A Irmãzinha
18 Capítulo Dezessete
Notas iniciais
Poquinho atrazada mais estou aqui *--*
Quero dedicar o capitulo a querida Machadoamanda que recomendou a história *---* Obrigada meu bem, muito obrigada pelas suas palavras.
Eu espero que gostem, boa leitura.
Suspirei me aconchegando sobre o peito nu de Edward, exausta depois de praticamente passar mais uma noite em claro juntos e a unica coisa que eu conseguia pensar era em como eu estava feliz. Muito, muito feliz.
Edward e eu estávamos a cada dia ainda mais unidos, vivendo mesmo como um casal apaixonado, e assim passando os dias mais felizes que eu poderia ter sonhado, mesmo com toda a inconveniência de ter que esconder nosso relacionamento.
Durante o dia Edward e eu continuávamos sempre juntos, aos olhos de todos nada tinha mudado éramos apenas os amigos inseparáveis aproveitando a companhia um do outro passando os dias com a família e os amigos, mas que por diversas vezes desapareciam do nada.
Esses desaparecimentos ocorriam quando Edward dava um jeito de me levar para algum lugar para ficarmos a sós nem que fosse só por alguns poucos minutos, onde rapidamente trocávamos alguns beijos e carinhos por não aguentar mais a saudade e não conseguir esperar até de madrugada.
Desde aquela primeira vez, era estritamente necessário que Edward passasse todas as madrugadas comigo em minha cama para descobrirmos novas maneiras de amar, coisas que eu nem imaginei se capaz de existir e que aprendíamos juntos. Cada uma mais gostosa do que a outra.
Inevitavelmente eu ficava cada dia mais entregue, apaixonada e viciada nas coisas que ele me apresentava e mesmo estando há dias sem dormir, tinha disposição para enfrentar um dia todo esperando pacientemente pela próxima madrugada.
E assim os dias praticamente voavam e agora, de repente, já estávamos no último dia da nossa pseudo-férias e posso apostar tudo o que eu tenho que é por isso que Edward está tão calado, tão tenso com os braços atrás da cabeça, fitando o teto como se houvesse algo de muito interessante nele.
Eu podia sentir o quanto ele estava nervoso, ainda com medo da reação de nossa família e das outras pessoas quando abandonássemos precocemente a vida religiosa com a qual sonhamos a vida inteira.
Por mais que eu o tranquilizasse Edward ainda parecia um tanto apavorado com isso, mas eu tinha fé que a coragem vai aparecer na hora certa. Talvez ele desceria comigo no café da manhã e contasse logo de uma vez aos meus pais e depois falaríamos com os dele, ou talvez ele esperaria até o grande almoço de despedida que nossas mães estavam preparando para nós para dizer a todos de uma vez, sendo essa uma boa oportunidade para Rosalie dizer que também quer ficar já que tinha evoluído bastante em relação ao Emmett.
Ela praticamente deixou de lado suas atitudes defensivas diante dele e poucos dias se passaram até que ela conseguisse ficar a vontade em sua presença e até rir de suas piadas. Emmett ficou em extasy na primeira vez que isso aconteceu, olhando-a cheio de admiração e adoração pelo seu lindo sorriso, era como assistir um cego enxergando a luz pela primeira vez.
E desde esse dia sempre eu chegava na casa dos Cullen eles estavam juntos ou bem próximos. Emm estava onde quer que ela estivesse e topava tudo o que Alice inventava, sem reclamar, o tempo todo contando coisas engraçadas e gastando seu extenso arsenal de piadinhas tudo para ver Rosalie sorrir. Eu estava muito feliz pela minha amiga se dar bem assim como eu estava me dando.
E por falar em me dar bem eu comecei a passar os dedos bem de leve sobre o peito de Edward e logo seus braços estavam a minha volta. Olhei para cima e ele me encarava todo sério.
