A Irmãzinha

38 Capítulo Trinta e sete


Notas iniciais
Oi minhas irmãzinhas lindas :) Tudo bem? Aaah sei que estou mega atrasada, mas eu tive uma semana de cão e só consegui escrever no fim de semana. Para tentar compensar, o capitulo está bem comprido e gostoso de ler... Eu gostei muito de escrever por isso espero que gostem também. Boa leitura.

Pov. Emmett

Flash Back On

Alice merecia um prêmio.

Eu sabia que ela sempre fez macumba e adivinha o futuro com perfeição já que eu estava mais do que contente por que eu estava justamente procurando um jeito de ficar a sós com Rosalie para tentar falar com ela e abrir meu coração de alguma forma e aqui estamos nós.

Minha irmã inventou de ver um filme na noite de ano novo e nos colocou na sala de TV a meia luz, Rosalie e eu juntinhos. Foi impossível prestar a atenção no filme, eu só conseguia olhar para ela vendo-a suspirar de vez em quando, super envolvida com a história.

E ali olhando para ela, eu fiquei imaginando o que eu diria quando ele acabasse e sonhando com o que poderia acontecer depois. De repente o filme acabou e tudo o que eu tinha ensaiado sumiu da minha mente e então ficamos os dois ali sentados, muito sem graça, inquietos na companhia um do outro.

–Gostou do filme? — perguntei com medo de que ela se levantasse e saísse.

–Sim — ela respondeu sem olhar para mim — é muito bonito, Alice tinha razão. E você, o que achou — eu respirei fundo e cheguei mais perto.

–Eu não prestei muita atenção para ser sincero — Rosalie pareceu desconfortável, como se quisesse se afastar, mas não se mexeu.

–Não gosta desse tipo de filme?

–Não foi por isso. Não consegui prestar a atenção por que eu não consegui tirar meus olhos de você — ela segurou a respiração e se afastou um pouco parecendo assustada.

–Não estou entendendo...

–Irmã... Eu gosto muito, muito de você...

–Gosta? — eu assenti e ela olhou para mim e eu vi seu rosto pálido, amedrontado.

–Estou muito contente por ser minha amiga — falei suavemente, tentando acalmá-la — é que nós não nos demos muito bem no começo e agora somos... Amigos não é? — ela assentiu.

–Sei que eu não fui muito legal quando cheguei aqui, eu te ignorava... Fugia mesmo de você...

–Eu fiz alguma coisa que te assustou? Se eu disse algo foi de brincadeira. Sei que às vezes eu solto umas realmente bem idiotas...

–Não, não Emmett, não tem nada a ver com você — ela me interrompeu — o problema sou eu. Eu tive alguns traumas que tive que superar por que passei por coisas muito difíceis um tempo antes de entrar no convento e eu...

–Não precisa me dizer nada, até por que isso já ficou lá atrás não é? — ela assentiu — O que importa é que estamos aqui agora, juntos.

Eu me aproximei dela tentando tomar coragem para dizer o que estava preso na minha garganta desde o dia em que eu a vi pela primeira vez, e o que meu coração gritava todas as vezes que estávamos próximos um do outro, mas ela não estava confortável e ficava olhando para a porta a todo momento como se esperasse que alguém aparecesse ou que estivesse se preparando para sair dali o mais depressa possível.

Vendo o desconforto dela, a maneira como se portava, aquilo foi me deixando triste e um tanto quanto angustiado e antes que ela corresse eu perguntei se ela queria voltar para a sala e ela concordou imediatamente, sem pensar duas vezes.

Rosalie não se aproximou mais de mim naquela noite, a não ser quando deu meia noite e eu fui desejar um feliz ano novo a ela. Como sempre estendi minha mão e surpreendentemente ela me deu um abraço, rápido, meio de longe, mas foi sem sombra de duvidas o melhor abraço que eu já recebi na vida.

Eu fiquei pensando nisso durante toda a noite, mal consegui pregar meus olhos, muito angustiado em saber que no dia seguinte ela iria embora, eu não poderia deixar, não sem pelo menos lutar, dizer a ela o que eu sinto o que eu gostaria de viver com ela, apesar de saber que ela é como a Bella, que abandonou tudo, sua família, seus amigos para viver esse chamado.

Sempre ri e fiz piadinhas do meu irmão quando se separa de sua amiga e hoje eu sinto na pele como isso é difícil, como é saber que alguém que você ama está indo para longe sem que se possa impedir.

O dia amanheceu sem que eu fosse para a minha cama, mas mesmo com a movimentação da casa eu só sai do lugar onde eu passei a noite quando ouvi a voz de Rosalie por al. Então eu me levantei e fiquei seguindo ela com o meu olhar, decorando seu rosto, suas feições, para ficar me lembrando quando ela estivesse longe...

As horas iam se passando rapidamente e eu não tinha nenhuma ideia para mudar a minha situação e isso só me deixava ainda mais angustiado.

