A Irmãzinha

21 Capítulo Vinte


Notas iniciais
Oi irmãzinhas :)
Mil perdoes pelo atraso. Ontem eu acabei me enrolando e quando eu fui postar o Nyah estava em manutenção, hoje de manhã a mesma coisa. Foi mal.
Mas aqui estou finalmente para mais um capitulo. Eu particularmente adorei escrever e espero sinceramente que voces gostem também.
Boa leitura.

Edward continuava a entrar na cozinha com o seu tão famoso sorriso torto, o mesmo que sempre me deixava derretida, enquanto isso eu olhava para a cena a minha frente sem acreditar realmente no que estava vendo, quase a ponto de esfregar os olhos ou me dar um beliscão para ter a certeza de que não era um sonho.

Ele parou a minha frente e estendeu a mão para mim. O tremor que percorria meu corpo não me deixava pensar direito e eu não conseguia nem mexer, apenas fiquei olhando sem conseguir entender se era real ou apenas uma miragem provocada pela saudade.

–Bella? – ele chamou quando eu não reagi, balançando as mãos na frente do meu rosto e suspirou sorrindo – querida faz um milênio que eu não te vejo, estou com saudade. Vem me abraçar vem – ele abriu os braços me convidando e eu continuei encarando com o cenho franzido, sem reação. Atordoada.

Como eu não me movia Edward veio até mim, me puxou para seus braços e me envolveu num abraço gostoso. Aos poucos o tremor foi passando e pude perceber a corrente elétrica percorrendo o meu corpo e o seu cheiro delicioso, me dando conta de que – graças a Deus – isso não era só sonho bom e que Edward realmente estava ali comigo.

Ainda em seus braços eu tentava não deixar a minha mente fantasiar, criando falsas esperanças, afinal eu não sabia o motivo de ele estar ali, fiquei concentrada apenas em seu toque acariciando minhas costas e sua respiração em meu pescoço por baixo do véu.

Edward se afastou um pouquinho, o suficiente para olhar para mim e beijar minha testa. Seu sorriso era cada vez maior e ele estava visivelmente satisfeito por ter me pegado de surpresa. Eu queria muito beijá-lo, mas quando eu tomei a iniciativa senti algo puxando meu hábito com insistência e olhei para baixo vendo Molly olhar intrigada para Edward.

–Bella... Quem é ele? – ela perguntou quando ele também olhou para ela. Antes que eu pudesse responder Edward se aproximou sorrindo e agachou para encará-la melhor.

–Oi princesa. Eu sou o Edward.

–Ah... A Bella já me falou muito de você. Você é o amigo dela não é?

–Sou sim. E você é a Molly, certo?

–Como você sabe?

–Por que a Bella me falou muito de você também, ela sempre me conta sobre você e por que – ele chegou mais perto verificando se ninguém estava ouvindo e sussurrou para ela – a Bella me disse que a Molly era a menina mais linda daqui, então só podia ser você – ela abriu um lindo sorriso envergonhado escondendo o rosto em minhas pernas – eu já ganhei um abraço da Bella, agora eu quero um seu. Me abraça Molly?

Hesitante, ela deu um passo à frente e me olhou, eu assenti sorrindo para encorajá-la e ela tomou coragem e se desvencilhou de mim indo até Edward com os bracinhos estendidos. Eles se abraçaram rapidamente e Molly se afastou com o cenho franzido e a cabeça inclinada para o lado.

–Você é tão bonito como a Bella falou.

–Ela disse que eu sou bonito é? – ele sorriu para mim e Molly assentiu.

–Mesmo que o seu cabelo seja todo bagunçado, você continua bonito – nós rimos, mas ela continuava seria olhando para aqueles fios emaranhados que só deixavam meu Edward ainda mais lindo – Por que você não arrumou o cabelo para sair de casa? Você estava atrasado?

–Por que não adianta arrumar, ele não para de jeito nenhum, pode perguntar para a Bella – ela olhou descrente para mim.

–É verdade. Até a mãe dele já desistiu respondi rindo – mas a senhorita não pode reclamar do cabelo dele por que o seu também está todo bagunçado e você ainda está de pijamas – ela olhou para baixo verificando o que eu disse – por que você não vai vestir uma roupa bem bonita, para depois a gente brincar um pouco?

–Ah Bella eu quero ficar aqui com o seu amigo. Até eu terminar ele já foi embora – eu olhei para Edward depressa com medo de que o que a Molly disse fosse verdade e ele já estivesse de saída.

