A Irmãzinha

5 Capítulo Quatro


Notas iniciais
Oi Irmãzinhas :) Hoje eu quero dedicar esse capitulo - que está muito fofo, na minha humilde opinião - a minha querida Neri de Paula que recomendou a história *--* Ah meu bem muito muito obrigada mesmo pelas palavras, eu fiquei muito feliz. Bem capitulo oferecido, vamos a ele Espero que voces gostem de ler tanto como eu gostei de escrever. Boa leitura.

Eu estava abraçada a Edward já fazia um bom tempo.

Meus braços abraçavam a sua cintura e meu rosto estava encostado em seu peito. Edward acariciava meus cabelos com uma das mãos e com a outra brincava com as contas do terço que eu tinha acabado de dar a ele.

Nossa conversa tinha feito ele ficar bastante pensativo e tudo aquilo estava martelando na minha cabeça também, mas nós tínhamos tão pouco tempo junto em uma semana vamos voltar para as nossas vidas e ficar longe um do outro outra vez que era um desperdício gastar o nosso tempo precioso com tristezas.

—Foi tão bom ver o padre Harry não é? – Falei baixinho tentando melhorar seu astral.

—É... – suspirou – eu também gostei.

—Sabe que essa visita me trouxe várias recordações?

—Quais? – Eu não estava vendo seu rosto, mas eu podia sentir o sorriso em sua voz.

—A nossa primeira confissão por exemplo. Sabe que eu acho que o padre Harry riu dos meus pecados? – Dessa vez ele deu uma risadinha.

—Sabe que eu tive a mesma impressão?

—Que coisa mais feia, eram os nossos pecados. Os padres não deveriam rir dos pecados da gente.

—Irmãzinha, pensa bem nos seus pecados daquela época e nem adianta disfarçar que eu sei que eram os mesmos que os meus. Naquela época a gente era tão unido que cometíamos os mesmos pecados – ele riu – eram coisas do tipo roubar hóstias antes da missa ou beber o resto dos vinhos que sobravam nas galhetas escondidos – eu ri.

—Vai pode falar que até você riria ouvindo essas confissões dos seus próprios coroinhas.

—É eu acho que sim, não dá para negar – nós começamos a lembrar das inúmeras histórias sobre a nossa infância e eu consegui espantar o que quer que o Edward estivesse pensando de ruim.

Algum tempo depois – não faço ideia do quanto – a minha mãe apareceu no quarto chamando a gente para tomar lanche. Nós nem tínhamos reparado que ela já estava em casa. Então descemos para comer e passamos um tempo com a minha mãe, mas Edward logo teve que ir para a casa e nós ficamos de nos encontrar na igreja.

Nós iríamos à missa com as nossas famílias, como todos os anos. Crescemos assim, fomos acostumados com a ideia de que no natal antes de festejarmos ou de ganhar presente, devemos primeiro ir à missa e rezar para o menino Jesus que está nascendo.

Meus pais sempre foram muito ligados a religião, do tipo que participavam das missas todos os domingos e ajudavam na comunidade o máximo que podiam. Eles passavam isso para Jasper e para mim desde bem pequenos, nós participávamos das missas e íamos à catequese. Minha mãe incentivava muito, ela amava contar para gente as histórias dos santos e passagens da bíblia de uma forma fantasiosa, mágica e isso me deixava ainda mais encantada com a igreja.

Isso foi até que conheci Edward e seu jeito apaixonado por Deus e por sua igreja e era impossível não se deixar levar pelo seu entusiasmo, sua paixão. O orfanato que ele morava antes de ser adotado era cuidado por freiras e por ele não se dar bem com as outras crianças, passava a maior parte do tempo na capela rezando com elas. Acho que isso fez com que ele se sentisse tão bem dentro de uma igreja.

E foi Edward que me deixou ainda mais encantada com esse mundo porque com certeza, se não fosse por ele eu provavelmente teria perdido o interesse depressa, como aconteceu com Jasper, que foi crescendo e achando coisas mais interessantes para fazer do que participar do coral infantil.