Almoçamos num clima muito ruim, a despedida carregava o ambiente. Bella e Edward com cara de choro, Renée praticamente em depressão. Acho que eu nunca tinha percebido o quanto isso era triste.

Jasper continuava a implicar com os dois com a história da novela que inventamos, mas eu não tinha disposição por viver o mesmo drama.

Como no ano passado eu me dispus a levá-los. Bella e Edward sentaram-se no banco de trás juntinhos e Rosalie se sentou ao meu lado. Fomos completamente em silencio durante todo o caminho e a cada quilometro eu ficava mais desesperado, ansioso.

Quando chegamos ao convento, Edward desceu com a Bella e tirou a bagagem do porta malas. Rosalie permaneceu dentro do jipe por mais um instante.

–Obrigada por nos trazer — ela disse baixinho — foi muito gentil de sua parte — eu olhei para ela e assenti. Ficamos em silencio e ela suspirou — Bem, eu preciso ir. Te vejo em breve? — eu não consegui dizer nada e ela levou a mão ao trinco da porta e eu segurei seu braço.

–Irmã... Rosalie, por favor, espere.

–Sim?

–Eu não quero que você vá.

–Também vou sentir saudades, de todos vocês, mas nos veremos quando vier ver a Bella, ou no próximo ano, sua mãe disse que eu posso voltar...

–Eu quero que fique comigo. Eu posso fazer o que for preciso para ficar com você, eu posso falar com a responsável e te tirar daqui, eu enfrento o que for, faço o que for preciso para ter você ao meu lado... Mas por favor, fique aqui.

–Não estou entendendo...

–Eu estou apaixonado por você Rosalie e quero você comigo, por favor, eu preciso de você — Ela ofegou e seus olhos se encheram de lagrimas e antes que eu pudesse impedir ela soltou meu braço e desceu correndo do carro.

Fiquei observando ela entrar no convento, passando por Edward e Bella abraçados no portão. Assim que ela sumiu das minhas vistas eu sai dirigindo feito um louco tentando acalmar meu coração que estava tão ferido.

.

Flash Back Off

E aqui estou eu mais uma vez. Dirigindo feito um louco por causa dela.

Desde que há vi dois anos nada foi igual em minha vida.

Eu sempre fui um homem da noite, não tinha uma que eu passasse sozinho em casa já que nas festas que ia ficava sempre cercado de lindas mulheres que me davam noites maravilhosas regadas a muito sexo e bebidas, mas tudo mudou desde que eu vi aquela moça com feições de anjo e fiquei completamente atordoado com tamanha beleza.

Depois disso eu não via mais graça em nada nem em ninguém. Passava minhas noites tranquilo em casa e estava vivendo uma vida de monge, tão casta quanto a do meu anjo afinal, mulher nenhuma era bonita o bastante, nenhuma estava a altura dela.

Eu estava louco, obsecado por uma mulher que eu nunca poderia ter... Dessa vez não poderia ter de verdade já que ela não era como alguém que tinha um namorado, ou que era casada e que poderia pular a cerca. Ela é uma freira, mas também é a mulher que não sai da minha cabeça nenhum maldito minuto sequer e não poderia abandonar tudo por uma noite e mesmo se ela pudesse eu duvido que apenas uma noite seria o suficiente para me fartar da vontade que eu tinha dela.

Esses pensamentos me torturavam todos os dias, principalmente quando Bella voltou para casa grávida de Edward, pronta para se casar com ele. Aquilo tudo fodeu com as minhas convicções, afinal se Edward conseguiu ficar com a Bella que sonhava em ser freira desde menina, por que ele mostrou a ela o quanto estava apaixonado, por eu não conseguiria também, eu estou apaixonando não estou?

Eu tinha me decidido, naquela primeira noite a fazer como meu irmão e ir atrás da minha própria freira, mas quando eu vi o que Charlie estava fazendo com os dois, querendo separá-los, eu vi o sofrimento da Bella e pensei como seria com a família de Rosalie.

Eu passei por momentos terríveis e só agora, depois de tudo eu descubro que ela está há muito tempo me esperando.

Pisei ainda mais fundo, forçando ao máximo o motor do meu jipe, com medo de que se eu demorasse mais um pouco tudo poderia mudar, se é que já não tinha mudado, afinal eu jamais imaginei que a irmã Rosalie estivesse apaixonada por mim, que ela estivesse me esperando.

Se eu soubesse já poderia estar com ela ao invés de todo esse sofrimento pelo qual passei nesse ultimo ano. Isso é loucura Meu Deus, muita loucura. Mas o que eu poderia fazer se não mando em meu coração?

Ela era tão doce, tão linda, tão enigmática e distante. Tímida demais, só respondia as minhas perguntas e colaborava bem pouco em nossas conversas, mas sorria, sorria muito o tempo todo com o rosto corado. Isso aconteceu até o casamento de Edward.

Eu ainda estava meio receoso, com o que tinha acontecido entre nós dois e diante de tudo o que Bella e Edward passaram para ficar juntos eu sabia que minhas chances de ficar com ela eram quase nulas e então eu tava puxar outro assunto e falar coisas banais, sem tocar no que realmente eu queria falar.

