A Irmãzinha

17 Capítulo Dezesseis


Notas iniciais
Oi Irmãzinhas *--*
Antes do capitulo, algumas coisas.
Eu tenho notado que vocês estão um pouco ansiosas para que o Edward conte tudo, e acabem os segredos. Gente, eu tenho que dizer apesar de ter dito que não ia falar nada: Ainda faltam um ou dois capítulos para o fim das férias e Edward NÃO vai falar nada ANTES disso, então aproveitem os momentos de calmaria antes que comece as tempestades 
Hoje eu coloquei um momento bem especial hot, doce e romântico de Edward e Bella, pela comemoração desse dia especial, 7 anos *--* e eu quero dedicá-lo a donna28 que recomendou a fic. Obrigada minha querida, de coração *--*
Espero que gostem e aproveitem.
Boa Leitura.

Acordei ofegante e suada, me sentindo muito quente.

Sentei-me na cama, ainda estava muito escuro, as cortinas estavam fechadas, mas dava para perceber que o sol não havia nascido. Eu não fazia ideia de que horas eram e nem tinha forças suficiente para tentar saber já que eu não conseguia pensar em nada, apenas tentava acalmar a minha respiração descompassada.

De repente a porta do meu quarto foi aberta e a luz foi acesa por Edward. Ele sorriu me encarando, foi se aproximando examinando meu rosto que provavelmente ainda estava corado e abriu um lindo sorriso torto.

–O que você estava fazendo meu amor?

–Eu estava... Dormindo?

–Você não tem muita certeza... E não parece que estava dormindo.

–Mas eu estava. Estava sonhando com você – falei mais convicta e ele sorriu ainda mais.

–Ah é? – assenti e ele me examinou mais uma vez – o que eu estava fazendo com você nesse seu sonho?

–Você... Hmmm estava fazendo umas coisas bem gostosas comigo – ele respirou fundo, tirou a jaqueta e os sapatos sentando aos pés da cama.

–Verdade? Que tipo de coisas gostosas?

–Como os carinhos que você fez em mim ontem – Edward se aproximou com os olhos brincalhões e acariciou meu rosto com carinho.

–Assim?

–Esse é bem gostoso, mas não era bem isso que eu estava falando.

–O que era então? – Edward sorria abertamente e eu sabia que ele já tinha entendido o que eu queria dizer e sabia também que ele não ia sossegar enquanto eu não contasse. Com o rosto muito vermelho eu tomei coragem e falei.

–Dos carinhos que você fazia... Em outros lugares... – Edward sorria para mim com tanta tranquilidade que dei conta que não havia motivos para ficar tímida com ele, mas ainda tive que fazer um esforço para continuar – E quando você hmm... Você sabe...

–Eu sei – Ele ficou me olhando com cara de bobo.

–Você chegou bem na hora em que eu acordei. É assim que eu gosto – sorri tentando mudar de assunto – que horas são?

–Ainda não são nem três da manhã – ofeguei.

–Edward, você é louco? E se a sua mãe acorda e vai procurar por você? E se meu pai olha pela janela e vê o seu carro parado ai fora? O que a gente vai dizer?

–Amor isso não importa muito, até por que ninguém vai acordar se você ficar quietinha – ele piscou para mim – e, além disso, assim como você eu também estava sonhando com o que fizemos ontem e acordei morrendo de vontade de estar aqui – ele se aproximou inspirando fundo em meu pescoço me deixando toda arrepiada.

–Tudo piorou por que o seu cheiro maravilhoso está impregnado na minha cama – ele fechou os olhos respirando bem fundo outra vez – foi impossível dormir de novo. Eu estava morrendo de vontade de você como estou agora. E você me quer Bella?

Minha garganta estava seca e eu respirava com dificuldade sem condição nenhuma de responder a sua pergunta, então Edward puxou o edredom de cima de mim, revelando minhas pernas cuja camisola enrolada na minha cintura deixava a mostra. Ele sorriu e sua mão deslizou pela parte interna da minha coxa devagar tocando meu sexo por cima da calcinha. Nós gememos juntos.

