A Irmãzinha

34 Capítulo Trinta e três


Notas iniciais
Oi minhas queridas irmãzinhas :D Como foi o natal? Papai noel trouxe tudo o que pediram? Demorei um pouquinho não é? A história está acabando e eu fico tentando encontrar um jeito de esticar ela mais um pouquinho, como esse capitulo aqui, ele é como se fosse um bonus, mais uma parte da noite de nupcias deles... Espero que vocês gostem, Boa leitura!

–Ei... Amor — Edward sussurrou em meu ouvido me puxando para olhar para ele. Quando nossos olhares se encontraram, ele limpou minhas lagrimas e encostou seus lábios nos meus — chega de tanto choro, por favor, desse jeito eu vou achar que você não gostou da minha surpresa...

–Não diz isso — eu ri — você sabe que eu gostei sim, eu adorei a surpresa, mas... Eu quero, eu preciso vê-la Edward, quero pegar minha filha no colo e enchê-la de beijos...

–Nós podemos ir ao orfanato quando você quiser meu amor. Faltam alguns detalhes para que possamos trazê-la para casa, mas você ainda pode visitar e buscar para que ela passe o dia conosco.

–Eu mal posso acreditar que isso é real. Pedi tanto a Deus que me ajudasse de alguma forma a trazer a Molly para nós e ele me atendeu através de você...

–Você queria muito isso não é? — ele perguntou acariciando meu rosto e eu assenti — eu vi em seus olhos quando disse que não suportaria se Molly chamasse outra mulher de mãe que não fosse você.

–Não mesmo, ela é minha — sorri — ou melhor, Molly é nossa. — Edward riu e me beijou.

–Eu também penso assim desde que a conheci, nunca mais consegui pensar em nosso futuro sem ela, não seria a mesma coisa. Eu amei essa menina desde que eu a escutei falar do papai papel — eu ri com a lembrança do dia em que eles se conheceram.

–Desde o primeiro momento você e ela se deram muito bem, quase como se tivessem passado a vida toda juntos.

–É verdade... Ela me encantou desde que a vi... Foi assim com vocês também não é? — eu assenti.

–Mesmo no começo quando ela não falava comigo, eu já sentia que a nossa ligação era especial.

–Meus pais sempre disseram que desde que nos conhecemos souberam que deveríamos ser uma família e quando conheci a Molly eu entendi isso, ela sempre foi nossa e assim que a vimos reconhecemos como o pedaço de nós que faltava.

–É exatamente assim que eu me sinto, ela me fez ser mãe, sem que eu me desse conta, Molly me fez sonhar em ter uma família com você, queria que nossos filhos fossem como ela e agora... — eu suspirei — está tudo acontecendo, ela é nossa filha e tem mais um a caminho — eu toquei minha barriga e Edward assentiu colocando a mão sobre a minha, se aproximando para me dar um beijo doce me fazendo suspirar — Obrigada meu amor.

–Não sei por que está me agradecendo, não foi só por você que fiz isso, foi por nós, por nossa felicidade.

–Eu sei. Estou te agradecendo por tomar as providencias para que esse sonho que eu ainda nem tinha te contado se tornasse realidade — Edward e olhou para mim todo sério.

–Nós acabamos de nos casar e ainda temos muita coisa para aprender sobre como viver juntos. A sinceridade foi uma coisa que já aprendemos, mas nós precisamos aprender a sonhar em conjunto, compartilhar cada desejo, por menor que seja para que possamos realizar todos eles juntos — Edward me beijou com carinho acariciando meu rosto — precisamos conversar sobre tudo meu amor, se você queria a Molly, deveria ter me dito que eu daria um jeito... Eu não quero que você fique esperando, sofrendo por algo que eu posso te dar.

–Eu pretendia falar com você, estava apenas esperando passar esses primeiros dias para te perguntar o que e você achava sobre isso, mas graças a Deus e por um acaso do destino você quis Molly tanto quanto eu, por que, caso contrário, ainda estaríamos na estaca zero. Eu acho que você tem razão querido precisamos aprender mais essa lição.