–Não se preocupe querida, eu não vou embora agora, vai dar tempo de você se arrumar e voltar – Edward respondeu olhando para mim – eu prometo.

–Tá bom. Eu já volto – ela saiu correndo da cozinha e no mesmo instante eu já estava outra vez nos braços de Edward. Estávamos longe havia pouco menos de uma semana, mas como ele disse parecia um milênio.

Ele tomou meus lábios com delicadeza, mas a saudade fez com que nos beijássemos com urgência. Eu o abraçava com toda a minha força, morrendo de medo que algo acontecesse ou que eu acordasse e ele não estivesse mais aqui. Edward se afastou quando precisávamos de ar e eu pude falar novamente com a voz tremula.

–Eu não acredito que é mesmo você, não acredito até agora.

–Eu prometi que estaria por perto sempre não prometi?

– O que está fazendo aqui? Como foi que conseguiu vir?

– É que esse ano, alguns de nós temos que fazer algumas visitas em casas de apoio – ele olhou em volta teatralmente – como essa. E então aqui estou eu.

–Você vai vir visitar o orfanato...?

–Três vezes na semana. Eu e mais alguns rapazes que estão no mesmo ano. Prometi que estaria junto com você não prometi? Vamos poder ficar juntos até que chegue o dia de irmos para casa. Eu você e a Molly. Agora eu entendi por que você não parava de falar nela, tão linda e encantadora quanto você me disse – eu assenti com a cabeça baixa e tentei me desvencilhar de Edward para que ele não visse as lagrimas que insistiam em aparecer.

–Bella ei... – Edward me alcançou segurando meu queixo. Eu fechei os olhos implorando para que as lagrimas não caísse, mas Edward percebeu – Abra os olhos amor – eu obedeci encontrando seu rosto angustiado – Você já mudou de ideia, é isso? Você já não me quer por perto. Eu sabia que isso ia acontecer, só não achei que seria tão cedo – ele olhou para baixo e deu uma risadinha – ainda bem que a gente não pediu dispensa por que agora você estaria...

Eu dei uma olhada rápida em volta antes de dar um beijo rápido nele para que ele calasse a boca. Abraçando pelo pescoço, enfiei os dedos em seus cabelos puxando devagar.

–Não fala besteira – falei ainda com a boca encostada na dele – É claro que eu te quero aqui, eu não poderia estar mais feliz.

–Não é o que parece. O que foi? – eu balancei a cabeça negando, mas ele foi firme – Conta para mim.

–É que eu pensei que você veio para outra coisa – ele franziu o cenho e respondi antes que perguntasse – quando eu te vi, achei que você veio me tirar daqui, para me levar com você, não que você tivesse vindo para ficar comigo.

–Bella, você precisa ter um pouco de paciência meu amor...

–Eu sei. Eu estou tendo. Vou esperar você o quanto for necessário. Eu só... Fico ansiosa para viver com você de uma vez por todas – ele sorriu e beijou minha testa.

–Eu te entendo querida, sinto a mesma coisa.

–Então não vamos mais esperar, vamos embora daqui de uma vez...

–Bella tudo vai dar certo, confie em mim. O ano vai passar rapidinho por que vamos estar juntos quase todos os dias e quando você menos perceber vamos poder ir para casa e assim ficar juntos.

Olhei em seus olhos e vi a verdade neles. Como duvidar da segurança e do amor que aquela imensidão verde transmitiam?

Eu assenti, confiando nele. Pelo menos eu o teria por perto, o mais perto que já tive desde que viemos para cá.

–Bella me ajuda a arrumar o meu cabelo? – Molly gritou na porta da cozinha. Ela estava com as duas mãos na cabeça tentando esconder a bagunça dos seus cachos.

Eu fui até ela deixando levando de volta para o quarto mais antes de ir ela voltou para gritar para Edward

–Depois é a sua vez. Eu vou arrumar o seu cabelo até ele ficar bem lindo – ela segurou minha mão e foi até o quarto contando todas as ideias que tinha de penteados para fazer em Edward.

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Como prometido, os dias tem passado muito rápido por aqui.

Edward ia ao orfanato de segunda, quarta e sexta, Molly estava completamente encantada por ele e ele por ela. Incrivelmente ligação entre os dois foi imediata como entre nós duas. Edward topava com alegria todas as brincadeiras que ela inventava alem de ficar esperando ela brincar com os seus cabelos enquanto inventava vários penteados por vinte, trinta ou às vezes quarenta minutos ouvindo suas historinhas infantis, com toda a paciência ate que ela desistisse e o levasse para fazer outra coisa.