–Você parece nervoso – sussurrei tocando o pequeno V que se formava entre as suas sobrancelhas e ele tentou sorrir.
–É por que eu estou... Um pouco.
–E eu já lhe disse que não tem motivos para ficar assim querido, vai dar tudo certo, vou te proteger se o meu pai ficar muito bravo e então não há mais nada com que se preocupar – Edward riu e me deu um selinho.
–Obrigado meu amor. O que seria de mim sem você?
–Eu não sei e nunca vamos descobrir.
–Nunca?
–Nunquinha. Vou ficar ao seu lado pelo resto dos meus dias, custe o que custar – Edward me abraçou mais forte e disse me olhando nos olhos.
–Isso é tudo o que eu mais quero meu amor – e ele me beijou de uma forma desesperada, distribuindo beijos pelo meu rosto quando precisamos respirar. Ele sorria um sorriso triste, a expressão cheia de preocupação. Ele estava mesmo com medo, eu pude ver isso em suas atitudes dos últimos dias, mas hoje ele mal conseguia se controlar mesmo depois de tudo o que eu disse a ele, mesmo depois de tudo o que passamos para chegar até aqui.
–Heey... Fica calmo meu amor. Tudo vai dar certo, por favor, não fique assim me dói muito te ver angustiado desse jeito – tentei mais uma vez confortá-lo e dessa vez a sua tentativa em sorrir foi mais convincente.
–Eu vou ficar bem minha querida... Mas não vamos falar disso agora, vamos aproveitar o nosso ultimo dia em paz por que...
–Ultimo dia? – eu o interrompi franzindo o cenho – não amor, esse não é o nosso ultimo dia. A não ser que esteja falando sobre o ultimo dia de ter que nos esconder.
–O que mais seria? – ele deu de ombros e riu fraco – todo esse segredo é bem excitante, o risco de poder ser pego a qualquer momento, tudo bem escondido... Daqui a pouco você vai sentir saudade.
–Deus me livre – eu ri também – nada vai me fazer mais feliz do que poder gritar para o mundo inteiro que eu pertenço a você, só a você – falei convicta enquanto Edward me olhava sério, parecendo que me analisava – o que foi?
–Eu quero você na minha cama hoje. Quero que durma comigo – eu comecei a tremer de leve e sorri tentando disfarçar.
–A quem você quer enganar? Nós não vamos dormir, assim como praticamente não dormimos esses dias.
–Você tem razão – ele me beijou – nós não vamos dormir. Essa noite vai ser bem especial... E eu acho melhor você se levantar agora antes que eu comece fazer tudo o que estou querendo agora mesmo.
Suspirei ainda tremula e sai cambaleando para o banheiro e enquanto tomava um banho rápido Edward arrumava um pouco da bagunça que tínhamos feito no quarto. Depois que ele também tomou um banho e logo descemos para o café da manhã.
Não foi surpresa para ninguém da minha família ao ver Edward descendo comigo, alias nunca foi principalmente depois desses dias onde ele sempre estava presente, provavelmente imaginando que ele tivesse acabado de chegar.
Como todos os outros dias Edward e eu passamos o dia com a minha mãe que visivelmente começava a ficar um tanto melancólica por achar que no dia seguinte eu iria embora.
–Você já está indo para a casa dos Cullen Bella? – ela perguntou depois que terminamos de guardar a louça do almoço, sem esconder o desanimo que estava tomando conta dela.
–Mamãe...
–Tudo bem querida, eu entendo. Você não quer ficar longe do Edward tendo que se separar dele em breve e ele também quer passar um tempo de qualidade com a família dele por isso é que dividem o tempo igualmente. Não liga para mim, eu vou ficar bem – ela sorriu tentando me convencer, mas não deu muito certo, fiquei com o coração apertado por ela, mas eu também gostaria de ficar com ele. Edward percebendo a minha indecisão disse:
–Hm... Bella por que não fica aqui com a sua mãe durante a tarde? Está na cara que ela quer que você fique – eu franzi o cenho confusa ao ver o enorme sorriso que ele tinha aberto. Eu não queria ficar longe dele e não fazia a menor ideia do que ele estava aprontando.
