A Irmãzinha

16 Capítulo Quinze


Notas iniciais
Oi irmãzinhas *--* Como estão?
Mais um capitulo para voces.
Espero sinceramente que gostem.
Boa leitura.

–Edward, Irmã Bella até que enfim. Eu estava começando a achar que vocês não viriam mais – padre Harry acenou para nós enquanto descíamos do carro na porta da igreja.

Edward segurou a minha mão enquanto me levava para junto do padre. Ele sorria satisfeito e feliz, como estava desde que saímos da cama dele. Enquanto estávamos a caminho eu não pude parar de pensar na tarde perfeita que tivemos, em como os nossos corpos se encaixavam com perfeição de uma maneira tão deliciosa e que eu não imaginava ser capaz.

Eu olhava para o Edward que me observava com o canto dos olhos, seu sorriso me mostrava que ele estava pensando o mesmo que eu e assim ficava impossível não dar risadinhas incontroláveis as quais ele me acompanhava. Parecíamos dois bobos. Dois bobos felizes e apaixonados.

Assim que chegamos à igreja Edward me deu um beijo bem demorado na testa, sussurrando que me ama antes de descer e abrir a porta para mim para então irmos ao encontro do padre que nos esperava.

–Já estamos aqui senhor – Edward falou sorrindo quando nos aproximamos – desculpe a demora.

–Tudo bem, tudo bem, vamos logo de uma vez sabem que eu não gosto de atrasos – nós o seguimos até o velho rabbit vermelho da paróquia e eu entrei no banco traseiro como nos velhos tempos.

–O que vocês estavam fazendo para que perdessem a hora? – padre perguntou enquanto dava a partida. Eu olhei para baixo sentindo meu rosto ficar vermelho.

–Eu estava no piano, esqueço completamente da vida quando toco e aparentemente Bella também – Edward riu – Quando dei por mim o sol já estava se pondo e só assim percebi que já estava ficando tarde.

–Está perdoado então. É muito bom saber que você ainda toca – ele abriu um sorriso parecendo muito satisfeito consigo mesmo e assentiu – Certo, vamos rezar. Irmã?

–Tudo bem – Peguei o terço no meu bolso e comecei a oração como era de costume fomos rezando até La Push.

Quando chegamos Edward me ajudou a descer e eu sorri por estar de volta aquele lugar tão lindo e que eu tanto amava. Ele por sua vez passou um braço possessivo ao redor da minha cintura, olhando ao redor com a cara fechada eu ri revirando os olhos e o padre me acompanhou.

–Ele nunca vai mudar não é?

–Eu acho que não – Edward me olhou quando eu ri de novo alheio ao nosso cochicho. Ele seguia parecendo mal humorado, mas só até entrarmos na pequena capela que estava vazia e ele ver algo que o fez sorrir.

–Uau! É o que eu estou pensando? – padre assentiu – Nossa eu não acredito.

–Eu sabia que você ia reagir assim – padre estava tão animado quanto Edward enquanto eles seguiam em direção ao grande órgão antigo posicionado no fundo da capela – você foi a primeira pessoa em quem eu pensei quando recebemos a doação no mês passado.

–Eu sempre quis tocar um desse – ele se sentou acariciando as teclas.

–E você sabe? – perguntei com doçura e Edward sorriu para mim.

–É como tocar piano.

–Por que não toca para gente hoje Edward? Fale com o pessoal do coral, eles devem ter as partituras apesar de saber que você provavelmente conhece todas as musicas.

–Puxa, obrigado padre. – Sorrindo Edward foi até a senhora que regia o coral e eu me sentei no pequeno banco acompanhando-o com o olhar. Estava tão concentrada em seu sorriso maravilhoso que me assustei ao ouvir a voz grossa ao meu lado.

–Bella! – Jacob saudou feliz depois cobriu a boca depressa – ops é irmã Bella agora não é? – eu ri assentindo.

–Oi Jake. É muito bom ver você.

–Nem faz ideia do quanto eu estou feliz em ver você – ele se sentou ao meu lado no banco – você foi embora e nunca mais voltou. Agora que é santa esqueceu-se dos meros mortais.

–Eu não sou nenhuma santa Jake – respondi baixinho.

–Mas está parecendo um anjo. Quer dizer, você sempre pareceu um anjo para mim, mas agora, toda vestida de branco... Uau. Eu... Posso te dar um abraço?

