A Irmãzinha

12 Capítulo Onze


Notas iniciais
Oi Irmãzinhas :)
Oo feriadão gostoso né?
Quero dedicar esse capitulo a minha querida yasmin barcelos que recomendou a história *--* Obrigada meu bem fiquei muito feliz com as suas palavras.
Bem, vamos ao capítulo.
Espero que gostem.
Boa leitura!

Suspirei aliviada quando finalmente Emmett parou seu grande jipe na frente da minha casa.

Uma onda de otimismo me atingiu enquanto eu me lembrava de momentos felizes que tinha vivido ali e pensava nos que ainda estavam por vir, ao lado do homem que eu amo, que eu sempre amei.

Edward também estava pensativo olhando para fora, mas quando me pegou observando, abriu um lindo sorriso e beijou minha testa antes de descermos do carro.

-Essa é a minha casa – disse a Rose que parecia um pouco envergonhada – vem vamos rever o pessoal.

Assim que entramos, minha mãe exagerada como sempre, me abraçou me apertando o máximo que conseguia ignorando os apelos brincalhões de meu pai que pedia para ela não me sufocar.

Quando ela me soltou eu pude ver seus olhos brilhando de alegria. Papai me olhava de cima a baixo reparando bem em meu hábito e de longe se via como ele estava orgulhoso. Acredito que ele é quem está mais feliz com a minha condição de noviça.

Edward estava sendo recebido com carinho pelos pais e Alice recebia Rosalie com um entusiasmo típico dela. Emmett tinha um sorriso tão grande no rosto que parecia que a qualquer momento ele se partiria em dois.

Passada a euforia do reencontro, todos nós nos acomodamos na sala de estar para conversarmos.

-Ai Irmã Rosalie eu estou tão feliz que tenha vindo. Finalmente eu vou ter uma amiga para conversar, eu sempre quis uma.

-Do que você está falando Alice? Você tem um milhão de amigas – Emmett riu.

-Eu estou dizendo na família. Se o Jaz não tivesse trocado você por mim eu ainda seria jogada para escanteio, como sempre fui. Sem nem uma amiga, sem ninguém com quem conversar.

-E eu Alice? – reclamei – não sou boa o bastante para você? – ela revirou os olhos.

-A quem você quer enganar Bella? Você nunca foi minha amiga, você só fica com o Edward e ignora o mundo ao seu redor – Edward riu e eu fiz cara feia para ela.

-Não seja injusta. Eu brincava com você sim quando éramos crianças e sempre te dei atenção, fora as vezes que eu tinha que te acompanhar ao shopping.

-A gente só brincava quando Edward estava ocupado e você só saia comigo quando eu te obrigava a fugir dele. Eu sempre fui deixada de lado quando estava com vocês.

-Isso não é verdade. A gente sempre te incluía em nossas conversas.

-É mais vocês só sabiam falar de igreja. Era chato.

-Alice para de tentar colocar a Bella nessa situação constrangedora e além do mais você não tem que reclamar por que ela não ficava com você. A Bella é minha – Edward olhou em meus olhos quando afirmou com convicção – ela é só minha.

Eu ri assentindo enquanto ele beijava a minha bochecha.

-Ai meu Deus, começou o grude – Emmett gargalhou – se prepara irmã por que é daí para pior – ele disse para Rosalie que sorriu sem graça.

-Bella – minha mãe me chamou – como está a sua vida de noviça? O que você tem feito?

-Eu estou coordenando o trabalho voluntario no orfanato, orientando as aspirantes na assistência as meninas de lá.

-E está gostando?

-Estou adorando mãe. É incrível. Aquelas meninas precisam tanto de atenção, de carinho e de tantas outras coisas também. É tão bom poder fazer algo por elas – eu suspirei me lembrando da minha Molly. Como será que ela estava?

-E você irmã? – Esme perguntou a Rosalie – trabalha com a Bella?

