A Irmãzinha

3 Capítulo Dois


Notas iniciais
Oi Irmãzinhas :) Ah voces não amam o mês de maio? Eu amo! O capitulo de hoje eu quero dedicar a Agatha que fez uma recomendação a história *---* Muito obrigada querida, obriga mesmo pelas palvras :) Vamos ao capitulo então, espero sinceramente que voces gostem. Boa leitura

Voltei para o convento com as energias renovadas.

Ver Edward tão feliz me deu forças e saber que eu o veria todos os domingos me deixava ainda mais animada para enfrentar a minha semana, mesmo que minha ansiedade fizesse com que os dias se arrastassem. Por isso, eu me entregava de corpo e alma as minhas tarefas diárias, procurando estar sempre ocupada, para não ver a semana passar.

Aos poucos eu fui gostando de verdade de estar aqui, me adaptando a rotina e fazendo amizade com as meninas daqui. As garotas eram ótimas, cheias de sonhos e o coração cheio de bondade dispostas a fazer o bem. Não demorou nada para nos tornarmos todas muito unidas, a não ser pela minha colega de quarto. Rosalie não era má pessoa, só era calada e não se misturava muito.

Todas as noites ela chorava baixinho até dormir e eu ficava com o coração apertado querendo ir confortá-la, mas ela era tão tímida, tão fechada que eu não queria constrange-la ainda mais afinal ela poderia estar apenas sentindo falta de casa e não queria que ninguém a importunasse porque é normal levar um tempo até se acostumar com a vida aqui dentro.

Mas, uma noite, ela acordou depois de um pesadelo chorando e gritando muito foi então que eu decidi que não dava mais para ignorar. Fui até ela para lhe confortar e a abracei sentindo seu corpo tremer por causa do choro, ela estava com muito medo e eu sussurrava que tudo ia ficar bem. Ela chorou por horas e horas até que finalmente se acalmou. Quando parou de chorar ela me olhou envergonhada e sussurrou:

—Obrigada Bella... E me desculpe ter te acordado com a minha choradeira...

—Não se preocupe com isso. Você está bem? Quer conversar sobre o seu sonho e mandar ele embora?

—Não precisa Bella, mas... obrigada.

—Tudo bem, se você precisar de alguma coisa, se quiser conversar, pode contar comigo sempre – assentiu agradecendo e estando mais tranquila se deitou e eu esperei até que estivesse dormindo para voltar a minha cama.

Depois daquele dia, Rosalie passou a se abrir mais comigo, não quis me contar do que se tratavam seus sonhos e nem por que continuava a chorar todas as noites, mas estava sempre comigo e eu conseguia arrancar alguns sorrisos dela, coisa que era impossível antes. Eu estava satisfeita com esse pequeno progresso até porque já gostava demais dela.

Os dias foram passando e eu me acostumei com a vida aqui dentro. Estava adorando as aulas e estava fascinada com o trabalho voluntario que iniciamos duas vezes por semana, no asilo e no orfanato dos arredores. Era tão gratificante ver o sorriso das crianças quando chegávamos com brincadeiras novas e saber como fazia bem as horas de atenção que dávamos aqueles velhinhos que estavam esquecidos por suas famílias.

A cada dia que passava eu tinha mais certeza de que me adequaria a essa vida, eu estava verdadeiramente feliz aqui, mas nada se comparava aos domingos. Eu praticamente saia de mim de tanta felicidade já que era o dia de ver Edward. Por mais, ao que parece, eu tenha sido feita para a vida religiosa, eu sabia que bem dentro de mim eu jamais deixaria o sentimento que tenho por ele.

Nos últimos meses Edward estava excessivamente carinhoso, como nunca esteve. Ele passava a missa inteira abraçado a mim e não parava de dizer o quanto sentiu a minha falta, me pedindo para eu contar tudo o que eu fazia, e me ouvia fascinado. Eu ficava toda boba com essa atenção e todo esse carinho que me deixava cada vez mais apaixonada por ele e ansiosa para viver o meu futuro ao seu lado, do jeito que fosse.

Eu tentava com todas as minhas forças saciar a minha saudade dele nos poucos momentos em que ficávamos juntos, não desgrudando os olhos dele durante a missa, prestando a atenção a sua voz rezando baixinho, sentindo seu cheiro e guardando tudo para ficar me lembrando durante a semana.