–É claro – abri os braços e ele me abraçou apertado, quase como Emmett costuma fazer, me balançando de um lado para o outro.

Estávamos assim pelo que me pareceu uma eternidade e eu não aguentava mais, queria me afastar, mas estava sem jeito de fazer isso até que ouvimos alguém limpar a garganta perto de nós e ele finalmente me soltou.

–Como vai Jacob? – Edward perguntou agressivo, olhando com cara feia e Jacob sorria sem se deixar abalar.

–E ai cara? É muito bom ver você também, senti falta de vocês dois por aqui.

–Nós temos estudado muito e quando voltamos para casa preferimos ficar com nossas famílias, mas dessa vez o padre chamou e a minha irmãzinha quis vir – ele deu de ombros e se sentou bem ao meu lado no banco, me deixando entre os dois e fazendo com que Jacob quase caísse.

–Hmm... E ai deu certo? – perguntei depois de um momento de silencio desagradável – vai mesmo tocar na missa?

–Claro que sim querida e eu vou precisar da sua ajuda – ele sorriu e me deu um beijo estalado na bochecha.

–Isso é muito legal – Jacob disse – desde que ganhamos ninguém se habilitou a tocar, ele fica ai só juntando poeira. Vai ser ótimo finalmente ouvi-lo.

–Sim, vou ver o que eu posso fazer aqui.

–E você sabe tocar Bel... Er... Irmã? – eu neguei com a cabeça dando uma risadinha e Edward disse:

–Ela não sabe, eu ainda não tive tempo, mas em breve eu vou ensinar a Bella a tocar o órgão direitinho – Ele piscou para mim sorrindo maliciosamente e eu arregalei os olhos quando entendi o que ele quis dizer.

Jacob sorriu sem graça e murmurando algo se afastou, deixando Edward muito mais que satisfeito arrumando as partituras que tinha conseguido inteiramente alheio ao meu ar indignado.

–Eu não acredito que você disse aquilo!

–Por quê? Você não quer aprender? – Ele se virou sorrindo para mim – Eu estou louco para te ensinar.

–Pelo amor de Deus, não diga uma coisa dessas estamos em uma igreja – pedi horrorizada – e... Eu já estou muito desconfortável em estar aqui depois de tudo o que fizemos... Só piora quando você fica falando essas coisas – Edward segurou meu queixo me fazendo olhar em seus olhos. O humor desaparecido de seu rosto.

–Você se arrependeu?

–É claro que não Edward. Foi tudo tão lindo e especial, como eu poderia me arrepender? – estiquei a mão e acariciei seu rosto sério – O que fizemos foi em um contexto errado, proibido, mas mesmo assim eu amei Edward – eu sussurrei – fazer amor com você foi perfeito.

–Ah meu amor – Edward colou sua testa na minha – como pode que o que fizemos seja proibido e errado, se envolve tanto amor? Olha não se sinta mal e nem fique desconfortável, por favor. A gente se ama e é tudo o que importa no momento;

Ele beijou minha testa e se afastou sorrindo para mim. De repente eu fiquei super consciente das pessoas a nossa volta e me ajeitei no banco. Aos poucos a pequena capela foi enchendo de pessoas para assistir a missa e todas elas vinham falar conosco, felizes em nos ver depois de tanto tempo.

A missa começou e Edward tocou lindamente todas as musicas. Eu observava apreciando tanto o magnífico instrumento a minha frente, quanto as mãos que o tocavam com perfeição sem se perder naquela infinidade de teclas.

Edward sorria para mim o tempo todo, seus olhos transbordando de amor e fechando os olhos eu fiz uma oração torcendo para o que ele disse fosse verdade, que apesar das circunstancias o nosso amor seja bem visto aos olhos de Deus... Algum dia.

.

Desci do carro um pouco zonza e ofegante.

Fazia muito tempo que estávamos parados em frente a minha casa, dentro do carro trocando beijos e mais beijos e por mais que quiséssemos ficar tivemos que descer antes que alguém viesse a nós para saber o que tinha acontecido.

Edward abraçava a minha cintura enquanto eu abria a porta. Não tinha ninguém à vista, mas escutamos movimentação em algum canto da casa nos alertando que não estávamos sozinhos. Então eu levei Edward até um dos sofás, nós nos sentamos bem juntinhos, um de frente para o outro e ficamos ali, de mãos dadas em silencio. Edward me olhava com os olhos brilhantes e um sorriso enorme.

