A Irmãzinha
13 Capítulo Doze
Notas iniciais
Como estão?
Hmm... O que eu posso dizer desse capitulo?
Eu nao sei kkk Só espero que voces gostem, gostem muito muito do mesmo jeito que eu gostei de escrever.
Boa leitura!
Caminhei até o espelho olhei se estava tudo em ordem e ajeitei o meu véu novamente. Olhei para o relógio. Já eram seis e meia. Espiei ansiosa pela janela mais uma vez, esperando ver um volvo prateado estacionando aqui em frente, mas não havia nada lá fora.
Edward tinha me dito que viria antes que eu acordasse, mas eu já estava de pé há mais de uma hora e nada dele chegar.
Sentei-me em minha cama – que eu já tinha arrumado – olhando em volta, entediada, procurando desesperadamente algo para fazer para me distrair e fazer o tempo passar mais depressa, mas não havia nada. Eu acho que mesmo se tivesse não funcionaria, afinal tudo o que eu queria era que Edward chegasse para passar o dia todo comigo, poderia ser aqui, ou em qualquer lugar onde estaríamos sozinhos. Iríamos trocar tantos beijos...
Suspirei sem conseguir conter o sorriso bobo que aparecia em meus lábios.
Eu nunca estive tão feliz na minha vida.
Eu sempre sonhei em estar com Edward e viver juntos o que estamos vivendo agora. Bem é claro que eu nunca pensei que seria uma noviça enquanto isso. Mas isso é o de menos já que em pouco tempo vamos deixar tudo para trás, longe do convento e do seminário. Edward só precisa criar coragem para contar aos nossos pais.
Eu sei o quanto é difícil a nossa situação, sei que estão todos tão felizes, por nós realizando nossos sonhos e que será um choque para todos ao saber que vamos desistir de tudo por estarmos apaixonados, ainda mais um pelo outro, mas eles são a nossa família sempre nos apoiaram em tudo e vai ser assim para sempre independente do que escolhermos para nós.
Eu preciso dizer isso ao Edward e convencê-lo a contar tudo o mais rápido possível, quanto mais depressa passarmos por isso, mais depressa estaremos livres.
Estava tão perdida em pensamentos que me assustei ao ver a porta se abrindo, mas sorri logo em seguida vendo Edward passar por ela.
–Oi amor – ele abriu seu meio sorriso encantador – nossa você já acordou? Que milagre.
–Você disse que estaria aqui antes que eu acordasse. Está atrasado – ele riu sentando-se a minha frente e beijando delicadamente meus lábios.
–Eu achei que você só acordaria mais tarde, você é sempre tão dorminhoca – eu ri.
–Para o seu governo, eu estou acostumada a acordar a essa hora no convento e além disso eu estava ansiosa para ver você e ficar com você e te beijar e...
–Ah querida, eu também – Edward me beijou com muito entusiasmo, abraçando apertado contra o seu corpo, me tirando o fôlego. Ele respirou bem fundo mordendo meu lábio inferior ao terminar o beijo – Bella eu tenho que falar com você – ele falou baixinho ofegando, com a voz rouca.
–O que é? – sorri contra seus lábios – você decidiu que vai contar aos nossos pais sobre nós hoje? É isso? Por que se for eu... – ele me beijou fazendo com que eu parasse de falar depois deu uma risadinha.
–Deixe-me falar amor – eu ri também.
–Tudo bem, eu deixo – Edward olhou em meus olhos por um instante e depois para o outro lado ruborizando um pouquinho Edward parecia um pouco desconfortável, como se estivesse sem coragem de falar – O que foi? – perguntei curiosa.
Desvencilhei-me de seu abraço o encarando, ele não me olhou de volta e não me respondeu então eu me deitei de costas na cama e dei uma batidinha ao meu lado, convidando-o. Ele deitou e respirou bem fundo antes de colocar parcialmente o seu corpo sobre o meu, olhando em meus olhos e acariciando meu rosto com as costas da mão.
–Hmmm... Bella – Ele começou sem jeito – lembra-se de ontem quando você me disse que se sentia de uma maneira... Diferente quando estamos juntos?