Naquele dia Rosalie parecia outra pessoa, conversando e rindo naturalmente, sem parecer constrangida ou amendrontada em minha presença e eu fiquei feliz por isso principalmente que depois da festa ela tenha me pedido para ir visitá-la mais vezes por que sentia a minha falta, mas eu não consegui fazer isso.

Por mais que eu adorasse estar perto dela, me fazia muito mal estar perto, já que ela era inalcançável pela forma como eu a queria e sei que não teria a mesma paciência que Bella teve de esperar pelo momento certo, para que sozinha ela percebesse o que nós tínhamos e só então ficarmos juntos. E então por mais que eu adorasse ir visitá-la eu me segurava e só ia quando a saudade doesse demais.

E foi assim com a cabeça cheia dela, de pensamentos e de probabilidades que eu cheguei ao convento.

Demorou alguns minutos para que as minhas pernas se firmassem e para que eu tivesse coragem de descer do carro e por mais que eu estivesse com saudades, louco de vontade de vê-la, eu também estava com medo de me machucar ainda mais.

Entrei na recepção e logo fui levado à sala da Madre Superiora do convento.

As outras vezes que eu estive aqui para falar com ela — junto com minha mãe e a Renée, depois com Edward quando veio dizer que ia se casar com a Bella e quando eu vim buscar a Rosalie para o casamento — eu já tinha reparado que essa mulher não era a freira mais doce do mundo.

–Boa tarde — ela me disse com a sua voz pesada indicando a cadeira a frente para que eu me sentasse — eu espero que esteja tudo bem com a Isabella.

–Sim, ela está ótima, muito feliz com o meu irmão — ela continuou me olhando como se esperasse por mais informações e eu disse — Eles acabaram de adotar uma menina linda, a senhora deve conhecer, ela morava no orfanato onde a Bella trabalhava, seu nome é Molly.

–Sim, eu a conheço. Final feliz para todo mundo então, graças a Deus — ela deu um pequeno sorriso e aquilo me deixou intrigado, por isso perguntei:

–A senhora não fica brava, quando uma noviça vai embora? Quer dizer... Elas prometeram que ficariam e depois vão embora sem olhar para trás. Como foi o caso da Bella...

–Eu não tenho que ficar brava ou não. As moças chegam aqui cheias de fantasia e esperanças que são alcançadas poucas vezes. Algumas acabam reatando o namoro que deixaram lá fora e vão embora, outras acabam percebendo que não é bem isso o que procuravam, ou que não é isso o que queria para a sua vida e nós temos que aceitar isso, todos estão sujeitos a erros. Cada um sabe onde está o seu coração, o que quer de sua vida. Se seu desejo é estar aqui, doando sua vida a favor dos que precisam em nome de Deus, as portas estão abertas, mas se elas querem ir embora, as mesmas portas continuam abertas. Cada um é livre para fazer o que quiser, essa é a beleza de ser um filho de Deus, a liberdade — eu assenti pensando em suas palavras.

Onde estaria o coração de Rosalie? Será que estava aqui, nesse convento ou estaria comigo?

–E então — A madre disse me tirando dos meus pensamentos — estou curiosa para saber o que te trás aqui.

–É que eu gostaria de falar com a irmã Rosalie, se fosse possível.

–Não tenho certeza se ela já voltou. Ela foi ao mercado com a Irmã Carmem. Vou manar verificar e se ela já estiver chegado virá até você — ela me olhou de cima a baixo e suspirou — Por favor mande lembranças de todas nós a Isabella e faça votos de que felicidade por seu casamento e agora por sua filha.

–Eu direi senhora. Obrigado.

Ela saiu andando toda torta com as mãos para trás e eu fiquei pensando no que ela disse. Bem ao menos eu sabia que Rose estava livre para ir embora comigo, um empecilho a menos para nos atrapalhar.

Meus pensamentos foram interrompidos por um barulho na porta da frente e eu olhei para lá e vi Rosalie entrando sorridente.

–Emmett, oi — ela disse chegando mais perto — que bom que veio me visitar, já estava começando a ficar com saudades — aquelas palavra aqueceram meu coração e eu sorri.

–Eu também senti muita saudade de você, todos os dias — ela caminhou até o sofá e se sentou, batendo ao seu lado e me convidando para ficar com ela. Eu me sentei ao seu lado e ela disse:

–Como estão todos lá na sua casa?

–Estão todos muito bem. Alice fez as pazes com o Jasper e Bella já pôde levar Molly para a casa.

–Verdade? Eu imagino o quanto ela está contente.

–Todos estão. A menina é uma graça em apenas um dia já nos deixou completamente encantados por ela.

–A Molly é mesmo um doce — ela disse sorrindo e eu suspirei me aproximando um pouco mais. Sentia que o memento de finalmente abri meu coração — o que foi? Você parece um pouco inquieto está tudo bem?

–É que eu tenho numa coisa importante para te dizer — eu disse secando minhas mãos suadas na calça — e estou um pouco nervoso.