Só que isso não era o bastante principalmente por que tínhamos muito pouco tempo para nós antes e depois das missas o que nos fez muitas vezes ignorar a celebração e ficar conversando, e em um domingo, depois de passar a missa toda ignorando a celebração para ficar com o Edward, ao voltar para o convento a irmã Irina estava muito brava e disse que isso era um comportamento inadmissível para uma aspirante e já que eu não ligava a mínima para a missa eu estava proibida de ir com elas ao seminário, tendo que ir acompanhar todas as outras a igreja do outro lado da cidade.

Eu fiquei desesperada e implorei a Irmã Carmem que me ajudasse, mas ela nada podia fazer. Pediu apenas que eu tivesse paciência, pois logo a irmã esqueceria disso e tudo voltaria ao normal.

Mas ela não esqueceu.

O tempo passou e então fazia meses que eu não via Edward e a ausência dele doía em mim. Eu passava o dia todo com o seu terço nas mãos tentando aplacar um pouco da saudade que eu sentia dele, lutava com todas as minhas forças contra a tristeza, não deixando transparecer o meu estado de espírito, mas estava difícil, era muito duro ficar sem ele.

No dia do meu aniversário foi impossível não ficar desanimada, desde que o conheci esse era o primeiro aniversario que eu passava longe de Edward. Ele sempre fazia com que esse dia fosse especial, só por estar ao meu lado mesmo que eu não gostasse muito dessa data.

Há alguns anos Edward tinha encontrou um lugar muito lindo, uma campina no meio do nada e me levou para lá para me esconder já que eu não queria celebrar e assim fugimos da festa que Alice tinha planejado. Depois desse dia, todos os anos nós íamos lá e ficávamos escondidos juntos.

Só que esse ano não, ele não estava aqui.

Mesmo estando para baixo eu fui para o orfanato a fim de me entregar para valer nas brincadeiras das crianças e não ficar melancólica nesse dia, esquecer que era o meu aniversário já que eu não poderia fugir. Era a minha vez de dirigir a van e eu fiquei por último trancando ela e assim que eu desci eu senti braços fortes me apertando e antes que eu pudesse me assustar eu senti a familiar corrente elétrica atravessando o meu corpo.

—Edward! – Eu o apertei contra mim – oh, meu Deus, nem acredito que você está aqui! Como... Você...

—Ei... isso não importa muito e a gente não tem muito tempo – Ele se afastou um pouquinho para me olhar sem me soltar – eu precisava ver você, precisava te abraçar – ele ergueu uma mão acariciando o meu rosto – eu precisava te desejar feliz aniversário e dizer que eu sinto muito a sua falta, todo dia, toda a hora...

—Ah, Edward – eu o abracei forte novamente e irracionalmente meus olhos se encheram de lágrimas me impedindo de enxergar direito. Eu as espantei de pressa para olhar para ele.

Ele continuava lindo é claro, mas parecia estar muito cansado. Seus olhos estavam com olheiras profundas, a barba mais comprida do que eu já tinha visto nele, parecia estar mais magro e abatido e eu fiquei preocupada tocando seu rosto.

—Você está bem? – Ele negou devagar com a cabeça.

—Eu não consigo ficar bem sem você Bella – fechou os olhos como se sentisse dor – tem sido uma porr... uma porcaria ficar todo esse tempo longe, sem poder te ver e falar com você. Eu não consigo... Mais...

—Não fale assim, você consegue sim, é claro que consegue! Não se esqueça que isso é só uma fase que vai acabar e nós vamos ficar juntos depois disso. É o nosso sonho lembra? – Ele abriu os olhos me abraçando com urgência.

—Por que você não vai mais à missa? Por que eu não te vejo mais?

—A irmã Irina não gostou nada de ver nós dois conversando a missa inteira e ela me proibiu de ir, mas a irmã Carmem disse que logo ela esquece e eu vou poder voltar. Além disso, logo vamos para a casa passar o natal e ficaremos juntos.

—Eu não vou largar de você nenhum minuto se quer, o tempo todo que estivermos fora daqui.

—Isso vai ser ótimo – eu ri – vou cobrar isso.

—Isabella? – Eu ouvi a irmã Renata me chamando.

—Eu preciso ir agora. Obrigada por vir Edward, eu amei ver você hoje, sabe o que significa para mim. E se cuida pelo amor de Deus – eu o abracei mais forte por um segundo e já ia me afastando quando ele me segurou outra vez.

—Espera, eu preciso te dar um beijo pelo seu aniversário – ele beijou a minha bochecha direita, me deixando corada – um beijo porque eu estou com saudade – beijou a minha bochecha esquerda – e um beijo porque eu te amo – ele me deu um beijo entre minha bochecha e minha boca, seus lábios tocando minimamente os meus e se demorando ali.