–Eu adoraria que você ficasse querida, mas é melhor mesmo que vá com o Edward ou vai ficar aqui toda deprimida por que ele não está aqui...
–Mas isso é bem simples de resolver. É só a senhora deixar que ela durma na minha casa essa noite, eu tenho a certeza que tudo vai ficar bem, não é Bella?
–É claro mamãe, e também poderemos aproveitar muito mais o tempo ficando a tarde juntas do que a noite – concordei tentando não parecer tão animada para não levantar suspeitas.
–É uma boa ideia, só Charlie que não vai ficar tão feliz, mas nada do que eu não possa contornar e separar vocês dois está fora de cogitação, por isso não me resta outra escolha não é? – nós acenamos e ela riu – Tudo bem, feito.
–Obrigado Renée — ele agradeceu sorrindo e piscando para mim quando mamãe se virou.
–Sem problema querido, eu entendo essa ligação de vocês... Coisa de melhor amigo – assentimos e eu achei que Edward agora estaria glorioso, cheio de alegria, mas aquela preocupação não saia de seus olhos.
Pouco tempo depois ele se despediu e eu acenei da porta mesmo enquanto entrava no volvo e ia embora. Minha mãe mal podia conter a euforia deixando totalmente de lado a tristeza que sentia antes.
Apesar de toda a armação por trás disso, eu adorei passar um tempo a mais com a minha mãe. Ela e eu estávamos ainda mais unidas depois de nossa conversa dias atrás, eu fiz de tudo para me aproximar mais, me abrindo contando pequenas coisas do convento, treinado para quando eu pudesse contar sobre cada detalhe da minha vida a ela e assim ter a amizade mãe e filha que ela sempre quis ter...
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Edward ainda estava um pouco calado e apreensivo quando nos encontramos na missa e sem querer voltar no assunto que o deixava assim, enquanto a missa não começava eu resolvi contar a ele algumas histórias sobre a Molly e as suas pérolas infantis, me sentindo muito satisfeita quando finalmente vi um pouco de brilho em seus olhos.
–Eu estou louco para conhecer essa menininha que roubou todo o seu coração de mim – eu ri.
–Meu coração sempre foi seu, todinho seu.
–Antes de você conhecê-la — disse manhoso.
–Sempre foi e continua sendo meu amor. Eu sinto como se o meu coração tivesse dobrado de tamanho, Molly não o desapropriou de nada, nenhum cantinho que era seu, ela apenas ganhou o seu próprio espaço. Não fique com ciúmes, você é toda a minha vida e isso nunca vai mudar – ele sorriu e nada respondeu já que nesse instante a missa começou e nós ficamos em silencio.
Como há muito tempo eu não via, Edward rezava angustiado segurando minha mão com força e eu me juntei a ele pedindo forças pelo que tínhamos que enfrentar.
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Como de costume, eu segui para a casa dos Cullen de viatura com meus pais e o Jasper e como também era de costume, Edward estava me esperando para abrir a porta para mim e me acompanhar até dentro de casa.
Todos foram bem depressa fugindo da neve que caia, mas Edward e eu andávamos bem devagar apesar do frio e eu sabia que isso era uma estratégia para ficarmos um pouco sozinhos. Quando estávamos quase chegando Edward me parou olhando seriamente para mim.
–Bella, você é toda a minha vida, agora mais do que nunca. Tudo o que eu faço e o que vou fazer é por você, para te proteger e te fazer feliz, por favor, confie em mim – ele falou baixinho, parecendo ainda mais nervoso. Antes que eu pudesse entender o que ele queria dizer ou lhe responder algo, Edward me deu um beijo delicado e sorriu – a primeira coisa que tenho que fazer é te proteger desse frio terrível. Vem.