–O que é? — ela perguntou com o cenho franzido.

–Lembra... Você se lembra de quando passou o natal em casa e depois eu vim te trazer aqui, no começo desse ano. Eu te disse que estou apaixonado e disposto a fazer o que for necessário para ficar com você — ela ofegou e eu cheguei mais perto — lembra?

–Emmett... — ela sussurrou corando.

–Eu vim dizer que... Que a cada dia que passa eu fico ainda mais apaixonado por você e que eu quero que você venha comigo, deixa eu te levar daqui...

–Eu não posso — ela disse com a voz embargada.

–Não tenha medo Rosalie, eu vou te proteger do que for, e vou te amar todos os dias de nossas vidas, eu juro. Tudo o que você precisa fazer é vir comigo.

Ela soltou minhas mãos e levantou cobrindo o rosto e chorou. Angustiado eu fui até ela e a abracei, mesmo correndo o risco de ela me afastar, mas ao contrario ela me abraçou de volta chorando em meu peito.

–Por favor, não chore. Eu quero que seja feliz, feliz comigo. Eu amo você, e só quero o seu bem, acredite em mim.

–Eu não posso...

–Não pode o que meu anjo? Vamos falar com a madre e vamos juntos viver nossa vida. Se seu coração não está aqui, vamos atrás dele.

–Não é isso, eu... Eu não consigo confiar — eu ri balançando a cabeça.

–Sei que parece loucura. Nós nos conhecemos há tão pouco tempo e eu não sei nada sobre a sua vida, sem falar que você é freira, mas essa é a pura verdade. Eu estou completamente apaixonado por você e posso te mostrar isso aos poucos. Se você vir comigo, posso te mostrar isso aos poucos. Eu não tenho pressa, mesmo que não sinta o mesmo por mim, acredito que esse sentimento possa crescer com o tempo.

–Isso não é certo — ela me empurrou se afastando de mim — Eu só vou te fazer perder tempo... Sou uma mulher cheia de traumas que nunca vão ser superados, infelizmente, até por que eu já fui muito machucada na minha vida e não suportaria se isso acontecesse novamente.

–Não vou te machucar Rosalie, ao contrario, eu quero cuidar de você e ajudar a superar seus traumas, não importa o tempo que leve, eu estou mais do que disposto a isso...

–Eu não posso sair daqui — ela chorava andando de um lado para o outro — meu pai deve estar me procurando e se ele me encontrar?

–Do que você está falando? — perguntei confuso e ela respirou fundo e me puxou para se sentar.

–Sei que com o que vou te contar eu vou acabar com todas as chances de ser feliz com você, mas eu preciso ser honesta. Sabe por que eu estou no convento Emmett? — neguei com a cabeça — é por que eu estou fugindo, fugindo do meu pai e do homem que ele quer que eu me case. Estou fugindo de um monstro que acabou com a minha paz durante anos, ele me batia e me estuprava sempre que podia com a concessão do homem que deveria me proteger e cuidar de mim — eu ofeguei sem conseguir creditar no que estava escutando e ela viu minha expressão torturada e assentiu.

–Até bem pouco tempo atrás eu tinha medo, pavor de me aproximar dos homens, acho que você se lembra de quando nos conhecemos e eu só faltava correr quando te via, Eu demorei muito tempo para ao menos conseguir superar isso e me aproximar de você como eu gostaria, mas quando aqueles medos se afastaram surgiram ouros...

–Outros medos? — perguntei confuso — Você ainda tem medo de mim?

–Não é medo de você e sim do que eu sinto – ela secou uma lagrima olhando para baixo com um meio sorriso – Eu também estou apaixonada, mas isso não pode ser bom, eu não posso deixar você se envolver na sujeira que é a minha vida, de jeito nenhum.

–Escute Rosalie, nós dois juntos podemos vencer o que quer que seja, nosso amor pode, sei que pode. Jamais te machucaria... Eu nem consigo acreditar que alguém possa ter feito mal a um anjo como você e eu juro que nem sei o que eu faria se o visse na minha frente — eu disse sentindo uma raiva gigantesca, mas me controlei respirando bem fundo para não assustá-la ainda mais — Eu vou te proteger com a minha vida, não vou deixar que nada te machuque... Eu te amo.

–É disso que eu tenho medo — ela fungou limpando o rosto — uma pessoa que eu amei... Que disse que me amava fez isso comigo...

–Rosalie...

–Não vai dar certo Emmett, eu queria que desse, mas não vai funcionar, eu sinto muito, muito mesmo.

–Eu sei que é difícil, mas eu posso ter paciência, vou te ajudar a superar, podemos vencer isso juntos, é só você dizer que sim, só você vir comigo, por favor... — as lagrimas cobriam seu rosto e ela apenas negava com a cabeça, sua expressão, torturada e os olhos bem fechados. Eu tentei me aproximar dela, mas ela se afastou.

A minha garganta estava fechada e meus cheios de lagrimas, eu estava prestes a chorar assim como ela.