Ele acariciou aquele meu ponto de prazer várias e várias vezes me fazendo rebolar os quadris em direção a sua mão querendo cada vez mais dele, mas ele parou os movimentos de repente. Ele foi subindo as mãos devagar por debaixo da camisola e alcançando meu seio e o segurando com delicadeza enquanto gemia baixinho junto comigo.

–Eu preciso vê-los Bella, já estou morrendo de saudade deles – Edward puxou minha camisola para fora do meu corpo e a jogou em um canto qualquer. Olhei para cima e ele me fitava maravilhado, hipnotizado pelo movimento do meu peito subindo e descendo pela minha respiração descompassada. Esticando as mãos ele envolveu meus seios, os polegares brincando com meus mamilos e sorriu.

–Oh sim, você me quer como eu quero você – eu sorri de volta e o fiz soltar de mim. Segurei a barra da sua camiseta e Edward ergueu os braços para me ajudar.

Nu da cintura para cima, ele me abraçou tomando minha boca num beijo urgente me forçando a deitar na cama, deitando por cima de mim. Nossos corpos estavam tão colados que eu pude senti-lo duro e pulsando conta o meu. Afastei-me dele ofegante e olhei para a sua calça onde aquele volume impressionante parecia prestes a arrebentá-la.

Acariciei o local de leve e coloquei minha mão no botão da calça, olhando para ele num pedido mudo. Edward sorriu.

–Meu amor... Você pode fazer o que quiser comigo – sua voz muito rouca me deixou arrepiada e ansiosa. Tomando coragem eu sai debaixo dele e me sentei na cama ao seu lado, abrindo a calça dele. Edward me ajudou erguendo os quadris e me livrei da calça e cueca de uma só vez.

Eu fiquei paralisada, apenas apreciando o corpo perfeito dele, enquanto eu olhava Edward se sentou e abriu as pernas. Eu me coloquei entre elas e levei minha mão até ele tocando com a ponta dos dedos como tinha feito da outra vez, sentindo latejar em meus dedos. Edward respirou fundo e segurou minha mão fazendo envolver meus dedos a sua volta.

–Assim amor – com a mão na minha ele começou a movimentar para cima e para baixo e gemendo apertou ainda mais meus dedos movendo mais rápido.

Quando peguei o jeito ele tirou a mão e me deixou continuar sozinha enquanto me concentrava nos movimentos, para baixo e para cima, para baixo e para cima sentindo ficar cada vez mais duro e mais latejante em minhas mãos ao mesmo tempo em que Edward gemia e movia os quadris em sincronia comigo.

Olhei para cima e ele estava todo entregue, os olhos fechados, a boca aberta e a cabeça jogada para trás, a sua expressão de puro prazer me deixou completamente acesa, meu sexo pulsava e muitos tremores tomavam conta de todo o meu corpo.

–Mais rápido Bella. Ah... Não para... – movida pelo desejo de fazê-lo sentir prazer eu aumentei o ritmo vendo um liquido transparente saindo toda fenda no topo. Eu espalhei aquele liquido por toda a sua extensão sem parar de descer e subir com vigor até que ele gemeu um pouco mais alto, chamando o meu nome com urgência e um liquido espesso saiu dele num jorro, sujando toda a minha mão e a sua barriga.

–Uau... Bella – ele falou sorrindo e eu sorri de volta.

–Você gostou? Eu fiz certo eu... Consegui te dar prazer? – perguntei um pouco insegura enquanto ele de cabeça baixa tentava controlar a sua respiração. Olhando para mim Edward abriu um sorriso maior ainda.

–É claro que conseguiu meu amor. Meu gozo em sua mão, espalhado por minha barriga e no meu membro são a prova disso – ele me beijou e riu – da próxima vez que o Jacob perguntar você pode dizer a ele que você sabe sim tocar órgão, você toca o meu órgão com perfeição.

Eu sorri um pouco sem graça, mas secretamente satisfeita olhando para a minha mão suja com o gozo – como ele havia chamado. Edward se levantou e foi no banheiro voltando instantes depois com uma toalha. Depois de se limpar ele limpou a minha mão, jogou a toalha de lado e me beijou.

–Agora é a minha vez de fazer você gozar.

Edward agarrou minha coxa com força me fazendo deitar sobre a cama e antes que eu pudesse processar o que estava acontecendo ele tirou minha calcinha e abriu minhas pernas me deixando completamente exposta para ele.