Puxando-me pela mão, Edward me levou para dentro de casa onde todos estavam reunidos para esperar pelo ano novo juntos. Alice começou a bater palmas e a pular toda alegre quando nos viu.
–Finalmente vocês chegaram. Nós estamos indo ver um filme, querem vir?
–Um filme Alice? – perguntei rindo – isso lá é hora para isso?
–Ah Bella, ainda são oito horas, temos muito tempo antes da meia noite...
–Que filme quer ver?
–É um romance muito bom e muito lindo, desses que a gente começa e termina chorando muito.
–Ai amor, não acha que terminar o ano com drama é muito deprimente? – Jasper perguntou torcendo o nariz – não sei se é uma boa fazer isso.
–Não reclama Jaz, por que eu sei que você nunca presta a atenção quando assiste comigo. E se não quiser nem precisa eu só estou convidando a Bella e a irmã — olhou para mim sorrindo — O que me diz?
–Hm... Acho que vou ficar por aqui um pouco e depois nós pegaremos o filme pela metade, se é mesmo como você disse, ainda vou conseguir chorar bastante.
–Tudo bem, vamos irmã – ela rebocou minha pobre amiga sem dar a ela a chance de recusar e sem pestanejar Emmett foi junto. Depois de conversarmos um pouco com meu pai e Carlisle – já que Edward permanecia em silencio ao meu lado – resolvi que queria ver a que pé estava o filme.
Chegamos à sala de TV toda escura, mas eu consegui reconhecer o Emm e Rose juntos no sofá em frente à TV. Edward bufou quando entendeu toda a estratégia da Alice e estava prestes a entrar lá quando ela nos impediu.
–Edward o que acha que está fazendo?
–O que eu estou fazendo Alice? O que você está fazendo? Não percebe que isso já é demais?
–O que eu posso fazer? Situações desesperadas pedem medidas desesperadas. A irmã vai embora com vocês amanhã e eu precisava dar um jeito de fazer mais alguma coisa por eles.
–Acha que vai funcionar? Acha que alguma coisa vai acontecer? – perguntei animada.
–Eu estou torcendo para que sim. Agora vamos sair daqui e dar privacidade ao casal – Edward revirou os olhos, mas não fez nenhum comentário, apenas me abraçou enterrando o rosto no meu véu sem dar importância às tagarelices da Alice.
Apenas horas mais tarde Rose e Emm apareceram na sala. Ele tinha um sorriso gigantesco e ela estava toda vermelha encarando algo muito interessante no chão. Pelo canto do olho eu vi Alice comemorar discretamente – discretamente para ela.
Quando a meia noite chegou comemoramos a entrada de um novo ano e intimamente pedi que esse ano me trouxesse a felicidade e a paz com que eu sonho tanto, quando Edward afagou meu rosto e em seguida me abraçou bem apertado, eu soube que o meu pedido já tinha sido atendido.
Passada a euforia pensei que Edward me levaria para o lado de fora como sempre fizemos, mas ao invés disso, nós nos sentamos ali junto com toda a família e uma Rosalie ainda sem coragem de olhar para cima ou de abrir a boca. Pensei em chama-la para saber o que tinha acontecido, mas eu não queria chamar a atenção para ela a deixando ainda mais constrangida, mas eu sabia que teria tempo de fazê-lo no dia seguinte.
Já era bem tarde quando minha família começou a se despedir dos Cullen, desejando um feliz ano novo e, como no ano passado, eu fiquei ali para dormir na casa. Esme tentou arrumar um quarto para mim, mas Edward não deixou dizendo que não haveria problema em dormirmos juntos, afinal tínhamos feito isso a vida toda, ela ainda tentou argumentar, mas acabou se deixando convencer e ficou tudo arranjado para que eu dormisse com ele.
Assim que meus pais se foram, Edward me levou para o seu quarto e trancou a porta depressa.