–Por favor — eu implorei — eu posso te fazer feliz, eu te amo.

–Me desculpa Emmett... Eu não posso — ela saiu correndo da sala e por mais que eu gostaria de ir atrás dela eu não poderia ir convento a dentro atrás de uma noviça aos prantos.

Então eu dei meia volta e sai apressado de lá, mas em meu coração eu jamais desistiria. Íamos ficar juntos, eu lutaria por ela, não importa o que aconteça.

.

.

Pov. Bella

Despertei de uma hora para a outra e me espreguicei sem abrir os olhos, revigorada depois de um cochilo da tarde. Aos poucos minha mente foi se lembrando de que eu ainda estava na casa de Esme, no quarto que pertenceu a Edward.

Como eu tinha ido parar lá eu não sabia, mas provavelmente foi Edward que me carregou.

Olhei para fora, através da parede de vidro constatando que o sol já estava indo embora e que eu tinha dormido demais, era hora de pegar minha família e voltar para casa.

Vesti meus sapatos e sai do quarto, imaginando se eu ia dar tempo de jantar antes de ir quando eu passei em frente ao quarto de Alice e a porta foi aberta por um Jasper sorridente e descabelado.

–Eu te peguei em flagrante em dona Isabella — ele disse feliz — você saindo de fininho do quarto do Edward... Que coisa feia — eu ri.

–Bem, aquele um dia foi o quarto de Edward, agora ele dorme comigo, em nossa cama, em nossa casa e não é nada feio, já que agora somos marido e mulher. Você que deveria ter vergonha de estar saindo nessas condições do quarto de uma moça solteira — ele me olhou por um instante e nós dois rimos.

–Tá bom, não está mais aqui quem falou, eu e a minha insignificância voltaremos para o nosso lugar.

–Você e Alice estão bem de novo?

–Sim e eu não poderia estar mais feliz. Obrigado Bells.

–Eu não fiz nada. Ela estava com tanta saudade quanto você. São lindos juntos e merecem ser muito felizes, todos os dias.

–Assim como você e a sua família — ele tocou minha barriga que a cada dia ganhava mais forma já com quase quatro meses.

–Nós vamos sim, todos nós. Mas para que eu fique ainda mais feliz eu preciso comer alguma coisa...

–Se antigamente você já comia por dois, agora grávida deve estar comendo por um batalhão. Acho melhor Edward começar a estocar comida ou ele e a menina vão passar fome daqui a algum tempo — eu revirei os olhos ignorando sua piadinha e desci junto com ele para a cozinha. Mesmo sendo um brincalhão implicante eu senti falta dessas coisas com o meu irmão, já que durante toda a nossa vida, nós fomos muito unidos e se Deus quiser continuaremos assim, esquecendo de verdade toda a desavença que um dia tivemos.

–Mamãe! — Molly correu para mim quando cheguei à sala eu a peguei no colo — Você estava dormindo? — eu assenti.

–Sim. E o que você estava fazendo?

–Eu fiz muitas coisas enquanto você dormia. Primeiro eu plantei uma florzinha no jardim da vovó Esme. Só eu que vou cuidar dela, então eu vou ter que vir aqui sempre para colocar água nela...

–Que legal meu amor!

–É mesmo — ela sorriu — depois o vovô Carlisle me contou uma historinha e depois o papai me ensinou a tocar uma musica no pingano dele.

–Pingano? — eu perguntei rindo e ela assentiu.

–É mamãe. Aquele negocio bem grandão que quando você aperta uma tecla sai musica.

–O nome daquilo é piano querida.

–Ah é... Eu já sabia.

–E o que você estava fazendo agora?

–Eu estava aqui conversando com o papai. Ele estava me contando quando você e ele brincavam aqui.

–E cadê o papai agora? — perguntei olhando em volta.

–Ele foi fazer xixi — ela disse dando uma risadinha — ele vai voltar jajá.

–E o resto do pessoal?

–A vovó Renée e o vovô Charlie foram embora faz tempo, o tio Emm sumiu junto com a tia Alice e o tio Jasper e a vovó Esme está lá na cozinha com o vovô Carlisle. Eles estão fazendo uma comida bem gostosa — eu sorri.

–Senti mesmo um cheirinho bom... — Ela me olhou com o cenho franzido.

–Você já está com fome de novo não é mamãe?

–Estou filha, morrendo de fome — eu ri e dei um beijo naquele rostinho tão fofo — você não está?

–Não. Nós tomamos um lanche.

–E você nem foi me chamar?

–Eu queria ir, mas o papai disse que você precisava descansar e então nós guardamos para você. Eu posso ir buscar se quiser, eu vi onde a vovó colocou — antes que eu pudesse concordar ela desceu dos meus braços e saiu correndo em direção à cozinha e quase que imediatamente senti braços fortes me segurando pela cintura.

–Olá minha dorminhoca linda — Edward disse beijando meu pescoço — que bom que você acordou, já estava com saudade.

–Deveria ter ido me chamar amor.