Eu sempre amei tudo isso, é claro. Não tinha como viver tudo o que eu vivia e ficar imune as maravilhas de Deus, mas eu jamais tinha me imaginado freira. Achava a ideia de dedicar a sua vida a Deus maravilhosa, mas isso não tinha nada a ver comigo, era uma coisa que eu jamais daria uma chance se fosse em outras circunstancias, mas esse era o único jeito de ficar perto de Edward. Suspirei.

Hoje eu estou me dando tão bem com a vida que levo que era como se eu tivesse nascido para isso, tanto que eu não me arrependo de estar onde estou agora. Tudo o que eu queria era tê-lo por perto, não é? Consegui.

O que eu não conseguiria era ficar longe de Edward e sei que ele também não. Suas palavras dessa tarde e a sua reação na igreja voltaram com tudo a minha mente. Edward sentia a minha falta com a mesma intensidade que eu sentia a dele e isso era um fato.

Nós tínhamos uma ligação e era impossível negar isso, mas para Edward era extremamente fraternal – suspirei – seria tão maravilhoso se ele pudesse me ver com outros olhos, se ele pudesse me enxergar como mais do que a sua irmãzinha, se ele me visse como mulher, como uma mulher para ele, principalmente agora que ele está assim tão confuso. Quem sabe assim poderíamos viver um lindo romance como nos livros que eu li?

Só que isso não vai acontecer – suspirei de novo – a saudade que ele sente de mim é como a saudade que ele sente da sua família. Tudo bem, eu vou me contentar com isso, já está muito bom assim.

Pensava nisso enquanto tomava um banho bem demorado, sem pressa nenhuma lavei os meus cabelos e os sequei com calma. Vesti um dos meus uniformes do convento e logo estava pronta para ir à missa.

—Bella meu bem? – Mamãe entrou no meu quarto – está pronta?

—Estou sim – fui até ela que sorriu com os olhos marejados.

—Ah filhinha como você está bonita! – Ela passou as mãos pelos meus cabelos – quando você e o Edward inventaram essa história eu achei que era só fogo de palha e olha para você agora, é quase uma noviça! Eu estou tão orgulhosa de você, querida.

—Obrigada, mamãe – falei emocionada e ela me apertou com força e quando me soltou limpou uma lágrima.

—Vem, agora vamos por que o seu pai já está ficando impaciente – ela revirou os olhos de brincadeira e nós descemos para encontrá-lo. Ele estava parado ao lado da porta com as mãos nos bolsos e Jasper estava sentado no sofá digitando alguma coisa em seu celular.

—Até que enfim. Nossa, parece que ela está indo ver o namorado ao invés de ir à igreja! – Jasper mexeu comigo e eu ri.

—Considerando que eu estou prestes a ficar noiva do dono da casa, é bem isso o que eu vou fazer – todos rimos e ele se levantou passando os braços em torno dos meus ombros.

—É, você tem razão – Meu pai abriu a porta e nós o seguimos para a sua velha viatura e fomos para a igreja. Edward já estava lá e me esperava na porta. Ele vestia uma calça social preta e camisa azul clara dobrada até os cotovelos. Seu cabelo estava quase arrumado, provavelmente foi o máximo que ele conseguiu antes de desistir.

Ele sorriu enormemente quando me viu e beijou na testa pegando meu braço antes de entrarmos na igreja. Ainda faltavam alguns minutos para a missa começar e algumas mulheres da comunidade, que nos viram crescer ficaram felizes em nos ver.

Elas queriam saber como estávamos indo em nossa caminhada e nós contávamos tudo a elas sorrindo. A missa estava iniciando e nós fomos para os nossos lugares junto as nossas famílias. Ao meu lado Edward rezava baixinho apertando a minha mão de vez em quando.

No fim da missa fomos todos para a casa dele, onde nos reuniríamos para a ceia de natal. Alice e Jasper ficavam juntinhos trocando sorrisinhos bobos e beijos comportados pelos cantos. Emmett já tinha voltado a si totalmente já que ficava importunando o casal e reclamando de fome a cada cinco minutos. Meu pai e Carlisle estavam conversando e rindo junto com o padre Harry que tinha se juntado a nós esse ano.