Edward fazia muito sucesso aparecendo no meio do chá das cinco das senhoras da alta sociedade ou sendo o príncipe que experimenta os sapatos no pé de cada uma até encontrar a princesa dele – que noventa por cento das vezes era a Molly. A cumplicidade deles era linda de ver e eles agiam com se conhecessem a vida toda.

Nos dias da semana em que ele não vinha Molly só sabia falar dele, reparando em tudo para contar em todos os detalhes o que ele perdeu, fazendo desenhos para ele.

E assim ficava muito difícil ter um pouco da atenção de Edward só para mim já que não foi só a Molly que caiu de amores por ele. Apenas na hora do lanche conseguíamos nos esconder em algum lugar para trocar alguns beijos, beijos rápidos que ao invés de matar a saudade que sentíamos apenas a fazia crescer ainda mais.

–Bella... Eu preciso de você, eu preciso – Edward gemeu erguendo meu hábito em uma tarde enquanto estávamos no armário de vassouras no fundo do jardim. Desde que tínhamos voltado pra cá não fazíamos amor e estávamos os dois enlouquecidos precisando muito um do outro.

Eu apertava seu membro muito duro, pronto para o ato enquanto seus dedos alcançaram meu sexo, me tocando daquele jeito que me deixava louca, mas antes que pudéssemos nos levar por esse desejo às crianças começaram a gritar chamando por nós.

Ajeitei-me rapidamente e sai de encontro com as meninas tentando esconder a minha frustração com um sorriso amarelo e tentando me convencer de que não faltariam oportunidades para consigamos ficar juntos. Quando Edward saiu de lá de dentro, alguns minutos depois de mim, completamente refeito, pela forma como ele olhou para mim eu soube que ele logo daria um jeito de estarmos juntos, mas o tempo passava e nada. Por isso estávamos ficando malucos, a cada beijo, cada toque que só nos deixavam ainda mais desesperados. Edward até tentava, mas nós nunca conseguíamos ir até o fim, nunca tínhamos tempo suficiente.

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Como num passe de mágica chegou o mês de maio.

E com ele o aniversario de um ano dos meus votos. Minha mãe e Esme estavam preparando uma pequena festa no convento para não passarmos esse dia em branco, e então elas estavam aqui quase todos os dias e o Emmett vinha com elas.

Ele ficava o tempo todo com a Rosalie seguindo para onde quer que ela fosse. Quando ele ia embora ela ficava triste se refugiando na capela sem querer falar ou ver ninguém saindo de lá tão tarde que muitas vezes eu nem a via voltar para o quarto.

Um dia, próximo do horário em que elas costumavam a chegar, eu a encontrei sozinha, parecendo muito triste e resolvi falar com ela para saber o que estava acontecendo e foi quando Rose finalmente desabafou comigo:

–Bella finalmente agora eu posso ver o que realmente sinto por Emmett. Eu estou apaixonada.

–Isso é maravilhoso minha amiga. Eu só não entendo por que você esta tão triste ultimamente.

–É por que nesses dias Emmett não me disse nada sobre esse assunto – ela riu fraco ainda com a cabeça baixa – Esperei que quando ele voltasse nós conversaríamos e eu poderia finalmente aceitar o que quer que ele me oferecesse, mas ele não me diz nada. Ele simplesmente tem agido como se nada tivesse acontecido e me trata como trataria você ou qualquer outra amiga.

–Acho que isso é de família – murmurei para mim mesma me lembrando de quando Edward fez o mesmo comigo – Mas isso é fácil de resolver. Por que você não conversa com ele e conta o que sente?

–Não sei se teria coragem Bella, se ele não diz nada é por que é o melhor, Deus sabe o que faz.

–Rose...

–Eu sei que estou apaixonada e que na teoria iria com ele para onde ele me levasse, mas na pratica não é bem assim. Tem muita coisa em jogo como tudo o que eu construi aqui, as promessas que eu fiz...

–Tudo na vida tem um preço, até mesmo para a nossa felicidade. Não tenha medo de pagar por ele Rose, se tiver de quebrar promessas e deixar tudo para trás, faça para que um dia você se arrependa quando for tarde demais – nesse momento Emmett apareceu na porta da sala em que estávamos e sorriu.

–Oi madre Bellinha, irmã Rose – respondemos juntas e ele entrou sentando ao lado dela – eu vou procurar a minha mãe. Até mais tarde – sai de lá torcendo para que tudo se resolvesse entre os dois, caso contrário eu teria que esperar até o dia da festa para falar para Alice dar um jeito em tudo. Ela com certeza conseguiria.