-Não. Eu trabalhei um tempo no orfanato, mas como toda a aspirante fiz um pouco de cada coisa para ver aonde eu me encaixava melhor. Mesmo tendo adorado ficar lá acho que não me faria bem ficar tão apegada aquelas crianças e ter que deixá-las depois então eu trabalho no coral do convento. – Rosalie respondeu depressa olhando apenas para Esme enquanto falava – A música tem feito muito bem para mim.

Minha mãe sorriu para ela e Jasper deu um sorriso debochado.

-Aposto que a Bella se apegou no mínimo a meia dúzia de crianças. É a cara dela fazer isso.

-É totalmente impossível ficar imune a elas Jasper – respondi sorrindo – Mãe a senhora iria adorar conhecer. Deveria fazer uma visita um dia desses.

-É uma boa ideia. Eu vou sim Bella.

-Deveria ir também mamãe – Alice entrou na conversa – sempre foi tão engajada nesse tipo de coisa.

-Verdade? – Rose perguntou curiosa.

-Ah sim. Quando morávamos em Chicago eu estava sempre ajudando. Aprendi isso com a minha mãe que era voluntaria quando eu era criança e depois que cresci quis continuar o seu trabalho.

-Nossa isso é muito legal.

-Sim. Eu fazia uma visita por semana e foi em uma dessas visitas que eu conheci Edward – ela sorriu para o filho com carinho.

-Mesmo? – Rosalie sorriu – Como foi?

-Eu passei algumas semanas sem ir ao orfanato por que Alice e Emmett pegaram catapora e como eles sempre iam comigo não poderia correr o risco de que as crianças de lá também pegassem. E nós sentíamos muita falta desse contado tanto eu quanto Alice e Emmett que queriam ver os amigos. Assim que pudemos voltamos às visitas e foi primeiro dia eu o vi.

Os olhos de Esme fitavam Edward como se enxergassem outra vez o menino que ela encontrou no orfanato.

-Ele estava sentado num canto sozinho, com esse cabelo tão lindo todo bagunçado – ela riu – desse mesmo jeitinho que está agora e um terço branco nas mãos – ela suspirou.

-E no mesmo instante meu coração o reconheceu e meus braços clamaram por ele. Foi naquele momento que Edward se tornou meu filho. Eu nem conseguia imaginar mais a minha vida sem ele.

-Foi exatamente assim comigo também quando eu o conheci – Carlisle disse – não sei explicar ao certo, mas era como se ele tivesse sido afastado de nós e o reencontramos. Precisávamos dele para a nossa família ser completa e o adotamos, mesmo Emmett tendo onze anos e Alice oito, era o certo a se fazer. Edward já fazia parte da família.

-É uma linda história – Rosalie sorria – E os irmãos o receberam bem? – Esme assentiu.

-A gente se dava bem, mesmo quando ele me obrigava a rezar com ele toda noite antes de dormir – Emmett reclamou e Edward riu com a lembrança.

-É e graças a ele a gente passou a acordar cedo aos domingos para ir à missa – Alice fez um biquinho e todos riram.

-Edward sempre foi assim – Esme falou toda orgulhosa – Sempre rezando e querendo ir à missa. Lá em Chicago ele era bem limitado por que os irmãos tinham que acompanhá-lo e muitas vezes ele não conseguia convencê-los, mas quando nos mudamos para cá e ele conheceu a Bella, parecia que ele tinha encontrado sua alma gêmea no mundo. Eles se conheceram na igreja e se deram bem logo de cara, ficando completamente inseparáveis. Lembra Renée?

-Na verdade eles ainda continuam assim não é Esme. Olhe para eles não há quem separe, mas quando eram crianças tinha dias que a gente não conseguia separá-los nem para dormir. Quantas e quantas vezes a Bella fingia que estava dormindo para ficar com Edward e vice-versa.

-A senhora sabia que a gente não estava dormindo? – perguntei espantada.