–Lembro – suspirei – o que tem isso?
–Eu gostaria de falar com você sobre esses... Sobre isso. Por que não me conta, direitinho como se sente? – senti meu rosto corar.
–Eu... Eu não sei como fazer isso.
–Tenta – ele pediu com os olhos ardendo e eu pensei por um momento tentando encontrar palavras para explicar.
–Quando você me toca, é como se uma corrente elétrica passasse por todo o meu corpo, sempre foi assim. Quando me abraça apertado meu coração acelera e eu tenho vontade de ficar em seus braços para sempre e... Quando você me beija – eu suspirei – é como nada mais existisse, só o meu amor imensurável por você. Tudo em mim diz respeito a você.
Edward me olhava com um sorriso imenso e os olhos brilhando de alegria, de amor.
–Ontem, quando estávamos bem aqui – continuei – e você me beijou e abraçou daquela forma, todos esses sentimentos ficaram a flor da pele e eu me senti... Não sei. Meu sangue ferveu e... – parei de falar corando completamente não tinha coragem de continuar. Edward se aproximou e beijou meu rosto vermelho, segurando meu queixo para que eu encontrasse seu olhar sério.
–Pode me dizer qualquer coisa meu amor, não tenha vergonha de mim. Nunca – ele me pediu com o olhar intenso e eu assenti.
–É que... – falei ainda me sentindo muito envergonhada e fechei os meus olhos para não ter que vê-lo – Eu senti algo diferente em certa parte do meu corpo onde eu nunca tinha sentido nada e... – antes que eu continuasse ele me deu um selinho bem rápido me fazendo abrir os olhos e encontrar seu sorriso maravilhado.
–Você não precisa dizer mais nada meu amor, eu já te entendi – continuei olhando para ele, encantada com o seu sorriso. Seus dedos estavam em minha nuca e seu polegar acariciava minha bochecha em pequenos círculos – Bella, eu sinto a mesma coisa quando eu te tenho em meus braços tenho as mesmas reações que você, meu corpo também reage ao seu.
–Por que é assim?
–É por que eu e você nos amamos e nos desejamos demais Bella. Essa é a reação natural de nossos corpos quando querem se unir e... Fazer amor – ele sussurrou e eu arregalei um pouco os olhos, chegando um pouco para frente escondi meu rosto completamente vermelho em seu peito.
–Acho que eu não quero mais falar sobre isso – Edward deu uma risadinha.
–Amor, vamos conversar. Nós precisamos disso.
–Não precisamos não. Admira-me muito você Sr. Cullen que sempre fugiu desse assunto querer falar sobre isso agora.
–Eu sempre fugi por que achava esse assunto constrangedor e ele não me interessava nem um pouco.
–Agora interessa? – perguntei baixinho.
–Sim – ele respondeu com o mesmo tom.
–Mas ainda é constrangedor – resmunguei.
–Não deve ser, pelo menos não para nós. Fale comigo Bella – pediu suplicante e eu suspirei.
–O que você quer que eu diga?
–Primeiro quero saber o que está pensando, por que está tão envergonhada?
–É que eu estou me sentindo tão... Promiscua por ter sentido essas coisas.
–Promiscua? – ele perguntou com uma risadinha e eu assenti enrubescendo outra vez – Amor, não se sinta assim, você não é promiscua por desejar o homem que ama, não tem nada de errado nisso.
–Não teria se nós fossemos casados, ou que pelo menos não fosse noviça e seminarista e sim um casal apaixonado deixando-se levar. Talvez não seja errado algum dia, num futuro próximo, mas hoje é.
Edward me envolveu em seus braços e beijou minha cabeça.
–Sim, eu sei querida – ele suspirou e eu o imitei achando que o assunto estava encerrado, mas Edward não desistiu. – Por que você não me conta o que sabe sobre sexo?
–Eu... Eu não sei nada – gaguejei – nunca falaram comigo sobre isso, nem as aulas de biologia eu assistia. Tudo o que eu ouço sobre isso é muito vago, nada faz sentido para mim. Eu só sei o conceito que a igreja tem sobre ele, o que aprendi no convento.