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No domingo antes da festa dia fui à missa no seminário e me sentei com Edward no ultimo banco da igreja como estávamos acostumados. Como não precisávamos correr para a sacristia para ter um tempo a sós e nem ficar conversando durante a missa por não ter tempo fora dela, a irmã Irina não estava pegando no nosso pé esse ano.

Quando a missa acabou Edward pediu que eu ficasse em meu lugar que ele precisava resolver uma coisa, mas que logo voltaria pra mim. Obediente eu me sentei e fiquei observando quando ele se aproximava da irmã Irina e começou a falar com ela.

Edward gesticulava parecendo argumentar, pedir e implorar. Eles estavam longe demais para que eu pudesse ouvir o que era dito, mas pela expressão de Edward eu sabia que ele estava pedindo alguma coisa. Um tempo depois a irmã assentiu e ele deu um beijo nas bochechas caídas dela, voltando todo sorridente para onde eu estava esperando.

–O que foi que aconteceu ali? – eu perguntei rindo enquanto Edward me levava para a garagem do seminário – por que você a beijou?

–Não precisa ficar com ciúmes amor, é só você que eu amo. Eu só a beijei para lhe agradecer por ter me emprestado você pelo resto do dia – ele sorriu de muito bom humor enquanto abria a porta do carro para mim.

–Vou ficar com você o resto do dia?

–Comigo e com a Molly – respondeu sorrindo.

–É mesmo? Por quê? O que está acontecendo? Para onde estamos indo?

–Vamos comemorar uma data muito especial que esta chegando – eu franzi o cenho ajeitando o cinto e pensando no que poderia ser. Edward entrou no carro me olhando em expectativa para saber se eu sabia do que ele estava falando e disse:

–O aniversario dos meus votos? – O rosto dele desmoronou um pouco e eu pude ver que ele estava lutando para manter o sorriso no rosto.

–Eu sei que essa é uma data importante para você por causa disso, mas tem outro motivo para comemorarmos – eu pensei, mas nada me vinha na cabeça. Nada que ele queira comemorar pelo menos. Eu dei de ombros sem saber o que poderia ser e Edward bufou – que inversão de papeis! Normalmente são as namoradas que fazem o maior alarde se o namorado se esquece de uma coisa dessas – eu fiquei ainda mais confusa.

–O que é que você está falando afinal de contas? – ele olhou para mim.

–O nosso primeiro beijo Bella. Foi no mesmo dia que você se tornou noviça – eu ofeguei. É claro que eu me lembrava disso, simplesmente não havia como esquecer, mas eu nunca imaginei comemorar uma coisa dessas.

–E é por isso que estamos indo comemorar?

–Claro que sim. Vamos comemorar o aniversario do nosso primeiro beijo enquanto eu te encho de beijos.

–E como vamos fazer isso se vamos levar a Molly conosco?

–Daremos um jeito e além do mais ela só vai participar de uma pequena parte da nossa comemoração, depois seremos você e eu.

Sorri estremecendo, captando todas as mensagens que havia por trás dessas palavras. Não consegui dizer mais nada durante todo o caminho, eu me concentrava em não gemer ao imaginar o que faríamos mais tarde.

Que eu estava morrendo de saudade dele era inegável, meu corpo clamava por ele, depois de tantos meses, só de pensar eu já pegava fogo.

Edward provavelmente sentia o mesmo que eu já que eu o via se mover desconfortável no banco do carro quando eu respirava mais fundo. Logo paramos na frente do orfanato e a Sra. Clarke estava no portão ao lado de uma Molly toda arrumada e saltitante que gritou assim que nos viu.

–Bella! Edward! Até que enfim! Nossa vocês demoraram muito.

–Me desculpe princesa – Edward pediu a pegando em seus braços – viemos o mais depressa possível.

–Eu estou muito ansiosa para fazer tudo o que a gente combinou.

– E o que foi que vocês combinaram? – perguntei confusa.

–É segredo Bella – Molly disse sorrindo – você vai ter que esperar para ver.

–Seja o que Deus quiser – falei voltando para o carro. Quando Molly estava acomodada no banco de trás Edward deu a partida.

No caminho ele ensinava a ela canções bobas de viagens e os dois cantavam na maior altura rindo e se divertindo muito eu os acompanhava. Mais feliz impossível.

Percebi que estávamos nos afastando da cidade. Edward entrou por uma estrada de terra, milagrosamente seca por causa da trégua de quase uma semana que a chuva tinha nos dado.