-Claro que eu sabia Bella, você mente muito mal querida. Além do mais era só eu dar as costas para vocês começarem a farra. Eu ouvia tudo.

-Opa – Edward riu e eu acompanhei.

-Os dois eram muito unidos e eles viviam na igreja, — Esme continuou – todas as missas eles estavam lá. Andavam para cima e para baixo com o padre Harry e não foi surpresa nenhuma quando Edward nos disse que queria ser padre.

-Ao contrario de nós não é Charlie?

-Para mim não foi surpresa nenhuma – meu pai estufou o peito e sorriu – Desde que Bella nasceu eu disse que ninguém tocaria na minha filhinha e cumpri a minha promessa. Que pai não ficaria feliz em saber que a sua filha nunca vai ter a sua inocência maculada?

Eu corei ouvindo Edward engolir em seco ao meu lado e vi Rosalie suspirar pensativa. Eu imaginei que ela estivesse pensando em seu pai e no que tinha feito a ela.

O restante revirou os olhos como se não aguentasse mais ouvir essa ladainha dele.

-Bem – minha mãe continuou olhando torto para o meu pai – para mim foi uma surpresa Bella sempre gostou de ir à igreja e tudo mais, só que eu nunca pensei que ela queria ser freira, muito pelo contrario. Eu tinha esperanças de que ela e Edward pudessem namorar algum dia.

-Houve uma época em que eu pensei nisso também – Esme concordou – mas eles se amam como irmãos apenas. – Ela olhou para nossas mãos unidas depois sorriu para nós.

-Muito bem – minha mãe ficou em pé – O papo está ótimo, mas eu não quero que o almoço atrase. Charlie vai ligar aquela churrasqueira – meu pai bateu continência para ela e ele e Carlisle foram para o quintal enquanto minha mãe e Esme foram para a cozinha.

Jasper cochichou algo no ouvido de Alice que a fez dar risadinhas e Emmett bufou. Edward passou os braços a minha volta beijando minha testa.

-Não cansou dessa baixinha tirana ainda Jaz? – Ele perguntou provocando a irmã.

-Não fala assim dela cara. E não vou me cansar de sua irmã, jamais, eu a amo. O nosso casamento vai ser o primeiro que você vai realizar – Alice riu mais ainda, feliz da vida.

-E você Emm? – Edward desconversou – Onde está a sua namorada cara?

-Eu também gostaria de saber Brow. Espero que ela não esteja longe – ele deu uma olhadela para Rose que olhou para baixo enrubescendo.

-Hmm... Bella – ela falou baixinho – Eu gostaria de ir ajudar a sua mãe. Pode me levar até ela?

-É claro – eu ia me desvencilhando de Edward, mas Alice ficou em pé.

-Deixa que te levo irmã. Se a Bella for, Edward vai querer ir também e isso não vai dar muito certo – Edward fez uma careta para ela que lhe mostrou a língua – vem, vamos.

Quando elas saíram Emmett suspirou pesadamente e eu olhei para ele.

-O que foi isso Emm?

-Ora, isso foi um suspiro Bellinha – ele suspirou de novo – acho que a sua amiga não gosta muito de mim.

-Não pense assim Emm. Rosalie é uma mulher cheia de... Complicações, ela só precisa te conhecer melhor.

-E o que eu posso fazer?

-Seja você mesmo, mostre a ela seu jeito brincalhão, amigo e eu tenho certeza de que muito em breve vocês se darão muito bem.

Ele assentiu uma vez todo sério e ficou em modo pensativo. Ao meu lado Edward acariciava as costas das minhas mãos com o polegar. Olhei para cima encontrando o seu olhar e eu pude ver que ele estava louco para ficar sozinho comigo assim como eu.

Ele se inclinou e beijou minha bochecha passando o nariz pelo meu rosto, subindo e descendo.