—Isabella? – A irmã me chamou outra fez fazendo ele se afastar de mim, olhei para cima e seu rosto estava vermelho, como o meu e ele me olhava com os olhos arregalados como se estivesse assustado – Isabella? – Eu não queria ir, mas se eu não fosse ela poderia vir atrás de mim e isso não seria bom. Eu dei um aceno para ele sem saber o que dizer e corri até ela.

—Onde estava? – A irmã me perguntou quando eu me aproximei.

—Me desculpe, eu... eu me distraí – falei baixinho, ainda muito corada e completamente desnorteada, minha cabeça rodava, meu coração batia muito depressa e parecia que ia sair do peito a qualquer momento.

—Você está bem? – Ela me perguntou enquanto eu a seguia para dentro do orfanato.

—Eu não sei... acho que preciso me sentar um pouco – eu estava tremendo sem entender o que estava acontecendo. Que Edward sentia a minha falta isso era esperado, afinal nós éramos inseparáveis desde o dia em que nos conhecemos e por isso passar tanto tempo separados é doloroso, mas ele parecia estar perdido e assim como eu agoniado por estarmos separados.

Além disso, tem aquele beijo que ele me deu. Eu sei que foi um acidente, o melhor de todos os acidentes – eu confesso – porque assim eu finalmente pude sentir, mesmo que de leve sentir seus lábios nos meus e isso não tem preço. Eu não conseguia parar de pensar em nosso encontro nem em tudo o que aquilo poderia significar.

Mas antes que minha imaginação fosse muito longe como quando eu era mais nova, eu me dei conta de que foi só um acidente e que ele era o meu melhor amigo e nada mais. Tudo bem que ele era carinhoso comigo, mas era como um irmão e não como um homem. Sabia que algo como aquele acidente nunca mais aconteceria e que deveria guardar aquilo como uma linda lembrança, afinal o que eu sinto por ele nunca mudaria e eu precisava me conformar com a situação em que sempre viveríamos.

Todas as vezes que ia ao orfanato ou ao asilo depois desse dia, eu sempre ficava olhando para os lados desesperada para ver Edward, por imaginar que ele conseguiria vir me ver outra vez, mas ele nunca estava por ali.

Os meses que se seguiram foram muito longos. O ano todo passou tão depressa, mas de setembro a dezembro me pareceram décadas. A irmã Irina ainda estava irredutível em não me deixar ir à missa no seminário e por isso eu não via a hora de ir para casa e passar alguns dias grudada ao meu Edward.

Quando finalmente o dia vinte e três de dezembro chegou, minhas malas estavam prontas e eu não via a hora de ir para casa, para finalmente ver meu Edward. Por um lado, eu estava ansiosa por isso, mas pelo outro eu não sabia o que iria acontecer comigo quando eu o visse outra vez, depois de tanta coisa para pensar e de tanto tempo.

—Rose, por que você não vai para casa? – Todas estavam de malas prontas para visitar suas famílias menos Rosalie ela já havia dito que iria passar o natal no convento – não sente falta dos seus pais?

—Sentir eu sinto, mas é... É complicado Bella. Então eu prefiro ficar aqui – ela deu de ombros e eu percebi que deveria ter algo a ver com o que ela ainda não queria me contar. Nesses meses ela tinha se tornado a minha melhor amiga aqui, sempre chamando de volta dos meus devaneios no meio das aulas e me e mantendo em foco durante as tarefas quando a minha cabeça estava no prédio do outro lado da rua, mas ela ainda não me contava nada sobre a sua família e nem sobre a sua história ou o que a fez ir para o convento.

—Tudo bem então. Você me leva até o portão? Jasper já deve ter chegado – meu irmão tinha me ligado há algumas semanas para saber quando ele podia vir me buscar, nossa mãe estava morrendo de saudades.

Quando cheguei ao portão eu vi estacionado bem na frente o inconfundível jipe vermelho de Emmett e imaginei que ele viria buscar Edward junto com Jasper, e assim que saí ouvi meu irmão me chamando enquanto Emmett acenava freneticamente.

—Oi Bells – Jasper me abraçou com carinho e eu retribui feliz em vê-lo.

—Oi Jaz. Está tudo bem?

—Sim. Eu tenho tantas novidades para te contar, mas vamos ter que ir para casa primeiro, a mamãe vai ficar louca se a gente demorar – eu assenti e olhei em volta vendo Emmett com os braços abertos esperando para um dos seus famosos abraços de urso.