–Vamos dividir tudo daqui por diante meu amor, e juntos vamos nos fazer feliz, a cada dia, por todos os longos anos que temos pela frente.

–Para sempre não é? — Ele assentiu sorrindo e segurou meu rosto me puxando para um beijo, trazendo o desejo de volta ao centro de nossas atenções. Edward deslizou as mãos pelas minhas costas e segurou minha bunda me trazendo ainda mais perto de sua ereção, cada vez mais em evidencia.

–E que seja para sempre assim — ele disse em um gemido enquanto tocava meu corpo — por que assim é gostoso demais, você é gostosa demais.

De repente, ele me tirou de seu colo ficando em pé e me colocou sentada sobre a mesa depois de afastar os papeis que eu tinha acabado de assinar. Eu olhei para baixo e vi seu membro ficar cada vez maior e gemi ofegante.

Edward segurou minhas coxas, afastando-as e colocando meus pés sobre a mesa um de cada lado do meu corpo e gemeu com os dentes cerrados e os olhos em fenda, tocando seu membro só olhar para mim.

Aquilo me deixou muito necessitada dele e como ele não vinha, eu mesma levei minha mão ao meu ponto sensível, tocando como Edward fazia, tentando buscar algum alivio para o fogo que me consumia cada vez mais.

–Pode deixar que eu cuido disso meu amor — meu marido gemeu se aproximando de mim, colando seu corpo forte no meu, suas mãos grandes tomaram o lugar das minhas constatando o quanto eu estava pronta para recebê-lo e sem perder tempo ele uniu nossos corpos me fazendo gritar e cravar as minhas unhas em seus ombros.

Cruzei minhas pernas ao redor de sua cintura movendo meu corpo com o dele, ajudando nos movimentos em busca do nosso prazer que estava cada vez mais perto, até que juntos chegamos ao topo do mundo mais uma vez naquela noite.

Edward deitou sobre mim em cima da mesa fria demais comparada a nossa temperatura febril. Eu enterrei meu rosto em seu peito ouvindo seu coração acelerado se acalmando aos poucos.

–Eu adorei isso meu amor — murmurei alguns minutos depois e dei uma risadinha ao pensar no que tínhamos acabado de fazer – eu nunca pensei em fazer amor na cozinha... — senti o sorriso se espalha no rosto de Edward que estava enterrado em meu pescoço e ele me puxou ainda mais para si estreitando os braços a minha volta.

–Estamos em nossa casa querida, e enquanto nossos filhos não chegam podemos fazer tudo o que quisermos, aonde quisermos. Vamos fazer amor em cada cantinho dessa casa — eu sorri me lembrando que Alice tinha dito sobre isso na noite anterior.

E então eu comecei a imaginar uma forma de colocar isso em prática, tentando pensar de uma forma coerente mesmo com Edward tocando meu corpo daquele jeito, me ascendendo novamente, acariciando meus pontos cruciais do meu corpo que ele já conhecia de cor, mas meu estomago roncou furioso, com uma fome que doía e já estava sendo ignorada por horas.

–Edward — eu sussurrei fechando as pernas e tentando me desvencilhar dele para encontrar alguma comida — eu quero comer...

–Eu também — ele riu tentando afastar meus joelhos novamente e eu apertei com mais força tentando resistir — mas se você não colaborar isso não vai dar certo. Abre a perna meu amor por que eu vou te comer todinha...

–Edward... Não — eu gemi quase desistindo da fome, mas meu estomago roncou outra vez e eu o empurrei — eu preciso de comida para o seu filho.

–Ele não pode esperar um pouquinho? Eu quero continuar aqui com você, está tão bom...

–Eu sei, mas você não vai me deixar morrer de fome não é? — eu dei uma mordidinha em sua orelha e sussurrei — Você pode me comer depois...

–Bella — ele gemeu — desse jeito eu não consigo deixar você se afastar de mim.