Eu estava ajudando minha mãe e Esme na cozinha, mas Edward ia atrás de mim a cada cinco minutos, me tirando dos meus afazeres importunando tanto todo mundo até que eu fui expulsa de lá o que deixou Edward mais do que satisfeito.

À meia noite, antes de dar início a ceia, nós fizemos uma oração agradecendo a Deus por ter mandado o seu filho para nos salvar e pedindo que ele nascesse no nosso meio outra vez, trazendo a paz que o mundo tanto precisa. Quando ficou tarde, nós começamos a nos despedir para ir para a casa. Edward me levou até a viatura e eu o vi acompanhando com o olhar até que ela virou a esquina.

Os dias passavam praticamente como um borrão.

Depois da nossa conversa Edward pareceu entender o que eu lhe tinha dito. Ele sentia saudades de mim e eu dele, mas não podíamos desistir de nossos sonhos só por causa disso. Resolvemos simplesmente não falar mais disso, e aproveitar os nossos poucos dias juntos.

Eu sei que apesar de não tocar mais no assunto, pelos olhares distantes que às vezes eu via em seu rosto e alguns momentos que ele parecia triste que ele ainda pensava nisso. Sabia que ele não estava mais tão perdido como no começo, mas ainda sim havia algo. Então eu puxava algum assunto bobo para fazê-lo rir e deixá-lo bem outra vez.

Nós passávamos o dia todo juntos. Todo o dia de manha ele ia para a minha casa. Às vezes ficamos lá mesmo com a minha mãe e o Jasper, as vezes íamos para a casa dele onde a Alice tentava me levar para algum lugar comprar alguma coisa, mas Edward não deixava, dizendo que tinha muito pouco tempo comigo e que tinha que aproveitar. Nós passávamos algum tempo também na igreja junto com o padre Harry e às vezes com Emmett também.

Então Edward voltou a ser o meu melhor amigo de sempre, mas de um jeito diferente. Não que antes ele não fosse, mas ele estava extremamente carinhoso e atencioso comigo ultimamente. Várias vezes por dia eu o pegava me olhando de uma forma muito intensa que me deixava corada e o sorriso que ele abria em seguida me deixava completamente sem ar. Sem mais nem menos, de uma hora para outra, num momento descontraído ele me abraçava e me enchia de beijos, dizendo que me amava demais.

Essa foi uma prova de que eu não sofria do coração.

Toda vez que ele fazia isso eu simplesmente me derretia e a noite eu me permitia imaginar que ele me queria como eu o queria, que ele me amava de verdade, mas quando eu me levantava eu voltava à realidade e tentava me convencer que ele me amava apenas como uma irmã e que isso nunca mudaria.

Quando eu abri meus olhos no dia trinta e um de dezembro – o último dia das minhas férias – a primeira coisa que eu vi foi Edward sentado bem na beirada da cama olhando para mim com um sorriso.

Eu achei que ainda estava dormindo e me virei de costas escutando a risada dele. Então me dei conta de que ele realmente estava ali, me vendo dormir e me sentei esfregando os olhos para ter certeza do que estava vendo, mas ele estava lá mesmo com os olhos brilhando de alegria e um sorriso enorme só para mim.

—Ei, Bella. Bom Dia.

—Bom dia – sorri em resposta – o que você está fazendo aqui tão cedo?

— Já que esse é o nosso último dia juntos – ele suspirou – não quero perder nenhum segundinho dele longe de você – ele se aproximou e tocou meu rosto com as costas da mão num carinho gostoso e eu fechei os olhos para poder apreciar melhor.

—Tudo bem então, vamos aproveitar – beijei sua bochecha e me levantei escolhendo rapidamente o que vestir e fui para o banheiro onde me preparei o mais depressa que pude.

—Vem, vamos tomar café da manhã – estendi a mão para ele ao chegar à porta, mas ele cruzou os braços e me olhou zombeteiro.

