A Irmã De Renesmee 1ª e 2ª temp- Fanfic em revisão
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Notas iniciais

PDV Jacob.
Tudo passou em questão de segundos, e eu fiquei tão estupefato que nem consegui fazer minha mão ir de encontro a Ness para a segurar de abrir a porta. Presenciei ao seu lado Carlie e Seth tirarem o disfarce dela, quase como se estivessem na TV e eu não pudesse interferir no ocorrido, e uma chocada Ness irromper aquela casa.
— Nessie? – Carlie perguntou, espantada.
— Carlie, é você mesma? – perguntou a minha pequena, completamente descrente.
— Ness... – murmurou Carlie, sua voz falhando nessa pequena palavra.
Suspirei. Não havia muito mais como esconder. Ness os pegou no flagra, como a polícia pega o cara mal com a arma do crime na mão.
Carlie se levantou enquanto Renesmee dava passos lentos em sua direção. Seth se afastou para dar-lhe espaço para andar até a sua irmã.
Ele me olhou, furioso. Devolvi o olhar. Como se a culpa fosse minha.
Dei de ombros, como se falasse “Não pude fazer nada”.
As duas se encontraram num longo abraço. Choravam e choravam, emocionadas.
Carlie precisou se fingir de morta por um longo período, e Nessie pensou que sua irmã havia morrido nas mãos de uma vampira sádica, e aqui estão as duas, juntas novamente. Sem segredos, sem mentiras.
— Por que não me disse nada? – Nessie chorou. Meu coração se apertou com isso, desejando ter tido a escolha de ter dito antes, mas eu sabia que a partir de agora o pedaço que faltava nela seria completo outra vez.
— Era para a sua segurança. – Carlie assegurou, entre lágrimas. – Eu precisei fazer isso para que Tifanny pensasse que eu estava morta e deixasse todos nós em paz. Sinto muito pela dor que lhe causei.
— Eu te perdoo. É melhor isso do que você estar morta de verdade.
Elas se separaram, cada uma enxugando as lágrimas da outra.
— Ainda bem que deu tudo certo. – me intrometi, rezando para que Nessie não ficasse furiosa comigo.
Ela me olhou mal humorada. É, parece que não deu muito certo.
— Perfeito, Jacob. — Carlie rosnou, zangada comigo. Primeiro Seth me culpou, agora ela também. Ótimo. – Você podia ter sido um pouquinho mais inteligente e arrumado alguma desculpa, não acha?
—Me dê minha filha. – Nessie falou brutalmente e arrancou Sarah de meus braços. Meus olhos quase saltaram de sua órbita. Agora eu estava vulnerável a qualquer coisa que Carlie fosse fazer comigo.
— O que? Agora a culpa é minha? – perguntei incrédulo enquanto ela vinha até mim. Eu esperava que não fosse apanhar novamente dela.
— Sim, a culpa é sua. – ela rosnou e socou meu peito. Droga, isso doeu.
— Au! – reclamei, colocando os braços ao redor do mesmo.
— Use mais a cabeça da próxima vez! – sua voz se elevou, e não sei como Harry não acordou com a sua explosão. – Agora Nessie pode estar correndo perigo se Tifanny souber que estou viva!
Não, não e não! Ela não iria me fazer sentir culpado por talvez estiver colocando-a em perigo. Eu a protegeria de qualquer coisa, nem que eu tivesse que morrer para isso.
— Claro, porque se eu a tivesse puxado a força para que ela não te visse, isso a deixaria desconfiada, não acha, cabeça-dura?
— Cabeça-dura é a sua... – ela respirou fundo. – OK. O que está feito, está feito. Só precisamos tomar mais cuidado do que nunca.
Revirei os olhos para sua frase mais do que óbvia.
— Nessie, meu amor, tente entender porque eu não te contei sobre isso antes...
— Não quero saber, Jacob Black. – ela me cortou, feroz.
Uh-oh. Eu realmente estava encrencado. Prefiro ela brava comigo por um tempo do que de luto. Eu não precisava me preocupar com isso. Ela entenderia mais cedo ou mais tarde. Eu só torcia para que fosse mais cedo.
Ela se virou para a Carlie, pronta para dizer algo.
— E que diabos são essas roupas? – questionou indignada.
— Bem, isso estava nos meus planos. – ela encolheu os ombros com o seu olhar de reprovação. – Isso tornaria meu disfarce melhor se eu não me vestisse de acordo comigo mesma.
— Você é genial. – Nessie a elogiou, e elas se abraçaram novamente.
Elas ficaram conversando por uns vinte minutos a mais sobre as suas roupas, como foi ficar sozinha no hotel por tanto tempo, sobre novas músicas e novos hobbies, até que a lembrei de que nossa filha realmente precisava de um banho – me perguntei como elas conseguiram conversar tantas coisas em poucos minutos – e de trocar as fraldas.