Edward passou muito tempo em silencio tanto que eu não resisti e olhei para ele para poder ler a sua expressão. Ele estava com a boca franzida enquanto pensava em algo.
–O que foi? – perguntei por fim – no que você tanto pensa?
–Eu acho que a igreja demoniza o muito o sexo – franzi a testa para ele.
–E por que acha isso?
–Por toda a ladainha que existe em volta disso. O pecado da luxuria, o mandamento da castidade. Do jeito que a gente ouve é como se fazer sexo fosse crime hediondo.
–Você sabe que isso não é verdade. A igreja só defende seu ponto de vista. O sexo tem um propósito que ao que me parece, muita gente não se lembra.
–Eu sei – ele suspirou e deu uma risadinha – o sexo é para procriar.
–Sim. O pecado está em sair por ai fazendo sexo a torto e a direito, sem sentimentos, sem nem conhecer a pessoa direito. Pelo que eu aprendi, hoje está muito fácil cometer o pecado da luxuria já que tem tantas formas de se prevenir contra doenças e filhos.
–Hoje em dia igreja não pode ser contra os contraceptivos, já que protegem não só mulheres, mas as próprias crianças que vão nascer e ser abandonadas, como as que estão no orfanato que você trabalha. Além disso tem as doenças. As pessoas não vão parar de fazer sexo, então alguém tem que cuidar delas do jeito que dá.
–Eu sei, mas se desde o inicio todos seguissem o propósito, acho que o mundo não estaria assim. Pense comigo, se cada um fizesse sexo apenas com o seu parceiro essas doenças talvez até existissem, mas não estariam tão espalhadas pelo mundo – Edward assentiu e suspirou.
–Tudo bem, já sei o que a igreja te ensinou. Agora eu quero saber o que você sabe sobre a prática.
–Eu já disse que não sei nada Edward.
–Você nunca pensou sobre isso? Nunca mesmo? – enrubesci olhando para baixo. Edward segurou meu queixo e olhou em meus olhos sorrindo – Você já pensou sim. Conta para mim querida.
–Só por que eu pensava não quer dizer que eu sabia de algo – ele continuava a me fitar, os olhos ardendo de curiosidade – Eu sei que envolve pessoas com pouca roupa, beijos e abraços. Era o que eu via naquelas novelas que a mamãe assistia ou nos filmes românticos da Alice.
Edward sorriu e se aproximou de mim devagar dando um beijo casto e demorado em meus lábios.
–Você é tão linda quando está com vergonha – ele beijou meu rosto e depois ficou serio – o que eu estou tentando te dizer Bella é que o sexo é lindo e se feito com amor não existe vulgaridade e nem pecado. Pense nisso.
–Por que esta me dizendo essas coisas? Por que nós estamos falando sobre isso?
–Por que estamos apaixonados, estamos juntos e esse é um passo natural numa relação como a que estamos tendo. – arregalei os olhos em choque.
–Você... Você quer fazer aquilo comigo?
–É claro que eu quero – ele me segurou pela cintura puxando meu corpo para se juntar ao dele – e agora eu sei que você quer também. – arregalei os olhos e ele sorriu – Você disse que me queria, que o seu corpo pede o meu do mesmo jeito que o meu pede pelo seu, não tem por que não atender a esse pedido.
Ele me beijou novamente, começando devagar e ficando urgente aos poucos. A sua língua alcançou a minha chupando de uma maneira que ele nunca tinha feito antes, ousado, entusiasmado. Senti meu sangue ferver novamente, como no outro dia e me afastei um pouco precisando respirar.
Edward ia beijando meu queixo, descendo por minha garganta, fazendo minha pele ficar arrepiada com o contato delicado e delicioso.
–Eu não sei o que fazer Edward – murmurei baixinho assustada, mas ao mesmo tempo adorando o modo que ele me beijava.
–Eu também não meu amor, mas podemos aprender juntos – ele respondeu no mesmo tom – relaxe.
–Mas isso não é certo, de muitos modos.
–Não pense demais Bella. Deixe-se levar.
