Notas iniciais
A todos os leitores desta história, peço desculpas pela falta de postagem. Houve um contratempo com meu laptop então não podia escrever. Peço mil desculpas.

Lá estava eu: chorando e perplexa pelo que acabei de saber. Iria me casar com aquele monstro, e o pior, iria casar forçado. Sabe-se lá Deus o que ele poderia fazer comigo quando estivéssemos casados. Juro que cogitei fugir, sem arrependimentos, deixar meu pai arcar com o que ele fez e sentir a dor que minha mãe sentiu mas acontece que sou muito idiota para isso. Tenho o coração forte, mas muito mole. Não iria deixar meu próprio pai e única família nas mãos desse miserável.

Tirei aquela roupa imunda, pois cheirava ao perfume dele, e tomei um banho. Aproveitei que não era eu quem pagava as contas e abusei da água e da eletricidade com um banho muito demorado e quente. Vesti um pijama e tentei dormir.

XXX

O dia já estava amanhecendo e eu permanecia acordada. Meu sono espalhou-se e sumiu feito fumaça. A notícia de que eu me casaria com aquele crápula me assustou muito.

Entregaram-me meu café da manhã no quarto pois estava sem disposição para sair. Disse aos capangas do Derek que não me sentia muito disposta.

Um tempo depois de ter pensado muito, me arrumei e fui a porta falar com os delinquentes.

— Quero encontrar-me com o patrão de vocês.

Um deles me respondeu:

— Sinto muito senhorita, mas o patrão está em uma reunião, e ele não deu-lhe permissão para sair dos seus aposentos, por favor entre. – Fez sinal de reverencia e apontou para porta.

Entrei irritada. Que tipo de noivo prende sua noiva e nem à deixa encontrar-lhe? Não que eu estivesse conformada em casar-me com aquele traste.

Pensei e tive uma ideia.

— Socorro! Aí! Acho que vou morrer, chamem-me um médico.

Os capangas entraram como loucos no quarto.

— Senhorita está tudo bem?

— Não idiota! Não está vendo que ela está gritando de dor! – Um dos capangas retrucou o outro.

— Parem de brigar e me chamem um médico, por favor!

Apavorados todos foram a procura de um médico. Aproveitei e fui até o escritório do Derek. O encontrei conversando com um homem mais velho bem vestido em um terno preto.

Por sorte cheguei ao fim da reunião, e o senhor já estava saindo. Aproveitei e me esgueirei pelo quarto.

— Então meu noivo nem me deixa vê-lo?

Ele olhou param mim um pouco assustado.

— O que faz aqui?

— Simples: Quero fazer um acordo. – Ele cruzou os braços.

— Que tipo de acordo?

— O tipo que eu me caso com você, meu pai não morre e você não me toca, ou seja, seremos casados somente no papel, pois na realidade continuaremos sendo dois estranhos.

Ele ficou em silêncio. Caminhou um pouco pela sala e parou atrás de mim. Ele deslizou seu dedo indicador pelo meu braço, o que me fez arrepiar. Então ele abaixou sua cabeça posicionando sua boca perto da minha orelha e sussurrou:

— Preciso de um herdeiro querida! Eu posso proteger seu pai, podemos continuar como estranhos, iremos continuar casados, mas preciso de um herdeiro, e espero que você possa me dar um.

Olhei-o com expressão de desaprovo, não acreditei que ele havia proferido aquelas palavras.

— O que? Não me olhe assim Melissa. Se fosse para casar só no papel, eu escolheria uma mulher com poder e dinheiro. Eu quero um filho só meu não quero compartilhá-lo com outras famílias poderosas da máfia. Você é insignificante para eles, mas de certo modo é muito preciosa para mim.

— você é mesmo impossível! Além de ser um desgraçado e um perfeito babaca. Se acha que vou te dar um filho está muito enganado.

Assim que terminei de expelir essas palavras cheias de ódio, os capangas que cuidavam da porta do meu quarto entraram no escritório.

— Senhor, me desculpe. – Abaixaram a cabeça em sinal de reverência. – Ela estava gritando de dor, pensamos em chamar um médico, e quando chegamos no quarto percebemos que era fingimento.

— Além de linda, é esperta. Acho que escolhi a mulher certa. Foi ótima a nossa conversa Melissa, mas agora é hora de você ir. Seu noivo tem muitos compromissos. Levem-na daqui, e certifiquem-se de não deixa-la escapar. Sabem o que acontece com os que fazem seu trabalho errado não é?

Eles me puxavam pelo braço.

Trancaram-me no quarto. Não podia acreditar no que estava acontecendo. Minha vida já estava uma droga, agora virou um inferno com direito a Lúcifer e tudo mais. O anjo belo mas mergulhado na maldade.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.