–E se eu prometer que faço o que você quiser depois que eu saciar a minha fome?

–O que eu quiser? — ele parou de me beijar e me olhou sorrindo — promete?

–Eu juro — disse rindo do enorme sorriso dele — agora pelo amor de Deus me deixa comer alguma coisa — Eu desci da mesa, lavei as mãos e fui para a geladeira louca para encontrar algo doce e ali mesmo eu comecei a comer tudo o que eu via pela frente querendo saciar a minha fome que eu sentia.

–Amor — Edward gemeu me abraçando pela minha cintura — por que não vai se sentar que eu preparo algo para você, por que desse jeito nenhum de nós vai conseguir saciar a fome.

–Tudo bem — eu ri e peguei uma maça indo para mesa — só espero que você faça alguma coisa comestível.

–Até parece que você não conhece meus dotes culinários.

–É exatamente por que eu conheço que estou dizendo isso – provoquei rindo e ele revirou os olhos.

–Come a sua maçã ai amor e deixa que eu cuido do resto — eu dei de ombros observando enquanto ele cozinhava. Edward nu mexendo nas panelas era uma visão e tanto, eu estava adorando, mas mesmo assim eu fui ao quarto e vesti a camiseta de um pijama dele e levei a calça para que ele vestisse.

Nós começamos a conversar enquanto ele cozinhava, imaginando como nossa casa se encheria de alegria com a Molly conosco e em como aquela menininha iria encher aquela casa de alegria assim como tinha feito com nossas vidas.

Quando finalmente a comida de Edward ficou pronta eu comi depressa louca para saciar a minha fome, nem me importando com a temperatura. Pobre do meu filho, tanto tempo sem nada para comer, não posso continuar assim.

Assim que dei a última garfada levantei os olhos e Edward estava sorrindo para mim com cara de bobo e eu franzi o cenho.

–O que foi? — perguntei engolindo — Por que está me olhando assim? — ele riu e deu de ombros.

–Por que você é linda minha querida e eu não me canso de te admirar — Eu revirei os olhos e bufei.

–Você deve estar rindo de mim por que estou com o rosto todo sujo, ou por que eu estava comendo como uma desesperada. Não seria a primeira vez que você faria uma coisa dessas — Edward saiu da sua cadeira e veio para bem perto de mim.

–Todas as vezes que eu ri de você, foi para engolir a vontade que eu tinha de te dizer que você é coisa mais linda da que já vi — ele riu e passou o dedo no cantinho da minha boca — mesmo toda suja ou descabelada — Ele olhou para meus cabelos que realmente deveriam estar um verdadeiro caos e eu passei as mãos por ele.

–Foi você que o deixou assim — reclamei envergonhada e ele segurou minhas mãos para me impedir e me beijou sorrindo.

–Eu sei. E isso só te deixa ainda mais linda, mais sexy — Edward sussurrou com os lábios encostados nos meus e eu suspirei.

–Se eu estou assim tão bonita como você diz, por que você não para de rir?

–É que eu não consigo. Estou feliz demais, maravilhado demais em saber que agora você é minha esposa e que essa é só a primeira das nossas noites, que você é minha, para todo o sempre.

Olhei para cima e Edward sorria, seus lindos olhos brilhavam emocionados e apaixonados e eu me levantei me jogando em seus braços e em pouco tempo estávamos deitados no chão da cozinha externando esse sentimento.

.

Despertei de repente sentindo a cama muito fria, faltava um corpo quente que deveria estar ali para me aquecer. E então abri os olhos para constatar o que eu já sabia: meu marido não estava ali. Eu ri.

Estamos casados há pouco mais de doze horas e eu não consigo ficar sem ele.

Eu suspirei abraçando o travesseiro vazio dele, sabendo que foi por ele não estar ali que eu acordei, já que como ele previu eu não dormi quase nada na noite que passou, aproveitando muito bem cada minuto que passamos acordados até que exaustos vimos o sol nascer da nossa cama antes de dormir.