Edward alcançou minha boca novamente e segurou minha mão. Enquanto me beijava foi levando ela para baixo e sem que eu percebesse ele tinha guiado para a parte mais proibida da sua anatomia, me fazendo apalpá-lo sentindo uma dureza incomum. Eu arfei me separando dele, mas Edward não permitiu que eu retirasse a mão.
–O que é isso? – perguntei assustada, ruborizada e... Hmmm... Cheia de desejo? Acho que sim.
–Isso é o que você faz comigo – Edward respondeu com a voz rouca – essa é a prova que eu desejo você Bella. Eu te quero, quero que você seja a minha mulher. Eu quero me unir a você. Quero fazer amor com você.
Ele fechou meus dedos fazendo-me segurar com firmeza naquela protuberância impressionante. Eu fiquei paralisada, sem saber o que fazer ou o que dizer a ele. Edward me encarava com os olhos escuros e aquele som – aquele gemido – escapou outra vez de sua garganta me fazendo imitá-lo.
Meu coração acelerou e eu senti outra vez o desejo que Edward tinha me dito. Antes que eu pudesse pensar mais um pouco sobre isso Edward subiu em cima de mim e senti aquele fogo outra vez tomar conta e vi que era verdade. Eu o desejava, eu o queria com todas as minhas forças.
Suas mãos apoiadas em minhas coxas iam subindo meu habito devagar e logo seus dedos tocaram minha pele subindo e descendo. Aquele volume que vinha de Edward estava me apertando cada vez mais e eu ficava quente e muito úmida com esse contato.
Ouvimos então, de repente uma porta bater no corredor e Jasper passar cantando desafinado do lado de fora do meu quarto. O susto nos fez parar, olhando assustados um para o outro. Quando a voz de Jasper ia sumindo lá fora Edward ficou em pé todo sem jeito.
–Er... Eu preciso ir ao banheiro – ele correu enquanto eu tentava parar de arfar e ter o controle da minha respiração novamente. Meu corpo todo tremia e eu tentava de algum modo me acalmar.
Algum tempo depois quando finalmente eu consegui ficar em pé, eu fui até o espelho ajeitei meu hábito que estava todo amassado e o meu véu todo torto na minha cabeça. Depois alisei a colcha da minha cama que estava toda bagunçada depois do que fizemos e me sentei ali esperando por ele.
Alguns minutos depois Edward finalmente saiu do banheiro, um pouco vermelho e enxugando a testa com as costas da mão. Fiquei olhando para ele parado na porta parecendo perdido, desviei o olhar quando ele olhou para mim.
–Hmm... Vamos descer? – perguntei envergonhada – deve estar todo mundo tomando café agora. Eu já rezei antes de você chegar aqui, mas se você quiser a gente pode...
–Eu acho que não seria muito certo a gente rezar agora – ele falou ruborizando – vamos – Edward abriu a porta para mim esperando que eu passasse e foi caminhando ao meu lado hesitando em segurar a minha mão então eu mesma o fiz, tomando coragem.
Ele olhou para mim curioso quando segurou em minha mão tremula, mas eu desviei o olhar cheia de vergonha.
Chegamos à cozinha onde toda a minha família estava reunida, tomando café da manha. Meu pai sorriu para nós por cima do jornal e Jasper parecia tão animado quanto a minha mãe que nos passava muitas delicias que tinha preparado.
Ela estava tão animada com o natal, com seus planos, os preparativos e com tudo mais que poderia existir. Ficou falando o tempo todo e eu não precisava responder, apenas sorrir e assentir na hora certa, o que era muito bom já que eu não teria condições de dizer nada coerente.
Eu sentia o olhar de Edward em mim o tempo todo, mas eu estava tão envergonhada que não era capaz de erguer minha cabeça para encontrar o seu olhar.
Sabia que ele analisava cada movimento meu e ao mesmo tempo sua cabeça fervilhava cheia de suposições e pensamentos, eu conseguia ver isso em seu silencio desconfortável, nas respostas monossilábicas que ele dava a Jasper de vez em quando e na sua falta de apetite. Edward nunca tinha recusado o bolo da minha mãe antes.