–Eu pensei nisso, mas a minha mãe me proibiu, disse que você precisa descansar bastante, o máximo possível por causa do bebê e aproveitando que ela conseguiria manter a Molly entretida eu fui me deitar com você, para que descansasse mais.

–É mesmo? — perguntei rindo e ele suspirou -Você não estava quando eu acordei.

–Eu teria ficado lá com você, mas não estava dando muito certo...

–Por quê?

–Com você deitada ao meu lado, tão linda e desfrutável na cama onde tivemos a nossa primeira vez... — ele respirou fundo — tudo estava contribuindo para encher minha cabeça de ideias que não iam deixar que eu me comportasse. Então eu fui embora, antes que eu atacasse você...

–Você podia ter me atacado, eu queria ser atacada por você.

–Então é bom que tenha dormido bastante a tarde, por que eu vou te atacar a noite inteirinha — Edward sussurrou para mim e me beijou, fazendo com que a chama que já estava acesa dentro de mim, aumentasse consideravelmente me fazendo gemer baixinho ainda com a boca na sua.

–Mamãe, mamãe — Molly voltou para a sala correndo e Edward se afastou de mim depressa, me abraçando por trás — a vovó disse que o jantar já está pronto e nós podemos levar o lanche para comer em casa.

–Que bom querida eu estava mesmo morrendo de fome — eu disse depois de respirar bem fundo para controlar minha respiração e olhei por cima do ombro para encontrar o olhar de Edward enquanto sentia sua ereção pressionar meu corpo — vem vamos lavar as mãos para comer.

Segurei a mão da minha filha me afastando com ela. Edward sentou-se no sofá e colocou uma almofada sobre o colo. Quando estávamos quase fora da sala Molly olhou para trás.

–Vem papai, vamos jantar.

–Eu já vou querida, preciso de um minutinho — ele respondeu com a voz rouca, olhando diretamente para mim. Eu o conhecia o suficiente para saber quantas promessas vinham com aquele olhar. Eu suspirei e sai levando minha filha comigo.

Lavamos as mãos e nos sentamos à mesa, e só depois quando estávamos comendo, Edward se juntou a nós. Eu estava cortando a carne para Molly quando ele se sentou ao meu lado e colocou a mão na minha coxa por um momento me fazendo suspirar.

Edward e eu apenas ouvíamos as conversas entre Esme, Carlisle, Molly, Jasper e Alice — que pareciam estar muito felizes e em paz — sem participar de nenhuma delas, presos em nossa bolha particular.

Enquanto comíamos a sobremesa, ouvimos Emmett chegar, parando o carro de qualquer jeito e batendo a porta ao entrar. Ele passou por nós praticamente correndo, com a cabeça baixa.

–Emmett — eu chamei e ele levantou o rosto e eu ofeguei. Seus olhos estavam muito vermelhos assim como o seu nariz, as bochechas marcadas pelas lagrimas e eu entendi que não tinha dado certo. Ele negou com a cabeça bem devagar e depois subiu para o quarto. Eu fiquei em pé para segui-lo, mas Edward me segurou.

–Eu preciso falar com ele — eu disse tentando me soltar.

–Ele precisa ficar sozinho agora meu amor. Podemos voltar amanhã, mas no momento, ele precisa pensar, vai por mim.

–Tudo bem — eu me sentei e ele me beijou de leve.

–Ele vai ficar bem querida, de um jeito ou de outro. — eu assenti segurando as mãos dele e ele disse baixinho — vamos para casa?

–Vamos sim respondi no mesmo tom e olhei para Molly — vamos para casa filha? — ela fez uma carinha triste e assentiu. Eu me aproximei dela e beijei seu rosto — não se preocupe querida, nós vamos voltar aqui muitas e muitas vezes viu? Sempre que você quiser tudo bem? — ela assentiu um pouquinho mais animada — então diz boa noite para todo mundo.

Nós nos despedimos e voltamos para casa. Molly foi por todo o caminho dizendo suas partes favoritas do dia e o quanto ela estava feliz com a nova família que era tão grande.

Eu ajudei ela a tomar banho e Edward e eu fomos colocar ela na cama, depois das orações, ela queria dormir com todas as bonecas do quarto e Edward tentava convencê-la a escolher só duas ou três com ela nos braços rodando pelo quarto. Paramos com a brincadeira quando ouvimos alguém bater na porta.

–Quem será a essa hora? — Edward perguntou com o cenho franzido.

–Eu vou lá ver amor, pode deixar.

–Eu só vou colocar essa boneca na cama e vou lá com você — eu dei uma corridinha até a porta quando a pessoa do outro lado bateu novamente e ri ouvindo as risadinhas da minha filha.

Abri a porta ainda rindo, mas parei ao ver quem estava ali.

–Rose? — ela estava toda encolhida dentro de seu habito branco — entra aqui — chamei um pouco assustada quando percebi que ela estava chorando copiosamente.

Eu a levei para o sofá e a abracei, tentando confortá-la mesmo sem entender o que estava acontecendo, apesar de imaginar. Ela estava na mesma situação que Emmett quando chegou a casa dele, mas eu teria que esperar que ela se acalmasse para saber o que aconteceu de verdade.