—Não está se esquecendo de nada Bella? – Franzi o cenho e olhei para baixo me certificando se estava devidamente vestida e Edward riu – que noviça mais desastrada. Vem, irmãzinha, vamos rezar – ele me esticou a sua mão e eu a peguei, me sentando ao seu lado no pé da cama.

—Em nome do pai, do Filho e do Espírito Santo.

—Amém – Ele fazia círculos nas costas da minha mão enquanto rezávamos juntos a oração da manhã. Sem que eu pudesse evitar eu o observava com os olhos fechados, cenho franzido e a boca repetindo a familiar oração de todas as manhãs. Quando ela chegou ao fim ele continuou rezando, a voz um pouco mais baixa, mas por eu estar prestando a atenção eu o ouvi.

—Meu Deus, eu preciso de toda a coragem para enfrentar esse dia, por favor, por favor, me ajude a fazer a coisa certa. Amém – ele abriu os olhos de repente e eu corei por ter sido pega observando ele como estava.

—Amém – murmurei baixinho e fiz o sinal da cruz e ele me imitou sorrindo.

—Bem, agora sim podemos ir comer – eu revirei os olhos.

—Então vamos – Ao chegarmos na cozinha apenas minha mãe estava lá.

—Bom dia, mãe.

—Bom dia, querida.

—Quer ajuda?

—Claro – eu ajudava a minha mãe terminar de preparar o café enquanto Edward colocava a mesa e assim que nos sentamos meu pai desceu usando o seu uniforme, pronto para o trabalho.

Tomamos café falando amenidades com os meus pais e Edward me lançava sorrisos o tempo todo. Quando terminamos, meu pai saiu para o trabalho e minha mãe, Edward e eu nos sentamos na sala

—E então crianças, prontos para voltar? – Senti Edward ficar tenso ao meu lado, mas eu sorri.

—Sim, estamos prontos para mais um ano.

—Que bom. Quando acha que serão os seus votos?

—Hmm... Eu não sei ao certo, mas serão em pouco tempo talvez em abril ou maio no máximo. Somos apenas duas e acredito que é só o tempo de preparar a celebração e enviar os convites – dei de ombros.

—Ah que bom. Você está animada?

—Claro que sim, eu não vejo a hora – ao meu lado Edward suspirou e me abraçou pela cintura colocando o queixo bem em cima de onde ele tinha deixado um beijo no meu ombro.

—E você Edward?

—Eu ainda vou demorar muito – ele falou simplesmente e ficou em silencio. Minha mãe ia lhe perguntar mais alguma coisa quando Jasper a chamou e ela foi ver o que ele queria.

Assim que ela saiu Edward me puxou para deitar em seu peito e eu fui sem mostrar resistência nenhuma, ele cheirou meus cabelos e os acariciou bem devagar. Que gostoso.

—Bella... Eu posso te fazer uma pergunta?

—É claro. Todas que quiser.

—Você... você nunca teve dúvidas sobre a sua vocação? – Eu olhei para cima tentando adivinhar o que ele estava pensando. Seu rosto estava indecifrável. Eu franzi o cenho.

—Por quê?

—É que eu queria ter a certeza de que você sabe o que está fazendo. Sei que são só votos provisórios, mas é um grande passo, Bella. Você tem certeza que quer ir adiante?

—Eu nunca estive tão certa Edward, não se preocupe. Antes de eu entrar no convento eu tinha as minhas dúvidas, sabe... alguns medos bobos, mas hoje eu estou bem segura – ele franziu o cenho.

—Do que você tinha medo?

—Ah... eu tinha medo de não me acostumar e de me arrepender... mas passou assim que eu passei por aqueles portões.

—Por que você não me contou?

—Eu não queria que você pensasse que eu estava em dúvidas ou que não estivesse pronta. Sei lá... você podia adiar a nossa ida, eu já tinha te atrasado muito ao te convencer a terminar a escola primeiro, mas isso é normal, não é? Quer dizer você tinha medo também, não tinha?

—Quando eu entrei, eu não tinha medo nenhum... – ele parou de falar e suspirou.

—Agora você tem?

—Tenho. Agora eu tenho muitos medos, Bella.