Sabia que a sua cabeça estava fervilhando de coisas, assim como a minha. Eu estava arrebatada de pensamentos e sentimento, mas nem um fazia sentido.
Logo papai foi trabalhar dando uma carona para mamãe até a casa dos Cullen, Jasper voltou para o seu quarto e Edward pegou minha mão sem dizer nem uma palavra e me levou para o seu carro, abrindo a porta para mim como de costume.
O silencio era esmagador e desconfortável. Edward olhava para mim com o canto dos olhos vez ou outra e eu fingia que não via e que estava distraída demais com a paisagem. Ainda me sentia envergonhada demais para olhar para ele.
Ao chegarmos à pequena igreja de São Francisco de Assis, Edward abriu a porta para mim e segurou a minha mão enquanto íamos para dentro da igreja. Lá dentro eu olhei em volta satisfeita por estar ali e feliz por saber que não passaria mais tanto tempo longe. Essa igreja é muito importante para mim, uma extensão da minha casa me faz muito bem estar em um lugar onde fui tão feliz.
Dirigi-me ao banco que nos pertencia com Edward em meus calcanhares. Assim que nos sentamos ele me puxou para um abraço inesperado.
–Bella, por favor, diz que você não ficou brava comigo – ele pediu desesperado e olhou para mim – Eu não assustei você não é? Pelo amor de Deus, não me odeie.
–Edward é claro que eu não odeio você meu amor, nem poderia. Por que pensou isso? – perguntei acariciando seus cabelos macios e bagunçados.
–Eu achei que tivesse assustado você, sabe pelo que aconteceu mais cedo. Você ficou tão quieta, tão estranha.
–Eu estou bem querido, estou apenas morrendo de vergonha do que fizemos e remoendo tudo o que me disse. – Ele franziu a testa e me olhou intrigado.
–E agora você está arrependida do que estamos fazendo, do que nós fizemos não é?
–Não, eu não estou. Só que isso é pecado Edward, por mais que a gente se ame e que você acredite que não haja pecado no amor é complicado, você sabe que é por mais que a gente sinta... Hmmm... Você sabe – pigarreei envergonhada – eu sou noviça e você é seminarista e apenas o fato de estarmos juntos... – suspirei – Quanto mais rápido contarmos aos nossos pais, aos nossos superiores, mas rápido podemos ficar livres e ai nada e nem ninguém vai separar a gente, nunca mais – ele assentiu freneticamente.
–Eu sei Bella, eu sei – ele suspirou e depois sorriu para mim – isso é mesmo uma droga por que eu queria tanto te beijar agora, mas pode aparecer alguém e pegar a gente.
–Não seja por isso – eu ri – Acho que eu ainda me lembro do caminho da sacristia dessa igreja...
–Eu estou logo atrás de você – sai do banco com a intenção de ir para a sacristia, mas dei de cara com o padre Harry que parecia estar nos observando.
–Olá Edward, irmã Bella. Que bom ver vocês crianças! – Edward abriu um sorriso meio forçado e eu ri indo abraçar o nosso querido amigo.
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–Antes que se vão, eu queria saber se vocês gostariam de me acompanhar a missa de natal lá na comunidade de La Push como nos velhos tempos – o padre nos perguntou quando nos acompanhava até o carro – todos lá sempre perguntam por vocês e eu prometi que tentaria leva-los o mais rápido possível.
–É claro que sim – respondi sorrindo – vai ser muito legal.
–E você Edward? – padre perguntou quando ele não disse nada e Edward deu de ombros.
–Eu vou aonde ela for – o padre riu.
–Não vejo a hora de rever todo mundo.
–É o garoto dos Black vai ficar muito feliz em te ver – Edward fechou a cara.
–O senhor contou a ele que a Bella é uma noviça agora não é?
–Contei rapaz, todo mundo já sabe. Edward, ele não vai tirar a sua irmãzinha de você – eu ri.
Edward nunca gostou de Jacob. Toda vez que íamos a La Push quando éramos crianças para ajudar o padre Harry nas missas, Jacob vinha falar comigo. Ele era muito simpático e legal, mas por algum motivo Edward não gostava dele e sempre dava um jeito de me afastar dele, dizendo eu ele não era uma boa companhia para mim.