A saudade que eu estava dele aumentou consideravelmente enquanto eu revivia nossos momentos de amor e prazer da noite passada e então eu me levantei, vestindo sua camisa que estava jogada no chão do quarto e fui procurar por ele. Assim que sai do quarto eu ouvi o barulho do chuveiro fui direito para lá.

A porta do banheiro estava aberta e eu logo vi Edward através do box que ainda não estava embaçado com o vapor e imaginei que fazia pouco tempo que ele tinha entrado. Fiquei ali parada observando enquanto ele esfregava os cabelos com os olhos fechados, suspirando baixinho e apreciando a bela vista a minha frente.

Edward pegou o sabonete e começou a se esfregar e eu, completamente hipnotizada, ia acompanhando cada parte que ele esfregava, querendo estar no lugar daquele sabonete que agora limpava aquela parte que tanto havia me dado prazer em nossa primeira noite e em tantas outras antes dessa.

Eu mordi meu lábio com força para evitar um gemido e poder continuar observando sem ser descoberta. Eu estava ficando excitada, apertando minhas pernas juntas para tentar aplacar um pouco o fogo que brotava de mim e a cada segundo eu ficava mais cheia de vontade de me juntar a ele para eu mesma lavar seu corpo...

Meu Deus, que corpo!

Eu suspirei cheia de orgulho por ele ser todinho meu.

Edward deixava a água cair, lavando a espuma, devagar, sem pressa. Ele olhou para cima gemendo e se deliciando com a água quente. Eu gemi junto com ele e fechei os olhos me imaginando ali curtindo aquela água, juntos.

Quando abri, ele estava me olhando e sorrindo torto.

–O que você está fazendo ai, meu amor? Estava me espionando?

–Culpada — eu levantei os braços me rendendo.

–Você deveria estar dormindo ainda, é muito cedo...

–Eu sei, mas senti sua falta na cama e resolvi vir atrás de você. O que foi uma boa ideia por que está uma delicia ver você ai...

–Aqui está mais delicioso ainda, por que você não vem tomar banho comigo? Acho que preciso da sua ajuda para me esfregar.

–Mentiroso — eu ri — eu vi que você já terminou de tomar banho.

–Tudo bem então — ele revirou os olhos — Que tal se você viesse tomar banho? Eu posso te fazer companhia e até te ajudar a esfregar onde não você alcança, ou posso esfregar cada pedacinho seu se preferir...

–Muito obrigada querido, mas eu consigo tomar banho sozinha — eu brinquei — afinal eu já sou uma mulher casada, mãe de família, eu posso muito bem fazer isso...

Edward estreitou os olhos e saiu do box. Tentei fugir quando percebi sua intenção, mas ele foi mais rápido e me abraçou molhando a camisa em meu corpo e me arrastou para debaixo da água junto com ele, me fazendo rir e gritar.

–Eu sou o seu marido — Edward sorria me abraçando, seus olhos brilhando de alegria — se eu quiser te dar um banho eu posso fazer isso.

–E por que quer tanto isso? — perguntei gemendo ao sentir seu corpo nu, me deixando mais molhada do que já estava — Acha que eu estou suja?

–Não — ele sussurrou beijando meu pescoço — mas talvez fique depois que eu fizer o que quero fazer com você.

–Mas... Aqui? — perguntei alarmada.

–Por que não?

–Aqui não é lugar disso...

–Não te ouvi reclamar ontem quando fizemos amor na cozinha, nem no chão, nem em cima da mesa... — ele foi beijando meu rosto, abrindo a camisa que eu estava usando — então por que não aqui meu amor, hmm? Você não me quer agora?

Edward tirou a camisa do meu corpo e foi acariciando meu corpo com suas mãos grandes até chegar em meu sexo e devagar seu dedo entrou em mim, deixando minhas pernas bambas.

–Hmm... Você me quer sim... Está toda molhadinha e não é só por causa da água do chuveiro — ele colocava e tirava os dedos de mim cada vez mais rápido enquanto beijava meu colo até encontrar meu seio e devorá-lo.