-Eu estou morrendo de fome – Jasper reclamou – e esse cheiro vindo da cozinha está me matando aqui.

-Heey Jaz e se fossemos ver se a comida está pronta? Podemos apressar as coisas.

-É disso que eu estou falando! – ele se levantou em um salto e os dois saíram planejando como agir.

-Ufa! Enfim sós – Edward sussurrou para mim tão logo eles saíram da sala e seus lábios já estavam nos meus, mas ele se separou depressa e olhou em volta – acha que alguém vai chegar?

-Não tão depressa. Estamos seguros – eu dei uma risadinha e lhe dei um selinho.

-Tem certeza? – ele riu me enchendo de beijinhos rápidos.

-Aham.

Abraçando-me ele me puxou para junto do seu corpo enquanto aprofundava o beijo. Sua língua invadia a minha boca delicadamente e ouvimos um barulho perto de nós eu enfiei meu rosto em seu pescoço enquanto ele procurava de onde vinha o barulho.

-Acho que foi alarme falso – Edward riu e eu suspirei de alívio – eu acho que seria bem difícil explicar se alguém nos visse assim.

-Sim, eu sei. Não vejo a hora de a gente ficar juntos sem precisar se esconder como Alice e Jasper, um casal normal.

-Só vamos ter que esperar mais um pouco, alguns dias talvez.

-Não precisa seu bobo. Podemos falar com eles na hora do almoço mesmo. Eu acho que não tem sentido esperar. Quero poder ficar com você sem impedimento algum.

-Eu também meu amor, mas você me conhece eu não sou muito bom com revelações – eu ri.

-Eu sei. Eu me lembro de como você ficou nervoso quando me contou que queria ser padre e que depois levou anos para contar para a sua família e todo mundo já sabia segundo a Esme – eu ri – você sofreu atoa.

-É verdade – ele riu também – eu sou muito transparente, um livro aberto. O que estou sentindo sempre é muito evidente – ele franziu o cenho – Não consigo entender até agora como foi que você não percebeu que eu estava apaixonado.

-Acho que hoje, olhando para trás eu posso ver, mas naquela época, na minha cabeça parecia impossível a conceber ideia de que você estava apaixonado por mim e por mais que eu achasse que você estava estranho, nunca imaginei que fosse por isso.

-Essa foi de longe a revelação mais difícil da minha vida. Levou meses para eu conseguir cogitar a hipótese de te contar.

-É mesmo? – perguntei com um sorriso bobo e ele assentiu sorrindo também.

-Acho que eu me dei conta do que eu sentia por você era diferente quando eu passei um dia inteiro sem ouvir a sua voz, ver seu lindo sorriso ou as suas bochechas constantemente vermelhinhas.

Edward ia beijando meu rosto ao falar, com um sorriso na voz.

-Desde o primeiro dia eu senti muita saudade de você e fiquei desolado ao me dar conta de que só te veria no fim do ano, nas férias, mas ai você apareceu na igreja, naquele primeiro domingo – ele riu – você estava tão linda naquele uniforme, e o seu sorriso aqueceu meu coração de um jeito que eu precisei admitir para mim mesmo que o que eu sentia não era mais aquele sentimento fraternal que eu sempre senti por você, era mais forte, mais intenso e a cada domingo eu sentia aflorando mais e mais. Tanto que não conseguia me concentrar em mais nada com você ao meu lado, perdia completamente a noção do tempo e lugar. Foi justamente isso que resultou em nossa separação.

-Minha nossa Bella – ele ofegou – Eu achei que ficaria doido sem ver você, cada segundo longe era muito doloroso. Eu pensava em você todos os dias, o dia todo e todas as noites eu sonhava com você. No seu aniversario quando eu finalmente pude te ver eu só pensava em te beijar. E eu quase fiz isso...

-Eu pensei que você tivesse feito aquilo sem querer, mas fiquei muito feliz que aconteceu – ele sorriu e me beijou exatamente onde tinha me beijado naquele dia.