— Temos fraldas aqui. – Carlie se apressou a dizer, querendo mais tempo com a sua irmã. – Eles estão usando o mesmo tamanho, né?
— Temos algumas coisas para conversar também, Carl. – Ness disse se dirigindo a ela, mas seu olhar de poucos amigos ficou em mim o tempo todo. Engoli em seco.
— Boa sorte com a fera. – Seth falou baixinho para mim.
Ela o ouviu e lhe mostrou língua, e fiquei com raiva dele por ela estar de brincadeira com ele e com raiva de mim.
— Tchau, Carl. – Nessie a abraçou. A luz se refletiu no canto dos seus olhos, que logo desapareceu na mão dela.
— Tchau. – se despediu.
— Passe lá em casa mais tarde. – sugeriu meu amor.
Carlie olhou ansiosa para Seth, a procura de uma resposta.
— Não vejo problemas nisso.
Ele pareceu que ia babar a qualquer momento quando um sorriso iluminou seu rosto antes em expectativa.
— Tá bom. – Nessie encerrou.
Veio até mim – fiquei com esperanças de ganhar um beijo da sua doce boca. Me decepcionei de certa forma, porque mesmo esperando seu tratamento frio, tive esperança de ela me olhar como quem está tudo bem. Ela apenas pegou Sarah do meu colo sem nem dar sinal de saber da minha existência. Péssimo sinal.
— Tchau, pessoal. – ela se dirigiu até a porta. – Vamos, Jacob. – ela me apressou.
— Pensei que estivesse com raiva de mim. – resmunguei atravessando a porta.
— Não comece. – ela ameaçou.
— Tá bom. – falei e me calei no mesmo instante, não a querendo mais brava comigo do que já estava.
Os dois – que estava achando graça nisso tudo – riram. E mesmo depois de fechar a porta, dava para ouvir a irritante risada deles, que cessou. Só não sabia se era com a distância ou eles voltaram a serem melosos como até antes de entrarmos.
— Nessie, amor, não está com raiva de mim ainda, está? – perguntei, com medo da resposta. E esse medo me fez querer não ter perguntado nada.
O seu silêncio denunciou que sim.
Abri a porta do carro para ela, esperando pacientemente ela colocar Sarah na cadeirinha – mesmo com nossas casas perto, Ness preferiria assim, caso chovesse de repente ou algo assim.
Chegamos em casa no infinito silêncio perturbador. Eu já estava me rasgando por dentro de tanta agonia. Preferia ela me xingando ou jogando coisas em mim.
Ela foi dar um – demorado – banho na nossa filha e ficou por lá.
Não aguentando mais esperar, fui até o quarto da Sarah. Estava vazio, exceto pela mesma em seu berço, dormindo.
Fui até o nosso quarto. Também vazio. Onde ela havia se metido? Caminhei até a varanda, estranhando seu sumiço repentino, quando a vi sentada no balanço, com o seu notebook no colo. Aquela cena me incomodou. Ela estava olhando para a tela, sem nada ver. Era assim que ela sempre ficava quando a gente brigava.
Me lembrei das palavras de Seth “Boa sorte com a fera”. Mas ela não estava brava, e sim magoada. Seria um trabalho duro para a fazer ficar de bem comigo de novo. Eu não me importava. Se demorasse horas, dias ou semanas, eu me redimiria até que ela voltasse a ficasse contente.
— Hey. – chamei sua atenção cauteloso. Ela me olhou surpresa, e logo depois desviou o olhar. – Nessie, por favor, fale comigo.
— Você mentiu para mim, Jake. – ela falou sem ao menos me olhar.
— Eu nunca menti para você! – me defendi, e era verdade.
— É, — concordou – mas não me disse a verdade. – ela acusou.
— Foi para o bem de todos nós. Da sua irmã. Do seu. – dei ênfase, pois particularmente eu me preocupava mais com ela do que qualquer um.
Ela limpou a lágrima que caiu dos seus olhos antes de continuar.
— Eu sei, mas não posso evitar me sentir traída por vocês. – ela falou. Epa, traída? Eu abri a boca para dizer algo, mas ela não deixou. – Sei que foi para o bem dela, mas é como me sinto.
Aproximei-me com cuidado, com medo de ela pedir para eu não chegar perto dela. Mas ela não o fez. Apenas continuou calada, porém ciente de que eu estava me aproximando.
— Você sabe que eu nunca quis que você sofresse. – murmurei, colocando uma mexa de seu lindo cabelo atrás da orelha.
— Eu sei, Jake. Eu sei. – ela suspirou.
— Me perdoa? – pedi, sincero.
Não demorou nem três segundos, e ela balançou a cabeça, me desculpando.
Afastei o cabelo de seu ombro para beijar seu pescoço.
— Que tal se a gente aproveitar que Sarah está provavelmente no décimo sono? – sussurrei contra a sua pele enquanto escorregava uma mão pela sua cintura suntuosa e outra pelas suas costas.