–Você tem ideia do que vai acontecer aqui essa noite Bella? – ele perguntou me encarando com o rosto quase severo de concentração. Antes que eu pudesse responder ele me prensou contra a porta colando seu corpo no meu, devorando minha boca com paixão. Eu passei meus braços a sua volta o puxando ainda mais para mim. Quando precisávamos respirar Edward beijou meu queixo, roçando sua barba por fazer em meu rosto até que sua boca alcançou minha orelha e ele sussurrou rouco:
–Essa noite Bella eu vou amar você, adorar cada pedacinho do seu corpo beijando e acariciando para que você não se esqueça nenhum segundo da sua vida a quem você pertence. Vou te dar muito amor, enquanto eu faço você gozar bastante.
A essa altura eu já estava ficando louca, rebolando contra ele para aplacar um pouco a umidade que encharcava a minha calcinha e gemendo baixinho a cada palavra proferida por ele.
Com os olhos nos meus ele tirou peça por peça de sua roupa e depois tirou a minha devagar. A cada toque da sua pele na minha eu tremia de antecipação por sentir todas as sensações que ele disse que me daria.
Logo eu estava nua sobre a cama, com ele também nu tocando em mim em todos os lugares, com as mãos grandes percorrendo meu corpo, seus lábios me dando beijos enlouquecedores e a sua língua fazendo maravilhas por onde passava.
Nem sei ao certo quantas vezes ele tomou meu corpo naquela noite, hora cheio de cuidado, olho no olho. Ora cheio de um desejo que fazia parecer animais desesperados. Mas eu sei que em todas essas vezes foi com amor, com muito amor.
Edward me abraçou de conchinha para que pudéssemos dormir quando o sol já estava nascendo lá longe no horizonte e a ultima coisa que eu registrei foi Edward sussurrando que me ama, antes de me entregar a inconciencia.
Pov. Edward
Abri os olhos quando senti o delicioso cheiro de morangos que vinha dos cabelos de Bella. Minha Bella. Eu a abracei me deliciando com o seu corpo macio em contato com o meu e inevitavelmente arrepios de prazer percorreram meu corpo e eu respirei bem fundo tentando acalmar o desejo de tê-la novamente. Eu ri. Precisava deixar que ela descansasse depois de tudo o que temos feito esses dias todos e principalmente depois do que fizemos essa noite.
Minha querida amiga a quem sempre amei sem ter a mínima noção do quanto e nem da profundidade desse sentimento, não sem antes passar alguns dias sem vê-la e sentir a falta esmagadora que me fazia. Minha doce menina que eu fiz mulher, minha mulher.
Ao pensar nisso, involuntariamente levantei os olhos vendo o crucifixo na parede, me sentindo incomodado com a figura de Jesus me encarando como se gritasse que aquela mulher não é minha e sim Dele, seus olhos me condenando por estar nu e abraçado à mulher que sempre o amou e estava lhe entregando a vida em um compromisso sagrado, me culpando por tirá-la do seu caminho e fazê-la quebrar seus votos, por pecar e fazer com que Bella pecasse comigo, por quebrar as normas do seminário e as promessas que desde criança eu fazia a ele.
Eu o encarei de volta e por mais que eu soubesse estar errado eu não me sentia culpado, de forma nenhuma, afinal o que eu poderia fazer se estava apaixonado se Bella é o que eu precisava para ser feliz e se ela me queria do mesmo modo?
Bella se mexeu, espalmando as mãos pequenas em meu peito murmurando algo que eu não entendi em seu sonho e depois sorriu me fazendo sorrir também enquanto eu observava seus cabelos castanhos avermelhados espalhados pelo meu travesseiro, fazendo um lindo contraste com sua pele tão pálida a não ser por suas bochechas sempre vermelhinhas, nariz arrebitadinho e a sua doce boca estava entreaberta me convidando a beijá-la, um convite praticamente irresistível que eu ainda não poderia ceder.