Eu agarrei seus cabelos tentando me equilibrar e gemendo bem alto, me deliciando com o jeito desesperado dele, como se fizesse meses que não me tocava. Eu estava quase chegando ao ápice quando ele parou tudo me fazendo choramingar, ele se afastou de mim, me olhando.

–Calma querida, eu vou te fazer gozar... Com o meu pau — Edward segurou meu braço e me empurrou para a parede, apertando meu rosto contra o azulejo, apalpando todo o meu corpo até a minha coxa e a ergueu, invadindo meu corpo de uma só vez.

Ele apertava minha bunda investindo contra mim cada vez mais rápido, mais forte, gemendo no meu ouvido, até que gozamos juntos.

Ficamos ali debaixo do chuveiro alguns minutos, nos lavando e trocando carinhos até que saímos indo direto para o quarto. Edward e eu nos secamos e deitamos na cama do jeito que estávamos: nus e felizes, leves sem todo o peso que esteve em nossas costas por todo esse tempo.

–Você está tão diferente amor – eu disse olhando para ele que riu com o cenho franzido.

–Diferente como?

–Você está mais afoito, animado e criativo — eu sorri corando — além é claro de muito falante...

–Por que está vermelha? — ele perguntou divertido — não gosta das coisas que eu te falo?

–É claro que sim, eu adoro tudo o que você faz... Só estava me perguntando o motivo de tanta mudança de repente.

–Eu sempre fui assim, no fundo, mas não poderia fazer e nem dizer todas aquelas coisas para uma freira.

–Quer dizer que fazer amor tudo bem, mas falar hummm...

–Sacanagem? — ele riu e eu acompanhei.

–É... Falar sacanagem nem pensar?

–Eu já estava pecando demais e tudo o que eu poderia fazer para dar uma aliviada, eu tinha que tentar. Eram coisas como me contentar com o básico e deixar de lado todas as... — Ele me abraçou forte e sussurrou baixinho em meu ouvido — fantasias que eu tinha com você...

–E eram muitas?

–Na verdade ainda são muitas querida, tantas que você nem faz ideia.

–E então eu quero que você me conte — olhei em seus olhos falando muito sério — e me ensine o que eu não souber fazer, por que eu quero realizar todas elas.

–A maior de todas você já realizou — Edward falou baixinho e eu levantei os olhos a tempo de vê-lo fechar os dele sorrindo — Ter você me chupando foi incrível — ele respirou fundo antes de abrir os olhos — vou querer que você faça isso sempre.

–Eu vou fazer — sorri satisfeita — por que eu adorei tanto quanto você. Estou adorando tudo o que temos feito.

–E isso é só o começo meu amor. Ainda temos muito que aprender e descobrir juntos há uma infinidade de coisas que ainda não fizemos e que eu estou louco para fazer — eu assenti e bocejei sem conseguir evitar fazendo Edward rir — mas não agora, você precisa descansar.

–Você também, dormiu tanto quanto eu, fica aqui e dome dessa vez.

–Pode deixar, eu não vou e nem quero sair de perto de você nunca mais amor da minha vida.

–Mesmo que quisesse isso não seria possível amor, eu jamais vou me afastar de você.

–Hmm... Será que o padre Harry tem um emprego para você? — eu ri.

–Não sei, mas mesmo que ele não tiver eu posso trabalhar na catequese, como antes, assim eu passo meus dias na igreja com você, pelo menos enquanto trabalha lá.

–Eu gosto muito do meu emprego e no momento dá para pagar nossas contas muito bem, já que o padre me paga um salário bom...

–É uma forma de você viver um pouco do seu sonho não é?

–É muito bom passar os dias lá e você sabe que eu sempre amei a igreja, mesmo tendo desrespeitado tanto.

–Não pense assim querido, você sabe que Deus nos perdoou, foi o que o Padre nos disse.