–O que foi? – sorri hipnotizada com o sorriso dele.

–Nada. Eu estou apenas admirando você meu amor – eu estreitei os olhos para que ele visse que eu não acreditava no que ele disse. Edward mordeu o lábio inferior e riu baixinho olhando para baixo por um instante e voltou a olhar para mim, sussurrando – Quer mesmo saber?

–Quero.

–Tudo bem, eu estava pensando... Ou melhor, eu não consigo parar de pensar em você sem roupa Bella – ele soltou minhas mãos e segurou minhas coxas com força, ainda olhando em meus olhos enquanto sussurrava – não consigo parar de pensar em cada parte do seu corpo tão perfeito, tão macio, tão... Gostoso. Toda vez que eu fecho meus olhos eu vejo você em baixo de mim quando estávamos fazendo amor...

–Edward... – eu meio que gemi baixinho estremecendo ao ouvir essas palavras.

–Não faz assim amor ou vai me deixar louco – ele beijou minha bochecha e suspirou – A Renée vai deixar você ir dormir lá em casa hoje não é?

–Eu acho que não, mas eu gostaria muito de dormir com você – ele sorriu.

–Só que se ela deixasse você não iria dormir de jeito nenhum, ou melhor, nós não iríamos dormir. A gente ia fazer amor à noite toda e eu ia te ensinar a tocar no órgão – eu sorri sentindo meu rosto ficar muito vermelho, mas mesmo assim me enchi de coragem e disse:

–Eu ia adorar cada segundo, como adorei os momentos que eu passei em seus braços – ele ofegou me olhando com surpresa e eu ri da cara que ele fez.

–Oh finalmente um sorriso no rosto da irmã Isabella. Ah é... É claro que ela está sorrindo afinal de contas Edward está aqui – Jasper riu sentando no sofá a nossa frente com Alice agarrada a ele – Ela estava toda chateada por que você não veio aqui de manhã.

–É mesmo? – ele desfez a cara espantada e abriu um sorrisinho malicioso – por que você ficou triste?

–Não é que eu estava triste, eu estava esperando você vir, mas você não veio. Eu fiquei frustrada.

–Eu estava esperando você ir lá em casa. Queria ter vindo te buscar, mas a minha mãe disse que a Renée também queria ficar com você...

–Eu bem que queria mesmo – minha mãe entrou na sala junto com o meu pai – mas sem você aqui parece que a Bella também não está, ela fica toda triste lá no mundo da lua.

–O Edward é a mesma coisa – Alice falou – a gente tem que rebolar para chamar a atenção dele quando a Bella não está por perto. Hoje mesmo ele passou a manhã toda no piano, tocando musicas super tristes depois super alegres e tristes de novo.

–Esses dois só encontram a felicidade juntos. Nada faz sentido quando estão separados.

–Jasper, para de implicar com eles.

–Eu só estou falando a verdade mãe, mas se a senhora quiser podemos mudar de assunto.

–É bom mesmo – meu pai se ajeitou no sofá e olhou para o Edward – O que você pretende depois que for padre?

–É claro que ele quer chegar ao topo, ser um papa famoso que vai revolucionar a igreja – Alice sorriu – não é maninho?

–Não – ele sorriu de volta – eu acho que eu queria isso antigamente, mas depois de dois anos no seminário eu percebi que provavelmente vou fazer muito mais sendo um simples homem de Deus fazendo a diferença na minha paróquia, junto da minha irmãzinha querida – ele apertou minha mão e sorriu para mim – do que querer revolucionar tudo.

–Já é um caminho. Eu acredito que você e a Bella vão se dar muito bem. E torço muito por vocês. Sempre soube que daria certo, sei que serão muito felizes.

–Obrigado senhor, isso é tudo o que eu mais quero – Edward olhou para mim um pouco estranho e eu lhe dei um sorriso de desculpas, sei que não é nada fácil falar sobre esse assunto, fingir que estamos empolgados com um futuro que não existe mais.

Por mim essa seria a hora de falar com os meus pais, já que estávamos falando sobre esse assunto, mas eu sabia que Edward ainda não estava preparado. Ele deve estar bolando todo um discurso, toda ma situação premeditada. Sempre tão certinho.

–Hmm... Alice vamos para casa? A mamãe deve chegar daqui a pouco.