-E foi naquele dia que eu vi que estava mesmo apaixonado. Que não havia como voltar atrás, como mudar. Daí em diante eu só pensava em um jeito de te contar e quando às férias chegaram eu estava decidido a não voltar para o seminário e te convencer a ficar comigo. Estava disposto a tudo para que você ficasse comigo, eu teria implorado para você deixar o convento sabia? – ele riu fraco – Mas ai eu vi que isso não seria justo com você. Te ver toda encantada com seu trabalho, tão animada para os seus votos provisórios, eu percebi que não poderia te pedir para desistir de tudo.

-Edward você não precisaria ter implorado. Pode ter certeza que se você tivesse dito uma única palavra eu teria ficado com você sem olhar para trás nem uma vez, já te disse isso meu amor – ele olhou em meus olhos procurando algum indicio de duvidas e eu sei que não encontrou.

-Você realmente quer isso querida? Você não ia sentir falta do convento, das suas crianças no orfanato, de tudo? Você parece tão feliz, não quero tirar isso de você.

-Edward eu não vou mentir e te dizer que eu não gostei de ficar no convento. Eu me adaptei sim aquela vida, me acostumei, mas eu estou feliz agora, assim, com você. Você é o que eu mais quero.

Ele sorriu acariciando meu rosto e me deu um beijo rápido.

-Além do mais, nós podemos visitar o orfanato sempre e você pode conhecer a Molly.

-Molly?

-Sim. É uma menininha adorável por quem eu me apaixonei e eu tenho a certeza que você também vai adorá-la – Encostei meus lábios nos dele rapidamente e suspirei acariciando seu rosto – Se eu tiver você Edward eu não preciso de mais nada de mais ninguém.

Edward me olhava cheio de adoração e seus olhos brilhavam.

-Agora que você já fez essa revelação é a minha vez. Para falar a verdade eu tenho uma coisa para te contar que eu já deveria ter contado há muito tempo – olhei em seus olhos – Edward eu...

-Bella! – olhei para trás e Rosalie estava parada na porta olhando com curiosidade para o jeito que Edward e eu estávamos abraçados. Eu sorri para ela.

-Sim?

-Sua mãe está chamando. O almoço está pronto.

-Que bom! – Edward se levantou me puxando com ele – eu estou morrendo de fome – ele passou a nossa frente e Rosalie me olhava ainda parecendo indignada e eu lhe dei um sorriso tranquilizador.

Acho que ela não vai aceitar muito bem a noticia de que não vou voltar para o convento.

Durante o almoço meus pais queriam saber de cada coisa que eu tinha feito durante o ano e eu lhes contava cada detalhe, bom, não tudo na verdade, até por que não era hora de contar sobre o tempo extra que eu passava na sacristia.

Esme e Carlisle enchiam Edward de perguntas também, enquanto Alice tentava conhecer Rose mais a fundo enchendo-a de perguntas e mais perguntas. Emmett e Jasper se metiam em todas as conversas.

Edward e eu ficávamos de mãos dadas e os dedos entrelaçados o tempo todo em baixo da mesa. Várias vezes nossos olhares se cruzavam e ele sorria para mim, olhava para os meus olhos e minha boca, suspirava e voltava a falar com os pais. Eu sabia que ele estava louco para mais um tempinho a sós assim como eu também estava.

Depois do almoço todos os homens foram se sentar na sala enquanto minha mãe e eu tirávamos a mesa Alice, Rose e Esme nos ajudavam enquanto conversávamos animadamente.

Elas faziam planos para a ceia de natal na noite seguinte na casa dos Cullen, como era de costume. Rosalie incluída em cada um deles ao contrario de mim. Elas sabiam que o que eu queria de verdade era ficar com Edward.

E foi só pensar nele que senti seus braços envolveram minha cintura e ele me deu um beijo no rosto apoiando o queixo em meu ombro.