—Quais são, Edward? – Ele apertou os olhos respirando com dificuldade. Eu acariciei seu rosto tentando acalmá-lo, seu lábio inferior tremia de nervosismo e quando abriu os olhos seu olhar estava novamente perdido – Acha que fez a escolha errada?

—Não é isso. Olha eu... eu sei que você sabe que eu sempre sonhei com isso e é a verdade. Esse desejo esteve dentro de mim desde que eu me entendo por gente, faz parte de quem eu sou, mas... – Ele parou de falar e respirou fundo fechando os olhos, parecendo sentir dor. E foi aí que eu entendi o que estava acontecendo com ele, o motivo de ele me fazer tantas perguntas e de ter tanto medo em relação aos meus votos.

—Edward você não está feliz – falei com certeza por que agora eu podia ver isso.

—Não... eu não estou. Não sem você – ele suspirou – Bella, não dá... eu não consigo ficar feliz sem você.

Aquelas palavras me tocaram fundo, meus olhos marejaram e meu coração acelerou. Eu queria tanto que fosse de outra forma, como eu queria que ele me amasse como eu o amo, mas não foi por isso que eu quis chorar. Doía em mim saber que ele estava infeliz. Doía muito!

As minhas lágrimas rolavam abundantes e de repente era ele quem estava me consolando, sendo que ele era quem precisava de apoio.

—Bella... Não, não chora não, por favor – Eu o abracei com toda a minha força sussurrando próximo ao seu ouvido.

—Ah, não liga para mim, sabe como eu sou boba...

—Não queria que você ficasse triste.

—Como eu não vou ficar triste ouvindo você falar desse jeito? Até parece que vou morrer ou que você nunca mais vai me ver. Eu sei que pode demorar um pouquinho, mas eu te prometi que as coisas vão mudar. Além do mais um dia, muito em breve seremos só você e eu sem ninguém para separar a gente. Pensa nisso. Se concentre nisso que tudo vai ficar bem.

Edward me olhou e sorriu fraquinho. Limpou o resto das minhas lágrimas com o polegar e me abraçou outra vez. E ficamos ali no sofá sem dizer nada só... juntos. Até que Jasper desceu para nos fazer companhia e mais tarde Emmett e Alice se juntaram a nós.

Passamos o dia em casa, sem ter muito o que fazer eu fiquei grudada em Edward o tempo todo, a conversa de mais cedo deixada de lado enquanto passávamos um tempo com os nossos irmãos.

Eu conversava com Alice quando Jasper a deixava respirar e Edward ria e sorria das bobeiras de Emm e Jaz, mas eu percebi que ele estava meio longe, pensativo. Sempre que eu o pegava olhando para mim ele me dava um sorriso tímido e às vezes corava, eu estava achando isso meio estranho. Edward nunca cora e isso só me deixava curiosa sobre o que ele estava pensando.

Algumas vezes nós ficamos sozinhos e ele parecia estar criando coragem para me dizer alguma coisa, parecido com o dia em que ele me disse que queria ser padre. Sempre que eu perguntava o que estava acontecendo ele só dava de ombros e não dizia não ser nada. Eu sabia que tinha sim alguma coisa, mas sabia também que uma hora ou outra ele falaria.

À noite nós nos reunimos na casa dos Cullen depois da última missa do ano, para assim esperarmos o ano novo todos juntos. O padre Harry estava conosco outra vez nos fazendo rir com suas histórias de seminário.

—Aproveite Edward, esses anos vão ficar para sempre – ele falou com um tom nostálgico ao terminar uma história Edward apenas sorriu e apertou minha mão com força.

Depois dos fogos da meia noite Edward me levou para sentar na varanda, me virando de frente para ele passou a ponta dos dedos pelo meu rosto todo me fazendo corar de alegria.

—Esse ano vai ser bem importante para a minha irmãzinha – suspirei.

—É... vai sim, muito importante – eu sorri e ele suspirou.

—Bella... Bella... Hmmm... – Ele gaguejava baixinho e eu acariciei seu rosto.