–Vamos sim Edward. Acho que já importunei a Renée demais por um dia.

–Uau – ele riu – para você estar admitindo você deve ter importunado mesmo hein?

–Ah que isso Alice, sabe que não incomoda nunca, nós adoramos você.

–Adoramos mesmo – Jasper deu-lhe um beijo e ela sorriu encantada – você bem que poderia ficar mais.

–Hoje não. Eu estou ansiosa para saber como foi o passeio que eles fizeram e também quero saber se eles compraram algo para mim. É claro.

–Por falar nisso Alice, eu achei muito estranho seus pais, Emm e Rose saírem para passear e você não ir com eles. Não é muito a sua cara faltar a eventos como esse.

–Eu sei – ela suspirou – me doeu ter que deixá-los, mas faz parte do meu plano e eu tenho que ser forte – Edward passou a mão pelos cabelos e suspirou.

–Ai meu Deus. Que plano é esse?

–Eu quero que Rose fique mais amiga do Emm. Ele gosta tanto dela e ela parece que tem medo dele, ou sei lá o que.

–Medo? – minha mãe perguntou interessada.

–Sim. Ela fica toda retraída perto dele, ou melhor, perto de qualquer homem, mas piora perto do Emm. Eu já reparei nisso.

–Ela só não está acostumada com ele – tentei defendê-la – afinal qualquer um se assustaria com aquele tamanho todo não é?

–Pode até ser e é por isso que eu acho que se ela tiver a oportunidade de conhecer um pouco mais dele ela vai deixar essa bobagem de lado e o Emm vai ficar feliz.

–Eu não sei se isso é uma boa ideia Alice...

–E por que não?

–Rose é uma pessoa complicada, cheia de traumas. Eu também quero que ela supere, mas não sei se essa é a forma certa, além do mais, aposto como ela vai ficar junto de Esme e evitá-lo como tem feito esse tempo todo.

–É ai que você se engana. Eu já tinha pensado nisso e foi justamente por isso que eu não fui junto com eles. Veja bem, quando meus pais saem juntos eles só enxergam um ao outro e isso vai dar um tempo para a irmã e o Emm se conhecerem.

–Por que está fazendo isso Alice?

–Olha, eu não sei se vocês perceberem, mas eu acho que o Emm gosta da irmã, sabe, gosta muito, gosta muito mesmo.

–Alice – Edward quase rosnou – Pelo amor de Deus, não me diga que você está tentando unir os dois – ela deu de ombros.

–Você sabe o quanto eu gosto de um desafio e pelo que eu pude perceber o Emmett gosta dela e ai eu pensei por que não dar um empurrãozinho?

–Por que não? Por que não? Eu vou te dar um motivo, bem pequeno que talvez você não deva ter notado: Ela é uma noviça.

–E dai?

–E dai que ela já é comprometida, ela é noiva de Jesus. Mesmo que o Emmett queira, ele não pode tê-la. Não pode – Edward sussurrou as últimas palavras apertando minha mão que estava junto à dele, sem olhar para mim.

–Eu concordo com ele Alice – meu pai disse – ela tem um compromisso sagrado...

–Que é provisório, ela pode ou não seguir a diante.

–Mas se ela chegou a o ponto de fazer esse compromisso é por que ela quer ir adiante.

–Ou talvez ela pense melhor no assunto e decida por um caminho diferente. Isso pode acontecer não pode?

–Alice! – Edward exclamou exasperado.

–Olha querida dessa vez o Edward tem razão – meu pai disse sem esconder a surpresa em volta do assunto – você não pode se meter nisso. Se for o que a irmã Rosalie quiser tudo bem, mas você não pode impor nada.

–Eu não vou desistir – ela empinou o nariz – se eu não consegui fazer com que Edward e Bella ficassem juntos é questão de honra juntar o Emm e a irmã Rose – Jasper riu.

–Você tentou juntar o Edward e a Bella?

–Muitas vezes – ela suspirou com um ar triste – Eu sempre achei que eles estavam apaixonados, mas não conseguiam enxergar e então eu vivia tentando achar um jeito de fazer pintar um clima e ai como em um passe de mágica eles se descobrissem apaixonados, como acontece nos filmes, mas nunca deu certo – ela suspirou outra vez.

–O que te faz pensar que agora vai dar?