—Reverenda madre Bellinha – ele riu e me erguendo do chão me apertando e girando, me deixando vermelha e sem ar.

—Emm coloca ela no chão agora! – Edward esbravejou e Emm me soltou mostrando a língua para o irmão – Bella! – Edward abriu os braços com um lindo sorriso torto esperando por mim sem demora eu corri para ele me jogando em seus braços enfiando meu rosto em seu pescoço abraçando com toda a minha força – oi, minha irmãzinha

—Oi Edward – respondi feliz – nem acredito que vamos para casa, que vamos ficar juntos!

—Eu também não. Não vou te largar nenhum minuto se quer, vai se acostumando – ele se afastou um pouquinho para me olhar nos olhos – eu senti tanto a sua falta – fechei os olhos de contentamento ao sentir a sua mão acariciasse meu rosto bem devagar me fazendo suspirar.

—Olha lá, Jaz, isso parece cena de novela mexicana: Oh Isabella Marie senti tanto a sua falta – Emmett fez uma voz bizarra e dramática rindo de nós e meu irmão não ficou atrás, fazendo uma voz fininha e colocando a mão na testa:

—Sim, Edward Anthony, eu também senti a sua falta, a vida sem você não vale a pena!

—Ninguém vai nos separar a partir de agora!

—Oh, assim espero! – Edward e eu ficamos vendo os dois naquela encenação bizarra rindo para valer quando Emm pegou Jasper nos braços e fingiu dar um beijo nele

—Isso foi muito gay, cara – Edward zombou – e você, Jaz, trocando de irmão? Achei que você preferisse a Alice – nós rimos – vai vamos embora depressa antes que eles fiquem ainda mais insuportáveis. Cadê suas coisas?

—Estão do lado de dentro, eu vou pegar – voltei para dentro do convento com Edward, Jasper e Emmett atrás de mim. Rose estava ao lado das minhas malas completamente vermelha com as minhas companhias. Eu ri, ela consegue ser mais tímida que eu – Rose, esse é o meu irmão Jasper, meu amigo Edward e o irmão dele Emmett.

Edward e Jasper a cumprimentaram com um aceno e Emmett não disse nada, apenas ficou olhando para ela com cara de bobo e boca meio aberta. Rosalie olhou para ele e arregalou os olhos parecendo... um pouco assustada. Ela tossiu, muito vermelha e gaguejou.

—Hmm... Bella... eu vou entrar agora. Nos vemos quando você voltar.

—Até a volta Rose – eu a abracei – fica com Deus e feliz natal – Ela acenou e foi depressa para dentro enquanto Edward e Jasper carregavam minhas coisas para o jipe e Emmett ainda olhava boquiaberto a Rose se afastar. Só quando ela sumiu da nossa vista ele se moveu e nos acompanhou para o jipe.

Ele foi dirigindo devagar, Jasper ao seu lado e Edward me abraçando no banco de trás durante todo o caminho. Eu ouvia Jasper tagarelando sobre as novidades, mas mal o ouvia, eu só estava concentrada na mão de Edward acariciando a minha, ele me olhava com os olhos brilhando de felicidade e era impossível desviar o olhar.

Quando chegamos a minha casa, eu nossas famílias reunidas para nos receber. A casa estava toda enfeitada com flores em cada canto e uma faixa escrita “bem-vindos!” e é claro que aquilo só podia ser coisa da Alice.

Olhei em volta vendo os rostos que eu tanto amava: Os pais de Edward, Carlisle e Esme que sorriam calorosamente para nós e ao lado deles Alice pulava animada. Do outro lado meu pai que sorria emocionado, cheio de saudade e com um orgulho mal disfarçado e ao seu lado minha mãe com o rosto repleto de lágrimas igualzinho no dia em que eu sai para ir ao convento.

—Ah minha filha, você está tão linda. Você está comendo direitinho? As freiras estão sendo boazinhas com você? Você está bem?

—Eu estou bem mãe. Senti tanta saudade.

—Eu também meu bebê, eu também – ela me apertou com mais força e meu pai pigarreou

—Renée você vai sufocar a menina – ela revirou s olhos e eu ri, ele sempre falava isso.

—Oi, pai.

—Minha garota – ele me deu um abraço contido. Charlie não era muito bom em expressar suas emoções, mas eu sabia que ele também tinha sentido a minha falta – é bom ter você aqui com a gente – eu sorri contente para ele.