-Renée? – falou com a voz macia – posso levar a Bella?

-Ah mais estava demorando mesmo – Edward fez uma careta para Alice e um olhar suplicante para a minha mãe. Esme suspirou.

-Filho você não pode ficar monopolizando a Bella, a Renée quer ficar com ela um pouco – ele franziu o cenho, veio para minha frente e me abraçou. Eu ri.

-Você esta vendo né irmã? – Alice disse para Rose – Eles não se desgrudam, é impressionante.

-Deixa eles Alice – minha mãe riu – pode levá-la Edward até por que quando você for embora eu vou tê-la só para mim – ele revirou os olhos e foi me levando dali.

Passamos apressados pela sala e subimos as escadas. Emmett disse alguma coisa, mas eu estava mais concentrada em seguir Edward do que nas piadinhas dele.

Tão logo chegamos ao meu quarto ele me puxou pelas mãos colando meu corpo ao dele junto à porta. Nossos olhos estavam fixos um no outro até que estávamos bem pertinho, nariz com nariz.

-Ah meu amor – Edward sussurrou e com essas palavras tomou meus lábios com os dele, o beijo ia crescendo enquanto ele me empurrava para dentro do quarto devagar.

Eu dei um gritinho assustado quando cai na cama com ele por cima de mim. Edward abiu os olhos, me fitando, observando a minha reação com cuidado e eu ri dando um selinho nele.

-Tudo isso é saudade? – ele riu relaxando.

-Claro que é, mas não é só isso Bella. Não sabe o quanto eu quis estar aqui, assim com você, o quanto eu esperei por isso – ele abriu um sorriso enorme e meu coração se acelerou.

Agarrando minha cintura com um braço Edward me puxou para o centro da cama, me posicionando entre suas pernas. Nós nos olhamos e ele acariciou meu rosto com as pontas dos dedos delicadamente, sem desviar os olhos dos meus.

Aos poucos seus olhos verdes esmeralda foram escurecendo e seu olhar ficou cada vez mais intenso.

-Ah Bella, eu te amo tanto – Edward murmurou baixinho.

-Eu também meu amor – logo nossos lábios estavam juntos novamente me beijando com entusiasmo. Seu corpo veio para cima do meu, me deitando sobre a cama.

Edward apoiou a mão sobre minha coxa e a apertou por cima do meu hábito comprido. Ele ia apertando hora com força hora com delicadeza, descendo até meu joelho e subindo novamente.

Sua boca nunca deixava a minha, me beijando de novo e de novo.

Um fogo começou a se alastrar por minhas veias e senti minha pele ficar toda arrepiada quando escutei o mesmo som que eu tinha ouvido sair de sua garganta na sacristia no outro dia.

Era como uma lamuria, um gemido.

-Ah Meu Deus, você me deixa... Louco Bella – murmurou entre meus lábios – eu estou ficando completamente louco por você.

Arfando Edward deitou de costas sobre a cama com a mão sobre o peito tentando controlar a respiração. Incapaz de deixar qualquer distancia entre nós eu me deitei sobre ele subi por cima de seu corpo colocando minha testa na dele novamente.

-Edward – murmurei baixinho – eu não sei o que está acontecendo comigo. Estou me sentindo tão quente eu... Eu quero tanto você... De um jeito que não sei explicar.

Ele sorriu e me tirou de cima dele se deitando de lado, de frente para mim me apertando em seus braços outra vez.

-Eu te entendo meu amor, sei como se sente por que é exatamente assim que eu me sinto também.

-É mesmo? – perguntei espantada e ele assentiu – o que a gente faz agora?

-A gente bem que podia...

-Edward a mamãe ta te chamando – Alice invadiu o quarto fazendo Edward se separar de mim depressa e virar de bruços olhando para a irmã.

-O que ela quer? – ele perguntou emburrado e eu ri chegando mais perto deitando meu rosto em suas costas.