–Agora eu tenho certeza de que o Emm gosta da irmã. Não era apenas uma suposição como no caso de Bella e Edward. Se eu conseguir fazer com que eles fiquem juntos, Emmett vai saber o que fazer. Mas ao que parece essa é a parte mais difícil, mas sejamos otimistas. O primeiro passo foi dado e eu estou louca para saber como foi.

–Se você tem tanta certeza disso vá em frente – minha mãe disse sorrindo – mas se você perceber que não vai dar em nada como aconteceu com Edward e Bella desista tudo bem? – ela assentiu.

–Ainda bem que não deu certo – meu pai sorriu – por que na minha filha ninguém toca – Edward franziu o cenho e ficou em pé.

–Vamos então Alice?

–Vamos – ela ficou em pé toda animada e se despediu de meus pais assim como Edward. Jasper a acompanhou até o carro e Edward e eu os seguíamos devagar. Ele me abraçou apertado mergulhando a cabeça no meu pescoço.

–Eu não queria me separar de você hoje. Foi tudo tão perfeito.

–Eu sei, eu não queria me separar de você nunca. Em breve vai ser assim, não vai Edward? – senti seu sorriso em meu pescoço enquanto ele assentia.

–Amanhã eu venho antes de você acordar.

–Só para você saber eu acordo muito cedo.

–Vou estar aqui querida – Edward afagou meu rosto e me deu um beijo na bochecha – eu te amo Bella.

–Vamos Edward – Alice chamou impaciente encostada no carro.

–Eu amo você querido. Até amanhã – ele me deu mais um beijo e se foi.

Assim que entramos Jasper se jogou no sofá vendo alguma coisa na TV e meus pais não estavam mais a vista, então resolvi subir para o meu quarto. Tomei um banho e desejei ter algo mais bonito para vestir do que minhas velhas camisolas de flanela. Talvez algo como o que Alice costumava a usar. Edward teria uma surpresa e tanto quando chegasse aqui e me visse usando aquelas camisolas bonitas e rendadas.

É uma boa ideia providenciar algumas para depois de pedir dispensa, apesar de achar que meu pai não vai deixar Edward vir me acordar ou mesmo passar horas e horas trancado no quarto comigo quando estivermos juntos livremente.

Deitei por cima das cobertas e me deixei levar imaginando um futuro bem próximo enquanto eu brincava com o terço que o Edward me deu que para mim era como um símbolo do nosso amor, o que me unia a ele mesmo quando estávamos longe.

Ouvi duas batidinhas rápidas na porta e minha mãe colocou a cabeça para dentro do quarto, arregalou os olhos quando me viu e saiu bem rápido pedindo desculpas.

–Bella, eu não sabia, me perdoe querida. Eu volto outra hora – sem entender nada eu corri para a porta vendo minha mãe se afastar.

–Mãe! O que foi?

–Eu não sabia que você já tinha tirado o véu... Eu não teria entrado se soubesse... Quando a gente peca sem querer é perdoada não é? – ela falou ainda sem olhar para mim e eu ri.

–Mãe, pode se virar, não tem problema nenhum a senhora me ver sem véu, não é pecado fica calma.

–Ufa, que bom. Eu não quero que você quebre nenhuma regra – ela sorriu e pegou minha mão me levando de volta para o quarto sem perceber o meu desconforto ao pensar que tinha quebrado a regra principal.

Ela me levou para a minha cama e finalmente olhou para mim.

–Que bom por que eu estava mesmo querendo ver o seu cabelo. Nossa ele é tão lindo, ainda bem que você herdou os cachos do Charlie e não o meu cabelo estranho – mamãe pegou uma escova e passou delicadamente me meus cabelos – eles estão tão compridos por que não corta?

–Ah eu gosto deles assim.

–Sei, mas você deve ter um verdadeiro trabalhão para colocar o véu tosos os dias.

–É tudo questão de pratica, hoje eu faço bem rapidinho – ela ficou em silencio enquanto me fazia uma trança como quando eu era pequena. Senti meu corpo relaxar com a sensação gostosa das suas mãos em meus cabelos.

–Prontinho meu amor, está lindinha – ela me deu um beijo na testa e se sentou a minha frente olhando para minhas mãos – esse terço não é do Edward?

–Não mais. Ele me deu no dia em que entrei para o convento. Ele disse que me faria companhia enquanto ele não estivesse, para que eu não ficasse sozinha –sorri com a lembrança.

