A Intrusa De Westeros
5 O intruso
Notas iniciais
O corvo chegara com a aurora. Asas negras no nascer do sol.
"Robert da Casa Baratheon, o Primeiro do seu Nome, rei dos Ândalos e dos Roinares e dos Primeiros Homens, Senhor dos Sete Reinos e Protetor do Domínio esta morto. Eddard da Casa Stark é acusado de tentativa de usurpar o Trono de Ferro e esta preso e aguardando julgamento. É de extrema importância que a Casa Stark venha jurar lealdade ao seu novo Rei, Joffrey Baratheon, das Casas Baratheon e Lannister, Primeiro de seu Nome, Rei dos Sete Reinos, Rei dos Ândalos, dos Roinares e dos Primeiros Homens, Protetor do Reino."
A letra fina e tremida só podia ter sido escrita por alguém com Mal de Parkinson, demorei mais de meia hora pra entender as letras e mesmo assim ainda achava que "Reino" era "Brenos", mas que diabos é "Brenos"?
Estávamos a meio dia de Porto Real. A estrada para a o fornecimento seriam fechadas hoje. O cerco seria levantado antes do almoço e Robb Stark andava cavalgava ao meu lado com Lobo cinzento entre nos.
Mas quem realmente me intrigava era o Cavaleiro-da-Tulipa-Preta, um cavaleiro misterioso que se juntou a Robb no Tridente, ele andava com uma tulipa preta em sua armadura. Ninguém sabia nada sobre ele, ninguém falava com ele e ele não falava com ninguém e não tirava nenhuma parte da armadura, mas estava sempre ao alcance da minha vista e não importava para onde eu olhasse ele estava lá.
A hora do cerco chegou e quando Cersei soube o que estava acontecendo mandou um corvo bem ao seu estilo.
"Como ousam levantar cerco contra seu Rei Legitimo? Essa é mais uma prova que a casa Stark estava planejando usurpar o Trono de Joffrey.
Recuem agora ou o Norte terá o mesmo destino que a Casa Castamere."
Eu ri muito com essa carta. "Legitimo Rei"? Joffrey? Ai cacete, Cersei é hilária.
Robb respondeu, mas eu nem quis ver o que ele falou na carta, fui passear pelo acampamento. Estava brisando e pensando no quanto eu queria um Wi-Fi disponível e sem senha, mas nem energia elétrica tinha aqui.
Quando o vi novamente ele estava a caminho da Mata do Rei olhando para os lado pra ter certeza que não estava sendo seguido, e eu, como uma boa curiosa, fui atrás tomando cuidado para que ele não me visse.
Ele desviava dos galhos sem seguir uma trilha certa, era como se já soubesse para onde estava indo, diferente de mim, que a cada passo tropeçava em algo novo, talvez tenha até pisado em uma cobra, mas como ainda estou viva acho que era só um ganho mesmo.
Ele parou na beira de uma lagoa e começou a se despir.
"Ui, agora tá interessante." pensei, "Acho que tô muito pervertida. Deve ser os Contos Eróticos que eu tava lendo no Nyah!.", me repreendi.
Ele era moreno, não muito alto, e me parecia familiar...
"Cacete, o que você tá fazendo o aqui?" sai gritando e correndo em sua direção.
"Não sei. Eu acordei em uma floresta outro dia e uma menina veio me falando que eu devia vir pra cá e te levar pra casa. O que você fez agora Yanka?", ele me abraçou e me sacudiu ao mesmo tempo, carinho e bronca.
"Você pelo menos sabe onde tá?", perguntei depois de lembrar que ele não assistiu nem leu os livros.
"Não. Tá todo mundo falando de Westeros e uma guerra que vem pela frente. Um rei morto. Que merda de país é esse?"
"Não é um país. É uma outra terra, um outro mundo. É o universo de Game of Thrones. Aquela vadia pensa mesmo que você vai me tirar daqui?"
"Game of o que?" ele perguntou confuso.
"Thrones, lembra? Tentei assistir com você uma vez. O cara decepado. Os zumbis brancos, Outros."
"Não." ele respondeu se remexendo desconfortável na armadura meia despida. "Cara, isso incomoda muito, como é que mijam nisso?"
"Nunca havia pensado nisso... Quem te deu isso? E como você sabe usar?"
"A Loca de Vermelho, ela me.. tocou... e do nada me senti mais forte e sabia usar uma espada. A armadura veio depois."
"Ela te TOCOU?" ciumes começou a me dominar, eu sabia que não tinha sido apenas isso, então taquei o elmo na cabeça dele... e ele caiu com tudo na água, quase se afogando. Meu namorado é uma idiota mesmo.
"Não foi culpa minha." ele suplicou depois de eu ter ajudado ele a sair da água(com muito esforço, diga-se de passagem). "Ela veio enquanto eu tava dormindo ainda. Me acordou."
"Argh, Rafael. Sai daqui, vai pra casa. Você vai acabar morrendo."
"Vai você. Nem sei onde eu tô. Nem sei o que fazer. Você nunca muda de ideia mesmo." Ele sentou desanimado. "Ela disse que tá tudo errado e era essa sua ideia de mudar que tá fazendo isso. Vamos pra casa, amor!"
Olhei para ele e pensei por um tempo... E tomei minha decisão final.
Fale com o autor