Depois foi a vez de Alice de me abraçar com uma animação que era bem típica dela, Carlisle e Esme me abraçaram também me dando as boas vindas, enquanto meus pais davam boas-vindas ao Edward.

Fomos direto para a sala de jantar, comer a deliciosa refeição que a minha mãe tinha feito. Edward fez uma oração de agradecimento e começamos a comer. Eu comia com uma mão só já que a outra estava entrelaçada com a de Edward e eu acreditei naquele momento que ele realmente não largaria de mim durante o tempo que ficaríamos aqui, eu não poderia estar mais feliz.

Alice quase cantando me contou que estava namorando o Jasper. A família toda estava em júbilo, apesar de eles sempre terem pensado que o casal que uniria as famílias seria Edward e eu.

—Ah agora eu tenho uma novidade – falei atraindo a atenção de todos – A irmã Carmem disse que no começo do ano que vem eu estarei liberada para fazer os meus votos provisórios, e eu vou ser uma noviça – falei sorrindo. Minha mãe começou a chorar de novo e todos me davam os parabéns, mas Edward permanecia quieto ao meu lado.

—Ei, Edward, o que foi? Você não vai me dar os parabéns? – Pedi quando eu o vi com os olhos baixos e a boca retorcida de desgosto.

—Eu estou um pouco confuso, Bella, faz apenas um ano que você está lá, não deveria passar mais tempo antes que você faça seus votos provisórios?

—Sim, faz pouco tempo mesmo, mas agora eu já tenho dezoito anos, eu falei bastante com a irmã e ela sabe que eu tenho a certeza da minha vocação e estou madura o suficiente para dar o próximo passo – ele franziu o cenho e fez um biquinho contrariado. Nem eu nem ninguém estava entendendo a reação dele, até que ele falou depois de um longo suspiro:

—Você vai ser freira bem antes de mim – revirei os olhos sorrindo e dei um beijo em seu rosto.

—Não seja bobo, Edward. Sabe que eu posso esperar você, vou deixar para fazer meus votos perpétuos quando você for ser ordenado, pode ficar tranquilo – ele deu um sorriso chocho e permaneceu calado pelo resto da refeição, mas não soltou minha mão.

Minha mãe me encheu de perguntas sobre o convento e a minha rotina e eu feliz, contei tudo, como eu estava me dando bem nos projetos sociais desenvolvidos no orfanato e no asilo, e como sempre eu ficava muito emocionada, muito animada em falar sobre isso. Enquanto eu contava Edward me observava atentamente com os olhos cheios de admiração e uma pontinha de tristeza.

Depois que cansaram de me ouvir falar, eles começaram a interrogar o Edward, e ele respondia a tudo sem animação nenhuma, tanto que nem parecia o mesmo de quando foi para o seminário tão apaixonado por sua vocação.

Edward ficou emburrado o resto da noite, com a cara fechada, mas não saiu do meu lado, como tinha prometido. Sempre o que eu perguntava o que ele tinha ele apenas balançava a cabeça, dizendo não ser nada.

Quando já estava ficando tarde os Cullen se prepararam para ir embora, Emmett incomumente quieto desde o convento foi para o seu jipe em silencio indo embora sem se despedir. Alice estava se despedindo de Jasper há alguns minutos no portão, meu pai e Carlisle se despediam enquanto Esme e minha mãe marcavam de preparar a ceia na casa dos Cullen no dia seguinte.

—Vamos? – Carlisle chamou e foram todos para o carro. Antes de ir Edward me deu um beijo na testa.

—Amanhã eu venho bem cedo para ficar com você, não se esqueça que não vou te largar nenhum minuto se quer.

—Eu mal posso esperar – ele sorriu e beijou mais uma vez.

—Até amanhã, irmãzinha – eu acenei e o vi entrar no carro. Entrei em casa feliz por estar ali. Mesmo gostando muito da vida no convento, era bom estar em casa. Fui para a cama logo, depois de me despedir dos meus pais e do meu irmão.

Ao contrário do que imaginei eu não dormi imediatamente. Fiquei remoendo sobre a reação de Edward quando contei sobre os meus votos provisórios. O que será que está acontecendo com ele? Por que ele não ficou tão animado quanto eu estava?

O que o estava deixando ele tão infeliz?

Notas finais
E ai gente? O que voces acharam? o Edward tá meio estranho né? O que será que se passa na cabeça dele? E a Rose? o que acharam dela? palpites? Me contem! Agatha meu bem, obrigada outra vez *-----* Eu vejo voces na terça que vem para sabermos o que vai acontecer. Beeeeeeeeeijos