–Edward gosta mesmo de você não é querida? Realmente te ama.

–Sim. Eu também o amo mamãe, amo muito.

–Eu sei. Sempre achei que vocês se amavam, sabe mais do que simples amigos...

–Mãe... – Eu a interrompi exaltada e ela sorriu.

–Tudo bem, tudo bem, eu sei que são apenas bons amigos, mas antigamente eu tinha esperanças quando eu via vocês dois de segredinhos para cima e para baixo. Um dia eu falei com a Esme e ela achava que o Edward estava apaixonado por você como eu achava que você estava por ele. Nós ficávamos a espera do dia em que viriam com a notícia do namoro de vocês, mas ao invés disso vieram com a novidade que queriam ser padre e freira. Esme se bandeou para o outro lado, mas eu nunca perdi a esperança. Muitas vezes eu via um brilho diferente em seus olhos quando olhava para ele e imaginava que você estava apaixonada e mantinha isso em segredo – Eu ofeguei e ela sorriu para mim.

–Era por isso que a senhora sempre vinha no meu quarto e dizia que era minha amiga em quem eu poderia sempre confiar? – ela assentiu e nós rimos.

–Eu sei que você deve estar me achando uma boba, mas eu sempre sonhei que um dia você ia chegar em casa me contando do seu primeiro beijo e a gente ia conversar sobre esse garoto. Eu ia te ouvir enquanto você falava todas as qualidades dele e todos os defeitos também, te consolar quando brigasse com ele. Eu fiz tantos planos assim e bem no fundo acho que senti falta disso...

–Mãe... Eu não sabia que a senhora se sentia assim.

–Não querida, não se preocupe eu estou muito feliz pelo que você se tornou. Estou tão orgulhosa da minha menininha, acho que nem tanto quanto Charlie – nós rimos – mas eu estou. Tenho tanto orgulho dos trabalhos que você realiza e do amor que eu sinto em cada palavra sua quando você conta sobre a sua vida e fico um pouquinho presunçosa quando penso que foi eu quem plantei a primeira sementinha em seu coração.

Ela sorriu e eu a abracei. Como antes me deu uma vontade enorme de contar tudo para ela, contar que ela tinha razão que eu sempre fui apaixonada por Edward e lhe contar do meu primeiro beijo com ele, da minha primeira vez, abrir meu coração como ela sempre quis, mas suspirei resignada, afinal não falta tanto tempo assim para termos essa conversa.

–Eu acho que vou deixar você terminar de reazar e dormir, aposto que Edward vai vir bem cedo para cá amanhã não é? – sorri.

–Ele disse que sim.

–É melhor eu deixar a chave no lugar de sempre então, ou é capaz de ele acordar todos nós antes da hora – mamãe ficou de pé e me deu um beijo na testa – boa noite querida, deus te abençoe.

–Boa noite mamãe.

Deitei na cama e minha cabeça começou a fervilhar com tudo o que aconteceu nesse dia: as coisas que minha mãe tinha me dito, a nossa conversa na sala e a minha tarde com o Edward.

Suspirei.

Ele parecia tão incomodado com a ideia da Alice em dar uma chance do Emm se acertar com a Rose. Eu também achei a ideia muito louca, mas eu sempre disse que existe um príncipe para Rose e Emm parecia perfeito para esse papel.

Mas o fato de que isso perturbava tanto Edward estava me deixando louca, afinal era isso o que estava acontecendo entre nós. Talvez seja por isso mesmo, por ele saber o quanto é difícil essa situação e não querer que o irmão passe por isso.

Sim, deve ser.

Mas apesar de todas as dificuldades e empecilhos que enfrentávamos a cada dia nós estamos conseguindo ficar juntos, cada vez mais.

Sei que Edward me ama – desde aquele dia na porta da igreja –, mas fazer amor com ele hoje me mostrou o quanto sou amada por ele. Pude sentir em cada toque, em cada olhar, em cada beijo dele quando estávamos juntos. Eu só espero ter conseguido mostrar a ele a extensão do meu amor também.

E foi pensando em varias formas de mostrar meu amor a Edward que eu adormeci.

Notas finais
E ai minhas irmãzinhas? O que voces acharam? Me digam, por favor.
Queor agradecer a cada uma que deixa seu comentario e o carinho que tem pela história, obrigada, obrigada mesmo.
Bem terça feira estarei de volta novamente.
Beeeijos e até lá.