–Você é tão linda... Poderia passar horas e horas olhando para você – ele segurou meus seios e os apertou em sua mão por um instante depois deslizou suas mãos grandes por todo o meu corpo até chegar ao meu sexo e esfregou bem ali, onde me dava tanto prazer, me roubando todo o fôlego.

Se inclinando Edward beijou meu mamilo e o lambeu sem parar a massagem em meu ponto sensível eu gemi bem alto e ele colocou a boca na minha.

–Shiii Bella. Você tem que ficar quietinha amor, ninguém pode escutar a gente aqui, tudo bem? – Assenti e mordi meu lábio tentando obedecê-lo, mas mesmo assim alguns gemidos escapavam da minha garganta quando ele voltou a deixar beijos por todo o meu corpo.

Eu ofeguei e fechei minhas pernas quando Edward beijou meu sexo tentando impedi-lo, mas ele as abriu novamente e estava tão bom que eu não tinha forças para mais nada a não ser aproveitar bem.

Ele colocou um dedo dentro de mim enquanto alternava entre lambidas e chupões. Logo eu estava sentindo aquela maravilhosa sensação crescendo dentro de mim até que eu explodi chamando o nome de Edward extasiada.

Edward deitou-se ao meu lado e sorrindo afagou meu rosto, tirando o cabelo grudado pelo suor da minha testa. Eu fechei meus olhos me sentindo totalmente arrebatada, enquanto aproveitava os últimos espasmos que faziam meu corpo tremer.

–Cada vez que eu olho para você eu fico ainda mais apaixonado – ele sussurrou perto do meu ouvido, então abri os olhos e encontrei os dele muito intensos e cheios de amor.

–Eu te amo Edward – falei sorrindo fitando fixamente seus olhos – te amo te amo te amo muito.

Ele puxou meu corpo para colar no seu e franziu o cenho parecendo confuso.

–Como pode que seja assim? A gente passou a vida toda como amigos, livres para viver esse sentimento, mas só descobrimos quando era tarde demais, quando tudo era proibido e complicado – ele suspirou – Se a gente tivesse descoberto isso antes...

–Descoberto? – perguntei sorrindo e ele sorriu também.

–É claro que sim. Olhando para trás, para tudo o que a gente viveu eu vejo que sempre te amei... Só não... Conseguia enxergar isso – minhas mãos que estavam apoiadas em seu peito subiram devagar em direção ao seu ombro e agarrei seus cabelos da nuca, puxando seu rosto para junto do meu não querendo nenhum tipo de distancia entre nós e olhando em seus olhos falei.

–Eu sempre soube exatamente o que sinto por você. Tive a certeza de que não era apenas amor de amigos há muitos anos, mas eu sempre guardei isso só para mim.

–Bella – ele ofegou – por que fez isso? Se tivesse me dito antes, aberto meus olhos tudo seria tão diferente – ele sorriu um pouco – em pensar que nós poderíamos estar casados a essa altura, ou com tudo pronto para o nosso casamento... A gente poderia estar feliz sem culpa, sem pecado...

–Eu sei agora eu sei, mas eu sempre tive tanto medo de contar a você e tudo ficar estranho entre nós, da nossa amizade acabar e você não querer mais me ver. Eu preferi ser sua amiga, te amar em silencio a te perder.

–Não existia, ou melhor, não existe a menor hipótese de você me perder.

–Mas eu não sabia disso e não poderia arriscar. Alem do mais, cada vez que eu me sentia um pouco mais corajosa e queria abrir meu coração você vinha com milhões de planos... E eu pensava em nosso futuro... E perdia a corajem – Edward assentiu olhando para baixo.

–Bella – disse um momento depois me fitando com os olhos arregalados e a voz tremula – não vamos mais falar sobre isso. O que passou, passou não é? Vamos nos concentrar no presente, planejar um novo futuro por que eu te amo demais para te deixar ir. Eu vou fazer o possível e o impossível para que seja feliz e que ainda por cima fique comigo. Confie em mim Bella – ele me pedia suplicante – Promete? Promete que vai confiar em mim, em meu amor sempre não importa o que aconteça?