O padre sempre ria dessas crises de ciúme.
–Eu acho bom – Edward resmungou – Até mais tarde padre, a sua benção.
–Deus abençoe vocês meus filhos. Eu os vejo na missa, mais tarde – eu acenei entrando no carro que Edward mantinha a porta aberta para mim. Logo ele deu a volta e arrancou dirigindo muito rápido como sempre fez.
–E então – perguntei quando estávamos um pouco longe da igreja – para onde nós vamos agora? – ele sorriu.
–Eu presumo que quando nossas mães, Alice e Rosalie terminarem de fazer o que quer que seja que estão fazendo, elas vão para a sua casa deixar a Renée lá. Vamos para a minha casa, meu pai está no trabalho e Emm não deve estar lá e se formos para lá podemos ter um tempinho a mais, só nós dois. Você quer? – ele perguntou inseguro – Se não quiser eu te levo para casa e a gente se vê a noite e...
–Não seja bobo querido. Tudo o que eu mais quero é ficar com você, sempre – deitei minha cabeça em seu braço olhando para a estrada sempre molhada por causa das chuvas constantes de Forks enquanto Edward acelerava.
Corremos para a casa fugindo da chuva quando chegamos, mas Edward parou de repente ao abrir a porta.
–Olha os dois ai! – minha mãe sorriu.
–Vocês voltaram cedo – Edward resmungou olhando para a mãe, a irmã e Rosalie que estavam arrumando a decoração da casa.
–Não tínhamos muito que fazer na rua hoje e chegamos logo depois do almoço. Renée ficou para nos ajudar na decoração. Estão gostando?
–Claro – eu respondi – está tudo muito bonito – Eu entrei puxando Edward todo emburrado para o sofá e Rosalie olhava com curiosidade para as nossas mãos unidas.
–Como vai o padre Harry? – Esme perguntou a Edward, mas eu vi que ele estava mal humorado demais para responder então eu disse.
–Ele está muito bem e amanha vai nos levar a La Push como nos velhos tempos – ela sorriu e começamos a conversar animadamente e Edward descontava suas frustrações irritando a Alice, fazendo piadinhas bobas.
–Bella, por favor, mostre a irmã onde ficam as toalhas de mesa e pegue aquela de linho vermelho para mim?
–Sim Esme – Rosalie e eu fomos para a copa e eu resolvi falar com ela um pouco – Você se divertiu?
–Sim, muito. Sua mãe e Esme são incríveis e eu nunca pensei que pudesse haver alguém tão animado quanto Alice.
–É... Eu sei – nós rimos.
–Estou adorando ficar aqui. Que bom que eu vim.
–Eu disse a você que seria ótimo.
–E está sendo mesmo – chegamos a copa e eu peguei a toalha e os guardanapos e logo estávamos voltando.
–Bella? – Rose disse antes de chegarmos a sala – você passou o dia todo com o Edward?
–Sim, nós fomos ver o padre Harry. Não pretendíamos ficar tanto, mas a hora voa quando estamos com ele – ela assentiu olhando fixamente para mim e voltamos para a sala de jantar.
Meu pai chegou algumas horas depois para nos levar para casa, Edward não tinha recuperado seu humor e me acompanhou ate a viatura ainda com a cara fechada.
–Eu ainda vou passar a noite com você? – perguntei baixinho querendo animá-lo.
–Eu estou trabalhando para isso – ele sorriu. Funcionou.
–Eu mal posso esperar – dei-lhe um beijo na bochecha antes de entrar na viatura.
Edward abriu um sorriso todo iluminado e cheio de promessas enquanto fechava a porta e acenava para mim.
Notas finais
Edward está bem animadinho, cheio de vontades e a Bella, pelo visto nao vai demorar a ceder, ou vai?
é tanta coisa na cabeça, a Razão e o coração, o certo e o errado, o querer e o dever.
Só esperar para ver o que acontece.
Conto com voces meus amores, na terça que vem aqui comigo.
Obrigada pelo carinho que sempre recebo de voces.
Beeeijos muitos beijos e até na terça.
Xaau
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