Sei que ela acordaria a qualquer momento e eu tinha que me preparar para enfrentá-la e finalmente colocar as cartas na mesa. Bella esperava que hoje eu contasse aos nossos pais sobre o nosso suposto namoro e depois pediremos dispensa da nossa vida religiosa a qual acabamos de entrar.
Isso era de verdade tudo o que eu mais queria da vida por mim, será o dia mais feliz da minha vida quando estiver bem longe, livre para viver em paz com o meu amor. Desejava tudo por mim, mas e Bella? Quem me garante que ela não vai se arrepender algum dia? Quem me garante que eu vou conseguir fazê-la feliz depois de arrancá-la de seu sonho de toda uma vida?
Eu sei que Bella me ama.
Acreditei desde a primeira vez que ela me disse isso, eu posso enxergar em seu olhar e sentir, sinto em cada toque em cada beijo em cada vez que ela sem entrega a mim sem medo e sem reservas se doando por inteira... Mas eu sei também que ela ama muito mais a sua vocação, o seu chamado.
Se não fosse assim, se Bella me quisesse de verdade ela nunca teria entrado naquela igreja e se tornado uma noviça, não depois de tudo o que eu disse a ela, de ter aberto o meu coração. Ela não teria feito isso comigo se o que ela sentisse fosse igual, não teria simplesmente me dado às costas e entrado naquela igreja, me deixando sozinho ali.
Não depois do nosso primeiro beijo.
Eu queria que existisse um modo de desaparecer, ir para bem longe depois de ter feito aquela cena toda na porta da igreja, mas apenas a hipótese de ficar longe dela doía muito em mim e depois de muito pensar decidi que ficaria por perto, que suportaria, por ela, apenas por ela.
Quando a encontrei vi a duvida em seu olhar e sabia que em nome da nossa amizade e em solidariedade a mim ela desistiria, mas não era isso que eu queria e não permiti que ela o fizesse. No jantar, quando Bella emocionada recebia os parabéns eu vi que tinha feito o certo que esse era o seu caminho e que não poderia tirar isso dela, não era justo.
Então eu quis uma ultima lembrança disso quis um beijo dela para guardar comigo pelo resto dos meus dias, decidido a deixá-la viver conforme seu sonho. Por dias eu senti seu sabor comigo e cada vez que eu olhava para ela, que eu sentia seu cheiro gostaria de tomá-la como minha por que era isso que ela era, mas eu nada fazia, nada poderia fazer a não ser me deixar sentir a sua falta decidido a não interferir mais em sua vocação.
Mas isso não durou muito tempo, Bella me convenceu que não poderia simplesmente dar as costas para esse sentimento, que não era justo e se ela queria, por que não? – sorri – até por que Bella foi muito convincente e eu aceitei sem querer vê-la sofrendo.
Só que agora chegamos ao extremo.
Olhando para ela suspirei mais uma vez. Eu a amo demais, mais do que tudo no mundo e não posso destruir a sua vida assim. Se ela desiste de tudo e depois se arrepende? Como vou poder viver olhando a tristeza nos olhos dela dia após dia e saber que fui eu quem provocou isso?
Não dá, não posso fazer uma coisa dessas.
Tudo o que eu quero é que ela seja feliz, mesmo que eu não esteja.
A respiração de Bella indicava que ela já estava acordando. Ela se esticou toda deixando que o lençol escorregasse pelo seu corpo deixando seus belos seios a mostra. Beijei seu rosto todo e depois finalmente tomei a sua boca que há tempos estava me chamando, tentando pegar dela toda a força que eu precisava para me concentrar no que eu teria que fazer.
Só espero conseguir convencê-la.
Notas finais
Bem e esse pov do Edward? por favor me digam as impressoes que tiveram, contem para mim. O que ele vai fazer????
Bem espero voces aqui na proxima semana.
Machadoamanda obrigada mais uma vez *--*
Beeeeeijos
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