–Eu juro Edward – eu subi em cima dele, olhando em seus olhos e sentindo seu membro duro outra vez latejando entre nós – Eu juro que vou sempre estar com você, eu te amo. Para onde mais eu iria?

Ele me beijou, nos virando sobre a cama e posicionando seu corpo sobre o meu. Ele abriu minhas pernas com as dele e sorriu.

–Você nunca vai sair de perto de mim, por que você é minha. Deus me perdoe, mas você é só minha.

E com essas palavras ele invadiu meu corpo numa única investida e parou me abraçando com força. Eu mordi meus lábios tentando com todas as forças não gritar e fechei meus olhos. Edward gemia baixinho no meu ouvido me deixando ainda mais louca por ele.

–Me deixa te ver Bella – pediu com a voz rouca – abra os olhos e olhe para mim.

Eu o obedeci e seus olhos estavam cheios de amor que fluía a cada movimento, cada toque, cada investida, entrando e saindo do meu corpo. Eu movia meus quadris em direção aos dele e sussurrava o quanto o amava ao mesmo tempo em que aquela sensação maravilhosa novamente ia se formando em meu ventre.

Edward aumentou o ritmo e eu o abraçava cada vez mais sussurrando seu nome sem parar e logo eu explodi, sentindo meu corpo se amolecer quando os jatos quentes de seu gozo me inundaram.

Ele rolou para o lado e me puxou para o seu peito. Nós nada falamos ficamos apenas abraçados aproveitando o momento e a delicia de nossos corpos nus juntos e entrelaçados. Aos poucos nossos corações foram desacelerando e as respirações normalizando. Ficamos ali trocando carinhos em silencio.

–Amor? – Edward chamou baixinho algum tempo depois – Está mesmo uma delicia aqui não é? Eu poderia ficar abraçado a você o dia todo, para o resto de nossas vidas.

–Então fica – eu disse beijando seu peito e ele riu.

–Bem que eu queria, mas a sua mãe vai acordar daqui a pouquinho e se ela entra aqui e pega a gente assim...

–A minha mãe vai dormir bastante ainda. Você disse que não eram nem três da manhã – ele riu.

–Bella era essa hora quando eu cheguei aqui. Agora já são quase sete.

–É mesmo? – levantei a cabeça e olhei para o relógio que confirmava – Meu Deus, por mim você tinha acabado de chegar.

–Parece mesmo não é? As horas voam quando estamos juntos – a mão dele deslizou pelas minhas costas devagar e nós dois suspiramos – vamos querida, vamos nos aprontar para mais um dia, aproveite que eu estou lhe dando essa chance então vá de pressa antes que eu mude de ideia e não te largue nunca mais – eu ri.

–O que faremos hoje?

–Eu pensei em passar a manhã aqui com a sua mãe, a gente almoça e depois vamos ficar com a minha mãe um pouco. Você pode ver a sua amiga Rosalie que deve estar sentindo a sua falta e quem sabe salvá-la das maluquices da Alice – eu franzi o cenho.

–Amor, por falar nisso, eu não entendi por que você ficou tão bravo com o plano que ela inventou.

–E eu não entendi por que você ficou tão calma. Até parece que você concorda com tudo isso.

–Mas eu concordo Edward. Não vejo motivo nenhum para que não dê certo.

–Bella, isso é extremamente errado. Nós não podemos compactuar com isso.

–Por que não?

–Por que Alice está tentando tirar uma freira do caminho dela. Pense em tudo o que essa moça sonhou em tudo o que ela viveu para chegar até ali para vir alguém e tirá-la de lá. Não é justo – ele me deu um beijo na testa e suspirou – Você deve estar me achando terrivelmente hipócrita por dizer isso considerando que eu estou acabando com os seus sonhos também, acabando com a sua vida, mas...

–Edward – eu o interrompi – Alice não vai forçar a Rose a fazer nada. O que ela quer é dar um empurrãozinho. Se a Rose tiver que ficar com o Emm ela vai ficar e se ela se apaixonar assim como nós, nada mais vai importar para ela. Nada do que ela viveu, nada do que sonhou. Tudo vai ter uma nova perspectiva assim como eu vejo.

–Mas...