–Eu sei, mas eu estou me sentindo tão culpado — ele suspirou — não estou arrependido, mas quando eu olho para trás vejo o quanto tudo poderia ter sido diferente — eu franzi o cenho e acariciei seu rosto.

–Você já me disse isso antes...

–É que eu não consigo parar de pensar em como eu poderia ter facilitado nossas vidas se eu tivesse te tirado do convento logo, ou ter tido coragem de te pedir para ficar comigo antes de você se tornar noviça.

–Nós já conversamos sobre isso meu amor, e você não precisa ficar remoendo o que aconteceu. Vamos deixar o passado para trás e viver nossa vida sem pensar no que passou.

–Eu ainda estou me sentindo muito envergonhado para seguir em frente, já que desde que quando começamos a ficar juntos. Eu tinha tudo para fazer a coisa certa, você sempre me pedia para te levar embora, me lembrando a todo o momento o pecado que estávamos cometendo, além é claro da sua condição, ou melhor, da nossa — ele suspirou e eu toquei seu rosto angustiado e beijei seus lábios.

–Para com isso, não se sinta assim...

–Bella, eu preciso que você me perdoe antes de seguir em frente. Ontem eu te pedi perdão, mas você não disse que me perdoa...

–Eu não tenho nada para te perdoar, mas se é disso que precisa para que a paz volte ao seu coração eu te perdoo de todo o coração, até por que tudo o que você fez, nos trouxe para esse momento e eu não poderia estar mais feliz, aqui, começando a nossa família.

–Obrigado meu amor, obrigado por tudo — ele sorriu aliviado e me beijou.

–Eu faço qualquer coisa para te fazer feliz aqui em casa, e torço que esteja feliz em seu trabalho...

–É claro que eu estou, acho que acabei realizando meu sonho afinal, vou trabalhar na igreja e ter você comigo todos os dias, bom pelo menos por enquanto...

–Por enquanto por quê? Mesmo que não esteja no altar, rezando as missas, você pode estar na igreja que é o que você ama e sempre quis...

–Mas nós não teremos muitas regalias se eu continuar nisso. E se em algum momento a gente ficar com o dinheiro curto? — Edward acariciou minha barriga — Preciso entrar na faculdade e ter uma profissão de verdade, por que mesmo que eu esteja feliz, eu tenho que pensar em nosso futuro, o dos nossos filhos também.

–Se o dinheiro ficar curto, eu posso trabalhar também, até por que você não está sozinho e eu quero cuidar de você, realizar seus sonhos... Se está feliz onde está, é isso que importa, você tem sorte de fazer o que gosta, então, não solte essa oportunidade.

Edward colocou a testa na minha beijando meus lábios.

–Eu tenho sorte por ter você comigo, isso sim.

–Então nós temos sorte meu amor — eu o abracei mergulhando meu rosto em seu peito nu — muita sorte.

Nós ficamos vários minutos nos abraçando, beijando, conversando baixinho e curtindo aquela manhã chuvosa, a primeira de tantas que estaremos juntos, agradecendo a Deus pela sorte que temos.

Levantamos-nos a tarde para almoçar e voltamos direto para a cama.

O sono acumulado e os braços de Edward a minha volta deixava tudo tão bom, tão relaxante que em poucos minutos e eu estava quase dormindo, mas antes eu precisava perguntar:

–Quando nós vamos ver a Molly?

–Amanhã, assim que você acordar meu amor — eu franzi o cenho.

–E por que não hoje?

–Por que eu duvido que você vai acordar hoje — ele riu — precisa descansar bastante querida e dessa vez eu não vou sair do seu lado.

–Isso é bom — murmurei me apertando a ele — muito bom.

–Eu te amo Bella, durma bem — eu assenti e deixei ser levada pelo sono.

Notas finais
Contem para mim o que acharam, por favor! Espero o comentario de vocês :D Ganhei uma folguinha no fim do ano e espero conseguir voltar ainda esse ano, vamos ver! Beeeijos meus amores e até na semana que vem!