiu que tivéssemos filhos, mas me apaixonei, e agora tenho dois filhos que podem destruir o Olimpo!"

– Zeus nos caçaria... Então quer dizer que quando eu tinha dois anos, você voltou para a minha mãe? E teve outro filho? Eu... se eu soubesse todos esses anos... Eu poderia não ter ficado sozinho! Teria uma companhia! Você sabe quanto foi duro minha mãe apanhar de Gabe Cheiroso e eu ver aquilo acontecer diante dos meus olhos? Ele não estava escondendo só o meu cheiro... Escondia o de Cefira também! — As coisas presas na parede começaram a voar em círculos. Um furacão. Os olhos de Percy brilhavam de raiva.- Ela era a menininha, a vizinha. Por que não me contou na guerra dos titãs? Ela poderia ter nos ajudado!

–Ou a Cronos. Você tem que saber que era muito arriscado...

– Arriscado? Ela é minha irmã! Eu podia confiar nela! Você é ridiculo, como deus, como pai, como homem!- Percy tinha causado um pequeno furacão na sala, os quadros, pinturas, até a cabeça de onça presa a parede estava girando a nossa volta.

– Percy! Por favor, pare... Por favor...

Eu tremia de medo. Percy poderia parecer pacífico, mas por causa de uma irmã perdida, poderia se revoltar contra seu próprio pai, um dos três mais importantes deuses gregos. Seus olhos brilhavam de ódio e raiva, seu rosto estava com uma expressão diabólica.

Então Percy notou. Ele olhou para mim e viu o medo em meus olhos. Tudo voltou ao lugar. Percy se levantou e fez uma coisa que nunca pensaria que faria.

Ele se abaixou até o sofá onde tinha sentado, e me abraçou.

– Desculpe... Desculpe... — Sussurava ele. — Eu sou horrível.

– Por favor pai, vá embora. — Murmurei, enquanto Percy sentava ao meu lado,apertando minha mão.

– Eu só queria que entendesse...

Uma batida veio da porta, entreaberta. A cabeça de Piper e Annabeth apareceram no buraco entre a porta e a parede.

– Viemos buscar Cefira e Percy para a fogueira. Hã, acho que eles iriam gostar, depois do que aconteceu ontem... -Murmurou Piper.

–Claro, já estava indo embora mesmo. — Poseidon se levantou e olhou para nós dois. — Esperam que não me odeie para sempre, Percy. E Cefira... Você tem uma escolha pela frente, pense bem.

Ele parou na porta, deu uma piscadela,e saiu.

– Não contem a Jason, mas aquele cara era lindo!Ele é amigo de vocês? É um namorado seu? — Piper se virou para mim.

– Ah, não...

– Ele se parece um pouco com você, Percy. É seu parente? Quer dizer, parente de vocês dois? — Perguntou Annabeth.

Percy sorriu.

–Era o nosso pai. Vamos para a fogueira.

Notas finais
Espero que gostem! Beiijos
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.