–Mas nada. E eu não quero nunca mais que você diga que esta acabando com a minha vida, por que é exatamente o contrario você está me dando o que eu sempre quis... Você – Ele deu um pequeno sorriso e eu sem conseguir resisti lhe beijei com delicadeza.

–Você me ama mais do que eu mereço.

–Não diga isso querido – lhe dei outro selinho e suspirei. Já tinha feito tantas revelações eu bem que poderia fazer mais uma e quem sabe assim acabar com o nosso martírio mais cedo – olha meu amor eu preciso te contar uma coisa... – hesitei sem saber como começar a lhe dizer a verdade.

–O que é? – perguntou levantando o meu queixo, olhando em meus olhos ao perceber meu nervosismo – pode falar meu amor – eu respirei fundo.

–É que... Edward eu nunca... Quis...

Renée traga uma toalha para mim, por favor? – a voz do meu pai me interrompeu e Edward prendeu a respiração parecendo assustado, ficando assim até não escutarmos mais som nenhum do lado de fora.

–Acho melhor a gente se vestir agora Bella – ele sussurrou ficando em pé num salto e caçando suas roupas espalhadas pelo quarto – Se o seu pai pega a gente assim... Eu não quero nem pensar no que vai acontecer comigo – eu ri.

–Você está com medo do meu pai?

–É claro que estou. Ele não vai gostar nada de saber o que eu fiz com a sua filhinha que era tão pura. Ele pode me matar – eu ri mais alto quando Edward vestia suas calças – Shiii Bella eu estou falando sério.

–Edward, meu pai te conhece desde criança. Ele não vai matar você, principalmente depois que souber que você faz a filha dele ser a mulher mais feliz desse mundo – eu me levantei e fui até ele sem me importar em cobrir minha nudez e fiquei na ponta dos pés para beijá-lo jogando meus braços em seus ombros.

Só precisou de um momento para Edward me abraçar e aprofundar o beijo. Sua mão desceu pelo meu corpo me causando novos arrepios em nós dois, mas cedo demais ele se afastou respirando fundo ao ouvirmos uma porta batendo em algum lugar da casa.

–Vai Bella – eu ri do seu desespero e fui para o banheiro a fim de tomar um banho rápido.

Eu mal tinha aberto o chuveiro e Edward estava lá me olhando enquanto eu me lavava. Toda sem graça – mesmo sem motivos depois de tudo o que tínhamos feito – eu terminei meu banho rapidamente e Edward me recebeu com a toalha aberta me secando com carinho como se eu fosse uma criança pequena.

Rindo e sorrindo o tempo todo ele me vestiu: camiseta, calcinha, meias sapatos e meu hábito, fechando o zíper e fazendo o laço que prendia meu véu arrumando com mais perfeição e rapidez do que eu. Quando estava pronta ele beijou minha testa.

–Agora a minha garota é a garota de Jesus – ele sorriu sem alegria e eu o abracei.

–Só por mais alguns dias meu amor, eu já estou pronta para contar e quando você estiver também eu serei apenas a sua garota, para sempre – Edward sorriu me dando um selinho rápido e descemos para o café da manhã com a minha família.

Meu pai saiu para trabalhar e ficamos com a minha mãe e o Jasper rindo para valer com aqueles dois. Depois do almoço fomos para casa dele e assim que chegamos Alice disse que queria falar comigo me puxando para fora da garagem.

–Bella eu preciso da sua ajuda.

–O que houve?

–É o meu plano – ela falou fazendo beicinho – não vai funcionar se a irmã Rosalie continuar assim. Ela precisa deixar o Emm se aproximar e só você pode me ajudar com isso.

–O que quer que eu faça?

–Fale com ela convença que o Emm é legal e que ela precisa dar uma chance a ele. O primeiro passo foi um verdadeiro fracasso.

–Isso pode ser um sinal de que você não deve ir adiante Alice, não percebe.

–Edward não seja pessimista. Não é por que você e Bella foram projetados para a vida religiosa, nasceram e cresceram com isso no coração e são extremamente incorruptíveis que todas as outras pessoas também sejam.

–Mesmo que não seja assim não está certo se meter.