Passamos alguns minutos abraçadas no sofá enquanto Rose chorava, eu tentava dizer que tudo ia ficar bem, mas isso a fazia ainda mais nervosa, então eu apenas a deixei chorar.

–Rosalie? — Edward se aproximou com um copo nas mãos e entregou a ela — é água com açúcar, você vai se sentir melhor — ainda tremula ela pegou o copo e bebeu um longo gole respirando fundo para se acalmar. Meu marido se sentou ao meu lado, esperando que ela se recuperasse.

Quando terminou ela nos olhou, ainda chorando um pouco, mesmo estando bem mais calma.

–Me desculpe aparecer aqui assim, sem avisar, a essa hora da noite, mas eu não tinha mais para onde ir...

–Não se preocupe Rose, está tudo bem — segurei a mão dela — conte-nos o que aconteceu, como foi que chegou aqui...

–É que hoje Emmett foi ao convento, procurar por mim... Só que ele não foi para uma visita normal... Ele foi me buscar.

–Eu sei, eu o encorajei a ir — ela ofegou olhando para mim surpresa e eu dei de ombros — eu sei o que sente por ele e sei também que Emmett está muito apaixonado por você. Eu disse a ele para contar isso a você e ir te buscar para que fossem embora juntos e vivesse esse amor que sentem.

–Foi o que ele disse mesmo, mas eu não pude ir com ele.

–E por que não?

–Por que eu sou uma idiota — ela começou a chorar novamente — ele disse que me protegeria, disse que cuidaria de mim e jurou me fazer feliz, mas eu tive medo e não fui. Mas eu me arrependi amargamente assim que ele saiu...

–E o que você fez?

–Eu fugi. Vi o portão aberto e não pensei duas vezes antes de sair de lá correndo. E foi por pura sorte que tinha um pouco de dinheiro no fundo dos bolsos, por que hoje eu fui com a irmã Carmem comprar algumas coisas para o convento e foi assim que Graças a Deus eu consegui pegar um ônibus para cá, não foi fácil, mas eu consegui chegar a frente à casa dos Cullen, mas fiquei sem coragem de entrar. Fiquei muitos minutos lá parada, apenas olhando para casa até que o seu irmão me viu lá parada. Eu perguntei por você e ele disse que já tinha vindo para cá e gentilmente me ofereceu uma carona e eu aceitei.

–Por que você fugiu?

–Por causa dele Bella. Sabe que eu queria tudo o que ele estava me oferecendo, eu só não tinha coragem de dizer sim naquela hora, mas eu fiquei com o coração partido ao ver como ele saiu transtornado de lá...

–Realmente — Edward disse — Emmett chegou em casa tão arrasado quanto você está agora.

–E agora ele me odeia não é? Ah Meu Deus eu fui tão idiota. Só percebi o quanto eu estava pronta para ir com ele quando Emmett já estava longe. Fiquei pensando e como não tinha coragem de falar com a irmã Irina sozinha eu fugi... Mas eu estou vendo que isso não foi muito inteligente. E se ele não quiser nem mais me ver depois de tudo? O que vai ser da minha vida?

–Eu tenho certeza que meu irmão ainda a quer ao lado dele, não precisa ter medo.

–Eu não sei Edward, eu não fui muito legal com ele, nunca mereci a atenção que ele me deu... Emmett pode ter se cansado, principalmente depois do que houve hoje.

–Rose, fica calma, está tudo bem. Agora está tarde, você está cansada precisa de um tempo para por os pensamentos em ordem.

–Eu não tenho para onde ir...

–Você vai ficar aqui, é claro.

–Não queria incomodar... Eu sinto muito...

–Não incomoda querida, para nós é um prazer ter você aqui, não é Edward?

–Sim, queremos que fique a vontade aqui — ele olhou para mim sorrindo — acho que podemos levar Molly para dormir conosco e acomodar Rosalie no quarto dela...

–Isso não — Rosalie interrompeu — Eu posso ficar com ela, ou dormir no sofá. Mesmo que vocês digam que eu não estou dando trabalho, sei que é quase uma falta de educação aparecer na casa de um casal recém-casado — ela olhou para baixo corando — não quero estragar a noite de vocês.

–Vamos dar um jeito — eu corei também ficando em pé — Vem comigo, pode tomar um banho enquanto eu providencio algo para a gente comer...

–Comer de novo Bella?

–Eu só vou fazer companhia a ela amor — eu ri com ele e me virei para Rose — vou te mostrar onde está tudo enquanto Edward arruma um lugar para você dormir.

Levei a Rose ao banheiro e voltei para o quarto a fim de encontrar algum pijama para ela passar a noite, mas graças a Alice meu guarda roupa só tinham as camisolas curtas demais que ela comprou para mim, eu não poderia emprestar uma daquelas para Rose e então eu encontrei uma camiseta e uma saia e levei para ela.