Logo chegamos a um campo aberto e muito grande, com varias arvores e uma grama verdinha a perder de vista e foi ai que Edward parou.

–Bom – ele disse olhando para mim – aqui não é a nossa campina, mas foi o melhor que eu pude arranjar. Você gostou?

–É lindo Edward. É claro que eu gostei.

–Então vamos descer Bella. Edward disse que tem um balanço bem legal e eu quero brincar – Molly pulava animada no banco de trás Edward riu e a ajudou a descer depois eles apostaram corrida até a árvore mais longe.

Eu os segui sem pressa vendo-os brincar. Aquela cena aqueceu meu coração e eu me vi outra vez tendo uma família com o Edward. Agora isso era bem mais real já que eu conseguia visualizar ele com filhos nossos desde a primeira vez que eu o vi com a Molly e as outras meninas.

Quando me aproximei deles, Molly ria pedindo que Edward a empurrasse cada vez mais alto e era impossível não rir com ela. Fiquei observando eles brincarem até que Edward parou de empurrar.

–Molly, eu vou com a Bella buscar a outra surpresa tá bom? – ela apenas assentiu concentrada demais no ninho do passarinho que ela via cada vez que o balanço se aproximava da arvore.

Edward segurou minha mão e me levou de volta para o carro me beijando a todo o momento, eu não o impedia já que o lugar estava vazio e Molly entretida demais para notar algo.

No porta-malas havia uma cesta enorme de piquenique. Arrumamos tudo debaixo de uma das arvores e Molly se juntou a nós para comer.

Passamos uma linda tarde, nós três brincando comendo e conversando e ao fim dela, quando deixamos Molly quase dormindo no orfanato ela agradeceu dizendo que foi o dia mais feliz da vida dela.

–Agora somos só você e eu – Edward sussurrou quando voltamos ao carro e novamente aquela sensação voltou para nós. O ar ficou pesado e era difícil respirar, era difícil fazer qualquer coisa que não fosse imaginar o que faríamos a seguir.

Edward logo parou em frente a uma pequena cabana, ao lado de um armazém que parecia estar abandonado. Sem hesitar ele me conduziu para dentro. Diferente da aparência era um lugar arrumado com uma cama de lençóis brancos e bem limpo.

Antes mesmo que fechasse a porta sua boca já estava na minha afoitos, querendo acabar com a saudade que sentíamos um do outro. Em pouco tempo meu hábito estava no chão misturado às roupas de Edward e nós caímos nus na cama.
Eu percorri minha mão por todo o corpo dele matando a saudade, me deliciando com a sensação de pele com pele depois de tanto tempo enquanto ele gemia meu nome baixinho.

As mãos enormes dele também passeavam pelo meu corpo até alcançarem meus seios e os segurar com firmeza, passando os polegares pelos meus mamilos.

Por mais que quiséssemos aproveitar cada momento, cada toque, a saudade falava mais alto e logo Edward se posicionava entre as minhas pernas tocando minha entrada molhada, gemendo e me fazendo gemer com ele.

–Que saudade eu senti de você Bella – Edward gemeu com os dentes trincados – tanta que eu não sei se vou conseguir me controlar em ter você aqui tão molhada e tão quente, pronta para mim.

–Não se controle Edward. Vem – ele se aproximou posicionando seu membro na minha entrada e se curvando sobre mim para me dar um beijo. Eu olhei bem fundo em seus olhos e chamei outra vez – vem.

Ele investiu os quadris me penetrando bem fundo. A sensação me fez gritar e tudo o que eu sabia era me mover de encontro a ele em busca da liberação daquilo tudo que estava se formando dentro de mim, a cada movimento de nossos corpos que iam se chocando criando um som delicioso que só aumentava nosso desejo.

Não demorou nada até que gozamos juntos, nos abraçando.

Quando nossas respirações voltaram ao normal e nossos corações pararam de bater como loucos, Edward ainda em cima de mim, dentro de mim olhando em meus olhos acariciou meu rosto com carinho, reparando em cada detalhe do meu rosto.

Ele beijou minha testa, meu nariz e minha boca. Olhando em meus olhos voltou a se mover lentamente entrando e saindo de mim.

Passamos momentos mágicos, comemorando o nosso amor, enquanto fazíamos amor.

Notas finais
E ai? O que voces acharam? Me conte, por favor!
Cinco meses se passaram do ano que o Edward pediu a Bella e eles estão juntos na medida do possivel. Espero ver voces aqui na proxima semana para acompanhar as emoçoes que estão por vir.
Preparem-se.
Beiijos e até terça!