—Fala, Edward, diz o que a sua boca está prendendo o dia todo. Conversa comigo, se abre – seus olhos estavam bem abertos e amedrontados, me olhando com toda a intensidade, mas antes que ele me falasse alguma coisa a porta da frente foi aberta e nós ouvimos minha mãe se despedir de Esme. Edward me puxou para mais perto e falou baixinho:

—Finge que está dormindo. Eu não que você vai embora hoje – eu ri baixinho me lembrando das vezes que a gente tinha feito isso quando éramos crianças e fiz o que ele me pediu enfiando o rosto em seu peito. Ouvi minha mãe se aproximar de nós.

—A Senhora já está indo? – Edward perguntou com a voz baixa se levantando, fingindo acordar também.

—Sim, está ficando tarde. Bella? – Fiquei bem quieta e ele respondeu.

—Acho que ela dormiu.

—Ah, meu Deus. Vou tentar acordá-la.

—Não – ele falou depressa – Deixa ela dormir aqui. Ela pode, não pode mãe? – Eu não estava vendo seu rosto, mas podia imaginar a carinha de pidão que ele estava fazendo.

—Claro que pode, Renée, sabe que não tem problema nenhum.

—Eu não sei – minha mãe falou indecisa – Bella vai embora amanhã e eu queria passar um tempinho a mais com ela.

—Eu levo ela bem cedo para casa. Eu prometo – Edward falou depressa. E aposto que o seu olhar de cachorrinho derreteu a minha mãe.

—Tudo bem. Deixa eu só dar boa noite a ela – senti ela se sentando ao meu lado e me puxando com carinho – Bella? Bella? – Pisquei algumas vezes e vi ela sorrindo – Levanta daí e vai para a cama. Vai ficar aqui com o Edward essa noite tudo bem? – Eu assenti parecendo com sono – então vai. Boa noite, querida.

—Boa noite, mamãe – ela me beijou e eu deitei outra vez no ombro de Edward atuando. Logo depois meu pai saiu com Jasper e o padre Harry e todos foram embora.

—Alice – Esme chamou – procure alguma coisa para Bella vestir enquanto eu arrumo o quarto de hospedes para ela ficar.

—Não, mãe. Ela vai ficar comigo no meu quarto...

—Edward... Quando vocês eram crianças tudo bem, mas eu não sei se a Bella deve dormir com você agora...

—Mãe... Amanhã ela vai voltar para o convento e eu para o seminário. Vou ficar sem vê-la por muito tempo – ele falou com um tom tão angustiado que Esme suspirou e eu sabia que ela tinha deixado e então mais do que depressa Edward me fez sentar e me deu um beijo.

—Alice vai te arrumar um pijama depois vai lá no meu quarto, tá? – Eu assenti sentindo meu rosto esquentar e Alice pegou a minha mão me levando para o seu quarto falando que queria que o Jasper também tivesse ficado para passar a noite com ela.

Ela me deu uma calça de moletom e uma blusa de alcinha por que eu simplesmente me recusei a usar uma de suas camisolas indecentes ainda mais indo dormir com o Edward.

Alice não gostou nada da minha recusa falando que não tinha nada de indecente nas camisolas dela e começou todo um sermão de que era velha demais e usava camisolas de vovó.

Quando ela cansou, eu finalmente pude me vestir e ir para o quarto de Edward.

Bati na porta e coloquei a cabeça para dentro – hesitei na porta, com um pé dentro do quarto e o outro ainda no corredor. Edward abriu os braços para mim sorrindo.

—Vem, Bella – ele me chamou baixinho – Vem ficar comigo essa noite.

Notas finais
Aaah e ai gente? O que voces acharam? contem para mim, por favor, por favor? Bem, agora Edward não esta mais confuso, só sem coragem eu diria, ou será que não? O que Edward quer com a Bella? Por que ele queria que ela ficasse? O que vai acontecer? Aah eu espero voces na terça que vem, lá dentro do quarto do Edward para saber o que vai se passar por lá. Neri de Paula obrigada mais uma vez viu? Eu amei *---* Então até terça! Beeeeeeeeeijos