— E o que você tem em mente? – perguntou ela, fingida.
— Hmmmm. Eu não sei... – devolvi cínico, beijando seu pescoço entre uma ou outra mordida. – Que tal...
Falei besteirinhas em seu ouvido, e ela soltou um riso sem fôlego.
— Ou...
Continuei, mas agora o que saiu de sua boca foi um gemido de prazer.
Agarrou meu cabelo e me beijou fervorosamente. Houve um baque no chão, e olhei para ver o que era. Seu notebook havia caído entre aberto. Nessie parecia não estar ligando, ou nem ter percebido.
— Nessie, seu notebook caiu. – avisei, apesar disso ela continuou beijando meu pescoço, já que eu desviei minha boca de sua pele para checar o barulho.
— Eu não me importo. – ela grunhiu e subiu em cima de mim. Estava meio desconfortável ficar ali no balanço, então a segurei e a levei até o chão.
— Ah, Jake. – eu não consegui distinguir se era um gemido ou um sussurro prazeroso. Eu estava controlando meu peso por cima de seu lindo corpo.
Não demorou a eu arrancar sua blusa, e ela, impaciente, rasgou minha camisa em vez de abrir os fáceis botões. Eu estava ansiando para arrancar aquele sutiã dela, mas fiquei receoso de a expor, apesar de a área da nossa casa não ser muito movimentada. Ainda estávamos nos arriscando fazendo amor na varanda. Mesmo sendo no segundo andar ainda é ousado.
Ela gemeu quando comecei a massagear seu seio por cima do lingerie.
Me surpreendeu quando empurrou meu peito e ficou por cima de mim. A alça do seu sutiã tombou de lado, e eu babei por ela.
Ela riu de algo, com certeza da minha cara de abobalhado, e voltou a me beijar.
PDV Carlie.
— Daqui a pouco vamos a casa da titia. É, vamos sim.
Conversar com o meu filho era uma alegria que eu nunca tinha me dado conta antes de ficar reclusa. Sempre amei ficar perto dele, mas nunca imaginei que sentiria falta disso.
Mais tarde Seth cumpriu o que prometera: levou-me até a casa da Nessie. Era tão linda quanto a minha. Também um sobrado.
A gente jogou conversa fora enquanto eles assistiam a um jogo de seus times preferidos e cuidavam dos nossos filhos. Conversamos sobre tudo.
Depois voltamos para casa.
Os dias se passavam normalmente, e de certa forma arrastados. Ainda com a minha morte forjada. Eu já estava farta disso. E falei isso para o Seth, porém isso acabou gerando uma discussão.
— Carlie, é para a sua segurança que estamos te escondendo! – ele falou pela décima vez desde que a discussão começara.
— Eu sei disso! – retruquei exasperada. – Mas eu apenas não aguento mais viver assim! Eu estou nessa há meses e nada de ameaças contra mim!
— Por enquanto. Vai saber que você declara quem realmente é e por acaso, a Tifanny fica sabendo, e aí, como fica?
— Minha família me protegeria! – bradei sentindo a lágrima de raiva descer pela minha face. – Eles nunca deixariam nada de ruim acontecer comigo!
— Sua família sempre te protegeria. O problema é: você está pronta para pagar para ver eles arriscando suas vidas pela sua?
Me calei. O choro de Harry interrompeu a discussão calorosa.
— Tá vendo? Até ele está do meu lado...
— Nada a ver. – Seth me interrompeu. – Ele não gosta de briga, como todos os bebês desse mundo.
— É o seu pai que é um bobão, Harry. – falei, colocando toda a culpa em cima dele, enquanto ele pegava o nosso filho em seu colo, tentando acalmá-lo.
— Eu não sou bobão. – ele discordou. – Só estou tentando ser racional. E parece que sou o único aqui.
Abri a boca, incrédula pelo que ele disse.
— OK. – me rendi, pronta para a chantagem emocional. – Me fazer feliz já não é lá algo tão importante para você, né?
— Não diga isso nem de brincadeira, Carl. – ele nem esperou minha frase terminar, furioso pelas minhas palavras. – Você sabe que sua felicidade é tudo para mim.
— Então prove. – tentei mais uma vez, quase sem esperanças. – Se convença de que vai ser bom para mim, ver minha família. Por favor. – minha última frase saiu num sussurro.
Sua feição estava totalmente destruída enquanto me encarava. Ele pareceu relutante antes de negar novamente.
— Me desculpe, querida. – ele pediu.
Fiz que sim com a cabeça, não me surpreendendo com sua resposta.
Fui para o meu quarto e me sentei na cama.
Fechei os olhos, me permitindo chorar. Deixei minha imaginação fluir, e pensei nos braços do meu pai ao meu redor, gélidos feito mármore, mas aconchegantes como um cobertor.
Como eu precisava da minha família cada vez mais...
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