–Eu tenho esperança que a irmã possa se apaixonar e ser feliz com o nosso irmão – Alice suspirou – olhe para ele Edward é de dar dó – Emmett estava encostado na parede olhando pela janela que dava para o jardim de inverno da Esme – nem está fazendo aquelas piadinhas sem graça que sempre faz, ele está sofrendo.

–Eu vou falar com ela Alice – Edward bufou e ela começou a pular e a bater palmas muito animada.

–Obrigada Bella, sabia que poderia contar com você. Ela está no jardim com a minha mãe vai lá que daqui a pouco eu vou dar um jeito de vocês ficarem sozinhas e você fala com ela – assenti e fui para lá ouvindo Edward reclamar com a irmã que estava animada demais para se importar com o sermão.

Entrei no jardim e vi Rosalie e Esme cuidando de um canteiro de rosas e me aproximei delas.

–Oi.

–Bella que bom ver você – Rosalie acenou e Esme sorriu, mas franziu o cenho olhando em volta – Onde está o Edward? – eu ri.

–Ele está brigando com a Alice e eu vim ficar um pouco com vocês.

–Esses dois não tem jeito. Daqui a pouco a irmã vai pensar que eles foram criados por uma loba – nós rimos – eu vou lá acabar com isso e já volto com o seu amigo para você.

Ela saiu e eu me juntei a Rosalie no canteiro que ela estava trabalhando. Ela estava com o rosto um pouco desanimado.

–Ei Rose, você não me parece feliz. O que houve? Não se divertiu no passeio de ontem?

–Foi legal, mas eu fiquei um pouco sem jeito de ficar no meio do casal e com o Emmett... Acho que não é uma experiência a repetir.

–Por quê? Ele foi inconveniente com você? Por que se foi você pode me dizer que eu dou um jeito naquele grandão bocudo...

–Não é nada disso Bella. Ele foi bem legal queria me encher de presentes e ficou o tempo todo me falando coisas bem engraçadas que teria me feito rir, mas... Você sabe que eu não consigo me sentir a vontade. Eu estou tentando, mas é mais forte do que eu e tudo piora com o Emmett.

–Eu já te disse muitas vezes que ele é um bom homem Rose, confie em mim.

–Eu sei Bella, eu confio, mas eu não consigo... Ele me lembra muito o... Royce... – ela sussurrou o nome – Fisicamente eu quero dizer... E eu vejo que ele é legal, eu tento, juro que tento, mas não dá.

–Ei... Você precisa esquecer aquele mostro. Ele nunca mais vai fazer mal a você...

–Eu sei.

–E o coração do Emmett é maior que ele próprio. Deixe que ele mostre isso a você. Sabia que ele está muito triste por que acha que você não gosta dele?

–É mesmo? – assenti e apontei para a janela onde Emmett olhava para nós. Quando viu que olhávamos para ele, disfarçou e foi embora – Bella eu quero ser... Amiga dele, eu não quero que ele fique triste por minha causa, mas eu não consigo sozinha.

–É só você se lembrar de que ele nunca faria nada para te machucar e que é um cara muito especial. Eu posso ajudar você, mas depende de você vencer esse trauma.

–Eu quero a sua ajuda Bella e eu juro que vou tentar.

–É assim que se fala. E quem sabe, no fim das férias você não fica aqui e se torna uma Cullen de verdade? – ela ficou vermelha, me olhando um tanto pensativa e espantada, mas não negou e nem brigou. Parece que Alice estava realmente certa.

Antes que eu pudesse dizer algo para importuná-la pelo seu silencio Esme voltou e nos chamou para ajudar a preparar um lanche.

A tarde passou bem depressa e eu pude ver Rose se esforçando, sentando-se ao lado de Emmett – que ficou radiante – quando nos reunimos na sala apesar de ficar toda encolhida e calada, mas já era um começo.

Alice ficou super animada que a nossa conversa tinha surtido efeito imediato e que finalmente o primeiro passo de seu plano estava dado. Tínhamos mais alguns dias antes das férias acabarem e se tudo der certo o convento perderia duas noviças para a família Cullen.

Notas finais
E ai? O que voces acharam? Me digam, por favor!
donna28 meu bem obrgada novamente pelas palavras viu?
Eu volto na próxima terça e o finzinho das férias :)
Beeeijos e até lá.