-É hora de ir embora. Vem ela está esperando.

-Eu não quero ir – ele reclamou – diz para ela que eu vou ficar aqui e mais tarde eu vou.

-Ah não. Ela mandou...

-Alice vai logo – ela estreitou os olhos para nós e bufando saiu do quarto. Rosalie estava parada bem atrás dela e olhou para nós com espanto. Eu acenei para ela.

-Rose está tudo bem. Edward e eu só estamos conversando – ela franziu o cenho parecendo não acreditar no que eu disse. Olhando de mim para Edward com o olhar acusador.

-Não se preocupe irmã, a Bella é como se fosse uma irmãzinha para mim. Está tudo bem – eu assenti e ela me imitou saindo devagar do quarto.

Quando ela se foi nós rimos como bobos e ele me deu um selinho.

-Essa foi por pouco.

-Acho que foi. Mas você sabe que Alice não vai desistir não é? – ele franziu o cenho fazendo um biquinho que eu tive que beijar – é melhor você ir amor.

-Está me expulsando Isabella?

-Bem, já que você disse que eu sou sua irmãzinha não tem mais nada para você fazer aqui.

-Tudo bem – ele revirou os olhos – mas eu vou pensar em um jeito de você dormir lá em casa amanha e teremos a noite toda juntos. O que você acha?

-Vai ser ótimo – sorri – Mas não vai dar para eu fingir que estava dormindo. Você viu que essa não cola mais.

-Pode deixar – ele riu e se levantou me puxando com ele para me dar um último beijo. Fui descendo atrás dele arrumando o meu véu que deveria estar todo torto a essa altura.

-Edward – Esme sorriu a nos ver descer – eu estava indo buscar você.

-Por que já estamos indo? Está muito cedo ainda.

-Eu estou ansiosa para levar a irmã Rose para casa e a Renée quer a filha dela.

-Tudo bem, mas eu volto bem cedo amanha – minha mãe riu.

-Vou deixar a chave no lugar de sempre para você.

-Obrigado Renée, boa noite – enquanto Edward se despedia eu fui até Rosalie.

-Tudo bem? Está gostando?

-Sim. São todos muito legais, eu estou feliz por ter vindo.

-Eu te disse – nós rimos – se precisar de alguma coisa liga para mim, Edward tem meu numero.

-Eu vou ficar bem.

-Certo – eu a abracei – Até amanha Rose.

-Boa noite Bella – ela seguiu os outros para o carro de Carlisle e Edward que ia com Emmett ficou para trás para se despedir de mim.

-Eu vou estar aqui antes que você acorde.

-Mal posso esperar – sorri para ele e ganhei um beijo na testa.

-Até amanhã querida – eu acenei para ele até o jipe sumir no fim da rua.

Dentro de casa eu me acomodei no sofá com a minha mãe comendo muitas besteiras enquanto ela me contava sobre cada coisa que tinha feito esse ano. Passamos um bom tempo juntas e eu me dei conta do quanto eu sinto falta da minha mãe.

Quando estava bem tarde nós fomos para cama e eu me deitei fechando os olhos esperando o sono vir enquanto repassava cada segundo que passei com Edward aqui hoje.

Foi bom entender o que ele sente e como foi que ele percebeu que estava apaixonado, agora é a minha vez de contar para ele toda a essência do meu sentimento.

Fiquei imaginando varias formas de contar a ele enquanto o sono chegava e me levava com ele.

Notas finais
E ai gente? Voces gostaram? me contem!
Aah muita gente dando palpites certeiros ai, tem algumas que parece que leram meus rascunhos hmm...
Muitas coisas para acontecer nessas férias ainda.
yasmin barcelos muito obrigada, mais uma vez!
Espero voces na semana que vem, combinado?
Beeeijos e muito obrigada pelo carinho que voces tem pela fic.
Té terça :)