Edward estava no quarto com uma Molly novamente desperta, fazendo festa por ter uma companhia para passar a noite. Ela ajudava o pai arrumar a cama reserva que tínhamos providenciado para o caso de Molly querer trazer alguma amiguinha para cá.

Depois que ela terminou o banho eu me sentei com ela na mesa para comermos o lanche que Esme tinha preparado para mim, enquanto ela me contava tudo o que houve. Eu escutei em silêncio e quando ela terminou eu disse:

–O que você pretende fazer agora?

–Tudo o que eu quero é me redimir e mostrar que eu estou disposta a tentar, apesar de todo o medo que eu sinto.

–Fez muito bem de vir Rose, não imagina o quanto ele estava arrasado e eu tenho certeza que ele vai adorar te ver, que vai dar tudo certo.

–Assim espero Bella, Deus te ouça.

–Agora isso só amanhã — eu me levantei da mesa sorrindo para ela — vamos dormir, recarregar as energias.

–Tem certeza que não vou atrapalhar? Eu posso dormir no sofá ou...

–Não se preocupe, Edward arrumou para você ficar com a Molly no quarto dela e eu já disse que não vai nos atrapalhar.

–Tudo bem então.

–Vem comigo — eu a levei ao quarto de Molly que estava deitada atenta ao que Edward dizia. Seus olhinhos estavam caídos e ela estava quase dormindo, mas sorriu ao nos ver entrar.

–Oi irmã — ela disse baixinho — eu estou muito contente por que você vai dormir no meu quarto aqui comigo.

–Obrigada por me deixar ficar aqui — ela assentiu bocejando.

–Deixei uma boneca na sua cama para te fazer companhia.

–Isso foi muito legal minha filha — eu me aproximei e dei um beijo nela — agora durma tá bom? Nós vamos deixar a Rosalie a vontade. Qualquer coisa é só nos chamar. Boa noite.

–Boa noite — Edward disse depois de dar um beijo em Molly. Nós saímos de mãos dadas, indo para o quarto.

Eu tomei um banho rápido e me deitei, esperando Edward tomar banho também. Quando ele voltou eu me abracei a ele suspirando. Meu marido começou a me beijar e me abraçar, acariciando meu corpo.

–Está me atacando é? — eu perguntei me rendendo as suas caricias e ele riu.

–Eu disse que faria isso não é? — ele começou a tirar minha camisola – Eu passei muitas horas doido para que esse momento chegasse. Eu estou louco para fazer amor com você...

–Eu não tenho certeza se devemos... – eu disse gemendo e ele se afastou me olhando com um sorriso.

–Está negando fogo?

–Não é isso... Temos visita em casa e isso é um pouco constrangedor.

–Não é como se fosse a primeira vez que nós fazemos amor com alguém no quarto ao lado – ele disse com a voz rouca enquanto tocava meu sexo, molhado a essa altura – tenho certeza de que você se lembra de como ficar quietinha, não é?

–Eu sei, mas é a primeira vez que sabem o que estamos fazendo...

–Não pense nisso meu amor – ele pediu baixinho e eu o obedeci me deixando levar por suas caricias deliciosas.

Nós dormimos bem pouco naquela noite, mas mesmo assim acordamos bem cedo. Depois do café Molly pegou o telefone e ligou para Emmett pedindo que fosse para a nossa casa.

–Por favor, por favorzinho tio – ela dizia – nós temos uma coisa muito especial para você. Você vem não é? É bem rapidinho – ela sorria pulando – tá bom tchau. Ele vem mamãe.

–Nós já fizemos a nossa parte Rose, de agora em diante vai ser com você – ela sorriu um pouco nervosa e ficamos na sala esperando pelo momento que Emm chegasse.

Vinte minutos depois ouvimos a campainha e Molly saiu correndo para abrir a porta.

–Ei baixinha – ele disse tentando sorrir. De longe se via o quanto Emmett estava abatido, os olhos inchados pelo choro e até a sua voz estava meio estranha – o que você quer de mim?

–Eu quero saber se quando você se casar você vai me deixar ser a daminha.

–Você o que? – ele olhou para Edward parecendo aborrecido – Poxa vida cara, você deixa a sua filha me acordar a essa hora da manhã por causa disso? Pensei que fosse algo importante.

–Mas é tio – Molly respondeu – eu perguntei para a sua noiva e ela disse que poderia se você deixasse.

–Minha noiva? – ele perguntou com o cenho franzido – do que você está falando menina?

–Vem comigo – ela o segurou pela mão e o levou até onde Rosalie estava. Emmett paralisou no lugar olhando para ela, em silencio por um longo minuto. Eles se olhavam intensamente e aos poucos começaram a chorar juntos um indo de encontro ao outro.

Edward pegou Molly nos braços e nós nos afastamos deixando que eles se entendessem.

Notas finais
E ai meus amores? O que vocês acharam? Por favor contem para mim. Adoro ler sobre a opinião de vocês e os palpites que dão. Continuem, por favor! Beeeijos, Beeeijos beeijos e até mais :)